Folha Online – A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) terá parte do salário cortado por causa de sua ausência durante viagem aos Estados Unidos. Segunda...

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A deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) terá parte do salário cortado por causa de sua ausência durante viagem aos Estados Unidos.

Segunda a Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), não autorizou a viagem.

Ela viajou no sábado para participar do Fórum Permanente das Comunidades Indígenas, da ONU, em Nova York. Sua volta está marcada para o dia 28.

Pelo regimento interno da Câmara, apenas as sessões deliberativas contam para falta. Nesta semana, aconteceram quatro. O desconto é de R$ 800 por sessão em média.

Ontem, membros do Conselho de Ética da Câmara, onde ela responde a processo por quebra de decoro, afirmaram que Jaqueline faltou também a uma audiência na qual faria sua defesa. A assessoria dela diz que a defesa será entregue por escrito.

Jaqueline Roriz responde a processo por ter sido filmada por Durval Barbosa, delator do mensalão do DEM, recebendo dinheiro de suposta propina.

Segundo a assessoria da deputada, a viagem foi autorizada pelo Conselho de Relações Exteriores no dia 4 de maio.

A Câmara informa, no entanto, que essa autorização não basta. É preciso da assinatura do presidente da Casa.

A deputada afirma que vai recorrer administrativamente aos cortes. No seu entendimento, não houve impedimento legal para a viagem como representante da Câmara.

A assessoria lembra também que a viagem foi paga do próprio bolso e que não houve uma desautorização clara.

Não é a primeira vez que Jaqueline Roriz tem o salário cortado por faltas desde que assumiu em fevereiro.

Em março, quando estourou o escândalo contra ela, os cortes chegaram a mais de R$ 13 mil no salário recebido no mês seguinte, segundo informações da Câmara.

DEFESA
Ontem, o relator do caso, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou que a deputada deve esperar o último dia de prazo, no final da próxima semana, para apresentar sua defesa.

A defesa dela nega que a viagem é uma estratégia para atrasar o processo. Ainda segundo a assessoria, Jaqueline informou ao Conselho de Ética que não poderia participar da reunião, porque toda a sua defesa será por escrito. Diz também que é seu direito usar todo o prazo regimental para a defesa.

“Seu advogado apresentou, na sexta-feira passada, a justificativa para ela não ir ao Conselho de Ética: sua defesa, já apresentada por escrito, seria reafirmada em outro documento, por escrito. Ou seja, ela não irá prestar nenhum esclarecimento verbal e sim, sempre, por escrito”, diz a assessoria.

No começo do mês, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados aprovou parecer do corregedor, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), que pede a cassação da deputada por quebra de decoro parlamentar.

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