O vilipêndio de Dona Marisa

Todo os que lêem este blog sabem das minhas críticas ao legado da era lulista. Elas derivam do mau comportamento dos próceres petistas especialmente no que tange à ética na política. Lula foi eleito para mudar a natureza das relações entre o Poder central e os políticos que orbitam em sua periferia. Além de descumprir solenemente a promessa, permitiu que o País fosse abduzido por um sistema em que a tunga, mais do que tolerada, parecia ser recomendada.

Isto posto, quero manifestar a minha mais profunda repulsa pelo que está acontecendo no submundo das redes sociais. Está em curso uma sórdida campanha para atacar a reputação de políticos petistas mirando seus parentes, que nada têm a ver com a disputa eleitoral/partidária/ideológica.

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Os tolos e a ironia

Escrevo este textículo (ops!) porque recebi uma ligação de uma das minhas filhas. Ela é feminista roxa (ops!) e estava apavorada com a repercussão de uma frase que eu realmente disse ontem no começo da Jornal da Noite, da Band: “lugar de mulher é na cozinha”.

“Nossa, mas o cara ainda tem a pachorra de admitir que disse uma bobagem dessa!…”, espantar-se-hão todos os tolos,  imbecis, os mal-intencionados e sociopatas que buscam apenas um pretexto para estigmatizar gente, que é o que mais se faz nesse Reino de Hades da internet.

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Estratégia de confrontação já contamina as ruas

luvasÉ preocupante o que se vê nos locais onde grupos favoráveis e contrários ao governo se encontram. As agressões, que começaram ontem à noite, se repetem em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. Felizmente até agora ninguém se machucou seriamente. Mas cenas de absoluta intransigência estão se intensificando e proliferando ao redor do País.

Chamou minha atenção a selvageria com que manifestantes pró-imeachment atacaram um rapaz que vestia camiseta vermelha em São Paulo. Com os ânimos à flor da pele como andam, escolher a roupa errada no armário pode valer uma refrega. E não interessa o que pensa quem veste a roupa — interessa apenas a cor da indumentária.

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Minha repulsa às vadias que ‘vandalizaram’ a religião alheia

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Sou ateu, não creio em Deus nem em nenhuma outra forma, entidade ou manifestação religiosa. Tenho, no entanto, um enorme respeito pela religiosidade alheia. Respeito o que crêem os outros como exijo que me respeitem.

Dito isso, quero manifestar minha repulsa, meu nojo, pelas cenas produzidas por esses arruaceiros fundamentalistas que se abrigaram na Marcha das Vadias para insultar os católicos reunidos em Copacabana.

As cenas, que reproduzo com o objetivo de compartilhar o que despertou minha própria indignação, foram uma das coisas mais fascistas e grosseiras já vistas desde que um pastor da Igreja Universal chutou uma imagem da Virgem Maria num programa de televisão.

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Folha de S.Paulo: Jornalista Paulo Henrique Amorim é condenado por injúria

DE SÃO PAULO – O apresentador Paulo Henrique Amorim, da TV Record, foi condenado a um ano e oito meses de prisão por “injúria preconceituosa”, por ter chamado o jornalista Heraldo Pereira, da TV Globo, de “negro de alma branca”. A pena foi substituída por pena restritiva de direito. A advogada de Amorim disse que vai recorrer.

Na terça-feira, a Justiça paulista suspendeu a censura ao Blog do Pannunzio, que estava fora do ar desde setembro de 2012, quando o então secretário estadual de Segurança Antônio Ferreira Pinto pediu retirada de texto crítico à atuação da polícia na gestão de Alckmin.

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A íntegra do acórdão que condenou PHA por injúria racial contra Heraldo Pereira

Acórdão PHA

Aqui está o acórdão da Terceira Turma Criminal do TJDFT que condenou Paulo Henrique Amorim a 1 ano e 8 meses de reclusão por injúria racial.
Ela reformou a decisão de um juiz de singular que havia absolvido PHA.
Representado pelo Ministério Público do Distrito Federal, Heraldo venceu por dois votos contra um.
Assinalei os trechos mais importantes do voto do relator, que saiu vencedor.
É uma peça de leitura obrigatória. Recomendo especialmente àqueles que acham que vão subjugar seus alvos com a injúria, a calúnia, as mentiras e a humilhação.
A minha leitura é a seguinte: se esse lixo racista é o projeto de ‘nova mídia’ dessa corrente política, eu estou definitivamente do outro lado da trincheira.

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Abraço de irmãos acaba em ataque homofóbico e morte na Bahia

José Leonardo da Silva, 22 anos, não imaginava que o gesto inocente de caminhar abraçado com seu irmão gêmeo, José Leandro, despertaria a ira de outros homens. Os gêmeos foram espancados por cerca de oito pessoas na madrugada do último domingo (24) quando voltavam do Camaforró, na cidade de Camaçari (Grande Salvador). Leonardo morreu no local ao receber várias pedradas na cabeça, enquanto Leandro foi levado ao Hospital Geral de Camaçari com um afundamento na face, mas já recebeu alta.
Os agressores, que não tinham passagem na polícia, foram presos no mesmo dia do crime e estão custodiados na 18ª Delegacia (Camaçari). Segundo a delegada da 18ª DT, Maria Tereza Santos Silva, trata-se de um crime de homofobia
– Pensaram que eles fossem um casal homossexual. Os agressores e as vítimas não se conheciam e não tiveram nenhuma briga anterior, por isso acho que a motivação seja a homofobia – explica.
A delegada relata que o grupo desceu de um micro-ônibus ao ver os gêmeos abraçados e iniciou as agressões.
– Eles alegaram que acharam que era um homem e uma mulher brigando – conta Maria Tereza. Após as investigações, ela indiciou três das sete pessoas conduzidas para a delegacia. Douglas dos Santos Estrela, 19; Adriano Santos Lopes da Silva, 21; e Adan Jorge Araújo Benevides, 22; foram autuados em flagrante por homicídio qualificado (por motivo fútil) e formação de quadrilha. Diogo dos Santos Estrela, irmão de Douglas, está foragido.
Segundo a delegada Maria Tereza, durante as agressões, Leonardo reagiu, conseguiu tomar a faca da mão de Diogo e saiu caminhando. Ao ver Leonardo com a faca que pertencia a Diogo, Douglas perguntou onde estava seu irmão.
– Leonardo respondeu que não sabia. Douglas pediu para ele largar a faca e conversar. Depois, Adriano meteu um paralelepípedo na cabeça de Leonardo e Douglas pegou a mesma pedra e golpeou várias vezes a cabeça da vítima – relata a delegada Maria Tereza. Adan foi o que desferiu os socos que provocaram o afundamento na face de Leandro, que sobreviveu.
Para a delegada Maria Tereza, o crime contra os gêmeos mostra um problema social.
– Estamos no século 21 e matar uma pessoa porque é homossexual é um absurdo. Um jovem pagou com a vida porque foi confundido com um gay – destaca a delegada. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, afirma que o episódio demonstra claramente o grau de homofobia cultural presente na sociedade.
– Esse caso mostra o perigo que é ser homossexual e demonstrar carinho em público. A gente repudia a situação e chama a atenção para a aprovação da lei que torna a homofobia crime no Brasil. Enquanto isso não acontecer, muitos casos vão se repetir – ressalta.
– Defender os direitos dos homossexuais é defender os direitos humanos – completa.
Em julho do ano passado, um caso semelhante ocorreu no interior de São Paulo, na cidade de São João da Boa Vista. Pai e filho foram espancadosem uma feira agropecuária porque estavam abraçados, assistindo às apresentações, quando um grupo com sete homens se aproximou e perguntou se eles eram gays.
O pai explicou que não, e o grupo foi embora, mas voltou logo depois e começou uma sessão de espancamento contra os dois.

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Uma proposta do blog aos militantes verdes: boicotem o agronegócio

O espaço da CNA destruído pelo vandalismo-melancia: não seria melhor boicotar o arroz, feijão e bife ?

Os militantes de vários movimentos ambientalistas, somados a vândalos profissionais do MST e congêneres,  deram ontem uma demonstração de intolerância e falta de capacidade de conviver democraticamente com seus antagonistas. Depredaram o espaço em que os produtores rurais brasileiros expunham as conquistas ambientais dos últimos anos, que não são poucas.

A destruição do stand montado pela CNA e pelo SEBRAE foi uma espécie de retaliação raivosa e tardia às derrotas no campo político impostas pelo agronegócio aos militantes ambientalistas na reforma do Código Florestal. E também uma reiteração urbana das práticas adotadas no campo por movimentos que se estruturaram no passado para lutar pela reforma agrária.

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Site neonazista sai do ar 25 dias depois da prisão de extremistas de direita

Foram necessários 25 dias para que as ameaças veiculadas pelo site silviokoerish.org fossem retiradas do ar. O domínio, mantido pelos brasileiros Emerson Eduardo Rodrigues  e Marcelo Valle Silveira Mello, presos no dia 22 de março, continuava sendo alimentado com ameaças dirigidas aos estudantes da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Brasília até a última sexta-feira.

Além do congelamento do domínio, o conteúdo discriminatório e as ameaças postadas pelo site neonazista foram excluídos do cache do Google, o maior buscador da internet. O grupo também utilizava uma página no Facebook, onde os fanáticos incitavam o ódio racial, misoginia e intolerância política. Na semana passada, aturdida com as ameaças de atentados terroristas, a UnB chegou a suspender as aulas.

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UnB suspende aulas em alguns cursos após ameaças contra alunos

Os corredores do Instituto Central de Ciências (ICC) Norte na Universidade de Brasília (UnB) amanheceram mais vazios nesta sexta-feira (13/4). Grande parte dos alunos não apareceu para as aulas nesta manhã, depois que mensagens foram publicadas na internet com ameaças contra os estudantes. Os textos diziam que a universidade sofreria um atentado hoje, dia 13 de abril. O ICC fica no prédio central do câmpus do Plano Piloto e abriga grande parte das aulas dos cursos de Ciências Sociais.

Diante das ameaças e do medo que ronda estudantes e funcionários, cada Departamento está lidando com o problema da maneira que considera mais adequada. A Faculdade de Comunicação está abonando as faltas dos alunos que decidiram ficar em casa por questão de segurança, e os professores que estão se sentindo inseguros estão optando por não dar aula. Algumas turmas estão vazias, com apenas cinco alunos em sala.

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