Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the category “Eleições 2012”

Cadê o ‘efeito Lula’?

No Datafolha divulgado hoje há algumas informações que não estão explícitas, mas ainda assim chamam a atenção dos leitores mais atentos. A primeira delas diz respeito à situação eleitoral de Fernando Haddad. Apesar de o PT e o governo já terem colocado todas as suas fichas na mesa — leia-se Lula, Dilma e Marta Suplicy — , o escolhido de Lula para enfrentar a eleição paulistana não conseguiu, a esta altura, sequer ser alçado ao patamar histórico de votos do partido em São Paulo.

No pleito de 2008, Marta Suplicy obteve 33,06% dos votos válidos no primeiro turno. Quatro anos antes, em 2004, obteve 35,82%. Perdeu depois para José Serra.

Neste momento, a três semanas da eleição, o candidato petista Fernando Haddad se encontra praticamente estacionado em um patamar muito inferior, de 17%, que representa, grosso modo, apenas metade do potencial de votos destinados tradicionalmente à legenda.

Quatro anos atrás, no começo de setembro de 2008, Marta Suplicy era considerada imbatível. Os números do Datafolha revelam que a ex-prefeita tinha 40% das intenções de voto. Kassab e Alckmin disputavam a segunda vaga com uma diferença de apenas 4% entre ambos, mas ainda assim com menos de metade das intenções de voto atribuídas à cabeça-de-chapa do PT.

Oito anos atrás, na mesma altura do processo eleitoral, a diferença entre Marta, que tinha 33% das intenções de voto, e Serra, que liderava e terminou por vencer o pleito, era de apenas 4 pontos percentuais. Marta tinha os 33% historicamente reservados a seu partido. Um terço dos votos.

Este ano, Fernando Haddad patinou no patamar dos nanicos até se descolar deles com o início da campanha pelo rádio e televisão. Mas, pelo que mostram as três últimas sondagens, a curva das preferências já aponta para uma acomodação. Num ponto de inflexão que não é bom para o postulante do Partido dos Trabalhadores — o terceiro lugar.

O que se prevê de agora em diante é um disputa renhida entre tucanos e petistas pela chance de disputar o segundo turno com o azarão Celso Russomanno, que parece ter consolidado sua condição de favorito neste primeiro turno. E a despeito da situação de empate técnico, que torna o resultado virtualmente impossível de se prever, é de se notar que ainda há uma diferença de 3 pontos percentuais em favor de José Serra.

O esforço para dar viabilidade a Haddad é notável. A seu favor estão a máquina federal (com a engajamento de Dilma Rousseff) e o prestígio pessoal de Lula, o patrono do candidato. O uso da máquina fica claro na compensação oferecida a Marta Suplicy por seu engajamento na campanha. Preterida por Lula na escolha do candidato, a ex-prefeita teve que ser agraciada com um cargo no primeiro escalão para subir ao palanque de Haddad. Uma ajuda e tanto — que, não obstante, não se mostrou capaz ainda de vitaminar a chapa petista na medida que se esperava.

Mas é fato que o que se esperava nos meses que decorreram entre o lançamento da candidatura e o início da propaganda eletrônica não aconteceu. Nem o prestígio de Lula, nem o reforço de Marta, nem a forcinha de Dilma foram capazes de devolver ao Partido dos Trabalhadores os votos que historicamente lhe eram destinados.

O que mais intriga no comportamento do eleitor é a ausência de resposta ao esforço de Lula para dar viabilidade eleitoral ao mais importante candidato apresentado por seu partido às eleições deste ano.

O que a maioria dos analistas antevia era que Lula conseguisse não apenas reaver os votos tradicionais da legenda, mas incrementar o cacife do partido com a popularidade que faria dele o grande eleitor deste pleito. E isso, de fato, está longe de acontecer.

Resta, portanto, saber o que foi que aconteceu com a popularidade de Lula. Não há nenhuma dúvida de que ela é enorme. Assim como não restam dúvidas de que, como cabo eleitoral, Lula não tem funcionado como se supunha que funcionaria. A rigor, todo o esforço empreendido em favor de Haddad não agregou, pelo menos até agora, mais que 10 pontos percentuais ao postulanente do PT. E ainda faltam quase 20 pontos percentuais para que a legenda ascenda novamente ao patamar dos 33%.

É claro que ainda é cedo para cravar uma aposta no resultado do primeiro turno. Assim como é improvável que, haja o que houver na campanha, surja ainda um milagre capaz de alterar radicalmente o quadro. A partir de agora, com a consolidação das intenções de voto, o que se espera são pequenas oscilações, inclusive com a possibilidade de inversão dos candidatos que disputam o segundo e terceiro lugares na preferência do eleitorado.

A tese que vem sendo defendida por 10 entre 10 analistas é a de que não há transferência de prestígio — ou a tradução do prestígio em votos — a não ser entre candidaturas análogas. Por esse raciocínio, Lula poderia, sem dificuldade, eleger um poste Presidente da República. Foi o que aconteceu com Dilma Rousseff, a desconhecida auxiliar alçada por ele ao posto de primeira-mandatária brasileira dois anos atrás. Mas não tem como influenciar o eleitor paulistano, que termina por definir seu voto com base em uma cesta de propostas e um menu de candidatos vinculados exclusivamente à seara da comunidade.

Seria, desta forma, um santo milagreiro que só tem poder para promover grandes milagres. Dos pequenos, o eleitor mesmo prefere cuidar, sem a interferência nem o cabresto de quem quer que seja.

O que pouco gente se arrisca a dizer, com medo de errar o prognóstico que vai se desenhando, é que talvez os poderes atribuídos ao ex-presidente não passem de um exagero retórico que vem sendo construído pela reiteração de certos dogmas — especialmente o de que Lula pode tudo. Pelo que se viu até agora, não pode.

Talvez não possa por causa do desgaste sofrido pelo PT desde que a legenda foi associada à corrupção descarada e às piores práticas políticas, agora materializadas com as primeira  condenações de mensaleiros, e à perspectiva de prisão de gente como João Paulo Cunha, José Genoíno, José Dirceu e Delúbio Soares. É claro que o espetáculo propiciado pelo maior julgamento da história do País produz efeitos no eleitor. O que não se sabe, até agora, é qual o tamanho do estrago.

Caso Haddad seja derrotado neste primeiro turno, muitas serão as tentativas de explicar o fracasso. Alguns dirão que o PT está pagando o preço de ter sido colocado por seus próprios dirigentes entre as legendas que protegem criminosos e incentivam a gatunagem em seu próprio proveito. Mas isso não seria suficiente para explicar o malogro.

Outros irão dizer que a escolha de Haddad foi infeliz, que a vitória com alguém já testado como Marta Suplicy seria pule de dez. Mas aí o erro seria de Lula, e não convém atribuir erros a santos.

E sempre haverá quem diga que, quando o santo não produz o milagre, não é por falta de santidade — é por falta de fé do devoto.

Russomanno já foi condenado com base no Código de Defesa do Consumidor

JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

Com trajetória política e profissional ligada à defesa dos direitos do consumidor, Celso Russomanno (PRB) foi condenado a pagar R$ 400 a um advogado de Assis (SP), em 2008, por danos materiais após ele ter comprado um produto fabricado e anunciado pelo candidato a prefeito de São Paulo.

A propaganda do produto, o Airlock, ainda atribuiu a uma entidade que Russomano criou com o irmão Mozart, o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), testes para dar credibilidade ao equipamento.

É possível encontrar na internet propaganda que diz textualmente. “Através de testes feitos pelo Inadec [os kits do Airlock] trazem uma economia de até 40%”.

Na página do Inadec existe um link que leva à homepage da campanha de Russomano. Na época da ação, em 2007, o então deputado federal era garoto-propaganda do Airlock, fabricado por uma empresa do próprio candidato, a Sys Equipamentos de Tecnologia.

Russomanno, procurado pela Folha, atribui ao Airlock a capacidade de impedir que as empresas de saneamento cobrem, além da água, também pelo ar que passa na tubulação.

“Não pague ar por água! Defenda-se, é seu direito, consumidor. Eu testei o Airlock e ele funciona”, diz Russomano na homepage que anuncia o produto.

O Airlock é um equipamento que é instalado nos cavaletes da tubulação de água, perto do hidrômetro, e pode ser encontrado à venda pela internet.

O advogado autor da ação, Carlos Henrique Affonso Pinheiro, 36, decidiu comprar o equipamento e, depois, passou a acompanhar se havia alguma variação na conta de água de sua casa, entre abril e julho de 2007.

Nada mudou, segundo as contas que anexou ao pedido de indenização, ajuizado com base no Código de Defesa do Consumidor.

Com a alegação de ter sido vítima de propaganda enganosa, Pinheiro pediu indenização por danos materiais.

Na sentença da ação, escreve o juiz, Russomano “não logrou comprovar que o produto traga as características mencionadas”.

O advogado disse que decidiu entrar na Justiça não pelo dinheiro que receberia, já que gastaria tempo e recursos para entrar com o processo e não valeria a pena.

“Ele era o defensor do consumidor, então acreditei. Só depois é que descobri que também era o dono da fabricante, e o site não dizia isso. Se não fosse advogado, iria deixar para lá, porque dá trabalho, mas fiquei irritado.”

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Candidato já foi condenado com base no Código de Defesa do Consumidor – 01/09/2012.

Folha de S.Paulo – Poder – ‘Calado’, João Paulo vai articular campanha – 01/09/2012

APU GOMES E DANIEL RONCAGLIA
DE SÃO PAULO

Após deixar a disputa pela Prefeitura de Osasco, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) afirmou que vai ficar calado neste momento.

“Há o momento de falar, e o momento de ficar calado. Agora é a hora de ficar calado”, disse o petista, primeiro político condenado pelo Supremo Tribunal Federal por crimes relacionados ao mensalão.

O momento de silêncio não deve impedir que João Paulo participe das articulações da campanha. Ele vem dizendo para aliados que está se sentido injustiçado.

Ontem o deputado se reuniu com o prefeito Emidio de Souza (PT), o novo candidato petista, Jorge Lapas, e a coordenação de campanha.

“João Paulo é um dos caras que conduzem o partido na cidade”, disse o presidente do Diretório Municipal do PT, vereador João Gois Neto.

Ainda não foi definida a presença do deputado em atos públicos, disse Gois.

FAXINA

Nos comitês e nos carros de campanha, adesivos e placas com fotos de João Paulo foram retirados ontem. O site da candidatura saiu do ar.

Carros de som pararam de circular pela cidade e panfletos foram recolhidos.

“Em um ou dois dias, vamos começar a colocar na rua o novo material”, afirmou o presidente do PT de Osasco.

Na primeira prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral no início de agosto, a campanha petista declarou gasto de R$ 530 mil.

O principal adversário do PT em Osasco, o deputado tucano Celso Giglio, gastou em igual período R$ 45 mil.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – ‘Calado’, João Paulo vai articular campanha – 01/09/2012.

Cenários paulistanos

Fernando Rodrigues

As dificuldades eleitorais de José Serra, candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, precipitaram algumas análises sobre o possível fracasso dos tucanos na capital paulista. Se a derrota acontecer, não terá sido a primeira vez.

Em 2008, o nome do PSDB na disputa era o de Geraldo Alckmin. Ele não foi para o segundo turno.

A derrota até humilhante de Alckmin em 2008 foi interpretada por alguns como o início do fim do ciclo do PSDB em terras paulistas. Dois anos depois, o mesmo Alckmin foi eleito governador de São Paulo, cargo em que está no momento.

Todas essas observações ajudam a contextualizar o resultado da eleição paulistana. Haverá efeitos sobre partidos e forças políticas. Mas é difícil decretar sentenças definitivas com qualquer um dos resultados mais prováveis à vista no momento.

Uma eventual derrota de José Serra será, de fato, devastadora apenas para o próprio candidato. Já o impacto sobre seu partido é relativo. Para começar, esse cenário de fracasso do PSDB será de um jeito se o vitorioso na eleição paulistana for Fernando Haddad (PT). Mas será uma história muitíssimo diferente no caso de o eleito atender pelo nome de Celso Russomanno (PRB).

A chegada de Haddad à Prefeitura de São Paulo representará uma vitória pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi ele quem determinou ao PT a escolha de Haddad. Nessa hipótese, ninguém duvida que a administração de Dilma Rousseff despejará mundos e fundos na capital paulista. Os petistas vão se preparar ao máximo para, em 2014, tentar ganhar algo jamais alcançado pela sigla, o Palácio dos Bandeirantes.

Mas, se o vitorioso acabar sendo o até agora outsider Celso Russomanno, a derrota não terá sido apenas de José Serra e do PSDB. O fracasso terá de ser compartilhado por Lula e pelos petistas -que, por todas essas considerações, sonham ainda em enfrentar o tucano no segundo turno.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Opinião – Cenários paulistanos – 01/09/2012.

Presidentes de Câmaras multiplicaram patrimônio

ALFREDO JUNQUEIRA

Dos 23 presidentes de Câmaras Municipais de capitais que disputarão a eleição de outubro, sete tiveram evolução patrimonial superior a 100% em quatro anos. Eles mais que dobraram o valor de seus bens declarados à Justiça Eleitoral em seus mandatos. Todos registraram “vereador” como ocupação em seus cadastros de candidatura.

O caso mais impressionante é o do presidente da Câmara de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Paulo Siufi (PMDB) declarou neste ano à Justiça Eleitoral bens que totalizam R$ 1,8 milhão. O valor é 192,78% superior aos R$ 620,7 mil informados em 2008.

Mas Siufi não é o presidente de Câmara que agregou maior valor ao seu patrimônio entre 2008 e 2012. O peemedebista ficou em terceiro lugar neste ranking. O primeiro posto é do chefe do legislativo municipal de Porto Alegre, vereador Mauro Zacher (PDT). Há quatro anos, declarou bens no valor de R$ 81,6 mil. Limitava-se a um carro, recursos em conta corrente e cotas de capital de uma empresa. A compra financiada de um apartamento em 2009 somou R$ 200 mil ao total. Os bens registrados somam R$ 92 mil – algo 257,76% superior a 2008.

Com 209,84%, o vereador Antonio Isaias Pereira Filho (PSL), o Pereirinha, chefe do legislativo municipal de São Luís do Maranhão, teve a segunda maior evolução patrimonial. Sua atual declaração soma R$ 709,5 mil. Constam quatro imóveis residenciais entre R$ 24 mil e R$ 85 mil e quatro veículos.

As dinâmicas dos valores dos bens dos vereadores Edivan Martins (PV), que preside a Câmara de Natal, e Jaime Tonello (PSD), de Florianópolis, foram similares. Desde 2008, Martins passou de R$ 280,7 mil para R$ 708,1 mil – alta de 152,2%. Tonello foi de R$ 285,7 mil para R$ 682 mil – evolução de 138,65%.

Jorge Felippe (PMDB), presidente da Câmara do Rio de Janeiro, e Jurandir Liberal (PT), de Recife, completam a lista. Felippe tinha R$ 169 mil em 2008 e passou para R$ 387,2 mil – aumento de 129,15%. Liberal foi de R$ 353,5 mil para R$ 746, 3 – avanço de 111,14%.

O vereador paulista José Police Neto (PSD), o Netinho, aumentou em 57,44% seu patrimônio desde 2008. A atualização dos valores das frações de três imóveis e um terreno fez sua declaração sair de R$ 266,7 mil para R$ 420 mil.

Beba na fonte: Presidentes de Câmaras multiplicaram patrimônio – politica – politica – Estadão.

Soninha usa ironias para rebater provocação na web

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, tem lançado mão de ironias ao rebater provocações na internet que a relacionam com o candidato do PSDB, José Serra.

Ontem, ao ser questionada por um mensageiro anônimo se era amante de José Serra, seu rival na eleição, Soninha foi monossilábica: “Sim”, respondeu.

A provocação ocorreu em um fórum que a candidata mantém aberto a internautas durante a campanha. As respostas de Soninha são publicadas em sua conta na rede social Twitter, que tem cerca de 70 mil seguidores.

Há nove dias, a candidata do PPS já havia respondido de forma irônica a pergunta semelhante. “Sim, claro! Troquei meu corpinho por cargos no serviço público.”

Para a Folha, Soninha diz que as respostas irônicas foram a maneira que encontrou para dispensar quem entra no fórum para provocá-la -outra questão recorrente é sobre se ela é “maconheira”.

“Tiro um sarro às vezes”, diz a candidata, sem temor de ser mal interpretada. “Se não entenderem que é galhofa, então esquece.”

Ela admite, porém, que as pessoas podem não compreender rapidamente as piadas: “Preciso lembrar que as pessoas não têm senso de humor, porque eu me divirto tanto respondendo assim”, afirma.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Soninha usa ironias para rebater provocação na web – 27/08/2012.

PT, profecia e autoengano

Fernando Rodrigues

Transformou-se em senso comum dizer que campanha eleitoral no Brasil só começa para valer depois do início da propaganda em rádio e TV. Mas esse elixir milagroso tem também seus limites.

A pesquisa Datafolha divulgada ontem mostrou que o candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, continua com apenas 8%. Lidera o pelotão dos nanicos.

Já há alguns meses o PT propaga uma profecia: no horário eleitoral na TV, Haddad estará colado a Lula.

Vai disparar para se consagrar e vencer no segundo turno.

Em campanhas passadas essa tem sido uma trajetória rara. Nesta mesma época, em 2008, Gilberto Kassab estava com 14%. Além disso, ele era prefeito e buscava a reeleição. Tinha a máquina da cidade a seu favor, inclusive o apoio do então bem avaliado governador do Estado, José Serra.

Mas Lula não vai acabar compensando todas as deficiências de Haddad? A presença do ex-presidente na TV foi vital na eleição de Dilma Rousseff. É verdade. Só que muitos se esquecem que Dilma neste mesmo período em 2010 já estava com 47% nas pesquisas de intenção de voto para presidente.

Os petistas podem argumentar que Haddad sofre por ser desconhecido. Celso Russomanno (PRB) estaria então sugando votos de petistas desinformados. Por essa lógica, quando os paulistanos pró-Lula souberem quem é o candidato do PT, as coisas mudam como num passe de mágica.

A favor de Haddad está a força incontestável do lulismo, a fragilidade partidária da campanha de Russomanno e a alta taxa de rejeição ao tucano José Serra (38%).

A profecia petista pode se autocumprir, é claro. Se assim o for, Haddad protagonizará uma das mais formidáveis arrancadas eleitorais na história de eleições paulistanas. Se tudo der errado, saberemos que a falação atual não passou de autoengano, o esporte preferido dos políticos.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Opinião – PT, profecia e autoengano – 22/08/2012.

Datafolha: Russomanno, com 31%, ultrapassa José Serra, com 27%

Pela primeira vez, Celso Russomanno (PRB) aparece numericamente à frente do tucano José Serra na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Pesquisa Datafolha realizada ontem mostra Russomanno com 31% das intenções de voto, 4 pontos a mais que Serra. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos para cima ou para baixo, eles continuam tecnicamente empatados.

Em relação ao levantamento anterior, de 19 e 20 de julho, Russomanno cresceu 5 pontos. No mesmo período, Serra caiu 3.

Esta é a última pesquisa de intenção de voto para prefeito de São Paulo antes do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, que começa hoje.

Na disputa pela terceira colocação há quatro candidatos tecnicamente empatados. O petista Fernando Haddad tem 8% das intenções de voto; Gabriel Chalita (PMDB) tem 6%; Soninha Francine (PPS), 5%; e Paulinho da Força (PDT), 4%.

As intenções de voto em Russomanno crescem constantemente desde o fim do ano passado.

Na pesquisa realizada entre os dias 7 e 9 de dezembro, ele tinha 16%, dois pontos abaixo de Serra. Marcou 17% em janeiro, subiu para 19% em março, passou para 21% no meio de junho, 24% no fim daquele mês e 26% em julho.

ESPONTÂNEA

Celso Russomanno também aparece na liderança da pesquisa espontânea, aquela que indica a consolidação das intenções de votos nos candidatos.

Quando o eleitor é convidado a responder em quem pretende votar sem a apresentação de um cartão com os nomes dos candidatos, Russomanno atinge 15%. Nessa simulação, Serra alcança 13%.

Serra e Russomanno também lideram em taxa de conhecimento. O primeiro é conhecido por 98% dos eleitores. O segundo, por 94%.

O Datafolha também investigou a rejeição dos candidatos. Só 12% dizem que não votariam em Russomanno de jeito nenhum.

Já a rejeição a Serra continua ascendente. Em junho, ele liderava por esse critério com 32%. Em julho, seu índice de rejeição subiu para 37%. Na pesquisa de ontem, oscilou mais um ponto para cima e chegou a 38%.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Datafolha aponta Russomanno com 31% e José Serra com 27% – 21/08/2012.

O Aerotrem, a maconha e o primeiro golpe baixo da campanha

Soninha Francine foi a primeira vítima de um golpe baixo nesta campanha recém-começada. Foi desferido justamente pelo candidato profissional Levy Fidélix, aquele do Aerotrem. Ao defender com clareza a descriminalização da maconha, foi criticada por supostamente fazer “apologia” do uso de drogas.

Não houve apologia coisa nenhuma. O que a candidata do PPS fez foi manifestar sua opinião de maneira coerente e corajosa, dentro dos limites do que o Supremo Tribunal Federal estabeleceu ao entender as marchas da maconha como um direito afeto à cidadania, circunscrito à liberdade de manifestação.

O Blog do Pannunzio defende a mesma posição. É preciso parar a hipocrisia segundo a qual usuários de drogas precisam ser tratados com cadeia. Se esta fosse a solução, o problema já teria sido sido resolvido em países como os Estados Unidos, cuja bilionária máquina repressiva não consegue impedir a venda e o consumo de drogas em qualquer esquina.

O fato é que o ambiente da campanha não favorece a sinceridade e a coerência quando temas-tabus são colocados na pauta de discussão e se transformam em fatos eleitorais. Candidatos costumam mudar até sua crença ou descrença em Deus, prometer o que não pretendem cumprir e a afirmar o que não pensam. Aí estão exemplos recentes: Fernando Henrique Cardoso, ateu de carteirinha, passou a dizer que acredita em Deus para se salvar da fogueira dos carolas. Dilma Rousseff decidiu condenar o aborto. E Lula, nunca é tarde lembrar, se elegeu sob a promessa de moralizar a política e acabar com a corrupção. Na política, o relativismo e a plasticidade são impressionantes. E isso desfavorece gente que tem as qualidade de Soninha Francine.

A exploração desse tema pela má-fé e pelo preconceito pode realmente criar embaraços para a candidata do PPS. O País ainda prefere acreditar na retórica dos falastrões a encarar suas próprias mazelas. Apesar disso, Soninha já cumpriu um papel fudamental: o de trazer para a luz a discussão do assunto.

Passou da hora de descriminalizar  o uso, a produção para o consumo individual e a comercialização da maconha. O que não é possível é ficar impassível diante da fogueira inquisitória que se pretende armar por quem, superando a espiral do silêncio, contribuiu com suas opiniões para um debate necessário.

 

Creches são desafio para candidatos em SP

As principais propostas dos candidatos à Prefeitura de São Paulo para solucionar o problema da falta de vagas em creches apresentam falhas e sofrem críticas de especialistas em educação. Segundo a prefeitura, há 145 mil crianças na fila por uma vaga no município.

A maioria dos candidatos inclui em suas propostas o uso de convênios com a rede particular, instituições filantrópicas, faculdades e outras instituições até que sejam construídas novas unidades.

Soninha (PPS) propõe também criar a bolsa creche –dinheiro para as famílias pagarem escolas particulares.

Mas especialistas criticam o mecanismo. Gabriel Chalita (PMDB) chegou a ser vaiado em evento após fazer a proposta de convênios.

“Em geral, o serviço é de pior qualidade”, diz Romualdo Portela, da Faculdade de Educação da USP.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Creches são desafio para candidatos em SP – 20/08/2012.

Lula se reúne com cúpula do PT para discutir eleições

 

CATIA SEABRA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne nesta segunda-feira com o comando do PT para discutir sucessão municipal.

 

Na pauta da reunião, as cidades que Lula deve priorizar na campanha deste ano. O ex-presidente, por exemplo, já elegeu Belo Horizonte como prioridade.

Moacyr Lopes Junior – 4.jun.12/Folhapress

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Ele visita a capital mineira, Belo Horizonte, além de Contagem e Betim no fim deste mês.

Em Belo Horizonte, o candidato petista, Patrus Ananias, teve a candidatura lançada pouco antes do fim do prazo para registro. O PT colocou o nome do ex-ministro na disputa após romper com o atual prefeito e candidato à reeleição, Márcio Lacerda (PSB).

A participação de Lula nas campanhas municipais, até agora, estava sendo reduzida por conta do tratamento contra um câncer na laringe. Exames, no entanto, apontaram a remissão total do tumor e médicos liberaram o ex-presidente para participar das campanhas.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Lula se reúne com cúpula do PT para discutir eleições – 20/08/2012.

Haddad relaciona alvarás sob suspeita para igrejas ao caso Aref

Bruno Lupion – O Estado de S. Paulo – Texto ampliado às 16h50

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira, 20, que a concessão de alvarás supostamente irregulares para permitir a construção e ampliação de templos religiosos revela a “falta de comando e transparência” da administração de Gilberto Kassab (PSD).

O petista relacionou o caso às denúncias contra o ex-diretor do Departamento de Aprovações (Aprov) da Prefeitura, Hussain Aref Saab, investigado por acumular mais de 116 imóveis nos sete anos em que chefiou o órgão.

“Nada é novidade nesse governo, a Prefeitura está sem comando”, afirmou Haddad, após debate com o Movimento Nacional dos Moradores de Rua, no centro da capital. “Veja o que aconteceu na secretaria de Habitação com o caso Aref, e o prefeito sequer substituiu o secretário depois de um dos maiores escândalos da cidade”, disse. Ele também criticou a “falta de transparência” nos processos de concessão de alvarás.

Reportagem do Estado desta segunda-feira, 20, mostra que Kassab busca para o candidato José Serra (PSDB) o apoio de líderes evangélicos beneficiados por atos de sua gestão, alguns dos quais sob a mira do Ministério Público (MP).

A Promotoria investiga um alvará concedido para a Igreja Mundial construir um templo em um terreno em Santo Amaro, na zona sul, que deveria ser cortado por uma rua pública. Também obteve decisão judicial para cancelar um alvará para a Igreja Renascer reconstruir um templo, concedido sem que o estudo de impacto no trânsito tenha sido apresentado.

Haddad propôs um programa de regularização para estabelecimentos comerciais e templos religiosos e disse que, se eleito, a Prefeitura oferecerá assistência jurídica gratuita a qualquer entidade que deseje regularizar sua atividade.

“A Prefeitura tem que ser ativa na busca de solução, não pode ficar passiva, deixando a burocracia e, muitas vezes, a corrupção tomar conta”, afirmou. Para o petista, “há muito comércio irregular que precisa de apoio, há muita igreja irregular que precisa de apoio”.

Beba na fonte: O Estado de S. Paulo | politica – Haddad relaciona alvarás sob suspeita para igrejas ao caso Aref.

Soninha estuda entrar com processo contra Fidelix

Flávia D’Angelo, de O Estado de S.Paulo

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine rebateu, nesta sexta-feira, 17, as críticas feitas por Levy Fidelix (PRTB) e disse que pretende entrar na Justiça contra o candidato por injúria e difamação. Na série Entrevista Estadão, transmitida ao vivo pelo portal estadão.com.br, Fidelix criticou o fato de ser chamado poucas vezes a dar entrevistas e emendou “A maconheira pode, o Levy não pode”. Para Soninha, além de ser um deturpação de sua opinião, é “uma agressão completamente sem cabimento”.

Soninha conta que não usa mais maconha desde que assumiu o budismo como religião. “Mesmo sendo raro o uso, e sempre foi, eu reconheci que não era certo”. Para ela, que se classifica como um alvo fácil, além de ser um assunto de risco para os políticos, “a chance de sua opinião ser deturpada é grande haja vista o que o Levy fez”.

De acordo com ela, esse tipo de agressão é ruim para a discussão, para a sociedade e para a campanha eleitoral. “O tema em si é delicado e cercado de tabus. Muitas outras coisas são discutidas abertamente como pena de morte, por exemplo. Ninguém fica horrorizado quando alguém defende a pena de morte”, argumentou.

Soninha defende a legalização da maconha. Para ela, é preciso discutir o assunto do ponto de vista social, já que o atual modelo de comercialização pelo crime organizado gera violência e dá poder de corrupção a eles. “Entrei na política para defender o que eu acho que é melhor para a sociedade, eu não fujo”, afirmou.

Beba na fonte: Soninha estuda entrar com processo contra Fidelix | Eleições 2012 | Estadão.com.br.

Paulinho da Força fala em descentralização para SP e diz que Haddad copiou suas propostas

Cristiane Salgado Nunes – O Estado de S. Paulo

O candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulinho da Força, em entrevista ao ‘Estado’, nesta segunda-feira, 20, apresentou seu programa de governo de descentralização administrativa para a cidade e de emprego na periferia, e disse que Fernando Haddad (PT) copiou suas propostas.

Daniel Teixeira/AE

Paulinho da Força (PDT) participa da série de entrevistas com candidatos à Prefeitura de São Paulo.
Paulinho propôs, caso seja eleito, acabar com a centralização da gestão do prefeito Gilberto Kassab, implantando eleições diretas para as subprefeituras da capital paulista.

“A atual gestão centralizou a administração e uma pessoa só não consegue administrar uma cidade maior do que Portugal”, afirmou.

O candidatou disse que vai levar cerca de 2 milhões de emprego à periferia,  promovendo incentivos fiscais às empresas. Paulinho criticou a concentração atual de escritórios na região central de São Paulo: “Por que as empresas de telemarketing estão no centro de São Paulo? Não há necessidade. O trabalhador viaja 3 horas para atender telefone”.

Na educação, Paulinho falou que vai acabar com a progressão continuada nas escolas e que pretende incentivar a prática de esportes a crianças. “Quem sabe a gente não melhore um pouco na Olimpíada?”, comentou.

Paulinho também prometeu acabar com “a indústria da multa em São Paulo”.

O candidato do PDT criticou a atuação da presidente Dilma Rousseff nas negociações com os servidores federais. “Tem uma série de obrigações que a Dilma assumiu, mas não cumpriu. A presidente Dilma leva muito em consideração os números e não vê o outro lado, o social”. Paulinho afirmou que a presidente combate a crise com arrocho salarial, postura diferente adotada por Lula durante seu governo.

Paulinho disse que se considera um candidato ficha limpa, apesar das condenações em primeira instância de processos de improbidade admnistrativa e de uso do dinheiro público do Banco da Terra.

Paulinho declarou que respondeu a esses processos por ter sido presidente da Força Sindical: “São processos antigos. Depois desses processos, a Força Sindical rompeu o convênio com o governo, porque estávamos ajudando o governo e, por isso, acabamos tendo uma série de processos”.

Próximo entrevistado. Na terça-feira, 21, às 14h, a candidata do PSTU, Ana Luiza, apresentará suas propostas e responderá às perguntas dos internautas.

Paulinho da Força foi o terceiro entrevistado da série “Entrevistas Estadão” com os candidatos à Prefeitura de São Paulo. Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB) foram os outros postulantes já entrevistados na semana anterior.

Beba na fonte: O Estado de S. Paulo | politica – Paulinho da Força fala em descentralização para SP e diz que Haddad copiou suas propostas.

Russomanno propõe órgãos anticorrupção

O Estado de S.Paulo

O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, prometeu ontem criar órgãos para combater a corrupção na capital paulista. Ele propôs um sistema baseado em ouvidorias e corregedorias instaladas na máquina administrativa.

“Nós vamos criar ouvidorias que serão monitoradas pelo gabinete do prefeito. E vamos atuar firmemente com corregedorias dentro do município”, declarou o ex-deputado, em caminhada com lideranças no bairro de Vila Nova Cachoeirinha, zona norte.

A cidade de São Paulo já conta atualmente com uma Ouvidoria.

Russomanno foi alvo de uma série de questionamentos éticos nas últimas semanas. Como deputado federal, atuou em favor da empresa de refrigerantes Dolly, cujo dono veio mais tarde a se tornar patrocinador de seu programa de TV e, além disso, seu sócio numa empresa de comunicação. O candidato do PRB também foi alvo de questionamentos por utilizar passagens da Câmara dos Deputados para levar familiares numa viagem aos Estados Unidos. / R.C.

Beba na fonte: Russomanno propõe órgãos anticorrupção – politica – versaoimpressa – Estadão.

Filho de Paulinho da Força opera central informal em secretaria de Alckmin

Julia Duailibi, de O Estado de S. Paulo

Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, o deputado Paulo Pereira da Silva, conhecido como Paulinho da Força Sindical, comanda um escritório paralelo na Secretaria de Estado de Emprego e Relações do Trabalho, controlada por pedetistas, onde recebe prefeitos, decide sobre aplicação de recursos e toma decisões institucionais sem que tenha sido nomeado oficialmente para exercer a função.

Chefe informal da Coordenadoria de Operações desde março, quando o sindicalista Carlos Ortiz assumiu a secretaria por indicação de Paulinho, Alexandre, de 32 anos, é responsável por uma rede de 243 Postos de Atendimento ao Trabalhador, os PATs. Criados em parcerias com as prefeituras, esses postos são importantes vitrines eleitorais no interior. Oferecem serviços como habilitação ao seguro-desemprego, emissão de carteira de trabalho e qualificação profissional. Os PATs movimentaram cerca de R$ 10 milhões em 2011.

No papel, quem aparece como coordenador de Operações da pasta é Marcos Akamine Wolff, um funcionário de carreira sem ligações com o PDT. Questionado sobre a atuação de Alexandre, Marcos disse que “ele é um assessor do secretário” e que “presta assessoria à sua coordenadoria”.

A secretaria negou na terça-feira que Alexandre exerça o cargo na prática. Disse que ele é contratado da Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac), com quem a pasta tem acordo para “prestar serviços de assistência técnica à coordenação de políticas de emprego e renda”.

O filho de Paulinho da Força, no entanto, tem um gabinete no segundo andar da secretaria, em prédio no centro da capital, e até secretária. O Estado ligou para a pasta e pediu para falar com o coordenador de Operações. A secretária afirmou que era Alexandre quem respondia pelo cargo.

A página da secretaria chegou a divulgar notícia em que Alexandre recebia, como o coordenador de Operações, um prefeito do interior a fim de “discutir ações realizadas no município”.

No dia 27 de junho deste ano, às 16h07, a secretária de Alexandre, funcionária do governo, mandou um e-mail para colegas de trabalho no qual dizia: “Prezados Senhores, em nome do coordenador de Operações, sr. Alexandre, solicito que encaminhem até o dia 4 de julho de 2012 relatórios atualizados sobre o andamento dos seus PATs”.

O PDT passou a controlar a Secretaria de Emprego após acordo costurado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no qual Paulinho se comprometeu a apoiar sua reeleição em 2014. A nomeação faz parte da estratégia do PSDB de se aproximar do movimento sindical, historicamente ligado aos petistas. Alexandre, integrante do diretório estadual do PDT, que é presidido por seu pai, não é o único integrante do partido que passou a ocupar postos na hierarquia da pasta após a indicação de Ortiz. O chefe de gabinete da secretaria, o advogado Cristiano Vilela de Pinho, é secretário de Assuntos Jurídicos da legenda.

Luciano Martins Lourenço, ex-assessor de Paulinho e também integrante dos quadros pedetistas no Estado, foi nomeado coordenador de Políticas de Inserção no Mercado de Trabalho.

Ortiz também nomeou integrantes do PDT para os Centros Regionais da secretaria, espalhados pelo interior. Levantamento feito pelo Estado mostra que, de 21 deles, em pelo menos 8 há relação com o PDT. É o caso de São José do Rio Preto, onde foi nomeado diretor Fabio Amaro da Silva, integrante do diretório municipal do PDT. Walkyria Andrades, mulher do presidente do PDT de Itapetininga, foi indicada para o centro de Sorocaba; Marcio Bento Villalva, secretário de Finanças do PDT paulistano, agora é diretor em Ribeirão Preto, e Paulo Alexandre Lopes, diretor do centro de Presidente Prudente, é líder do PDT no município.

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Câmara de SP tem compra de voto, diz Soninha

RICARDO CHAPOLA – O Estado de S.Paulo

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo, Soninha Francine, afirmou ontem que existe compra de votos na Câmara Municipal, embora não tenha revelado nomes dos supostos envolvidos. “Claro que dá para comprar vereador. Já soube que fulano estava pedindo 120 cargos diversos na Prefeitura”, afirmou Soninha, que foi vereadora entre 2005 e 2008, durante a sabatina Folha/UOL.

Segundo a candidata, as negociações também ocorriam em forma de dinheiro – nesse caso, Soninha não especificou valores. “Nenhum projeto passa na Câmara sem passar por acordo prévio. Tudo é acordo. Cada projeto aprovado foi acordado antes, numa reunião com um colégio de líderes. Na pior das hipóteses, essa troca é feita em forma de dinheiro”, explicou.

Soninha insinuou que o esquema de pagamento de propinas ocorreu na Câmara sob a conivência do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD). “Quando o governo tem muita facilidade em aprovar projeto, acende a luz amarela”, afirmou. A candidata do PPS – que foi subprefeita da Lapa, na zona oeste, durante a gestão Kassab – afirmou que o prefeito é pouco proativo no combate à corrupção.

Durante a sabatina, Soninha voltou a defender a legalização da maconha e a venda da droga em bares, como ocorre hoje com bebida alcoólica e cigarro. “Acredito que para o bem da sociedade tem que legalizar a maconha”, avaliou. A solução seria vender maconha como se faz com cerveja, exemplificou a candidata, para trazer o comércio para o “mundo da legalidade”.

Em 2001, Soninha admitiu em entrevista à revista Época que era usuária de maconha. A candidata diz não fumar mais por questões religiosas – ela se declara budista. “Não batia com a minha religião.”

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Haddad afirma haver corrupção na gestão Kassab

BRUNO LUPION – O Estado de S.Paulo

O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou ontem haver indícios de corrupção na administração do atual prefeito da capital, Gilberto Kassab (PSD), afilhado político do adversário José Serra (PSDB).

As declarações foram dadas um dia após o tucano dizer em discurso que não precisa “responder pela honra junto ao STF”, numa referência ao julgamento do mensalão, escândalo que tem petistas como principal alvo.

“Existe um debate sobre a corrupção na cidade de São Paulo; nós temos vários secretários municipais que estão respondendo a processos de improbidade”, afirmou ontem o candidato petista, após debate com professores da rede municipal de ensino.

Entre os secretários de Kassab, Eduardo Jorge, da pasta do Verde e do Meio Ambiente, é acusado, assim como o próprio prefeito, de fraudar a licitação do serviço de inspeção veicular. Ambos são alvo de uma ação por improbidade administrativa. Kassab também responde a uma segunda ação de improbidade, que questiona a concessão de benefícios fiscais para a construção do estádio do Corinthians no bairro de Itaquera, zona leste.

O secretário de Saúde, Januário Montone, reponde a ação penal sob acusação de envolvimento com a máfia da merenda. Segundo a denúncia da Promotoria, Montone teria recebido R$ 600 mil de propina.

O Ministério Público também investiga o secretário de Controle Urbano, Orlando de Almeida, sob suspeita de cobrar propina para omitir fiscalização e liberar alvarás de funcionamento de estabelecimentos comerciais. Todos negam irregularidades ou ilegalidades e dizem que as ações e investigações são infundadas.

A Prefeitura de São Paulo afirmou, por meio de nota, que a atual gestão investiga “com rigor” todas as denúncias de irregularidades e é a que mais investiu no desenvolvimento e instalação de ferramentas de transparência.

O contra-ataque do petista marca uma mudança de postura em sua campanha. Até então, quando questionado sobre o mensalão, Haddad preferia, em vez de confrontar o passado dos adversários, exaltar seu currículo de gestor público supostamente livre de desvios éticos. “Temos que discutir a transparência na gestão pública com tranquilidade, (mas) não podemos nos omitir diante do que nós estamos assistindo em nenhum nível de governo”, afirmou Haddad. Ele, no entanto, fez uma ressalva: o debate sobre a ética na política não deve ser o centro da agenda pública, pois há outros problemas a ser enfrentados.

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Serra defende política de trânsito e depois usa helicóptero

JULIA DUAILIBIBRUNO BOGHOSSIAN – O Estado de S.Paulo

Minutos antes de deixar uma agenda de campanha a bordo de um helicóptero, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou ontem que a questão do transporte na capital é “crítica” e disse que o trânsito “não piorou, mas também não melhorou” desde 2005, quando assumiu a Prefeitura.

O tucano é o único dos 12 candidatos a prefeito que usa um helicóptero para se locomover pela cidade e cumprir a agenda de candidato. O PSDB firmou contrato com uma empresa chamada Helimarte, uma das maiores companhias de táxi aéreo em São Paulo. Serra usa uma das 13 aeronaves da empresa, que tem na frota os modelos Esquilo, Bell Jet Ranger e um Robinson R44.

O Estado apurou que, no contrato firmado com a campanha de Serra e em vigor desde julho, os pagamentos são feitos mensalmente e cada hora de voo custa R$ 3 mil. Assim, se Serra usasse o helicóptero duas vezes por semana, por duas horas, pagaria R$ 48 mil, por exemplo.

Depois de almoçar com empresários ligados à colônia portuguesa, Serra pegou ontem um helicóptero às 15h08 em um hotel na região dos Jardins, com destino a São Mateus, na zona leste. Se tivesse ido de carro, o tucano teria percorrido 30 km e levado, pelo menos, uma hora para chegar ao local.

“A questão do trânsito é absolutamente essencial”, afirmou Serra, antes de embarcar. “Na verdade, se vocês pegarem os números de 2004 e 2005 para cá, pelos indicadores de filas de automóveis, (o trânsito) não piorou, mas também não melhorou”, disse o candidato.

Nos últimos quatro anos, a média de trânsito na capital às 19h (horário de pico) caiu de 140 km para 111 km. A expansão da Marginal do Tietê e medidas de restrição à circulação de caminhões são apontadas como responsáveis pela redução da lentidão. Dados do Detran de São Paulo mostram que, no mesmo período, a capital ganhou quase 630 mil carros – um aumento de 13,5% de 2008 a 2012.

Ao discursar, Serra citou investimentos do seu governo e das gestões de aliados em mobilidade urbana. A coordenação da campanha minimiza o uso do helicóptero e destaca os investimentos feitos pelo tucano, como o trecho sul do Rodoanel, a ampliação da Marginal e os corredores metropolitanos. Serra é apresentado pela propaganda tucana como o “administrador que mais investiu na ampliação do metrô e na expansão e modernização dos trens”, com R$ 10,5 bilhões em quatro anos.

Em pesquisa Ibope de 15 de agosto, encomendada pela TV Globo e pelo Estado, o trânsito é apontado pelos eleitores como o quarto maior problema da cidade, empatado com transporte coletivo – para o eleitor, o maior problema é a saúde.

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Eleitor da periferia de SP tem dificuldade com nome Haddad

Pedro da Rocha, de O Estado de S.Paulo

A campanha do candidato petista à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, está investindo maciçamente em carros de som como forma de propaganda. Além de tentar tornar o candidato conhecido, essa estratégia contorna um problema verificado pelo Estadão.com.br nas periferias e já identificado em pesquisas qualitativas de candidatos: a dificuldade de eleitores das regiões mais pobres em ler e pronunciar o nome Haddad. A assessoria do petista negou que tenha contratado os carros também por este motivo.

Pedro da Rocha

Carro de som usado pela campanha de Haddad
A reportagem do Estadão.com.br percorreu os bairros do Tremembé e Brasilândia, na zona norte da cidade, Itaquera e Cidade Tiradentes, no extremo leste. Pediu para que 36 pessoas lessem o nome do candidato em uma folha. Apenas seis delas pronunciaram igual ao veiculado na propaganda oficial do candidato. Esse fator acaba se tornando um empecilho para a chamada propaganda boca a boca.
O mais comum é as pessoas pronunciarem o H como R, dizendo “Raddad”. Na campanha oficial o H é mudo. Mas teve quem falasse “Adida”, “Haddat”, Hadda”, “harddad e “hadadad”. Alguns entrevistados, com medo de errar, preferiram não dizer o nome. “Li essa palavra em uma placa ali atrás, mas não entendi como fala”, comentou a cozinheira Cristina Rocha, de 61 anos, em Itaquera.
A assessoria do petista informou que o uso de carros de som é um recurso utilizado em todas as eleições e por todos os candidatos, e que não identificou nem considera que haja esta dificuldade por parte do eleitorado.
Segundo a primeira prestação de contas do candidato divulgada pelo Superior Tribunal de Justiça (TSE), R$ 2,845 milhões foram informados como despesas contratadas para publicidade com carros de som, o maior valor empenhado pelo PT para a campanha para a prefeitura de São Paulo. Outro recurso utilizado nas periferias foram as placas com a imagem de Haddad ao lado do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.
Não é a primeira vez que um candidato usa a publicidade para contornar a dificuldade de pronúncia de seu nome por parte do eleitorado. Na campanha para presidente de 2006, o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, usava apenas o primeiro nome nas propagandas oficiais.

 

Beba na fonte: Eleitor da periferia de SP tem dificuldade com nome Haddad | Eleições 2012 | Estadão.com.br.

Russomanno usou verba pública com família

JULIA DUAILIBI, FERNANDO GALLOO

Candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, usou a cota parlamentar de passagens aéreas enquanto deputado federal para levar a filha a Nova York e a mulher a Montevidéu. De acordo com relatório de passagens emitidas para o gabinete do ex-deputado entre 2008 e 2009, obtido pelo Estado, foram emitidos oito bilhetes de sua cota para familiares ou terceiros.

Para Russomanno, como na época não havia regra na Câmara dos Deputados que proibisse a emissão dos bilhetes, não houve irregularidade nem obrigatoriedade de ressarcir os cofres públicos. O candidato também destacou que devolveu R$ 272,2 mil em passagens aéreas a que tinha direito (leia texto abaixo).

Em novembro de 2007, foram emitidos dois bilhetes internacionais, de ida e volta, para Nova York em nome da filha do ex-deputado, Luara Russomanno. O valor de cada trecho foi de R$ 2.373. À época, a filha do candidato fora participar de um intercâmbio nos Estados Unidos.

Um ano depois, em outubro de 2008, foi emitido um bilhete para Montevidéu, no valor de R$ 1.281,14, dessa vez para a mulher de Russomanno, Lovani. O candidato foi integrante do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e, segundo a Câmara, viajou 12 vezes em missão oficial ao Uruguai participar de reuniões.

Também na cota do parlamentar, houve em 2008 a emissão de passagens domésticas para Porto Alegre, Chapecó e Brasília em nome de sua mulher.

A “farra das passagens”, conforme ficou conhecido o escândalo envolvendo a emissão de bilhetes aéreos pelos parlamentares para levar amigos, familiares e afins para o exterior, estourou em 2009 e envolveu 261 dos 513 deputados federais. O Ministério Público Federal abriu investigação sobre o caso, mas ainda não apresentou uma denúncia à Justiça.

Até então, a Câmara dos Deputados não tinha uma regulamentação específica sobre a emissão dos bilhetes. Depois de o caso se tornar público, a Casa editou o ato 43 de 2009, que estipulou critérios para a concessão de passagens aos parlamentares.

Agora, os deputados só podem emitir bilhetes para si mesmos ou, mediante autorização expressa da Mesa Diretora, para pessoas com vínculo trabalhista com a Câmara. Em novembro de 2009, acórdão do Tribunal de Contas da União pediu à Casa que tomasse as providências cabíveis para obter o ressarcimento das despesas irregulares.

Beba na fonte: Candidato usou verba pública com família – politica – versaoimpressa – Estadão.

Dilma veta uso da máquina em eleições

Às vésperas da estreia do horário político no rádio e na TV, a presidente Dilma Rousseff lembrou aos ministros que nenhum deles pode recorrer à “agenda dois em um” para pedir votos em campanhas municipais. A proibição consta de cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que cita as condutas vedadas aos agentes públicos em eleições, mas Dilma decidiu reforçar a determinação porque não quer ver o governo acusado de uso da máquina nas disputas pelas Prefeituras.

Em recentes reuniões no Palácio do Planalto, a presidente disse que não admitirá “compromissos casados” em que auxiliares aproveitam atos oficiais no fim de semana, com viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e depois esticam a visita para subir em palanques. Quando isso ocorrer, o cabo eleitoral da Esplanada terá de pagar passagem e estadia do próprio bolso.

“Nessa época de eleição, não passo nem perto de avião da FAB”, contou o ministro da Previdência, Garibaldi Alves (PMDB). Dilma também proibiu os subordinados de entrarem em “bola dividida” em capitais consideradas prioritárias por aliados do porte do PMDB ou do PSB. Caberá ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tarefa de apaziguar os ânimos onde houver conflito.

Apesar da preocupação do governo e do PT com o impacto do julgamento do mensalão nas campanhas – especialmente na de Fernando Haddad, em São Paulo, e na de Patrus Ananias, em Belo Horizonte -, a ordem é amenizar essa interferência.

“As pessoas querem saber dos problemas de sua cidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ex-militante da Juventude do PT, Padilha é o mais requisitado da Esplanada pelos candidatos. Ele já gravou 104 vídeos para internet e TV e está até no You Tube. “Vou onde me chamam”, desconversou.

Outro ministro em alta no palanque eletrônico é Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que gravou mensagens de apoio para candidatos a prefeito de 20 Estados, de São Paulo à Paraíba, no estúdio montado pelo PT em Brasília. Responsável pela articulação política do Planalto, a titular das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também está na lista dos mais procurados para gravações.

Sintonia. Nos vídeos que vão ao ar na propaganda eleitoral, a partir do dia 21, ministros dizem que “o governo do PT de Lula e Dilma pode fazer muito mais”. Nessa toada, destacam a importância de eleger candidatos do partido “para fortalecer a ligação da cidade com o governo federal”. Os filmetes terminam com o slogan “2012 é 13”.

A chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, decidiram dividir os compromissos eleitorais no Paraná. Os dois são casados, mas se separam na hora de pedir votos.

“Nunca vamos juntos aos lugares. Temos de fazer o máximo para aproveitar o tempo nos fins de semana”, comentou Bernardo. Recentemente, num único sábado, a ministra Gleisi – que é pré-candidata do PT ao governo do Paraná, em 2014 – gravou para cem concorrentes a prefeituras do interior. Enquanto isso, Bernardo cumpria intensa agenda de campanha em cidades como Londrina, Cornélio Procópio e Apucarana.

“Eu também tenho me virado mais que bolacha em boca de velho”, brincou, bem humorado, o ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro (PMDB), numa referência à maratona eleitoral.

Pela primeira vez desde o governo Fernando Henrique (PSDB), a disputa na capital paulista não será a prioridade do Planalto, ao menos no primeiro turno. Dilma vai cuidar de Belo Horizonte, sua cidade, porque é lá que se dará o embate nacional com o PSDB, numa espécie de prévia da eleição de 2014.

Empenhada em derrotar o candidato do senador e presidenciável tucano Aécio Neves, ela está disposta a subir no palanque do petista Patrus Ananias, contra a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Embora o PT e o PSB estejam em lados opostos na capital mineira, a cúpula socialista lavou as mãos por entender que Lacerda só age de acordo com Aécio.

Diante desses confrontos, Dilma planeja gravar programas para Fernando Haddad somente em setembro, quando espera que ele vire o jogo contra José Serra (PSDB). Agora, não quer se indispor com o PMDB do vice-presidente Michel Temer, que lançou o deputado Gabriel Chalita à sucessão do prefeito Gilberto Kassab (PSD). A presidente segue, na prática, a ordem dada aos ministros: “Nada de entrar em bola dividida”.

Beba na fonte: Dilma veta uso da máquina em eleições – politica – politica – Estadão.

Decisão do TSE pode dar maior tempo de TV a Haddad

DANIEL BRAMATTI

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve aprovar nesta quinta-feira resolução que provocará uma reviravolta na distribuição do tempo de propaganda dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, ao cortar de 55 para 49 o número de deputados federais fundadores do PSD. Com isso, o petista Fernando Haddad ultrapassará o tucano José Serra no rateio do horário eleitoral.

A resolução vai obrigar a Justiça Eleitoral de São Paulo a refazer suas contas. Ontem, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) anunciou que Serra ficaria com 7 segundos a mais que Haddad em cada bloco de 30 minutos – na verdade, o candidato tucano terá 10 segundos de desvantagem em relação ao adversário.

Outros tribunais também terão de voltar à calculadora – os TREs de Santa Catarina, Goiás, Roraima, Rondônia, Sergipe e Rio Grande do Sul, entre outros, já haviam feito o rateio da propaganda entre os candidatos em capitais e grandes cidades do interior, sempre usando como base o número indevido de parlamentares do PSD.

A confusão decorre da mudança nos critérios de divisão do tempo de TV, depois que o STF desconsiderou as regras previstas na Lei Eleitoral, em decisão tomada em junho. A Lei Eleitoral diz que dois terços da propaganda devem ser distribuídos de acordo com o número de deputados eleitos por partido. Por esse critério, o PSD do prefeito Gilberto Kassab não teria direito a esse tempo, já que não elegeu ninguém em 2010 – o partido foi fundado somente no ano seguinte.

Mas o STF decidiu que a legenda de Kassab deveria “herdar” o tempo de TV dos deputados que migraram para ela – apesar de quase todos terem sido eleitos graças a “puxadores de votos” das legendas a que pertenciam.

Beba na fonte: Decisão do TSE pode dar maior tempo de TV a Haddad – politica – politica – Estadão.

Criatura X criador: Rodrigo Maia critica pai por aprovação automática

O deputado federal Rodrigo Maia, candidato à prefeitura do Rio pelo DEM com 26% de rejeição popular — a maior, segundo o Ibope —, esforçou-se nesta quarta-feira para se distanciar do pai, o ex-prefeito e atual candidato a vereador, Cesar Maia. Na Associação Comercial do Rio, Rodrigo criticou a forma “completamente precipitada e sem debate” com que o pai introduziu o sistema de aprovação automática na educação e atacou a falta de planejamento na instalação da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) na Baía de Sepetiba, iniciada no segundo mandato de Cesar.
— Eu não sou o Cesar Maia. Sou o Rodrigo Maia. Se alguém tem fixação pelo Cesar que bata na porta dele, que converse com ele — disse o candidato. — O sistema de ciclos foi tão politizado que não dá para tratar do assunto. Foi feito de forma tão equivocada que não há condição de reabrir o debate.

Beba na fonte: Rodrigo Maia critica pai por aprovação automática – O Globo.

Campanha de João Paulo é bancada por doação oculta

GABRIELA YAMADA

Único réu da ação do mensalão que disputa eleição neste ano, o deputado federal João Paulo Cunha (PT) recebeu quase a totalidade dos recursos de sua campanha por meio de um mecanismo usado para ocultar doações.

Dos R$ 876 mil que informou ter arrecadado até agora para a disputa pela Prefeitura de Osasco (Grande São Paulo), R$ 875 mil vieram do diretório estadual do PT.

O montante é o maior valor repassado pela sigla a um candidato no Estado.

A doação eleitoral intermediada por partidos é uma forma legal de contribuição. Ela costuma ser adotada quando a empresa doadora quer evitar ter seu nome associado ao político beneficiado.

Em vez de entregar o dinheiro diretamente ao candidato, a empresa opta por doar à legenda, que “mistura” o financiamento a outras fontes de receita antes de repassar ao candidato, dificultando a identificação da origem.

O presidente do diretório estadual do PT em São Paulo, Edinho Silva, disse que João Paulo recebeu o maior valor porque houve demanda. Ele negou que o caso do mensalão esteja dificultando a arrecadação de recursos.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo é acusado de receber R$ 50 mil para facilitar contrato da Casa com empresa de Marcos Valério, o que ele nega.

Questionada se o processo pode interferir no desempenho do candidato, a assessoria de João Paulo informou que “ainda não é possível aferir a eventual influência do julgamento da Ação Penal 470″ na campanha.

No primeiro mês de campanha, João Paulo gastou R$ 416 mil e concentrou seus investimentos em publicidade: foram R$ 350 mil com serviços para este fim.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Campanha de João Paulo é bancada por doação oculta – 09/08/2012.

Doação oculta soma 64% das receitas em SP

Fernando Gallo e Julia Duailibi

A prestação parcial de contas de comitês e candidatos divulgada na segunda-feira, 6, pela Justiça Eleitoral mostra que, do total arrecadado por três das principais campanhas em São Paulo, 64% vieram de recursos que são considerados ocultos. Dos R$ 4,7 milhões arrecadados por comitês e candidatos de PT, PSDB e PMDB, R$ 3 milhões aparecem na contabilidade como doação dos respectivos partidos políticos, o que dificulta ou impossibilita rastrear a origem dos recursos.

As campanhas têm utilizado esse expediente para convencer doadores a darem os recursos sem se identificarem. O dinheiro passa por uma triangulação: a empresa que quer contribuir com determinado candidato faz uma doação para o partido, que repassa os valores para a campanha. Essa manobra, permitida pela legislação eleitoral, faz com que na contabilidade final do candidato fiquem registrados apenas os recursos doados pelo partido. A empresa doadora não fica vinculada a um candidato, apesar de o partido ter que declarar qual empresa o abasteceu.

A legislação determina que sejam abertas contas em nome do candidato, do comitê financeiro e do partido. O candidato do PT, Fernando Haddad, captou R$ 1,4 milhão por meio da conta do candidato. Desse total, R$ 475 mil vieram do partido. Além disso, o PT doou R$ 975 mil para outra conta, a do comitê único da campanha. Essa quantia pode ser repassada para Haddad ou aos candidatos a vereador, o que, em tese, impede que se saiba o beneficiário final da doação. A campanha diz que o dinheiro só será usado para a eleição minoritária.

O candidato do PSDB, José Serra, levantou R$ 1,95 milhão, sendo que R$ 1,2 milhão veio de repasses da própria legenda. Os R$ 400 mil que Gabriel Chalita (PMDB) declarou ter recebido vieram todos do partido.

Celso Russomanno (PRB) disse ter recebido R$ 500 mil oriundos de sua legenda, mas declarou como recursos do fundo partidário e não captados pelo partido em empresas para a eleição.

Em 2010, o TSE criou resolução para dificultar as doações ocultas. Pela regra, os partidos são obrigados a discriminar a origem e a destinação dos recursos repassados a candidatos e comitês financeiros. O dinheiro que entra para uma legenda, no entanto, continua saindo sem o carimbo do doador. Em 2010, os 12 maiores partidos deram às campanhas eleitorais mais de R$ 500 milhões em doações ocultas.

A doação via partidos se tornou a forma predileta das empresas financiarem candidatos. Elas evitam se expor em razão dos escândalos envolvendo financiadores e políticos.

Beba na fonte: Doação oculta soma 64% das receitas em SP | Eleições 2012 | Estadão.com.br.

Kassab perde. Apoio de PSD a Lacerda é confirmado pela Justiça

O juiz eleitoral Rogério Alves Coutinho confirmou anteontem a liminar que havia concedido aos dissidentes do PSD de Belo Horizonte, mantendo a sigla aliada ao prefeito e candidato, Marcio Lacerda (PSB) -apoiado pelo senador Aécio Neves (PSDB).

A implicação prática dessa decisão é que Lacerda ganhará mais dois minutos de tempo na TV e deverá superar os 14 minutos. O candidato do PT, o ex-ministro Patrus Ananias, deve ficar com pouco mais de oito minutos.

Ao julgar o mérito favorável aos dissidentes, a Justiça impôs derrota ao presidente nacional do PSD, o prefeito paulistano Gilberto Kassab.

A pedido da presidente Dilma Rousseff, Kassab destituiu a comissão provisória do partido e nomeou uma comissão interventora, que registrou apoio a Patrus.

Nenhum dos argumentos da comissão interventora foi acatado pelo juiz.

Os aliados de Kassab alegaram que a cisão da aliança PT-PSB-PSDB em Belo Horizonte criou novo cenário político e por isso a convenção que decidira pelo apoio a Lacerda deveria ser anulada.

O juiz considerou que esse argumento não procede.

“Vamos insistir [com o recurso]“, disse Paulo Simão, que preside o PSD de Minas Gerais.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Apoio de PSD a Lacerda é confirmado pela Justiça – 06/08/2012.

Dilma avisa PT que não fará campanha para Haddad na TV

BERNARDO MELLO FRANCO

A presidente Dilma Rousseff avisou a aliados do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que não deve mesmo participar da sua propaganda de TV no primeiro turno.

Segundo dirigentes da campanha, ela afirmou que só apareceria no programa eleitoral caso houvesse uma polarização clara entre o petista e José Serra (PSDB).

Como as pesquisas mostram Haddad muito atrás de Celso Russomanno (PRB) e em empate técnico com Gabriel Chalita (PMDB), Dilma disse que sua entrada na disputa prejudicaria dois partidos que apoiam seu governo.

Pelas projeções dos petistas, Haddad começará a crescer com o horário gratuito, que vai ao ar no próximo dia 21, mas só terá fôlego para ultrapassar Russomanno a partir da metade de setembro.

Neste cenário, os dois candidatos disputarão uma vaga no segundo turno contra Serra até as vésperas da eleição.

A neutralidade da presidente foi cobrada pela cúpula do PRB, que se reuniu com ela depois de Russomanno se aproximar de Serra. Segundo o presidente do partido, Marcos Pereira, Dilma prometeu não gravar para Haddad.

Ontem o candidato do PT disse não ter conversado com a ex-chefe sobre o tema, mas afirmou que não tentará pressioná-la a rever sua decisão.

“Tenho que compreender a posição da presidente e me submeter aos seus desígnios. Compreendo perfeitamente a decisão que ela tomar e o grau de envolvimento que ela vai ter”, disse Haddad.

“Vamos começar as gravações com o [ex] presidente Lula. Os dois são igualmente populares, e o presidente está 100% disponível para a campanha”, acrescentou.

O publicitário João Santana planeja gravar as primeiras cenas com o ex-presidente nesta quarta-feira.

Estrategistas da campanha reconhecem que a presença de Dilma seria fundamental para impulsionar o candidato na classe média e no eleitorado mais conservador.

Em Belo Horizonte, o núcleo da campanha do petista Patrus Ananias diz que não criou expectativa sobre a participação de Dilma na TV.

Aliados de Patrus dizem que não vão criar constrangimento à presidente, que deve decidir por conta própria se vai atuar na campanha.

Se as pesquisas indicarem que sua participação é importante, caberá a João Santana tentar convencê-la a gravar.

ERUNDINA

Após carreata na zona leste de São Paulo, Haddad disse que não comentaria as novas críticas de sua ex-vice Luiza Erundina (PSB) à aliança com o rival Paulo Maluf (PP).

“A Erundina basicamente recolocou o mesmo argumento de um mês atrás. Rigorosamente, não há o que comentar”, disse. “Respeito a posição dela, e fico muito feliz de ela estar me apoiando.”

Ele afirmou que Maluf não participará de sua campanha de rua. “Ele nem tem interesse. Todo mundo sabe disso.”

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Dilma avisa PT que não fará campanha para Haddad na TV – 06/08/2012.

Russomanno, a galinha que voa

Russomanno: galinha voa ?

Celsinho das Placas.

Era assim que Celso Russomanno era conhecido quando funcionário do DETRAN, muito antes de enveredar pelo jornalismo e tornar-se famoso pela ocorrência de uma tragédia: a perda da esposa, vitimada pelas mazelas do sistema médico-hospitalar  em 1990. De posse de uma pequena câmera filmadora, Russomano registrou a cena e as transformou em combustível de sua prodigiosa ascensão.

Do episódio trágico emergiu uma carreira política meteórica. Na eleição de 2006, ele chegou à Câmara Federal com mais de 573 mil votos. Depois disso, preferiu consolidar seu nome em 2010 e disputou uma eleição perdida para governador. Pelo que se vê nas pesquisas eleitorais, a estratégia deu certo.

Hoje, Russomanno é um desafio para os analistas políticos e os sociólogos que tentam entender e explicar o que se passa no processo eleitoral. Tem sido tratado pela imprensa como um fenômeno episódico, a despeito de ter seu nome desde o início no topo da lista das preferências dos eleitores. A inflexão para cima de sua curva de popularidade seria uma espécie de voo da galinha, imagem que tanto incomoda o candidato.

Ocorre que o perfil eleitoral transforma Russomanno numa galinha cujo voo se assemelha mais ao dos urubus e dos gaviões. E que, em performance, equipara-se ao de outra espécie no zoomorfismo político atual: o dos tucanos.

Tratado como episódico, o crescimento do candidato do PRB é um dos dois fenômenos a serem anotados nessa etapa inicial da campanha eleitoral. O outro é a paralisia de Fernando Haddad, uma espécie de baleia franca encalhada no aquário dos nanicos.

E por que a candidatura Russomanno teima em desafiar as previsões de queda feitas pelas pitonisas ?

Talvez porque os analistas não tenham ainda se dado conta da importância de uma das categorias em que se costumam enquadrar grupos de eleitores por preferências ideológicas ou de simples afinidade. Refiro-me ao malufismo, ao qual de certa forma o ‘peerrebista’ Russomanno atrelou seu passado até ser trocado por Haddad pelas hostes pepistas.

No passado próximo, e apesar de todos os estigmas das denúncias de corrupção, Maluf congregava em torno de si uma gigantesca corrente, que lhe assegurava de saída cerca de 30% dos votos em qualquer eleição paulistana. Força equivalente somente à do petismo do tempo dos petistas imaculados.

O que aconteceu com os malufistas ?

Tenhamos em mente que uma boa parte dos malufismo era composta por eleitores de caráter consevador. Outra fração era de antipetistas convictos. E havia também, como é tradição no patrimonialismo brasileiro, aqueles que esperavam repartir o butim amealhado nos desvãos dos negócios com dinheiro público — supostamente uma gota d’água no oceano malufista.

Pois esse eleitorado mais conservador, que gosta tão pouco de tucanos quanto de petistas, ficou órfão com a inviabilização moral do projeto malufista.

Russomanno percebeu isso. Festejou quando seu padrinho Paulo Maluf decidiu trocá-lo pelo candidato petista. O candidato do PRB seria um espécie de legatário do malufismo — e, melhor de tudo (para ele), sem Paulo Maluf por perto. Fica com os eleitores, livra-se do estigma. Desta forma, vai crescendo na periferia e entre os eleitores de baixa renda. Com a vantagem de ter empurrado para para o PT a mala Maluf com todas as consequências que isso implica.É isso que pode explicar a consolidação dessa candidatura.

Pelo que se viu até agora, talvez fosse mais apropriado tratar Russomanno não como a galinha que voa alto, mas como  uma ave de rapina que se alimenta da decomposição do malufismo e do neomalufismo petista.

Enquanto houver detritos para se alimentar, o urubu do PRB vai continuar sobrevoando os despojos dos dois feudos que jazem em agonia pública, de mãos dadas, a caminho acelerado de se tornarem fósseis da política brasileira.

Eleições: em 17 capitais, PT só é protagonista em 2

Após um mês de campanha eleitoral, as candidaturas do PT não decolaram na maioria das capitais do país. Das 17 onde tem candidatura própria, o partido só é líder, por enquanto, em Recife e Goiânia, e mostra-se competitivo em Belo Horizonte, Rio Branco e Salvador, onde está na segunda colocação nas pesquisas eleitorais.
Nas demais capitais brasileiras, os petistas aparecem, até agora, como coadjuvantes, na terceira, quarta ou até quinta posições. Apesar do cenário desfavorável, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral destas eleições, não tem manifestado disposição ou saúde para socorrer a maioria desses candidatos, o que tem frustrado muitos petistas que apostam na sua participação para virar o jogo. Lula tem se queixado de um inchaço na região da garganta e do retorno da bursite.
O diagnóstico dos líderes da sigla é que o partido poderá encolher nas capitais do país após os resultados nas urnas este ano.
O número de candidatos petistas em capitais em 2012 já é inferior ao do pleito de 2008, quando o partido lançou 19 postulantes. Atualmente, o partido controla seis prefeituras de capitais: Fortaleza, Palmas, Porto Velho, Recife, Vitória e Rio Branco.
Lula subirá nos palanques de Haddad, Patrus e Costa
A presença do ex-presidente Lula em palanques está assegurada, até agora, somente nas campanhas de seus ex-ministros Fernando Haddad (São Paulo), Patrus Ananias (Belo Horizonte) e Humberto Costa (Recife). Das três campanhas, a de São Paulo é a que inspira mais cuidados. Pesquisa Ibope, divulgada sexta-feira, mostrou o petista com 6% das intenções de voto, amargando o quarto lugar. José Serra (PSDB) tem 26% e Celso Russomanno (PRB), 25%.
Exames que Lula fará amanhã no Hospital Sírio-Libanês vão definir seu grau de engajamento em campanhas pelo país. Mas assessores já adiantaram que ele não poderá atender todos os pedidos de ajuda recebidos de candidatos.
Por enquanto, o que está previsto é a primeira gravação para o programa de Haddad no horário eleitoral gratuito esta semana. Semana passada, ele fez uma sessão de fotos com cerca de 120 postulantes a prefeito do PT e de partidos aliados. Todos passaram o dia num hotel na capital paulista esperando a vez para registrar uma imagem com Lula.
Estavam nesse périplo os candidatos a prefeito Fernando Mineiro (Natal), Vander Loubet (Campo Grande), Lúdio Cabral (Cuiabá), Adão Villaverde (Porto Alegre), Alfredo Costa (Belém), Fátima Cleide (Porto Velho), Elmano de Freitas (Fortaleza) e Washington Oliveira (São Luís). São os petistas com pior desempenho nas capitais. Villaverde aparece nas pesquisas mais recentes com cerca de 3% da intenções de voto. Em Natal, Mineiro, estacionado em 5%, também não se mostra competitivo.
Apesar das restrições impostas a Lula pela saúde debilitada, candidatos propagam em seus redutos eleitorais que terão sua presença na campanha. Washington Oliveira, que com 6% nas pesquisas em São Luís, postou no Twitter que Lula garantiu participação.
— O ex-presidente Lula me disse que viria a São Luís — disse, otimista, Oliveira.
A maioria tem esperança na participação do ex-presidente para alavancar as candidaturas. O senador Wellington Dias, que concorre em Teresina, explica o motivo do assédio:
— Há um sentimento de saudade muito forte da população. A simples presença dele já ajudaria muito.
Em situação mais confortável como líder das pesquisa em Recife, Humberto Costa conta com, pelo menos, três visitas de Lula na cidade.
— Eu gostaria que ele participasse de eventos de rua, mas vamos ver o que é possível construir — afirmou.

Beba na fonte: Eleições: em 17 capitais, PT só é protagonista em 2 – O Globo.

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