Vitória de Pirro

O Presidente Michael Temer vai vencer na CCJ.

Com as mudanças promovidas pelo líderes dos partidos da base, o prognóstico, antes desfavorável, agora é amplamente favorável ao atual Presidente.

Vai ser uma vitória de Pirro. Pirro é aquele belicoso general macedônio que, ao final de sua guerra mais sangrenta afirmou, ao se sagrar vitorioso: “mais uma vitória dessas e estou frito!”

Temer se prepara para lutar sua batalha de Heracleia — a da primeira denúncia da PGR. Quando vier a de Ásculo, no plenário, nesta ou na próxima denúncia, pode ser que não tenha tropas suficientes para assegurar-lhe a consagração que as manobras na CCJ lhe permitirão agora.

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CCJ ao vivo: a sessão de apresentação do parecer de Zveiter

A sessão da CCJ recebe o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) sobre a admissiblidade da denúncia por corrupção passiva apresentada contra Michel Temer ao Supremo Tribuna Federal. As imagens são da TV Câmara dos Deputados.

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Governo Temer em choque hipovolêmico

Temer já sangrou o que podia. Está em choque hipovolêmico. Sua base de apoio está se exaurindo. Temer não vai sobreviver ao massacre da Lava Jato.

Há defecções por toda parte. No PSDB, a pressão para abandoná-lo é enorme. O PSB, ainda que rachado, tem 23 dos seus 36 deputados querendo a entrega dos cargos e o abandono do navio. Parlamentares do PSD, PP e até do PR também estão pulando fora da nave adernada.

A tarde de hoje foi marcada pela consolidação do efeito-manada. Nem a cerca das nomeações , nem o chicote das demissões conseguem conter a debandada. Os aliados, que antes se empenhavam em salvá-lo, agora querem salvar a si mesmos.

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O jogo de Temer

Michel Temer talvez seja o Presidente que abraçou mais desbragadamente o pragmatismo em toda a história brasileira. Ele tem feito tremendos malabarismos para se manter de pé. É um bom jogador, mas não tem nenhuma preocupação com a imagem que legará para o futuro.

Para se salvar da refrega no TSE, substituiu dois ministros por gente da sua confiança. Os indicados cumpriram a tarefa com denodo.  O preço foi bem alto: a desmoralização da Justiça Eleitoral.

Temer demitiu um ministro da Justiça e contratou outro para cortar as asas da Polícia Federal. Diante da impossibilidade política de demitir também o atual diretor, está matando a PF de inanição. Os que estão na fila do passaporte e não vão viajar bem sabem o que isso significa.

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Por que Michel Temer deveria demitir Michel Temer hoje

Se o padrão de comportamento ético estabelecido por Michel Temer para seus ministros valesse para ele próprio, hoje Temer teria que demitir Temer imediatamente do governo.

No dia 13 de fevereiro, há pouco mais de quatro meses, o Presidente, acuado pela má repercussão da nomeação de Moreira Franco a um posto de ministro para dar-lhe foro privilegiado, fez um pronunciamento anunciando que seu governo tinha finalmente adotado um conjunto de normas de comportamento para o primeiro escalão.

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Seis por meia dúzia

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Michel Temer agoniza no Planalto. A Lei da Entropia atua fortemente sobre um governo que não tem saída da crise moral em que se enfiou. Nem o silêncio de certos movimentos de rua adestrados pela direita, nem o apoio determinado de um empresariado cínico em suas pretensões são capazes de fornecer o combustível necessário para equilibrar o esquálido sistema de forças sobre o qual ainda se mantém o Presidente da República.

Dita a Segunda Lei da Termodinâmica que todo sistema tende a se desorganizar com o tempo. E que a energia necessária para mantê-lo íntegro acaba sendo superada pelas forças que o levam à desorganização. O que sobrevém é o caos. Ontem, com a denúncia do Procurador-Geral da República, o governo Temer cruzou o ponto de máximo esgarçamento — aquele em que o movimento em direção ao colapso é irrefreável.

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Flores para Marcela

Por Martha Pannunzio(*)

Há exatamente um ano, aqui mesmo neste FB, eu dei um voto de confiança ao presidente Michel TEMER, desde que ele moralizasse o governo e a política brasileira. E desejei que ele não tivesse medo etc etc…

Infelizmente ele ignorou meus sentimentos e exigências. Meus e de pelo menos a metade do povo adulto brasileiro. E se revelou ciente e cúmplice dos crimes de lesa-pátria praticados por gangues promíscuas integradas por políticos, partidos e empresários.

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TSE: Parabéns pra quem venceu.

Com a decisão de ontem do TSE,  ficou sacramentado que o Brasil está mesmo fadado a ser o que é. Se está bom para você, ótimo, meus parabéns.

Somos e seremos um País governado por  homens da envergadura de um Michel Temer.

Temos instituições a garanti-lo com o senso patriótico da nossa justiça eleitoral.

E por trás delas há personagens da estirpe de um Gilmar Mendes.

E juízes do estofo de um Napoleão que, na impossibilidade de encontrar na lei o que precisam para formar sua convicção, vão ao Corão pesquisar anátemas para amaldiçoar seus detratores.

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#foratemer e Rodrigo maia : A esperteza que não leva a lugar nenhum

Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Fala-se dia e noite em quem sucederá Michel Temer na Presidência. Três nomes são recorrentes: Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Rodrigo Maia. Os dois tucanos, no entanto, têm uma viabilidade eleitoral menor do que o atual presidente da Câmara Federal num processo de escolha indireta como o previsto no rito constitucional.

Rodrigo Maia é apontado pelo grupo hegemônico que ainda orbita em torno do Planalto como a solução ideal. Suas virtudes seriam equivalentes em módulo aos seus maiores defeitos. Ele é parte do baixo clero congressual, tem ascendência sobre boa parte das bancadas e sabe jogar o jogo da esperteza. Isso o qualificaria para ocupar a Presidência e prosseguir com a agenda das reformas, assegurando sua aprovação.

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A cama-de-gato na Lava-Jato

Tirando a família Batista, talvez não haja mais nenhum brasileiro hoje que ache que o prêmio oferecido pelo Ministério Público e aceito pelo Judiciário pela delação dos irmãos Wesley e Joesley não é excessivamente generoso.

Depois de corromper em escala industrial, os donos da JBS deram uma banana ao País e se mandaram para o exterior para usufruir de sua incalculável fortuna construída às custas do contribuinte brasileiro.

Mas daí a achar normal que o Ministério Público e o Judiciário podem levar alguém a se auto-incriminar, acordar um preço pela confissão e mudar tudo depois do acordo assinado vai uma enorme distância.

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O trunfo da impopularidade

Michel Temer chegou ao poder sem votos e com a pecha de golpista. Ele nunca foi um político popular. Seu melhor momento eleitoral foi em 2002, quando obteve 252 mil votos para deputado federal.

Da última vez que disputou uma eleição proporcional, no entanto, passou raspando, com 99 mil votos. Foi o quinquagésimo-quarto mais votado parlamentar do Estado.

Se, por um lado, nunca foi bom de voto, Temer conseguiu, com seu cacife, se transformar num parlamentar importante. Bem articulado e resistente a cenários de crises, conseguiu presidir a Câmara três vezes e o PMDB cinco vezes. E por essa injunção, chegou à condição de vice duas vezes na chapa de Dilma Rousseff antes que a corrupção do PT e suas engendrações  derrubassem sua ex-companheira.

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O lado bom do vandalismo

Os analfabetos políticos pensando que tomaram o Poder. Foto: Breno Fortes – CB

Pense bem. Na dialética da crise, tudo tem o seu lado bom.

O vandalismo, por exemplo.

Quer coisa melhor para quem deseja o colapso das instituições, a desagregação do tecido social e o fim dos tempos ?

Tem outras vantagens. Ao incendiar prédios públicos, erguer barricadas, jogar rojões na polícia e açular os ânimos nos protesto, os vândalos constroem símbolos poderosos que, os olhos do cidadão comum, denunciam a falta de horizonte e a falência generalizada da nossa democracia. O que sempre abre espaço para inovações autoritárias e até para ditaduras clássicas. É ótimo para quem gosta.

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Filtros e coadores dos sucessores do #foratemer: Quem pode ?

Ontem falamos sobre os entraves jurídicos que jogam por terra os nomes dos “presidenciáveis” mais cotados para conduzir a nossa barca – Henrique Meirelles, Nelson Jobim, Lula.

Hoje vou falar brevemente sobre questões de natureza moral e política também serão determinantes do ambiente em que será escolhido o futuro timoneiro desta embarcação adernada chamada Brasil.

Henrique Meirelles foi mordido pela mosca azul. Ontem, em um conference call promovido pelo J. P. Morgan, disse que as reformas vão andar, com Temer ou sem Temer. Pensa que é primeiro-ministro e já depôs o presidente.

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Simão Bacamarte, o Presidente para o lugar do #foratemer

É muito mais complicado do que parece o xadrez político da eleição indireta que a Constituição prevê  em caso de vacância dos cargos de presidente e vice-presidente. O Artigo 81 prescreve o seguinte, em seu parágrafo primeiro:

Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. É o que deve acontecer na hipótese cada dia mais provável de Michel Temer renunciar ou ser afastado.

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A grande biqueira da política e a cura do vício em dinheiro

Para os políticos brasileiros, o dinheiro é mais adictivo do que o crack. O fraco por grana jogou a velha elite política nas cordas.  As velhas raposas não podiam ver uma uma nota de cem dólares que logo se assanhavam, feito viciados em drogas pesadas.

A dependência de dinheiro as transformou em prostitutas decadentes. Fissuradas pelo bereré dos traficantes das empreiteiras, criaram um sistema de burocratas-radares para não deixar passar uma oportunidade sequer de obter o dinheiro alucionógeno.

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Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Juizo Final

” Anunciaram e confirmaram que o mundo ia se acabar.
Por causa disso a minha gente lá em casa começou a rezar.
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada.
Por causa disso lá em Brasília esta noite não se fez batucada…
…E o tal do mundo não se acabou!”

Nada descreve melhor o day after da lista de Facchin do que os versos de Assis Valente. Os soldados do armagedon, as bestas do apocalipse, todos eles continuam lá, mandando e desmandando, urdindo e tramando para salvar o traseiro da refrega judicial que certamente virá, que um dia virá.

Por enquanto, o mundo deles não se acabou.

Um terço dos ministros, um terço dos senadores, quase dez por cento dos deputados, os mais bem cotados candidatos às próximas eleições, toda essa gente continua com as rédeas do País na mão.

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Carnição: Carne fraca, alma corrupta

Responda rápido: o que une os escândalos do Mensalão, Petrolão e o Carnição?

A resposta é óbvia: a corrupção.

Foi ela que botou abaixo a maior estatal brasileira, a PETROBRAS; a maior empreiteira do País, a Odebrecht; e agora os maiores conglomerados frigoríficos do mundo.

Não há mais como não enxergar que o que precisa ser vigorosamente combatido no Brasil é essa velha prática secular de comprar e vender atalhos em qualquer ramo da atividade econômica. Ela matou a velha política, destroçou as finanças e arrasou as nossas instituições. Agora mancha indelevelmente nossa reputação e bota nossa autoestima ao pé do chão.

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O Pezão pelas mãos de Eduardo Cunha

O governador Pezão, que de tonto tem só a cara, foi obrigado a cancelar a contratação de Solange Almeida depois de ser alertado para o fato de que ela já havia sido condenada em segunda instância. Solange era o braço direito de Eduardo Cunha no jogo de extorsão parlamentar desfeito pela Operação Lava Jato e sua consorte nos anais das anotações nos fóruns criminais federais.

O objetivo da contratação da cara-metade de Edurdo Cunha era fazer com que um dos processos a que ele responde em Curitiba saísse das mãos de Sérgio Moro. Uma jogadinha matreira e que por pouco, bem pouco mesmo, não prospera. Ou seja: restituir-lhe a chance de sair da cadeia, contando com o beneplácito de outras instâncias judiciais. Foi para isso que o governador Pezão arriscou o pescoço numa jogada astuta e desastrada.

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Tráfico de propina traz a lama à porta do gabinete de Temer

Michel Temer só foi levado ao posto que atualmente ocupa porque o Brasil estava enfarado da corrupção do PT. Foi por isso que multidões acorreram às ruas, bateram panelas e pressionaram o Congresso. O que a Nação deixou claro, de 2013 até o dia em que o PT foi defenestrado do Poder, é que não iria mais transigir com a roubalheira.

O que fez Temer ao assumir ? Prometeu contratar notáveis, mas constituiu um gabinete de notórios. Cercou-se dos mais notórios corruptos da República. Valeu-se da mão-de-obra de velhos conhecidos da crônica policial que vem sendo escrita nos anais da Lava Jato.

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Corruptofilia e lavajatite devastam a República do PMDB

José Serra adoeceu de repente e saiu do governo. Eliseu Padilha adoeceu de repente e saiu do governo. José Yunes saiu do governo faz algum tempo, mas o ex-assessor e amigo do peito de Temer teve uma recaída recente e decidiu contar agora ao menos uma meia-verdade. Como um nigeriano abduzido por traficantes, assumiu que era “mula” da propina de Lúcio Funaro.

Romero Jucá parece ter amolecido as ideias. Perdeu completamente o respeito pelas palavras e agora imagina bacanais democráticos, que ou são para todos, ou não são para ninguém.

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Data Vênia, o povo

Se você está achando que o STF não faz jus ao que o País necessita neste momento, acalme-se. Ele apenas reparou algo que precisava de reparação. Decidiu que Renan Calheiros não é ficha limpa o suficiente para assumir interinamente a Presidência da República, mas não é ficha suja o que baste para ser afastado da presidência do Senado.

Foi uma decisão sábia, à altura do altruísmo e do patriotismo dos nosso ministros. Eles sabem que é melhor ter um ladrão confiável com a pauta do Congresso nas mãos do que permitir que um petista sério tome assento na condução do ajuste fiscal. Ainda que, como disse o próprio réu anistiado ontem, isso viesse a durar apenas nove dias.

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Acompanhe no blog a sessão do STF que deve afastar Renan Calheiros

O blog transmite ao vivo o julgamento da ADPF impetrada pela Rede Sustentabilidade com o objetivo de afastar Renan Calheiros da presidência do Senado da República em função de o parlamentar alagoano ter se transformado em réu em ação pena perante o Supremo Tribunal Federal. A transmissão é gerada pela TV Justiça.

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A flauta de Marco Aurélio

tifaoUm dos mais pavorosos titãs da mitologia grega é Tifão, filho de Gaia e Tártaro. Tinha mil cabeças que podiam tocar as estrelas e braços capazes de abraçar meio mundo.

Veio das profundezas do Hades com o propósito de subjugar o mais poderoso dos deuses. Era tão forte e violento que venceu Zeus uma vez e, ao escalar o Olimpo, expulsou de lá todas as outras divindades.

Foi derrotado por um singelo estratagema executado pelo flautista Cadmo. Ele atraiu a criatura pavorosa e a encantou com sua música. Enquanto isso, Zeus furtava seus raios e poderes de uma caixa onde o monstro os havia escondido. A inteligência do delicado estratagema venceu a brutalidade da besta.

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MP ficou devendo as provas. Não é assim que vão botar Lula na cadeia

lulampPode ser que você estranhe ler neste espaço uma opinião favorável a Lula. Se você se der ao trabalho de reler o que tenho publicado aqui desde 2009, pode se sentir tentado a pensar que eu capitulei ou fui abduzido pelo lulopetismo. E não é nada disso.

Acompanhei com estranheza a entrevista coletiva dos procuradores federais que tocam a Lava Jato na tarde desta quarta-feira. Impressionaram-me os arroubos e as afirmações que foram feitas em tom cabal. Assim como me impressionou a ausência de provas à altura da retórica dos acusadores. Falaram grosso com a opinião pública, mas falaram fino onde realmente importa — no corpo do processo que embasou a denúncia contra Lula, Dona Marisa e os outros implicados nas investigações sobre o suposto patrimônio oculto do ex-presidente da república.

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É preciso terminar a faxina

eduradocunha_alvoEm duas semanas provavelmente o Brasil estará sendo governado diretamente pelo PMDB. O partido manda nas duas casas legislativas e mandará também no Executivo. Sem intermediários.

O Brasil terá Michel Temer na Presidência, Eduardo Cunha e Renan Calheiros na sua linha sucessória. E, comenta-se nos bastidores de Brasília, todos conspirando pela salvação recíproca.

Eduardo Cunha é réu desde o dia 3 de março, quando o STF aceitou denúncia contra ele. De acordo com o Art. 86 da Constituição, está impedido de assumir a Presidência na ausência de Temer.

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Perdeu, PT!

proibidoptO PMDB vai reunir a bancada nesta quarta-feira e deve fechar questão a favor do voto pelo impeachment.

O PSB vai votar contra a Presidente Dilma Rousseff.

Ciro Nogueira  prometeu ao Palácio do Planalto entregar 40 dos 50 votos da bancada do PP. Não vai entregar nem 15.

No PR, o líder, Maurício Quintella Lessa, se demitiu da liderança para votar contra Dilma Rousseff. Leva ao menos meia bancada com ele.

O PRB já desembarcou.

No PDT, que fechou questão a favor do governo, há um movimento de insurreição de parlamentares que não querem ir para o sacrifício para salvar um cadáver insepulto. Julgam que o preço a pagar é alto demais. Querem debandar.

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Você, que diz que não há crime, já leu a Lei do Impeachment ?

bilheteazulTecnicamente, ela se chama LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950. 

Vulgarmente, é conhecida como Lei do Impeachment.

É a lei que define o que é crime de responsabilidade, quais as condutas que se enquadram nesse tipo penal, quem está sujeito a ela.

É uma lei enorme. Tem 82 artigos. E antiga. Passou a vigorar há 66 anos.

O Artigo 2º estabelece que nem é preciso praticar efetivamente o crimes. Basta tentar.  A pena aplicada é de “perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública”.

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