Adriana Vasconcelos, do Globo – A desgastante e arrastada negociação para a composição da nova executiva nacional do PSDB, que deixou exposta a queda...

Adriana Vasconcelos, do Globo –

A desgastante e arrastada negociação para a composição da nova executiva nacional do PSDB, que deixou exposta a queda de braço travada entre o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador José Serra (SP), foi apenas o primeiro de uma série de desafios que o partido terá de enfrentar para se manter efetivamente como alternativa de poder em 2014.

Cansada com os eternos rachas internos da legenda, sempre com os mesmos grupos de São Paulo e de Minas, uma parcela dos tucanos adverte que, antes da próxima disputa presidencial, o partido terá de mostrar um bom desempenho nas eleições municipais de 2012. E que o cenário para isso não está fácil. De imediato, o PSDB precisa remontar e fortalecer a estrutura do partido em pelo menos seis estados, onde os tucanos não elegeram um único deputado federal.

– O PSDB não é só São Paulo e Minas. O foco do partido deveria ser se fortalecer para as eleições municipais de 2012, até para chegar competitivo em 2014 – afirmou o deputado Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), que reuniu na semana passada, em jantar na sua casa, um grupo de mais de 30 deputados que compartilham desta mesma angústia.

Ao ouvir as queixas dos colegas, em meio a sua campanha pela reeleição, o presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), reconheceu a necessidade de o partido deixar as disputas entre grupos de lado e promover a refundação da legenda em vários estados do país, especialmente no Nordeste, se quiser ser efetivamente um partido nacional e continuar sendo o contraponto ao PT.

Basta uma análise rápida da composição da bancada tucana na Câmara para se comprovar hoje que o partido praticamente não existe em algumas unidades de federação. Em seis estados não conseguiu eleger um único parlamentar na eleição passada: Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso, Piauí, Rondônia e Sergipe. Em outros dez estados, o PSDB elegeu apenas um deputado federal em cada. Entre eles estão estados considerados estratégicos para o partido do ponto de vista nacional, como o Rio Grande do Sul.

No Rio, Bahia, Pernambuco, Ceará e Paraíba, os tucanos conseguiram eleger apenas dois deputados em cada estado. No Pará e Paraná, estados

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onde o partido venceu a eleição para o governo estadual, o desempenho do PSDB para a Câmara também foi considerado pífio, pois elegeu apenas três deputados em cada estado.

A avaliação é que o monopólio exercido hoje pelos governos estaduais e pelas bancadas de São Paulo e Minas Gerais na Câmara – são as mais numerosas do partido: a primeira com 12 e a segunda com oito deputados – estaria impedindo o crescimento do PSDB em outros estados.

Isso porque a cúpula do partido tem se dedicado quase que exclusivamente, desde o fim da eleição presidencial do ano passado, a administrar a briga entre Aécio e Serra pelo comando da legenda – ambos de olho na construção de suas respectivas candidaturas à sucessão da petista Dilma Rousseff em 2014.

– Nas eleições nacionais, São Paulo e Minas são muito importantes. Mas nossa força nestes dois estados só será nacionalmente válida quando o eleitorado desses dois estados votarem na mesma direção. Se construirmos a unidade efetiva dos tucanos paulistas e mineiros em torno de um candidato à Presidência, já seremos favoritos de largada. Esse é um grande desafio – reconhece Sérgio Guerra.

Na opinião de Guerra, para tornar o PSDB um partido de fato nacional será necessário que a legenda não só tenha diretórios em todos os municípios, mas estabeleça um padrão de atuação comum para seus governadores e militantes, de forma que possam ser identificados em qualquer área do Brasil.

– Em quase 30% do eleitorado brasileiro, a oposição, no geral, e o PSDB, em particular, estão debilitados. Por isso tem de haver um grande esforço para conseguirmos refundar o partido – acrescenta o presidente do PSDB.

Uma das prioridades da legenda a partir de agora, para a eleição municipal do ano que vem, será articular candidaturas próprias nos principais centros urbanos do Brasil. Uma tarefa difícil, tendo em vista que nas três maiores capitais do país, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o partido não tem nenhum candidato natural.

O nome mais forte para a disputa na capital paulista é o ex-governador José Serra, que, por enquanto, não quer nem ouvir falar desta ideia, o que poderá abrir espaço para a candidatura de Bruno Covas, neto de outro ex-governador, Mário Covas. No Rio, não há um nome próprio.

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