Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Classe emergente contém consumo
O aumento da inflação, provocado pela elevação de preços dos alimentos e tarifas públicas, especialmente de transportes, já arrefeceu o ímpeto consumista das classes emergentes da população. Pela primeira vez desde 2005, houve queda no consumo quantitativo de produtos básicos (2%) nas classes D e E, formadas por famílias com renda mensal de até quatro salários mínimos. Nos itens não básicos, o crescimento das compras, que corria em um ritmo de 19%, caiu para 10% no trimestre. Os dados são de estudo feito pela consultoria Kantar Worldpanel, que visitou as residências de 8,2 mil brasileiros nas últimas semanas. A queda de 2% refere-se a mercadorias de consumo frequente nos segmentos de alimentos, bebidas, higiene, limpeza e cuidados pessoais. (Págs. 1 e B4)

Para Eris, BC subestimou demanda
A combinação de uma inflação de demanda com um choque de alta nos preços internacionais das commodities significa que o Banco Central está enfrentando o teste mais duro desde a implantação do regime de metas. A opinião é do ex-presidente do Banco Central Ibrahim Eris. Segundo ele, a autoridade monetária subestimou inicialmente a pressão de demanda, que se dá num ambiente de mercado de trabalho muito aquecido, como ocorre hoje no país. Para Eris, que presidiu o BC no governo Fernando Collor, mais preocupante do que o índice de preços estar rodando no limite superior da banda – de 6,5% – é a natureza da inflação. Seu temor é que, se a desaceleração inflacionária desenhada pelo BC não se confirmar, será necessário elevar mais os juros, o que pode comprometer o crescimento também em 2012.(Págs. 1 e A16)

Proposta de reestruturação da Oi agrada minoritários
A proposta da Oi de uma reestruturação societária a preços de mercado, antecipada ontem pelo Valor, foi bem recebida pelo mercado. As cinco diferentes ações da companhia tiveram altas expressivas, da ordem de 10%. Os investidores entenderam que a mudança pode ser o primeiro passo da Oi para dar adeus à velha Telemar – empresa com um histórico de desentendimentos com os acionistas minoritários.
A Oi pretende trocar as ações da Tele Norte Leste (TNL) e da Telemar Norte Leste (Tmar) por papéis da Brasil Telecom (BrT). As relações de substituição ainda não estão definidas, mas a companhia indicou que a intenção é fazer uma operação condizente com os preços praticados em bolsa. Os valores definitivos serão estabelecidos a partir da recomendação de comitês independentes a ser instituídos na Tmar, na TNL e na BrT. Isso ainda causa ansiedade entre os investidores, que pretendem ver para crer, por causa do passado turbulento da companhia. Nos últimos cinco anos, a Oi fez três tentativas frustradas de reestruturação.(Págs. 1 e D1)

Votação de Código irrita Dilma
A votação do Código Florestal azedou a relação entre o Planalto e a coalizão governista no Congresso. A presidente Dilma Rousseff ficou “furiosa”, segundo relatos de auxiliares do Planalto, com a “imposição” de um texto contrário às suas determinações. Nos bastidores, auxiliares da presidente afirmam que Dilma está “contrariada” com os líderes dos principais partidos, sobretudo do PMDB, e que não admite a rebelião do chamado “baixo clero”. A presidente atribuiu as dificuldades à “ação insatisfatória” dos líderes do governo e apontou a prevalência de “interesses pessoais” na base aliada. O líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), alertou para retaliações do Planalto e veto presidencial ao texto. (Págs. 1 e A6)

Polícia acha criminosos e drogas em Jirau
Após 70 dias da rebelião no canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau, ainda há muitas dúvidas sobre os autores e as razões que, de fato, deflagraram a onda de violência. Investigações ainda preliminares mostram que entre os trabalhadores havia fugitivos da Justiça que cometeram crimes em Rondônia e outros Estados. A polícia também já sabe que havia tráfico de drogas no canteiro. Bebidas alcoólicas, que são proibidas no local, também circulavam em um mercado negro.
As informações foram confirmadas pelo delegado Hélio Teixeira Lopes Filho, diretor da divisão de repressão ao crime contra o patrimônio da Polícia Civil, responsável pelas investigações. Ao Valor, o delegado disse que atualmente trabalha na identificação de um grupo de 150 a 200 pessoas que participaram das ações. Mais do que identificar os autores, a principal resposta que a polícia procura é a motivação que desencadeou os eventos. São muitas as evidências de que houve uma ação coordenada, com data certa par

a acontecer.(Págs. 1 e A5)

Banco Morada teve processo prescrito
O Banco Morada, que sofreu intervenção do Banco Central em abril, já apresentava sinais de irregularidades há nove anos. Em 2002, o BC identificou pagamentos feitos a parentes dos diretores do banco. Segundo a fiscalização, os valores foram registrados como despesas, mas o banco não comprovou a prestação de serviços para justificá-las. No ano seguinte, o Morada e cinco de seus diretores – todos sócios das empresas controladoras da instituição – foram multados em R$ 25 mil cada um. Eles recorreram ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional e, após quase oito anos à espera de julgamento, o processo administrativo prescreveu. (Págs. 1 e C1)

Brics se unem e atacam pretensão europeia de manter chefia do FMI (Págs. 1 e A13)

Citroën descarta 'guerra de populares' no Brasil, diz Ivan Segal (págs. 1 e B1)

Embraer enfrenta o custo cambial e projeta novo avião
Com mudanças importantes em sua diretoria, anunciadas há duas semanas, a Embraer começa a se preparar para o longo processo de decisão sobre o lançamento de um novo avião comercial, em 12 a 18 meses. “O mercado aceita bem os nossos aviões e temos que ter muito cuidado, justamente para decidir o que fazer e quando fazer”, disse ao Valor Frederico Curado, presidente da empresa.
Além de ter de se adequar à evolução do mercado mundial de aviação, a Embraer tenta amenizar os impactos do câmbio valorizado e do aumento do custo da mão de obra no Brasil. “A Embraer tem cerca de 90% da sua receita atrelada às exportações. Existe uma pressão de custos subindo com uma velocidade muito grande e não se consegue ter um volume de negócios que seja compatível com isso”. A saída tem sido elevar a produtividade e as vendas no mercado nacional. (Págs. 1 e B9)

Nestlé eleva aposta em saúde
O braço de saúde da multinacional suíça Nestlé fechou acordo para comprar a Prometheus Laboratories, dos EUA, fabricante de medicamentos contra o câncer e problemas gastrointestinais. (Págs. 1 e B4)

Southem Cross compra Brinox
A gestora argentina de “private equity” Southern Cross assumiu o controle da fabricante gaúcha de utensílios de cozinha Brinox. Com o aporte, de valor não divulgado, a estratégia é crescer por meio de aquisições de concorrentes. (Págs. 1 e B4)

Randon cresce na Argentina
A Randon vai aumentar o índice de nacionalização dos reboques e semirreboques que produz em sua unidade argentina dos atuais 35% a 45% para mais de 80%. Além de redução de custos, quer evitar gargalos aduaneiros. (Págs. 1 e B9)

Bertin perto de perder usinas
A Aneel cassou as concessões das termelétricas Maracanaú (CE) e Borborema (PB), que pertenciam a Bertin. O grupo, no entanto, ainda terá 15 dias para tentar pagar dívida de R$ 170 milhões e reaver as usinas. (Págs. 1 e B10)

Crédito Imobiliário
Crédito imobiliário deve alcançar o recorde de R$ 80 bilhões neste ano, com crescimento das carteiras de crédito dos bancos superior a 10%. No Itaú Unibanco, por exemplo, os financiamentos imobiliários respondem por 4,5% dos ativos totais. “Há muito espaço para crescer”, diz Luiz Antonio França. (Págs. 1 e Especial)

Brics se unem e atacam pretensão europeia de manter chefia do FMI (Págs. 1 e A13)

Torrefadoras discutem reajuste
Com aumento médio de 5% a 6% em 12 meses no varejo e alta de 83% na matéria-prima (café arábica) no mesmo período, torrefadoras iniciaram negociações por reajustes, que devem ficar entre 15% e 20%. (Págs. 1 e B13)

Clima afeta algodão no MT
Um veranico que se estende desde o mês passado nas principais regiões produtoras de algodão de Mato Grosso deve afetar a safra da pluma no Estado. Entre as áreas mais afetadas estão Lucas do Rio Verde, Sorriso, Primavera do Leste e Sapezal. (Págs. 1 e B14)

Demanda aquecida no campo
As entregas de fertilizantes das misturadoras às revendas em abril somaram 1,4 milhão de toneladas, quase 24% mais que no mesmo mês do ano passado, e reforçaram as perspectivas de um novo recorde histórico em 2011. (Págs. 1 e B14)

Trabajando.com reforça atuação
A subsidiária brasileira é o foco dos investimentos do grupo chileno Trabajando.com, líder de recrutamento on-line na América latina. Com apoio financeiro do Santander, a empresa estuda aquisições no país. (Págs. 1 e D10)

Ideias
Rubem de Freitas Novaes
Modelos macroeconômicos funcionam bem em tempos normais, mas são incapazes de lidar com crises violentas. (Págs. 1 e Al4)

Ideias
Martin Wolf
Se a Europa insistir no comando das instituições multilaterais, como o FMI, as potências em ascensão vão se afastar delas. (Págs. 1 e A15)

zp8497586rq
Comentários