Reinaldo Azevedo

Reinaldo Azevedo  tem uma legião de admiradores e outra de haters para os quais ele é a encarnação da abominação. Tenho com ele uma relação cordial. Temos amigos comuns e algumas vezes nos encontramos em eventos sociais. Mas não somos amigos e não temos afinidade ideológica.

Somos concorrentes no rádio. Falamos no mesmo horário em emissoras que têm o mesmo perfil e pretendem alcançar o mesmo público. Ele tem o dobro da minha audiência.

Admiro-lhe a inteligência e a coragem de enfrentar de peito aberto as teses que defende e as consequências disso. Lamento, eventualmente, que tanta inteligência e coragem estejam a serviço de um reacionarismo explícito e de certas teses que ele adota.

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Os tolos e a ironia

Escrevo este textículo (ops!) porque recebi uma ligação de uma das minhas filhas. Ela é feminista roxa (ops!) e estava apavorada com a repercussão de uma frase que eu realmente disse ontem no começo da Jornal da Noite, da Band: “lugar de mulher é na cozinha”.

“Nossa, mas o cara ainda tem a pachorra de admitir que disse uma bobagem dessa!…”, espantar-se-hão todos os tolos,  imbecis, os mal-intencionados e sociopatas que buscam apenas um pretexto para estigmatizar gente, que é o que mais se faz nesse Reino de Hades da internet.

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TJ de São Paulo libera o massacre policial

massacre-carandiru-facebook-infoEstou passado com a decisão de três desembargadores da Quarta Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo de anistiar os serial killers do presídio do Carandiru. Limito-me a citar apenas um deles — o mais contundente na defesa da barbárie: Ivan Sartori, que até há pouco presidia o colendo TJ.

Pois bem. O digníssimo desembargador, com 24 anos de atraso, melou as sentenças exaradas em cinco julgamentos diferentes contra os 74 assassinos que promoveram o chamado Massacre do Carandiru. E foi além: recomendou enfaticamente a absolvição dos assassinos, liberando a execução sumária em série para a PM, que sem isso já é uma das mais violentas do planeta.

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Avenida Paulista, PM e manifestantes: Dois pesos, duas medidas

A Avenida Paulista é do povo como o céu é do avião ?

A Avenida Paulista é do povo como o céu é do avião ?

Não há nenhuma semelhança entre o comportamento selvagem da PM de São Paulo em manifestações do Movimento Passe Livre e a cordialidade fardada que se viu nas últimas 36 horas na Avenida PAulista. Goste-se ou não das teses defendidas por coxinhas ou petralhas, é impossível não perceber que  o governo do Estado vem dispensando tratamento privilegiado aos manifestantes que querem o impeachment.

Hoje, a militância governista vai promover um ato de apoio a Lula e Dilma. A manifestação foi marcada com bastante antecedência, antes do dia 13, quando a oposição promoveu os maiores atos de protesto da história do País.

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Resposta da Prefeitura de SP à matéria sobre a ética e o lixo

Transcrevo a seguir a íntegra da nota emitida pelo assessor de imprensa do prefeito Fernando Haddad, o jornalista Nunzio Briguglio, em resposta à matéria publicada hoje pelo Blog do Pannunzio versando sobre problemas éticos na regulamentação da Lei das Sacolinhas. Louvo a celeridade da reação. E aproveito para sugerir o mesmo rito a outros assessores de imprensa da mesma Prefeitura, menos eficientes mas mais soberbos do que o experiente Nunzio.

Prezado Fábio Pannunzio:

Com relações as afirmações que você fez no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, e mais tarde em seu blog, gostaria de esclarecer algumas informações:

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As sacolinhas e a ética do lixo em SP

Não foi apenas a Braskem. Quatro outros fabricantes de embalagens plásticas também fizeram contribuições ao diretório do PT durante  campanha em que Fernando Haddad se elegeu prefeito de São Paulo. No total, as doações dessas empresas somaram R$ 437 mil. Além dessas empresas, apenas o Banco Safra integralizou doações à campanha paulistana por intermédio do diretório do Partido dos Trabalhadores.

sacolinha
A contrapartida veio rápido. No dia 5 de janeiro a Prefeitura de São Paulo atendeu ao lobby dos fabricantes de embalagens plásticas ao regulamentar a chamada Lei das Sacolinhas. O decreto foi feito com o objetivo de permitir algo que a norma legal proibia expressamente — a distribuição de sacolinhas pelo comércio varejista.

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O lobby da Braskem e a lei das sacolinhas

A discussão sobre a lei que padronizou as sacolinhas distribuídas nos supermercados paulistanos já dura mais de dois meses . Desde o início, tenho sustentado que a PMSP aceitou de uma ONG patrocinada pela Braskem o projeto completo que redundou no design e na composição químicas das sacolinhas atuais.

A apresentação do lobby: negócio certeiro

A lei municipal 15.374/11 foi editada pelo então prefeito Gilberto Kassab há três anos e meio. Ela simplesmente proibia a distribuição de sacolinhas pelos supermercados. No fim do ano passado, a Justiça julgou a lei constitucional. A Prefeitura teve então que regulamentá-la para que passasse a vigorar. Nesse momento, surgiram os emissários da Braskem.

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A censura política no Youtube e a etiqueta canhestra do Facebook

Censura do Youtube:

Censura do Youtube:

O Youtube, diretório de vídeos do Google, censura a veiculação de mensagens por seu suposto conteúdo ideológico. A afirmação que faço, tantas vezes refutada pela empresa em situações análogas, está amparada em um fato que acabo de vivenciar. E, como você verá, é indesmentível.

Tenho uma pequena coleção de videos na minha página do Youtube. Alguns deles — seis no total — compunham uma série de reportagens que fiz em 1999 na Colômbia. Foi um trabalho muito importante não apenas para a minha carreira de jornalista, mas para o público brasileiro em especial, uma vez que não havia muitas informações disponíveis sobre a organização das FARC. A experiência também forneceu os insumos para o único livro que publiquei, “A Última Trincheira”, lançado pela editora Record dois anos depois.

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Adeus, fascistas mascarados!

mascarados

Ontem fui destacado para cobrir a manifestação convocada pela página Black Bloc do Facebook. Estive com os manifestantes desde as cinco horas da tarde, quando eles começaram a se concentrar em frente à Prefeitura de São Paulo.

Acompanhei todo o trajeto da marcha até a Avenida Paulista. Vi quando um policial agrediu, sem nenhum motivo e de forma covarde,  pelas costas, uma manifestante que  subia a Brigadeiro Luís Antônio.

Anotei um fato importante, que deveria inspirar alguma reflexão por parte da entidade que comanda os jovens que, de rosto coberto, protestam contra… Contra o que, mesmo ?

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PM e Black Blocs: cadeia neles!

blackbloc

O País deve à PM paulista um reconhecimento: não fosse a extrema violência e o despreparo demonstrados durante as primeiras manifestações de protesto, talvez o movimento pela redução das tarifas não tivesse ganhado a dimensão que ganhou.

Reprovado unanimemente, o método policial foi se adequando ao ambiente democrático na medida em que os protestos se tornaram ubíquos, salvo um ou outro desvio. É justo suspeitar-se, por exemplo, que a demora da polícia para agir no dia 18 de junho, quando alguns manifestantes depredaram a sede da Prefeitura, pode ter sido deliberada, para recolocar o foco político do problema sobre a administração da cidade de São Paulo.

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Jornalista recebe pena de prisão por publicar texto de ficção

“Repórteres sem Fronteiras se congratula pela recente vitória judicial do jornalista da TV Bandeirantes e blogueiro Fábio Pannunzio. Após ter publicado, em junho de 2012, um artigo considerado difamatório pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, o jornalista fora obrigado por um juiz a retirar seu blog da internet ainda antes do julgamento sobre a matéria de fundo do processo. Na sequência desse julgamento, o Tribunal de Justiça de São Paulo anulou quer essa medida quer o pedido de indenização interposto por Antônio Ferreira Pinto”.

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Reporters Without Borders: Journalist gets “judicially insane” jail term for fictional short story

Reporters Without Borders has learned with incredulity and dismay that the journalist José Cristian Góes (picture) was sentenced to seven months and 16 days in prison on 4 July in connection with a short piece of fiction mocking local political corruption that he posted on his blog, Infonet, in May 2012.

Entitled “Me, the colonel inside me,” the story criticized the clientelist methods used by people in positions of power and influence, known as “colonels” in Brazil (see the Brazil report). The story was told in the first person by an imaginary colonel, without any names, dates or public positions being identified.

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Welcome to Brazil, Edward Snowden!

snowdenSerá que não é o caso, ministro Antônio Patriota, de rever a recusa apriorística ao pedido de asilo feito por Edward Snowden ao Brasil ?

Porque essa recusa tem mais a ver com patriotada e servilismo do que com racionalidade e justeza.

Ou a diplomacia brasileira só tem coragem de afrontar a Itália de Cesare Batisti e a Inglaterra de Ronald Biggs ?

Não adianta só fingir espanto e indignação com algo tão previsível — e se esconder por trás do protocolo para não fazer nada, que é o que vocês fazem quando pinta esse tipo de saia-justa. Nada além de discursos.

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O PT não cansa. Agora até Berzoini deu para postar bobagens na internet

Captura de Tela 2013-07-09 às 09.24.09O alvo da ala golpista do PT em sua sanha censória já está definido há algum tempo: a imprensa. O partido dos mensaleiros tem uma aversão declarada pela ‘mídia’que divulga seus malfeitos e desmascara suas reiteradas tentativas de golpear as instituições fundadoras da nossa democracia.

O esforço para demonizar o jornalismo não é pequeno. Vai das investidas em prol do restabelecimento da censura à calúnia desabrida dos sites que o governo paga para atacar a imprensa nas redes sociais. E não há apenas ‘drones’ alugados entre a militância cada vez mais rara para fazer a artilharia golpista. Até figurões da legenda agora dão-se ao desplante de engrossar a infantaria que pretende eliminar a liberdade de expressão do Brasil.

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Fábula: Os espertos, os panacas e a eclosão dos babacas

Os espertos tangendo os panacas (Ilustração: O Flautista de Hamelein)

O Flautista de Hamelein conduzindo os ratos para o rio.

Era uma vez um reino de panacas com um governo muito esperto.

Os espertos, desde que o primeiro deles se instalou no lugar, pintavam e bordavam. Porque o povo era panaca.

Assim, os governantes primeiro distribuíram miçangas, depois espelhinhos, radinhos de pilha para os panacas ouvirem a Copa de 70. E aí vieram as bolsas.

Estatizou-se algo que os próprias espertos coloniais não suportavam mais ao tempo da proclamação de Independência, da República, do Estado Novo, da República Nova, depois da Nova República.

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Dilma, a surda, também ficou muda

Ela disse que estava “ouvindo as vozes das ruas”. O povo dizia “menos roubalheira, Dona Dilma”. Ela entendia “plebiscito e constituinte, Dona Dilma”.

Foi derrotada para si mesma em menos de 24 horas com a ideia estapafúrdia da “constituinte exclusiva” . A proposta era um mico oportunista implantado no debate pela ala golpista do PT, que tentou capitalizar o tsunami humano que varreu o País. E era, essencialmente, contra as nefastas prática petistas.

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Folha de S.Paulo: Jornalista Paulo Henrique Amorim é condenado por injúria

DE SÃO PAULO – O apresentador Paulo Henrique Amorim, da TV Record, foi condenado a um ano e oito meses de prisão por “injúria preconceituosa”, por ter chamado o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, de “negro de alma branca”. A pena foi substituída por pena restritiva de direito. A advogada de Amorim disse que vai recorrer.

Na terça-feira, a Justiça paulista suspendeu a censura ao Blog do Pannunzio, que estava fora do ar desde setembro de 2012, quando o então secretário estadual de Segurança Antônio Ferreira Pinto pediu retirada de texto crítico à atuação da polícia na gestão de Alckmin.

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A íntegra do acórdão que condenou PHA por injúria racial contra Heraldo Pereira

Acórdão PHA

Aqui está o acórdão da Terceira Turma Criminal do TJDFT que condenou Paulo Henrique Amorim a 1 ano e 8 meses de reclusão por injúria racial.
Ela reformou a decisão de um juiz de singular que havia absolvido PHA.
Representado pelo Ministério Público do Distrito Federal, Heraldo venceu por dois votos contra um.
Assinalei os trechos mais importantes do voto do relator, que saiu vencedor.
É uma peça de leitura obrigatória. Recomendo especialmente àqueles que acham que vão subjugar seus alvos com a injúria, a calúnia, as mentiras e a humilhação.
A minha leitura é a seguinte: se esse lixo racista é o projeto de ‘nova mídia’ dessa corrente política, eu estou definitivamente do outro lado da trincheira.

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Chupa, (Antônio Ferreira) Pinto! Acabou a censura ao blog!!!!!

Acabou a censura ao meu blog! Recebi agora há pouco um telefonema do meu advogado, Ruy Galvão Neto, informando que o processo aberto contra mim pelo ex-secretário da Segurança Antônio Ferreira Pinto foi julgado improcedente. A sentença, que eu ainda não conheço, é um libelo a favor da liberdade de expressão.
Ferreira Pinto é um homem truculento. Responsabilizei-o pelo caos na segurança paulista no governo Alckmin. Sob sua gestão, grupos de extermínio se formaram dentro da PM e passaram a atuar como justiceiros, a promover chacinas e a infundir o desespero à população do Estado de São Paulo.
Preciso reafirmar aqui que o chefe dessa filosofia agiu com delegação expressa do governador. Desta forma, a derrota também é dele, Geraldo Alckmin.
Quero agradecer aos meus dois advogados, Maurício Amato Filho e Ruy Neto. Eles também tiveram uma vitória muito importante: venceram Rui Celso Fragoso, um dos maiores nomes da advocacia brasileira. Ruy recém saiu da faculdade e acaba de conquistar sua carteira da OAB.
Chupa, (Antônio Ferreira) Pinto!!!!!
Chupa, Alckmin!!!!
Agora, falta apenas me livrar da perseguição judicial empreendida pelo mega-ficha-suja José Geraldo Riva, o maior corrupto brasileiro, que move contra mim quatro processos na justiça de Mato Grosso.
De imediato, anunciou que o Blog do Pannunzio vai voltar. E vai voltar robustecido, com outro nome e terá a participação de outros jornalistas. Estará brevemente pronto para a guerra contra a censura togada, os detratores da imprensa livre e os lambe-botas dos poderosos que usurpam a cidadania e a moralidade na política.
Aguardem.

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Decisões judiciais contra blogueiros pautam a discussão da blogosfera nacional

No Portal Imprensa Por Guilherme Sardas Em 2010, uma medida liminar da Justiça do Paraná proibiu o repórter e apresentador da Band, Fábio Pannunzio, de fazer qualquer referência a uma quadrilha de estelionatários, com  atuação internacional, que vinha denunciando em seu blog pessoal. Meses depois, com o grupo desbaratado pela mídia formal, e devidamente preso, a liminar seria revogada pelo TJ do estado e arquivada por unanimidade. Durante o período de restrição, Pannunzio uniu-se à jornalista Adriana Vandoni, do blog “Prosa e Política”, que estava – e continua – impedida de comentar ou emitir opinião de juízo sobre as inúmeras ações de improbidade administrativa envolvendo o presidente da Assembleia do MT, José Riva. “Como nós dois estávamos censurados, passei a veicular as denúncias do Riva, e ela, as denúncias da quadrilha. Isso chama permuta de censura”, explica Pannunzio. Segundo Adriana, as decisões judiciais que vêm legitimando sua mordaça, como a negativa de um agravo de instrumento no TJ de MT, teriam forte influência da atuação de Riva nos bastidores da Justiça local. “A Justiça do MT é absolutamente comprometida com ele. Para você ter ideia, a alegação de um dos desembargadores que me negou o agravo é que eu estava ferindo o direito de privacidade do político ao falar dos processos que ele responde.” A situação é apenas um exemplo do quadro de crescente judicialização da censura a que a blogosfera brasileira vem sendo submetida e que levou figuras como o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a manifestar recentemente sua preocupação com o assunto, recorrendo ao pensador francês Alexis de Tocqueville, para defender que “os excessos da liberdade se corrigem com mais liberdade”. Os fatos e os números mostram a facilidade de se remover conteúdos da internet brasileira. Segundo o Committee to Protect Journalists (CPJ), no primeiro semestre de 2011, o Brasil foi o campeão mundial de remoção de conteúdo, com 224 ordens da Justiça remetidas ao Google. Para Thiago Tavares, diretor-presidente da ONG SaferNet Brasil, a situação exige a criação de um observatório para as decisões judiciais da blogosfera. “Em alguns segmentos do Judiciário, me parece que há certa interpretação exacerbada da legislação em que se invertem um pouco o direito à informação e o ferimento da honra e imagem da pessoa. Em ano de eleição, a remoção de conteúdo cresce exponencialmente”, explica. A experiência de Pannunzio é emblemática para a maior vulnerabilidade do blogueiro no país. “Em 31 anos de profissão na TV, fui processado uma única vez. Já no blog, foram seis processos. A figura do blogueiro é muito mais frágil do que a empresa de comunicação.” Chapa-branca ou oposição? Não são apenas os abusos jurídicos que têm aquecido a discussão. No final de maio, a cidade de Salvador recebeu o “3º Encontro dos Blogueiros Progressistas”, grupo de jornalistas e não jornalistas, que vêm reivindicando a liberdade de atuação na blogosfera como alternativa à atuação da grande mídia. O evento contou com a gravação de um vídeo do ex-presidente Lula, que exaltou a atuação dos blogs como alternativa ao setor de comunicações do país, segundo ele, “concentrado em poucas empresas, poucas famílias e poucos lugares”. Entre os articuladores do evento, Franklin Martins, antigo ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Lula e um dos principais defensores do marco regulatório da mídia no país. O grupo tem o apoio dos jornalistas Paulo Henrique Amorim, Rodrigo Vianna, Luiz Carlos Azenha, Altamiro Borges, entre outros. Para Borges, que preside o Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, democratizar a rede é um dos principais desafios da blogosfera. “Há, sim, a judicialização da censura, processos que desgastam e levam o profissional à bancarrota, mas há também a dificuldade da democratização da comunicação no Brasil, porque hoje há uma monopolização da mídia brasileira, comandada por sete famílias. É uma aberração democrática”, diz. Pannunzio rechaça a tese de que os blogs são alternativas essenciais a um suposto “monopólio da grande imprensa”. E ainda critica: “A maioria dos blogueiros que defendem essa tese é da imprensa formal. Começa por aí a contradição deles. Além disso, são parte de um grande projeto de comunicação de pessoas que integravam o governo Lula. Como é que um jornalista de qualquer mídia abre mão de fiscalizar para começar a bajular o poder, a defender a impunidade de gente envolvida com a corrupção, como vem acontecendo?”. Para Ricardo Noblat, blogueiro político de O Globo, a cisão ideológica dos blogs não é problema – “Sempre vai existir quem é mais próximo do governo e quem é oposição”. A discussão mais delicada, segundo ele, é outra. “O que eu acho complicado é o titular de um blog receber por anúncio veiculado ali. É óbvio que a participação no faturamento publicitário vai implicar conflito de interesse”, afirma. Em meio à asfixia jurídica e às arestas ainda não aparadas da blogosfera brasileira, que a liberdade seja, de fato, a única solução para seus próprios excessos.

As drogas e o projeto de reforma do Código Penal

Foram necessários sete meses de trabalho intenso para que a comissão de juristas encarregada do anteprojeto de reforma do Código Penal chegasse ao texto final que agora tramita pelo Senado. O resultado é uma proposta que cria novos tipos penais, estabelece critérios de objetividade e verossimilhança para o cálculo das punições e de fato atualiza e condensa a legislação especial.

Com efeito, a proposta é necessariamente polêmica porque traz para a luz a discussão de problemas que vinham sendo tratados no âmbito da jurisprudência produzida pelos tribunais e de alterações pontuais na legislação ao longo dos últimos 55 anos.

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Maconha: passou da hora de o Brasil descriminalizar

A despeito de toda a polêmica científica que cerca o debate sobre as consequência individuais do uso das drogas, está mais do que na hora de descriminalizar o consumo, a produção própria e a venda formal de pequenas quantidades de maconha. A cannabis, que pode ser encontrada na mão de traficantes em qualquer esquina do País, é de longe a mais popular e menos nociva de todas as drogas — aí incluído o álcool, cujo consumo escraviza cerca de 13 % da população e provoca 3 em cada 4 mortes em acidentes de trânsito.

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ONU: número de refugiados bate recorde em 2011

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) divulgou neste domingo relatório apontando 4,3 milhões de pessoas foram forçadas a se deslocar em 2011 e que 800 mil tornaram-se refugiadas. Segundo o Acnur, estes números indicam que o ano passado registrou um recorde de deslocamentos e o maior volume de refugiados desde 2000, números que foram fortemente influenciados pelas crises humanitárias na Costa do Marfim, Líbia, Somália e Sudão.
“O ano de 2011 vivenciou o sofrimento humano em uma escala épica. O custo pessoal foi enorme para todos aqueles que tiveram suas vidas drasticamente afetadas em tão curto espaço de tempo”, disse o Alto Comissário da ONU para Refugiados, António Guterres. “Temos que agradecer ao sistema internacional de proteção, que se manteve firme na maioria dos casos, deixando as fronteiras abertas. Estamos num momento de desafio”, concluiu.
O relatório Tendências Globais 2011 é o principal documento anual do ACNUR sobre o cenário mundial de deslocamento forçado. O documento aponta que 42,5 milhões de indivíduos terminaram o ano de 2011 em uma situação de refúgio, seja como refugiados (15,42 milhões), deslocados internos (26,4 milhões) ou solicitantes de refúgio (895 mil).
Apesar dos números alarmantes, eles representam uma redução em relação aos 43,7 milhões de deslocados registrados no final de 2010. Esta diminuição foi causada pelo grande número de deslocados internos, 3,2 milhões de pessoas, que voltaram para casa em 2011.

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O post que foi censurado: A indolência de Geraldo Alckmin e a barbárie na área da segurança

Mais do que estranho, é incompreensível que o governador Geraldo Alckmin ainda não tenha demitido seu secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto. Não apenas pela barbárie que se instalou na Polícia Minlitar sob sua batuta, mas sobretudo pela maneira autoritária, antidemocrática e ilegal que tem orientado as ações do secretário.

Ferreira Pinto, com seu aval explícito ao uso desmedido da violência, com ações deliberadas para acobertar policiais acusados dos mais graves crimes, com sua passividade diante da formação de milícias de policiais militares, expõe a população de todo estado à sanha do PCC e de bandidos fardados abrigados pela Polícia Militar. Aí está o aumento drástico das estatísticas (supostamente manipuladas) da criminalidade a quantificar o caos instalado.

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Uma história triste e duas versões conflitantes: a do jornalismo e a da História

Vi muitas coisas estranhas, tristes e constrangedoras lendo os Arquivos Digitais da Revista Veja dos anos 60 e 70. Mas nada parecido com o que vocês vão ler abaixo.

Aqui, não se trata de fulanizar a crítica, voltando a responsabilizar o editor da publicação na primeira metade dos anos 70, o jornalista Mino Carta, pelo alinhamento da publicação com o regime militar. Esse atrelamento ficou bem descrito e demonstrado nos posts anteriores que compõem a série Especial Ditadura. Como esses posts já foram igualmente objeto de critica e de uma explicação do editor, darei agora um passo adiante.

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Órgãos públicos demonstram despreparo para Lei de Acesso

A maior parte dos órgãos públicos não se mostrou preparada, nesse primeiro momento, para cumprir integralmente a nova Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor no mês passado.

Do total de 127 requerimentos protocolados pela Folha no dia em que a lei entrou em vigor, em apenas 26 casos (20%) a informação solicitada de fato foi entregue.

Em outros 28 casos houve pedido de prorrogação por parte do órgão público, o que está previsto na lei.

Pela norma, os órgãos públicos têm o prazo inicial de 20 dias, prorrogáveis por mais dez, para apresentar uma resposta. O prazo inicial dos pedidos feitos pela Folha venceu anteontem.

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Bairro da Zona Leste está em pânico por causa de ameaças do PCC

Relato da leitora do blog que assina como Jade. É quase um pedido de socorro.

Hoje estava sendo medicada no AMA de S.Miguel Paulista quando a polícia evacuou o prédio, mandou que médicos e o pessoal da enfermagem tirassem os jalecos, Ssó ficaram no prédio as pessoas que, como eu, estavam recebendo medicação e seus acompanhantes.Funcionários do AMA nos disseram que era por causa do PCC.

Do lado de fora ficou uma viatura da PM fazendo a segurança do local. Uma escola próxima segurou todos os alunos que estavam para sair, tamanha a quantidade de policiais na rua. Fizeram entrar os que aguardavam para ingressar no período da tarde. Agora à noite, uma escola municipal próxima ao 63º DP (Vila Jacuí) teve suas aulas interrompidas por volta das 21h45. Informaram  que receberam ‘ordens’ para liberar os alunos porque não era para ter ninguém na rua e na escola após às 22h00.

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OAB, sobre Lula X Gilmar Mendes: “desonroso, vergonhoso e inaceitável”

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, qualificou como “desonroso, vergonhoso e inaceitável” o comportamento do ex-presidente Lula, que teria pressionado o ministro Gilmar Mendees a adiar a votação do Mensalão e oferecido proteção ao magistrado na CPI do Cachoeira.  Em nota divulgada no site da instituição, Ophir também cobrou explicações do ex-presidente.

Segue a íntegra da nota:

“O Supremo Tribunal Federal, como instância máxima da justiça brasileira, deve se manter imune a qualquer tipo de pressão ou ingerência. Ainda que o processo de nomeação de seus membros decorra de uma escolha pessoal do presidente da República, não cabe a este tratá-los como sendo de sua cota pessoal, exigindo proteção ou tratamento privilegiado, o que, além de desonroso, vergonhoso e inaceitável, retiraria dos ministros a independência e impessoalidade na análise dos fatos que lhe são submetidos.

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PEC-37, o Cavalo de Troia feito sob medida para melar o Mensalão

Uma proposta de emenda constitucional que se encontra tramitando em regime especial na Câmara dos Deputados é a mais nova aposta da bancada mensaleira na guerra para melar o julgamento do Mensalão. Chama-se PEC-37/2011. Com apenas uma frase, ela pode botar a perder todo o esforço do Ministério Público para julgar e condenar criminosos que, não fosse pela atuação do MP, ficariam impunes. Entre os principais beneficiários estão os 38 réus do processo do Mensalão, escândalo que deve ser julgado pelo STF ainda este ano.

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Ministérios manobram para não cumprir Lei de Acesso

Alana Rizzo e Leonencio Nossa
Dez dias após a Lei de Acesso à Informação entrar em vigor, autoridades alojadas na Esplanada dos Ministérios recorrem a manobras e jogos de palavras para impedir a divulgação de dados públicos.

Mesmo com a ordem da presidente Dilma Rousseff de que a transparência é regra e a fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), os ministérios têm negado informações, em especial de áreas sensíveis e que envolvam indícios de irregularidades nas pastas.

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