Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

BC prevê novas aquisições e fusões de bancos menores
Para sobreviver no novo cenário econômico-financeiro, os bancos pequenos e médios terão de se capitalizar e encontrar novas áreas de atuação. Segundo o diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), Anthero Meirelles, a crise de 2008 provocou “mudanças estruturais” no sistema financeiro, diminuindo a liquidez antes disponível a esses bancos.
Casos como os do PanAmericano e Schahin, que entraram em dificuldades e tiveram de ser comprados para não fechar as portas, e do Morada, que sofreu intervenção do BC, colocaram em xeque a principal fonte de recursos de instituições do mesmo porte: a cessão de carteiras de crédito. “Alguns bancos precisam adaptar suas estratégias para ficar mais rentáveis e sustentáveis no longo prazo. Se têm passivo caro e ativo menos rentável, no médio e longo prazos podem ter dificuldades”, disse Meirelles ao Valor. (Págs. 1 e C1)

Para analistas, investimentos puxam o PIB
O investimento voltou a puxar a economia no primeiro trimestre, revertendo a composição menos saudável registrada no trimestre anterior, quando o consumo das famílias havia sido o principal responsável pela expansão. Embora o PIB oficial do trimestre ainda não tenha sido divulgado, seis dos nove analistas consultados pelo Valor apuraram crescimento mais forte do investimento, amparado no expressivo consumo de máquinas e equipamentos e em uma alta um pouco mais moderada da construção civil. A expansão do investimento é positiva por elevar o PIB sem muito impacto inflacionário, uma vez que possibilita ampliação da oferta de bens.
As projeções mais positivas apontam para uma alta de 3,5% a 4% para o investimento no trimestre, feito o ajuste sazonal, ritmo bem mais forte que o 0,7% do quarto trimestre de 2010 em relação ao terceiro. Há, porém, estimativas mais cautelosas, indicando um aumento do investimento inferior a 1%. (Págs. 1 e A4)

Peluso dará prioridade aos grandes temas no STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) vai passar a concentrar sua atuação no julgamento de casos de grande relevância para a sociedade. O presidente da Corte, Cezar Peluso, disse ao Valor que o STF deverá julgar um caso de extrema importância por mês. Em maio, decidiu sobre a união homoafetiva. Em junho, julgará um processo que vai definir os direitos dos poupadores no caso das correções dos planos econômicos entre 1986 e 1991. Em agosto, o Tribunal deverá decidir sobre o direito de aborto para mulheres grávidas de fetos anencefálicos.
Peluso quer instituir no STF reuniões prévias entre os ministros antes dos grandes julgamentos para evitar pedidos de vista e discussões ásperas transmitidas ao vivo pela TV, que constrangem a Corte. Para chegar à pauta de grandes casos, que dará maior peso político às decisões, o STF retirou, na quarta-feira, uma série de ações do plenário, onde votam os 11 ministros. Agora, extradições, mandados contra decisões do TCU e ações que envolvem toda a magistratura ou metade dos membros de um tribunal serão decididas nas turmas, que têm cinco ministros e votação mais ágil. (Págs. 1 e A6)

Foto legenda: Peluso, presidente do STF: “Nada impede que os ministros se reúnam para preparar um julgamento”

Negócios com energia eólica ganham vulto
Até dois anos atrás, a Makro Engenharia, de Fortaleza, tinha 15 funcionários para cuidar da logística dos equipamentos pesados de energia eólica. O transporte era feito por cinco caminhões. Hoje, o departamento se transformou em uma divisão de negócios com 250 funcionários e uma frota de 30 caminhões – mais 20 estão encomendados.
David Rodrigues, diretor comercial da empresa, diz que em breve a divisão será convertida em companhia independente, especializada no segmento eólico, do transporte de equipamentos à entrega completa da usina. “Esse mercado está explodindo”. A Makro já entregou 50 torres e fechou pedidos para mais 250. (Págs. 1 e B11)

Reconstrução fluminense sob suspeita
Vítimas de uma das maiores catástrofes naturais do país, as cidades turísticas de Nova Friburgo e Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, estão tendo seus já dificílimos trabalhos de reconstrução atrapalhados por problemas políticos. Nos dois municípios – que responderam por 808 dos 905 mortos e 231 dos 292 desaparecidos -, a briga política inclui acusa

ções de irregularidades e falta de transparência na gestão dos recursos destinados à recuperação. Em Nova Friburgo, uma licença médica por tempo indeterminado do prefeito Heródoto Mello (PSC) deixou em aberto a prestação de contas de R$ 10 milhões repassados pela União. Em Teresópolis, o prefeito Jorge Mario Sedlacek (PT) é acusado de favorecer empresas na contratação dos serviços de reconstrução. Rejeitado dentro de seu próprio partido, Sedlacek é alvo de CPI na Câmara Municipal. (Págs. 1 e A10)

Escritórios caçam advogados especialistas no setor público
Escritórios de advocacia de todos os portes se movimentam para admitir profissionais com experiência na administração pública. O motivo são os grandes projetos que envolvem empresas do governo e da iniciativa privada, principalmente na área de infraestrutura e exploração da camada do pré-sal.
A intenção é aproveitar o conhecimento acumulado nas repartições e no trabalho com normas regulatórias para dinamizar compras, fusões e fechamento de contratos. “Neste ano, espera-se um aumento na demanda por esses profissionais de pelo menos 30% em relação a 2010”, diz Giuliana Menezes, líder da área legal da consultoria de recrutamento Michael Page. (Págs. 1 e D12)

Caloi quer polo de bicicletas em Manaus
Principal fabricante de bicicletas do país, a Caloi está em campanha para transformar Manaus em um dos principais polos mundiais de fabricação desses produtos e suas peças. Hoje, a maior parte dos componentes é importada da China. Eduardo Musa, presidente da Caloi, acredita que o Brasil pode se credenciar a ser esse polo em razão das profundas transformações pelas quais está passando esse setor industrial na China, o maior produtor mundial, que mudou sua estratégia e agora se volta para exportar mais bicicletas montadas e menos peças. (Págs. 1 e B1)

Refis da Crise paralisa a recuperação de débitos das empresas com a União (Págs. 1 e A2)

Moveleiras de SC mudam o foco
Após quase uma década dedicada às exportações, a queda nas vendas em razão do câmbio fez as empresas do polo moveleiro de Santa Catarina voltarem-se para o mercado interno, com foco nas classes A e B. (Págs. 1 e A8)

Seagate nacionaliza produção
A Seagate, segunda maior indústria de discos rígidos (HD) do mundo, vai fabricar seus equipamentos no Brasil, na fábrica da Phitronics – subsidiária da taiwanesa KinpoGroup – em Manaus. (Págs. 1 e B2)

Invasão de brasileiros
Beneficiadas pelo aumento da renda da classe C e pelo câmbio valorizado, as operadoras de turismo brasileiras esperam registrar uma temporada de inverno recorde para os destinos de neve na América do Sul. (Págs. 1 e B9)

Barreira afeta empresas aéreas
A adoção de procedimentos aduaneiros mais rigorosos para conter a importação de porcas e parafusos de aço de uso aeronáutico provenientes da China preocupa empresas aéreas. A Líder já tem quatro aviões parados. (Págs. 1 e B9)

EUA reagem à concorrência
A pedido do Comitê de Finanças do Senado americano, a Comissão de Comércio Internacional dos EUA fará uma investigação sobre a competitividade das exportações agrícolas brasileiras e seu impacto sobre as vendas americanas a terceiros mercados. (Págs. 1 e B13)

Santander financia aviões da TAM
O Santander acaba de fechar com a TAM uma operação de US$ 180 milhões para financiar a compra de quatro aeronaves. A transação inclui um A321, que foi entregue no fim de abril, e três A319, que chegarão até julho. (Págs. 1 e C8)

Previdência privada perde força
Em abril, pela primeira vez no ano, os fundos de previdência aberta registraram queda na captação líquida em relação ao mesmo período de 2010. No mês passado, o saldo de aplicações ficou 8% menor. Em relação a março, a captação cedeu cerca de 15%. (Págs. 1 e D1)

Especial – Fundos de Investimentos
Mau desempenho da bolsa, que já levou a resgates líquidos nos fundos de ações em 2010 e oeste ano, deixa o investidor cauteloso. “Uma hora, a bolsa vai definir tendência e quem investir em ações ou fundos de ações vai ganhar dinheiro lá na frente”, diz Herculano Alves, da Bradesco Asset. (Págs. 1 e F7)

Ideias
Renato Janine Ribeiro
O casamento entre o PT e a ética, que parecia indissolúvel, se transformou em uma amizade colorida. (Págs. 1 e A6)

Ideias
Caio Megale
O esforço para desindexar a economia brasileira não deve se restringir a momentos de alta da inflação, como o atual. (Págs. 1 e A8)

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