Dilma nega imobilismo e diz que escolha de Gleisi foi sua Presidente tenta mostrar comando, não cita Lula e afirma que foi ela quem...

Dilma nega imobilismo e diz que escolha de Gleisi foi sua
Presidente tenta mostrar comando, não cita Lula e afirma que foi ela quem definiu a substituta de Palocci

Após três semanas de desgaste, a presidente Dilma Rousseff aproveitou a despedida de Antonio Palocci – ministro da cota do ex-presidente Lula e suspeito de enriquecimento ilícito – para tentar mostrar que ela é chefe de seu governo. Em solenidade no Planalto, Dilma fez questão de dizer que escolheu sozinha a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para substituir Palocci na Casa Civil e que não ficará “imobilizada”. Ela se disse “triste” pela saída de um “parceiro de luta”, mas afirmou estar “satisfeita” com a solução que encontrou para “assegurar a continuidade do trabalho” no ministério. Ao contrário de quase todos os seus outros pronunciamentos, ela não citou Lula. (Págs. 1 e Nacional A4)

Presidente enfrenta PT
Dilma exige que petistas parem de brigar antes de trocar o ministro Luiz Sérgio. (Págs. 1 e Nacional A7)

Decisão do Supremo mantém Battisti no Brasil
O Supremo Tribunal Federal não aceitou a reclamação da Itália contra a decisão do então presidente Lula de manter o ex-ativista de esquerda Cesare Battisti no País, mesmo depois de o STF ter autorizado a extradição. Para a maioria dos ministros (6 votos a 3), essa é uma questão de política internacional na qual o STF não deve se intrometer. “É um ato essencialmente político, restrito, portanto, à atuação do Executivo”, argumentou o ministro Marco Aurélio Mello. Os magistrados ainda decidiriam ontem se mandariam libertar Battisti, que está preso no Brasil desde março de 2007 a pedido da Itália – cuja Justiça o condenou à prisão perpétua por quatro homicídios. Segundo o advogado de Battisti, o pleito italiano é “apenas uma vingança”. (Págs. 1 e Nacional A12)

Joaquim Barbosa
Ministro do STF
“Isso (a decisão de Lula sobre Battisti) não é matéria da nossa alçada”

Relator do Cade rejeita fusão de Sadia e Perdigão
Num dos votos mais duros da história do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o relator do caso Sadia-Perdigão, Carlos Ragazzo, reprovou a fusão que criou a Brasil Foods. O julgamento foi suspenso por pedido de vista de um conselheiro. O negócio vem sendo analisado há mais de dois anos e já passou pelo Ministério da Fazenda e pela procuradoria do Cade, que o aprovaram com sérias restrições. (Págs. 1 e Economia B1)

Carlos Ragazzo
Relator do Caso
“A fusão poderia provocar danos severos aos consumidores”

Como previsto, BC eleva juro em 0,25 ponto
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu elevar em 0,25 ponto porcentual a taxa Selic, para 12,25% ao ano. Foi a segunda alta consecutiva. Com isso, a taxa básica de juros da economia continua no nível mais elevado desde março de 2009, quando foi de 12,75% ao ano. (Págs. 1 e Economia B6)

Irã vai triplicar sua produção de urânio
O processamento de urânio enriquecido a 20% acontecerá em um bunker subterrâneo. A iniciativa deve piorar a tensão entre Teerã e as potências ocidentais. (Págs. 1 e Internacional A14)

Após derrota, governo tenta consenso sobre Código Florestal
Depois de sua maior derrota na Câmara, o Planalto quer conciliar interesses e corrigir as “imperfeições” do Código Florestal que tramita no Senado. Em reunião com a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), senadores disseram que as comissões vão tentar construir relatório conjunto. (Págs. 1 e Vida A19)

Fiscais da Justiça têm superpassaporte
Integrantes do Conselho Nacional de Justiça, que fiscalizam abusos no Judiciário, valeram-se de seus cargos para conseguir passaportes diplomáticos para si e para familiares. (Págs. 1 e Nacional A11)

Carteira de habilitação já vem pelo correio (Págs. 1 e Cidades C1)

José Serra
Pior ideologia é a incompetência
Em época de eleição, nada mais demonizado do que a ideia de privatizações. Depois, a mesma ideia se torna apreciada. Essa é especialidade do PT. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Demétrio Magnoli
Palocci como sintoma
Ao não abrir investigações sobre a parceria público-privada de Palocci, o procurador-geral diz que ele está acima da lei. Eis aí a enfermidade. (Págs. 1 e Espaço Aberto A2)

Notas & Informações
Senhora da situação
A nomeação, de lavra própria, da senadora Gleisi indica que Dilma pode se tornar senhora da situação. (Págs. 1 e A3)

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