Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

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4″ height=”58″ />Dilma demite Palocci e nomeia Gleisi
Após 23 dias de crise, a presidente Dilma Rousseff demitiu ontem o ministro Antonio Palocci e nomeou a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, para a chefia da Casa Civil. Palocci perdeu apoio da maioria do PT. Sua manutenção ameaçava envolver o governo em uma crise no Congresso, apesar da ampla maioria da base de apoio da presidente. Havia o risco de a oposição conseguir reunir o número necessário de assinaturas para instalar uma CPI a fim de investigar o enriquecimento do ex-ministro, cujo patrimônio foi multiplicado por 20 em quatro anos, segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”.
Os caciques do PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer, se reuniriam à noite para avaliar a nova configuração política do governo. Gleisi teve atritos com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB), por conta de acordos feitos no governo anterior com a oposição. Ela acredita que a situação, sempre que necessária, tem de fazer valer a sua maioria. A nova ministra, por exemplo, acha que o governo deve votar logo o Código Florestal, como quer a presidente da República.
Temer disse a aliados que a nomeação de Gleisi Hoffmann tinha pelo menos um mérito: era uma escolha da presidente Dilma, e não uma imposição do PT de São Paulo. De fato, Gleisi tem relações antigas com a presidente. Dilma era do conselho de administração da Itaipu Binacional, enquanto Gleisi era diretora financeira. É certo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi decisivo na escolha – além de amigo de Gleisi, a senadora é mulher de seu ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, hoje nas Comunicações. (Págs. 1, A5 a A7)

Ele já não era o ‘fiador de Dilma’
O mercado financeiro cultiva uma máxima: flanco aberto é atalho para o fracasso. Expoentes do sistema financeiro consultados pelo Valor nos últimos dias, que no ano passado creditavam a Palocci o título de ‘fiador do governo Dilma’, já achavam, antes da demissão do ministro, que sua permanência no cargo aumentaria as fragilidades do governo. Palocci atuava em questões intangíveis que demandam confiança irrestrita e fragilidade zero. Predicados que, inocente ou culpado, ele já não possuía depois da sangria a que foi submetido nas últimas semanas. (Págs. 1 e A7)

Direcional progride com a baixa renda
Construção popular sempre foi o negócio de Ricardo Valadares Gontijo, dono da Direcional Engenharia, única entre as construtoras listadas em bolsa que abraçou, de fato, o segmento de 0 a 3 salários mínimos, base do programa Minha Casa Minha Vida. Gontijo ganha bom dinheiro com isso. Os resultados da Direcional estão acima da média do mercado. Em 2010, teve margem líquida de 23%, ante 14% da média setorial. No primeiro trimestre, quando houve queda generalizada dos ganhos no setor, a margem líquida foi de 17%, frente aos 12% das abertas. Saiu de vendas de R$ 127 milhões em 2007 (antes de abrir o capital) para R$ 1 bilhão em 2010. Desde 2008, cresce a uma média de 50% ao ano.
A Direcional também foi a primeira empresa “forasteira” a se aventurar em Roraima, Pará e Amazonas. Só em Manaus tem 16 canteiros de obras. A empresa adotou a verticalização total das operações e, um grande diferencial, contrata praticamente 100% dos 13 mil trabalhadores que atuam nas obras.
Aos 60 anos, Gontijo continua ativo no dia a dia do negócio e se considera “iluminado”. Há 23 anos, com hepatite B e cirrose, recebeu do médico a previsão de que teria apenas 60 dias de vida. Hoje é um dos transplantados de fígado mais longevos do mundo. (Págs. 1 e B1)

Bancos cortejam empresas menores
Com as medidas de aperto ao crédito, os bancos intensificaram a corte às micro, pequenas e médias empresas. Elas têm conseguido financiar seu capital de giro a prazos maiores e, em alguns casos, a um custo menor, apesar do atual ciclo de elevação da taxa básica de juros. Os retornos para os bancos são tão bons quanto nas linhas destinadas ao consumo.
Na média, os juros cobrados para capital de giro subiram só 0,5 ponto percentual de janeiro para cá, a 29,8% ao ano, em comparação ao 1,25 ponto percentual da Selic. O Bradesco, que até o fim de 2010 oferecia linhas de 12 a 24 meses, criou outras duas, com prazos de 36 meses e 48 meses e juros de 2,7% ao mês, em comparação aos 3,5% anteriores. O HSBC estendeu em abril a linha, que oscilava entre 7 e 12 meses, para 18 e 24 meses, premiando as empresas boas pagadoras com uma ou duas prestações gratuitas ao final do contrato. No Santander, tal bonificação pode chegar a três parcelas, em operações adimplentes com vencimento em 36 meses. O BB já tinha oferta de 24 meses e a demanda aumentou.

“O micro, pequeno e até médio empresário é muito carente de linhas longas. O ambiente de menor risco dá segurança para se aumentar os prazos”, diz Octavio de Lazzari Junior, diretor do Bradesco. (Págs. 1, C1 e C2)

Total aposta em cana com maior valor agregado
Dono de um faturamento de € 159 bilhões no ano passado, o grupo francês Total tem planos definidos para sua área de processamento de cana-de-açúcar no Brasil. Diferentemente do que fazem seus concorrentes, como Petrobras, Shell e BP, voltadas ao etanol de primeira geração para abastecer veículos, a Total vai usar caldo da cana para fabricar produtos de maior valor agregado, como bioquerosene, biocombustível para aviação, biodiesel e biolubrificantes, disse ao Valor o presidente de gás e energia da empresa, Philippe Boisseau.
Suas metas são ambiciosas quanto à participação de mercado. Entre elas, está a de atingir em dez anos uma fatia de 5% a 10% no processamento de cana no país. A companhia não tem previsão exata de quanto deve investir no Brasil nos próximos anos. “Mas como uma referência, temos planos de aplicar € 5 bilhões em todas as áreas definidas por nós em bioenergia até 2020”, afirmou Boisseau. Ele não descartou a possibilidade de comprar empresas no país, mas não quis comentar casos específicos. “Aquisição é uma opção, pois ainda não sabemos como produzir e processar cana-de-açúcar.” (Págs. 1 e B16)

Brasil descarta acordo com UE sobre matérias-primas estratégicas (Págs. 1 e A3)

Petrobras adota tecnologias inéditas no Brasil, diz Sergio Donizete (Págs. 1 e B10)

Parcerias tecnológicas
Siemens-Chemtech, BG e EMC venceram a disputa promovida pela UFRJ para ocupar três terrenos no Parque Tecnológico da Coppe, na Ilha do Fundão. Juntas, vão investir até US$ 200 milhões em dois anos. (Págs. 1 e A4)

Chinesas nacionalizam produção
A estabilidade política e econômica do Brasil e o crescimento dos mercados de computadores e telefones levam fabricantes chineses de telecomunicações a instalar unidades produtivas no país. Depois de Foxconn e ZTE, o anúncio é da TCI, de celulares. (Págs. 1 e B3)

Conar de olho no discurso verde
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) divulgou ontem um conjunto de normas éticas para a publicidade com apelo ambiental. As peças deverão seguir os princípios da veracidade, exatidão, pertinência e relevância. (Págs. 1e B4)

Gestão ‘inativa’
Estudo da gestora americana BlackRock indica que gestores brasileiros de fundos de ações ativos, que buscam superar a variação do Índice Bovespa, apresentam em média ganhos apenas “modestamente” superiores a variação do referencial. (Págs. 1 e D2)

Ideias
Cristiano Romero
Há boas razões para acreditar que o investimento será o motor da economia nos próximos anos. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Carlos Lessa
O endividamento do setor público, empresas e famílias, no Brasil, não tem sido virtuoso neste novo milênio. (Págs. 1 e A11)

Carro chinês tira espaço dos argentinos no Brasil
Está mudando de forma acelerada a origem dos automóveis importados pelo Brasil. China e Coreia ganham espaço, substituindo em parte a entrada de carros vindos da Argentina. Os chineses fazem diferença no desembarque de carros menores e populares. Estreantes no mercado brasileiro, eles já avançaram para 9% do total importado nessas categorias de veículos. Em 2010, tinham 0,6%. No acumulado de março a maio, a fatia da China salta para 13,6%. (Págs. 1 e A3)

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