Escândalo derruba Palocci e senadora assume Casa Civil O pivô da maior crise do governo Dilma será substituído por Gleisi Hoffmann (PT-PR) • Ministro...

Escândalo derruba Palocci e senadora assume Casa Civil
O pivô da maior crise do governo Dilma será substituído por Gleisi Hoffmann (PT-PR) • Ministro diz que procurador comprovou sua ‘retidão’ • Ele estava disposto a se explicar ao Congresso e esperava o apoio da presidente, que não veio

Antonio Palocci, considerado o “primeiro-ministro” da presidente Dilma Rousseff, pediu demissão ontem da Casa Civil, em meio ao escândalo causado por suspeitas de enriquecimento ilícito, que já durava 23 dias e provocava a maior crise do atual governo. Ele será substituído pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que tomará posse hoje. Mesmo após o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ter arquivado as denúncias da oposição, Palocci não resistiu ao processo de desintegração de seu capital político diante do cerco de aliados. Em nota, o ex-ministro disse que a “robusta” manifestação de Gurgel confirmou sua “retidão”, mas afirmou que se demitiu porque a crise “poderia prejudicar suas atribuições no governo”. Palocci estava disposto a ir ao Congresso se explicar e esperava o apoio de Dilma após a decisão de Gurgel, mas isso não ocorreu. (Págs. 1 e Nacional A4 e A6 a A10)

Indicação de Gleisi é criticada no PMDB

O PMDB recebeu mal a indicação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para a Casa Civil. Peemedebistas consideraram “surreal” que a petista que esteve à frente do “fogo amigo” contra Palocci ocupe o lugar dele. (Págs. 1 e A8)

Análise
Dora Kramer
Procurar é preciso
O Planalto busca ligar a saída ao atestado de inocência dado pelo procurador. Mas a demissão não deveria eximir Palocci de se explicar. (Págs. 1 e Nacional A6)

A nova ministra
Uma aliada de primeira hora
Sucessora de Palocci, Gleisi Hoffman (PT-PR), de 45 anos, era líder informal do governo no Senado. Ela e o marido, o ministro Paulo Bernardo, são aliados de primeira hora do Planalto. (Págs. 1 e A8)

Combustível mais barato reduz inflação
A inflação medida pelo IPCA mostrou desaceleração em maio, para 0,47%, graças à queda nos preços dos combustíveis. Mas os alimentos voltaram a subir. Economistas projetam alta de 0,25 ponto porcentual no juro básico hoje. (Págs. 1 e Economia B1)

Foto legenda: Estragos do vulcão
Aeroporto de Bariloche, coberto por fuligem; cinzas de vulcão do Chile chegam ao Brasil e cancelam dezenas de voos. (Págs. 1 e Cidades C1)

UE repreende Alemanha sobre bactéria
A União Europeia afirmou que os alertas da Alemanha sobre a cepa da bactéria E. coli que matou ao menos 24 pessoas não tiveram base científica. Por isso, ordenou que o país, onde o surto surgiu há cerca de um mês, não faça novos alertas. (Págs. 1 e Vida A18)

Notas e Informações
Fuerza, presidente
A saída de Palocci é oportunidade para Dilma reconfigurar a arquitetura dos poderes que recebeu. (Págs. 1 e A3)

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