O lobby pela aprovação da PEC dos Vereadores deve suscitar uma nova peregrinação dos suplentes, desta vez à Câmara dos Deputados. A “PEC da...

O lobby pela aprovação da PEC dos Vereadores deve suscitar uma nova peregrinação dos suplentes, desta vez à Câmara dos Deputados. A “PEC da Boquinha”, como é conhecido o projeto, cria 7.343 novos mandatos de vereador em câmaras municipais espalhadas pelo país. A proposta foi aprovada no Senado durante o primeiro semestre, com pressão constante dos suplentes de vereadores – de olho na chance de receber o mandato que não conquistaram nas urnas.

A Câmara analisará as modificações promovidas pelos senadores no texto da PEC, que já havia sido aprovada pelos deputados. Ao que tudo indica, derrubarão algumas emendas dos senadores, mas devem manter os “novos” mandatos. O abacaxi terá de ser descascado pela Justiça.

Para quem não se lembra, a tramitação da PEC no Senado teve como ponto alto a greve de fome iniciada por um dos suplentes interessados na aprovação da proposta. Aroldo Pinto de Azeredo ficou os oito dias que antecederam a votação, em 17 de junho, ingerindo apenas água. Mas o show à parte ficou por conta da sessão em que a PEC foi aprovada. Duzentos vereadores encheram as galerias e comemoraram o resultado com Pai Nosso e Hino Nacional. Eles juram que a medida vai “moralizar” as câmara de vereadores do país.

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