O empresário Luiz Carlos Tremonte, que há cinco anos move uma cruzada pela legalização da extração da madeira no estado do Pará, está sendo...

O empresário Luiz Carlos Tremonte, que há cinco anos move uma cruzada pela legalização da extração da madeira no estado do Pará, está sendo ameaçado de morte. Ele preside a União das Entidades Florestais  (Uniflor), entidade que luta pelo fim da atividade clandestina e pela liberação dos planos de manejo.

Tremonte é um dos maiores críticos da gestão ambiental da governadora petista Ana Júlia, a quem acusa de forçar a atividade dos clandestinos ao não liberar os planos de manejo.

“Este ano praticamente não houve nenhuma autorização, o que fez com que 65% das madeireiras que atuam com respeito ao meio-amebiente fechassem as portas”, diz o empresário.

Na semana passada ele recebeu duas ameaças por telefone. No primeiro telefonema um homem disse que ele ele iria “amanhecer com a boca cheia de formiga” por estar falando demais. Na segunda ligação a mesma pessoa ameçou penderá-lo num poste para “sangrar até morrer”.

Tremonte não conseguiu registrar ocorrência das ameaças na delegacia de Itaituba, onde vive. Ele diz não saber de onde partem as ameaças. Mas alerta para o fato de que suas críticas estão concentradas sobre as ações do governo Ana Júlia.

Há três anos o madeireiro-ambientalista também recebeu ameaças de morte. Elas partiram provavelmente de outros madeireiros, que extraem o insumo ilegalmente, contra os quais o presidente da UNIFLOR se insurgia.

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