A bancada do PT deve se reunir pela primeira vez desde o início do recesso parlamentar. O tema central da reunião, mais uma vez,...

A bancada do PT deve se reunir pela primeira vez desde o início do recesso parlamentar. O tema central da reunião, mais uma vez, deverá ser a crise em torno da situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que vem causando seguidos constrangimentos aos senadores petistas.

Durante o recesso, o líder da bancada, Aloizio Mercadante (PT-SP) divulgou uma nota que contraria a recomendação do Palácio do Planalto para que os senadores da legenda apoiem a permanência de Sarney na presidência da Casa.

Dois terços da bancada (8 dos 12 senadores) já firmaram posição favorável ao afastamento do atual presidente do Senado. Ainda assim, o partido não firmou posição e passou a enfrentar uma delicada dualidade diante da crise.

Ontem o presidente Lula reafirmou o apoio a Sarney. A direção nacional do PT também considera ingênua a posição dos senadores do partido. Mas na bancada, o descontentamento dos parlamentares é evidente. Nove dos doze  senadores vão ter que renovar o mandato no ano que vem e temem o desgaste eleitoral provocado pela esquizofrênica condição em que foram jogados.

Sarney foi eleito contra a vontade da bancada petista, que lançou como candidato o senador Tião Viana (PT-AC).  Mas Viana acabou derrotado em uma jogada política engendrada pelo Planalto. Desde então, o clima entre o governo e o partido do presidente Lula anda azedo.

No Planalto, as maiores críticas são contra o líder Aloizio Mercadante. Ao longo deste ano, em pelo menos três episódios, Lula tentou, sem sucesso, enquadrá-lo. Mercadante chegou a ameaçar renunciar à liderança da bancada caso a posição majoritária do grupo não fosse respetiada.

Ontem também Mercadante esteve com Lula em uma solenidade no Planalto. Mas deixou de comparecer a um jantar com o presidente.  

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