Romero Jucá teria usado dinheiro de caixa dois em campanha e recebido apartamento de empreiteira, diz revista

O Globo –

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), teria usado dinheiro de caixa dois em campanha, recebido apartamento de uma empreiteira e recorrido a serviços de doleiros conhecidos para movimentar um grande montante de dinheiro em espécie. As revelações feitas pelo lobista Geraldo Magela Fernandes, que admitiu ser laranja do peemedebista, foram publicadas na revista “Época” desta semana.

Segundo o lobista, Jucá gastou cerca de R$ 15 milhões em dinheiro vivo durante a campanha ao Senado em 2002, quase tudo oriundo de caixa dois.

– Eu era o responsável pela contabilidade da campanha e declarei só 1% das despesas – afirmou Magela à publicação.

– O Jucá só mexe com dinheiro vivo – completou Magela, que revelou à revista que, para cobrir despesas extra de uma TV de sua propriedade, Jucá fazia pagamentos avulsos, acima de R$ 100 mil.

Ainda segundo ele, com tamanho montante de dinheiro em espécie, o peemedebista recorria aos serviços de doleiros. Entre eles o paulista Antônio Pires de Almeida, preso pela polícia federal em 2005, acusado de movimentar ilegalmente U$$ 1,8 bilhão em contas secretas dos Estados Unidos.

– Romero

me apresentou pessoalmente ao Seu Pires e me autorizou a apanhar dinheiro no escritório dele – diz Magela. – Busquei dinheiro lá ao menos 12 vezes – completa o doleiro, informando que os recursos eram repassados a Jucá ou gastos em campanhas políticas.

Jucá também teria mantido conversas com outro doleiro, Lúcio Funaro, envolvido no escândalo do mensalão. Os contatos teriam acontecido quando o peemedebista era ministro da Previdência, no primeiro mandato do presidente Lula.

Revista diz que Jucá tem empresas em nome de laranjas e familiares
A revista diz também que existem fortes evidências de que Jucá ganhou um apartamento em Brasília da Via Engenharia. Trata-se de uma empreiteira então presidida pelo empresário e amigo de Jucá há 20 anos, José Celso Gontijo. O “presente” foi dado ao senador em dezembro de 2001, época em que a empresa prosperava no setor de obras públicas, sob a influência do peemedebista.

A publicação, que teve acesso a um contrato de gaveta do negócio, afirma que a família de Jucá repassou a propriedade do imóvel à própria Via, enquanto a empreiteira ainda construía o apartamento. A operação rendeu à família Jucá nada menos que R$ 500 mil.

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