Rogério Pagnan, da Folha – Auditoria do governo de São Paulo na folha de pagamento das polícias detectou gratificações de representação de até R$...

Rogério Pagnan, da Folha –

Auditoria do governo de São Paulo na folha de pagamento das polícias detectou gratificações de representação de até R$ 13.310,22 no salário de policiais militares.
Esse benefício é pago quando o policial atua em setores especiais do governo ou no caso de comando.

O valor é superior ao salário do comandante da PM, fixado pelo governo em R$ 10.212,78, e muito maior que o teto estipulado por decreto, R$ 1.039 na época.

Relatório da auditoria, produzido em 2007 pela Secretaria da Fazenda e conhecido somente agora, traz outros três exemplos de gratificação superiores a R$ 10 mil.

Não é informado, porém, quantos casos existiam nem o nome desses policiais.
O relatório cita os casos como exemplos de gratificações “muito acima” do teto, mas que a corporação não conseguiu apresentar documentos para comprovar a regularidade dos valores.

Em nota, enviada pelo governo ontem à noite, a PM diz que os “valores das gratificações foram definidos por decisões judi

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ciais”. “E que, ainda assim, nesses casos, o valor dos salários efetivamente pagos não superou o teto do funcionalismo.”

O governo não disse, porém, porque esses documentos não foram apresentados à auditoria em 2007. A Folha pediu cópias dessas decisões judiciais, mas não recebeu.

Cálculos Errados
Essa é a mesma auditoria revelada ontem pela Folha que detectou que a PM fazia cálculos errados em outra gratificação (RETP), que elevavam o salário de 14,3 mil policiais e pensionistas.

Mesmo detectado em 2007, o pagamento continuou sendo feito pela PM até agora e pode ter causado um prejuízo de R$ 200 milhões no período. Há uma ação na Justiça e um inquérito na polícia para apurar o assunto.

São os próprios oficiais da Polícia Militar que fazem seus holerites. Em depoimento à Polícia Civil, o diretor da Fazenda Nelson Galdino de Carvalho disse que os salários são pagos “sem nenhuma conferência”.

Segundo o governo, não há indícios de má-fé, apenas uma divergência de interpretação. E, por isso, os policiais não precisarão devolver o valor recebido a mais.

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