O Globo – O adolescente de 13 anos que extorquiu cerca de R$ 1 mil, durante seis meses, de um colega de escola, em...

O Globo –

O adolescente de 13 anos que extorquiu cerca de R$ 1 mil, durante seis meses, de um colega de escola, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, foi punido pela 27ª Promotoria da Infância e Juventude do município. O promotor Sérgio Harfouche informou que ele terá que lavar a louça da merenda escolar por três meses, assim como limpar o pátio da escola. Ele também deverá participar de um curso sobre bullying, e o dinheiro será devolvido à família da vítima pela família do agressor. O “castigo” começa na segunda-feira.

– O menino se mostrou arrependido. Ele não será encaminhado a uma unidade de internação e ganhou uma oportunidade para nunca mais voltar a fazer isso – disse o promotor.

Se voltar a cometer agressões contra os colegas, adolescente poderá ser internado.

O caso de bullying aconteceu numa escola pública de Campo Grande. A vítima, também um estudante de 13 anos, levou meses para criar coragem e denunciar o abuso de um colega. A vítima decidiu gravar as ligações telefônicas que recebia do agressor para denunciá-lo. A polícia começou investigar o caso após a denúncia da família.

Agressor: “Você falou pra um cara aí que eu estava indo pedir dois real pra você todo dia, aí. Vou te arrebentar, bicho. Quanto que dá pra você me arrumar?”

Vítima: “Quarentão”

Agressor: “Então beleza”

Os parentes da vítima procuraram a Delegacia Especializada no Atendimento da Infância e Juventude (Deaij). Lá, o estudante contou que sofria ameaças há um ano. No início, para não apanhar, ele disse que fazia as tarefas escolares do agressor, depois comprava lanches na escola e por fim começou a dar dinheiro.

Depois de ouvir as gravações telefônicas, a polícia começou a monitorar a vítima que marcou um encontro com agressor para entregar o dinheiro no terminal de ônibus Guaicurus, um dos mais movimentados da cidade. Disfarçados de passageiros os investigadores ficaram de campana. Quando o agressor pegou o dinheiro, os policiais apreenderam o adolescente pelo crime de extorsão.

– Ele se justificou dizendo que outros adolescentes agiam da mesma forma e que ele só pegava o dinheiro emprestado. Ele não se mostrou nem pouco ameaçador para nós. Quando ele viu os policiais e foi realizada a abordagem, ele se urinou. Ele não acreditava que seria reprimido – disse a delegada que investigou o caso, Aline Sinnott Lopes.

O adolescente confessou o crime e foi liberado em seguida.

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