Palocci cai e enfraquece Dilma com apenas 5 meses de governo Crise fortalece PMDB do vice Michel Temer; Palácio procura articulador político Na maior...

Palocci cai e enfraquece Dilma com apenas 5 meses de governo
Crise fortalece PMDB do vice Michel Temer; Palácio procura articulador político

Na maior crise do governo Dilma, Antonio Palocci foi demitido da Casa Civil repetindo a própria história: de homem mais poderoso do governo, tornou-se o pivô de um escândalo que culminou com sua saída, sob suspeição, do cargo. A segunda queda de Palocci, cinco anos após perder o Ministério da Fazenda no governo Lula, enfraqueceu a presidente Dilma, antes mesmo de completar um semestre no cargo. Palocci acreditava que poderia ficar depois que a Procuradoria Geral da República arquivou os pedidos de investigação por suspeita de enriquecimento ilícito e tráfico de influência. O ex-presidente Lula sugeriu que Dilma esperasse mais, porém ela decidiu demitir Palocci diante do desgaste político provocado pelo caso. Para o lugar dele, convidou a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), pedindo que ela assuma o papel de gestora dos projetos do governo. Sem Palocci para negociar com o Congresso, resta a Dilma agora o problema da Articulação Política. O ministro Luiz Sérgio também deve sair. Na crise, o PMDB se fortaleceu. (Págs. 1, 3 a 16, Merval Pereira e editorial “Seria de alto custo a sobrevida de Palocci”)

“A sobrevida de Palocci custou muito para o governo, principalmente em questão de credibilidade. E a participação de Lula nesse episódio passou a ideia de que o governo de Dilma não tem comando”
Rubens Figueiredo, do Centro de Pesquisas e Análises de Comunicação (Cepac)

“Palocci significava a garantia (do apoio) dos empresários, e isso faz o governo petista pensar dez vezes antes de tirar alguém como ele”
Roberto Romano, professor de Ética e Filosofia da Universidade de Campinas (Unicamp)

Nunca antes neste país

Com a escolha de Gleisi Hoffmann para a Casa Civil, o Brasil vive uma situação inédita na história republicana: pela primeira vez um casal ocupa cargos na Esplanada dos Ministérios. Gleisi é mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. A indicação surpreendeu os governistas. (Págs. 1 e 10)

Bombeiros recusam mediação de comando
Na tentativa de debelar a crise no Corpo de Bombeiros, o novo comandante da corporação, coronel Sérgio Simões, visitou ontem os invasores do QG e propôs ser o mediador entre a categoria e o estado. Os presos – que rasparam a cabeça, deixando o número 439 na nuca, numa referência ao total de detidos – recusaram a oferta. (Págs. 1 e 17)

Foto legenda: Nuvem de cinzas sobre o Cone Sul
Em Bariloche, o avião coberto de cinzas é o retrato do caos aéreo provocado pela erupção de um vulcão chileno que fechou aeroportos em Argentina, Uruguai e Paraguai e cancelou voos no Brasil. (Págs. 1 e 32)

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