Alckmin diz não 'compactuar' com ação da PM na Marcha da Maconha

Folha Online –

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), criticou ontem a ação da Polícia Militar durante protesto realizada na tarde de sábado na avenida Paulista e mandou apurar se houve abusos.

“Houve um erro, porque não se justifica fechar a avenida e atrapalhar o direito de ir e vir das pessoas. Mas um erro não justifica o outro. A polícia tem competência, tem experiência para lidar com essas questões (…) sem cometer violência. Nós não compactuamos com isso, por isso vai ser averiguado se houve abuso, se houve excesso”, disse o governador.

A polícia

usou balas de borracha e bombas de efeito moral contra manifestantes que protestavam contra a proibição judicial da Marcha da Maconha. Seis pessoas foram detidas e, mais tarde, liberadas.

Imagens da TV Folha mostram a violência da polícia. Um repórter foi atingido por jatos de spray de pimenta por um PM e por uma agente da Guarda Civil Metropolitana. A agente da GCM ainda atacou o repórter –que portava crachá– com um golpe de cassetete.

A PM e a GCM informaram que vão apurar o caso. A PM atribuiu a reação à necessidade de cumprir ordem judicial, dada na sexta, que proibiu o ato. Sem poder fazer alusão à maconha, os manifestantes saíram em passeata em nome da “liberdade de expressão”.

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Comentários

One thought on “Alckmin diz não 'compactuar' com ação da PM na Marcha da Maconha

  1. Não é mais possível aceitar reiteradas desculpas dos governantes paulistas sobre excessos da Polícia Militar do Estado.

    Quantas vezes já ouvimos esse discurso – “a posteriori” – dos governantes paulistas. A PM desce o cacete para que depois o governo de plantão do PSDB (vinte anos) venha dizer que não concorda com os excessos. De novo? Outra vez? Quantas mais?

    Fica clara a opção do PSDB em excluir o povão das suas pretensões políticas. Além da arbitrariedade policial fica bastante evidente que a PM agiu sob orientação, a mando da cúpula tanto da PM como da Secretaria de Segurança e até mesmo do governo paulista.

    Quantas vezes mais o governador Geraldo Alckmin virá a público afirmar que não concorda com os excessos da "sua" PM?

    Será que o governador vai esperar ocorrer uma tragédia para enquadrar a PM?

    Acorda São Paulo!

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