Natuza Nery, Catia Seabra e Valdo Cruz, da Folha – A presidente Dilma e o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, chegaram a acertar...

Natuza Nery, Catia Seabra e Valdo Cruz, da Folha –

A presidente Dilma e o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, chegaram a acertar ontem os termos de uma carta de demissão do ministro, mas a decisão final depende do impacto do arquivamento do pedido de abertura de investigação na Procuradoria-Geral da República.

Com isso, Palocci ganhou uma sobrevida no cargo, embora interlocutores da presidente avaliem como mais provável a saída do ministro.

Enquanto Dilma discutia o futuro político de seu principal colaborador, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidia pedir ao ministro a lista de todos os clientes de sua consultoria, a Projeto.

A pedido do governo, a Comissão de Ética Pública não tornou público o pedido de informações a Palocci. Segundo a Folha apurou, a comissão solicitará isso num documento reservado.

Mas Palocci se recusa a divulgar o nome de seus clientes, alegando cláusula de confidencialidade.

O pedido de demissão do ministro foi discutido, na manhã de ontem, numa reunião entre os dois. Palocci disse que era melhor deixar o governo. Dilma ficou de analisar e dar uma resposta.

Ontem à noite, porém, ao ser informada da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Dilma comemorou e, segundo assessores, considerou uma importante vitória. A partir dali, a presidente passou a refletir sobre sua decisão, que ficou de tomar hoje.

Palocci, por sua vez, disparou telefonemas para aliados agradecendo ao apoio e considerando como encerrada a crise política.

Além de petistas, a quem pediu união para enfrentar a oposição, Palocci entrou em contato com peemedebistas, como o vice-presidente, Michel Temer, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O gesto de procurar líderes políticos foi visto como tentativa de se manter no cargo.

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