Começa nova corrida ao óleo na Amazônia Vinte e cinco anos depois de a Petrobras ter iniciado sua operação na bacia do rio Solimões,...

Começa nova corrida ao óleo na Amazônia
Vinte e cinco anos depois de a Petrobras ter iniciado sua operação na bacia do rio Solimões, no Amazonas, começa uma nova corrida para exploração de petróleo no Estado. A empresa privada HRT Oil & Gas iniciou há um mês a perfuração de seu primeiro poço perto de Tefé. A companhia é operadora de 21 blocos no Amazonas, numa área de 48.485 km2, duas vezes maior que a da Petrobras na região e equivalente a duas Dinamarcas.
A Petrobras explora oito áreas nas bacias do Solimões e Amazonas, onde já perfurou dez poços. Até 2015, a HRT planeja ter 130 poços. “A região tem o melhor petróleo do Brasil”, diz o presidente da empresa, Marcio Mello, que saiu da Petrobras nos anos 90. Os investimentos da HRT e de sua sócia Petra Energia estão orçados em US$ 3,5 bilhões até 2014. (Págs. 1 e A12)

Modificação recheia MPs de 'contrabando'
Dois meses após acertar sua participação como vice na chapa de Dilma Rousseff, o então presidente da Câmara, Michel Temer, modificou uma de suas principais decisões que tornava inadmissível a inclusão, no texto de medidas provisórias, de “emendas estranhas ao núcleo material” das MPs, aí incluídas eventuais inserções feitas pelos próprios relatores. Desde então, Temer passou a entender que não cabe indeferimento prévio de qualquer emenda incluída por relator, que só poderia ser rejeitada pelo plenário. A mudança permitiu ao Planalto se valer dos relatores para incluir toda sorte de “emendas-contrabando” nas MPs. Um exemplo é a MP 521. Originalmente, o texto dispunha sobre atividades de médicos-residentes e gratificações a funcionários da AGU, mas acabou recebendo a emenda que flexibiliza a Lei de Licitações para as obras da Copa. (Págs. 1 e A5)

Pão de Açúcar negocia com Carrefour
As discussões sobre uma possível fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil, iniciadas há cerca de um mês, envolvem representantes das duas empresas, autorizados pelos respectivos acionistas. Se as negociações iniciais evoluírem, a união incluirá o varejo de alimentos, as operações de farmácias e os postos de combustíveis, criando uma empresa de R$ 53,9 bilhões de faturamento bruto.
Abilio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, deu sinal verde à aproximação. A cadeia francesa Casino, acionista do Pão de Açúcar, também foi informada e autorizou o início da conversação. O motor das negociações foi a insatisfação de acionistas do Carrefour com os resultados do grupo no mundo. Ainda há muitas dúvidas sobre como poderia ser a estrutura da nova empresa resultante da fusão. Procuradas, as varejistas não comentaram o assunto. (Págs. 1 e B1)

SDE deve pedir condenação do Ecad por prática de cartel
A Secretaria de Direito Econômico (SDE) do Ministério da Justiça deve pedir a condenação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) por prática de cartel. A razão principal é a fixação arbitrária de percentuais de direitos autorais pelo escritório e pelas associações filiadas.
O processo contra o Ecad foi aberto em julho de 2010 para apurar a forma como as associações de artistas e o escritório determinam os valores que devem ser pagos pelos direitos autorais. O Ministério da Justiça suspeita que o dinheiro vai mais para as associações do que para os músicos. Outro problema desse percentual é que ele não leva em conta as diferenças entre os músicos e seus repertórios. (Págs. 1 e A2)

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Concorrência derruba preço de computador e afeta margens
Acelerou rapidamente nos últimos meses a tendência de queda nos preços de computadores no mercado brasileiro. Já é possível comprar por menos de R$ 1 mil um notebook que custava o dobro disso há apenas um ano. Nos últimos 12 meses até abril, o recuo médio dos preços foi de 13,52%. Resultado do câmbio valorizado e da competição entre os fabricantes, a redução nos preços explica o aumento de 22% nas vendas de computadores no Brasil, segundo a consultoria IDC.
Mas o que beneficia o consumidor tem afetado os resultados dos fabricantes, que já convivem historicamente com margens baixíssimas, em parte por conta da constante pressão do varejo. A disputa atual está levando as empresas de menor porte a fechar as portas, além de provocar mudanças de estratégia nos grandes fabricantes. A Positivo Informática, maior companhia nacional do setor, iniciou um extenso processo de reestruturação para manter-se competitiva, que envolve a produção e venda na Argentina. Com a fabricação local, a empresa estima preços 5% a 10% menores. “Não vai ser uma entrada suave, vai ser forte”, diz o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg. (Págs. 1 e B3)

Argentina quer discutir questões estruturais no intercâmbio comercial com o Brasil (Págs. 1 e A3)

S&P melhora perspectiva para rating brasileiro (Págs. 1 e C1)

Promovalor desembarca em PE
Em parceria com a Odebrecht, o grupo português Promovalor vai construir um complexo multiuso em Cabo de Santo Agostinho (PE), com hotel, centro de convenções, shopping e torres empresariais. (Págs. 1 e B7)

Petrobras terá terminal flutuante
A Petrobras vai investir US$ 350 milhões em um terminal flutuante de tancagem para escoar parte da produção do pré-sal a partir de 2013. A unidade ficará a 90 quilômetros da costa, entre o norte de São Paulo e o sul do Rio de Janeiro. (Págs. 1 e B8)

Camil compra a Femepe
Maior indústria de beneficiamento de arroz e feijão da América Latina, a Camil diversifica suas operações com a aquisição da Femepe, empresa de pescados em conserva de Santa Catarina, dona das marcas Pescador, Alcyon e Navegantes. (Págs. 1 e B11)

Crédito para a cana
O governo vai criar uma linha de crédito para financiar a renovação das plantações de cana por indústrias e produtores independentes. A medida será incluída no Plano de Safra, a ser divulgado em junho. (Págs. 1 e B12)

Bolsa unifica 'clearings'
Unificação das câmaras de liquidação e compensação da BM&FBovespa permitirá a redução das garantias depositadas em seus mercados, hoje de R$ 150 bilhões, em no mínimo 20%, elevando a liquidez no sistema em pelo menos R$ 30 bilhões. (Págs. 1 e C1)

Unik lança pré-pago para Internet
A Unik, administradora de cartões do grupo Rio Bravo, fechou acordo com a americana InCamm para lançar no Brasil um cartão pré-pago para produtos e serviços comercializados pela internet, como jogos, músicas e softwares, diz José Roberto Kracochansky. (Págs. 1 e C7)

Mercado cambaleante
Inflação global, perspectiva de menor crescimento das potências, volatilidade das commodities e ingerência governamental na Petrobras e Vale levam corretoras a reduzir projeções para o Ibovespa, tirando o brilho de um ano que parecia promissor. (Págs. 1 e D1)

Ideias
Assis Moreira
Governo brasileiro é tímido na proteção da indústria nacional contra importações desleais originárias da China. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Fabiano Santos
Código Florestal mostra como conflitos de cúpula afastam os partidos dos reais interesses econômicos dos brasileiros. (Págs. 1 e A6)

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