A grande biqueira da política e a cura do vício em dinheiro

Para os políticos brasileiros, o dinheiro é mais adictivo do que o crack. O fraco por grana jogou a velha elite política nas cordas.  As velhas raposas não podiam ver uma uma nota de cem dólares que logo se assanhavam, feito viciados em drogas pesadas.

A dependência de dinheiro as transformou em prostitutas decadentes. Fissuradas pelo bereré dos traficantes das empreiteiras, criaram um sistema de burocratas-radares para não deixar passar uma oportunidade sequer de obter o dinheiro alucionógeno.

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Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Tráfico de propina traz a lama à porta do gabinete de Temer

Michel Temer só foi levado ao posto que atualmente ocupa porque o Brasil estava enfarado da corrupção do PT. Foi por isso que multidões acorreram às ruas, bateram panelas e pressionaram o Congresso. O que a Nação deixou claro, de 2013 até o dia em que o PT foi defenestrado do Poder, é que não iria mais transigir com a roubalheira.

O que fez Temer ao assumir ? Prometeu contratar notáveis, mas constituiu um gabinete de notórios. Cercou-se dos mais notórios corruptos da República. Valeu-se da mão-de-obra de velhos conhecidos da crônica policial que vem sendo escrita nos anais da Lava Jato.

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Corruptofilia e lavajatite devastam a República do PMDB

José Serra adoeceu de repente e saiu do governo. Eliseu Padilha adoeceu de repente e saiu do governo. José Yunes saiu do governo faz algum tempo, mas o ex-assessor e amigo do peito de Temer teve uma recaída recente e decidiu contar agora ao menos uma meia-verdade. Como um nigeriano abduzido por traficantes, assumiu que era “mula” da propina de Lúcio Funaro.

Romero Jucá parece ter amolecido as ideias. Perdeu completamente o respeito pelas palavras e agora imagina bacanais democráticos, que ou são para todos, ou não são para ninguém.

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Prisões demais

prisaoVou ser curto e grosso.

Com base naquilo que o Ministério Público reuniu de provas contra Antônio Palocci, acredito que ele mereça anos e anos de cadeia. É o mínimo que se espera para alguém que fazias as vezes de articulador do propinoduto que ligava a Odebrecht e o PT.

Ocorre que Antônio Palocci não foi ainda julgado. Muito menos condenado. Então, não deveria estar na cadeia.

O MP pediu a prisão preventiva dele porque não conseguiu encontrar as contas onde era depositada a dinheirama que a empreiteira provinha para o PT e os bandidos que a legenda reunia diante da boca do cofre da PETROBRAS.

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MP ficou devendo as provas. Não é assim que vão botar Lula na cadeia

lulampPode ser que você estranhe ler neste espaço uma opinião favorável a Lula. Se você se der ao trabalho de reler o que tenho publicado aqui desde 2009, pode se sentir tentado a pensar que eu capitulei ou fui abduzido pelo lulopetismo. E não é nada disso.

Acompanhei com estranheza a entrevista coletiva dos procuradores federais que tocam a Lava Jato na tarde desta quarta-feira. Impressionaram-me os arroubos e as afirmações que foram feitas em tom cabal. Assim como me impressionou a ausência de provas à altura da retórica dos acusadores. Falaram grosso com a opinião pública, mas falaram fino onde realmente importa — no corpo do processo que embasou a denúncia contra Lula, Dona Marisa e os outros implicados nas investigações sobre o suposto patrimônio oculto do ex-presidente da república.

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É preciso terminar a faxina

eduradocunha_alvoEm duas semanas provavelmente o Brasil estará sendo governado diretamente pelo PMDB. O partido manda nas duas casas legislativas e mandará também no Executivo. Sem intermediários.

O Brasil terá Michel Temer na Presidência, Eduardo Cunha e Renan Calheiros na sua linha sucessória. E, comenta-se nos bastidores de Brasília, todos conspirando pela salvação recíproca.

Eduardo Cunha é réu desde o dia 3 de março, quando o STF aceitou denúncia contra ele. De acordo com o Art. 86 da Constituição, está impedido de assumir a Presidência na ausência de Temer.

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Você, que diz que não há crime, já leu a Lei do Impeachment ?

bilheteazulTecnicamente, ela se chama LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950. 

Vulgarmente, é conhecida como Lei do Impeachment.

É a lei que define o que é crime de responsabilidade, quais as condutas que se enquadram nesse tipo penal, quem está sujeito a ela.

É uma lei enorme. Tem 82 artigos. E antiga. Passou a vigorar há 66 anos.

O Artigo 2º estabelece que nem é preciso praticar efetivamente o crimes. Basta tentar.  A pena aplicada é de “perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública”.

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Matem o mensageiro!

Mate o mensageiro!Parece ser uma unanimidade.

Dez em cada dez defensores do modo petista de governar clamam pela destruição da “velha mídia”, da “imprensa golpista”. O “golpe” que se trama contra os anjos imaculados que mandam hoje no País seria uma “conspiração midiática” de cinco famílias de oligarcas que controlariam a opinião pública.

A ladainha tem sido repetida como um mantra a cada manifestação, em cada post, reunião partidária ou conversa de boteco dessa pretensa esquerda analfabeta e corrupta que infestou nossas instituições — dela ou de seus prepostos.

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Não vai ter golpe. Talvez nem impeachment constitucional

Vai ter golpe ?

Vai ter golpe ?

Mudou o ânimo no Congresso Nacional em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ninguém mais é capaz de apostar alto no resultado do julgamento político que se avizinha. E os governistas estão mais animados do que os oposicionistas.

Qual o placar hoje ? O Deputado Darcísio Perondi (PMDB/RS), um dos coordenadores da Frente do Impeachment, acaba de tabular um levantamento feito por quarenta parlamentares com os colegas de plenário. Foram encontrados, segundo ele, 346 votos certos a favor do impeachment — apenas quatro além do mínimo necessário para encerrar o governo Dilma.

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Há algo errado com a Lista do Apocalipse da Odebrecht

Uma análise rápida dos dados contidos na contabilidade paralela da Odebrecht coloca mais dúvidas do que certezas. Quero compartilhar com vocês algumas poucas observações que demonstram a dificuldade de se encontrar lógica em algo aparentemente incompleto e ilógico.

Os papéis apontam doações de R$ 216 mil para Aécio Neves. Consultando os registros do TSE, fica patente que o senador mineiro recebeu muito mais do que isso. Foram R$ 3 milhões em três operações distintas. A construtora Norberto Odebrecht doou R$ 1 milhão no dia 14 de agosto de 2014. A Braskem doou R$ 1 milhão na mesma data e fez outro aporte de R$ 1 milhão em 26 de setembro.

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Confusões do governo Dilma produzem o primeiro órfão da crise política

Certidão de nascimento: sem a assinatura do suposto pai.

Ele já vinha sendo sangrado a ponto de ficar esquálido. Nem de longe lembrava a figura vigorosa e impressionante sobre a qual um dia estiveram depositadas todas as esperanças dos circundantes. Mas jamais alguém chegou a supor que pudesse ser abandonado e esquecido pela própria família, que antes lhe parecia tão devotada.

No passado, sua força foi motivo de orgulho do pai e trouxe muitas alegrias à mãe. Todos reconheciam nele qualidades incríveis. Não por acaso, foi durante muitos anos o tema de praticamente todas as conversas nas rodas que só falavam em prosperidade, abastança e fartura. Era redentor do futuro, a esperança de sua gigantesca família.

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Moro errou. Errou mesmo?

A polêmica não tem sentido. Basta ler a Lei da Interceptação Telefônica (Lei 9296/96) para se constatar que Sérgio Moro, um juiz eficiente e assertivo, desta vez pode ter  produzido uma ilegalidade.

O primeiro parágrafo da lei 9296/96 estabelece que “a interceptação de comunicações telefônicas (…) dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça“.

Em outro ponto, no Art. 8º, o texto legal determina que a interceptação  “ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas“.

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Dilma, a prestidigitadora, e suas mentiras contumazes

A quem acreditar queira...

A quem acreditar queira…

Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff fez uso indiscriminado de artifícios retóricos (e simbólicos) desprovidos de verdade fática com o objetivo de mascarar a real intenção da nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil — retirá-lo do alcance da Justiça Federal, remetendo o inquérito da Lava Jato para o Supremo Tribunal Federal.

Para descobrir o que existe de verdade, o que há de mentira nessa história é preciso estabelecer quando surgiu a ideia de dar a Lula foro privilegiado. O assunto aparece em vários trechos dos diálogos mantidos por interlocutores de Lula nos dias que antecederam sua nomeação. Em 8 de março, por exemplo, o tema é objeto de uma conversa entre Lula e o sociólogo Alberto Almeida.

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E agora ???

interrogaçãoO Brasil está sem governo. Ao menos em tese a presidente da República pode ser presa por obstruir a Justiça. O terceirizador do governo, Lula, perdeu a condição política de cumprir seu papel de interventor. O golpe branco fracassou.

E agora ?

É uma pergunta sem resposta. Ninguém sabe qual é a saída. Tudo aponta para a necessidade de uma solução judicial. No melhor dos cenários, o TSE cassaria a chapa que elegeu Dilma e Temer e o STF providenciaria uma saída salomônica para afastar da cadeia sucessória também Eduardo Cunha e Renan Calheiros, que estão atolados até o pescoço em seu passivo judicial.

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Multidão sai às ruas contra conjuração petralha

grampoMilhares de pessoas estão concentradas na Avenida Paulista, em São Paulo,  em frente ao Palácio do Planalto e em ao menos 11 outras cidades brasileiras. As manifestações espontâneas foram convocados como flashmobs pelas redes sociais em protesto contra a escandalosa nomeação de Lula para a Casa Civil.

Antes que ela começasse, no entanto, veio a público a última lambança petista:  o insidioso diálogo entre Dilma e Lula em que a presidente da República oferece a seu antecessor uma espécie de salvo-conduto para a impunidade.

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Lula assume a Casa Civil e encerra o governo Dilma

lula_voltaFoi um anúncio protocolar, feito pelo líder do PT na Câmara. Não teve pompa nem gravidade, mas trata-se claramente de um golpe de Estado. Formalmente, Lula assume a Casa Civil da Presidência da República. Na prática, no entanto, assume todo o governo e encerra o agônico segundo mandato de Dilma Rousseff.

A deposição consentida vem a confirmar que Dilma Rousseff era mesmo um poste provisório — esteve ocupando a cadeira presidencial apenas até o momento em que seu criador e chefe decidisse voltar ao terceiro andar do Planalto. É uma intervenção sem precedentes na história da jovem democracia brasileira. Sem dispor de um voto sequer, Luis Inácio Lula da Silva inicia seu terceiro mandato na presidência da República.

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Afine sua panela. PT vai fazer blá blá blá na TV hoje à noite

Com a mesma cantilena de sempre, o Partido dos Trabalhadores, do Mensalão e do Petrolão vai ocupar o horário nobre na TV hoje à noite para tentar embromar o povo brasileiro. O roteiro foi  engendrado pelo marketeiro João Santana, responsável pela campanha mais mentirosa da história da nossa democracia.

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O déjà-vu de Sérgio Moro

O ano era 2004. O sujeito, Sérgio Moro, juiz federal já provado nas investigações da lavanderia montada sob o teto do Banestado. O assunto, a Operação Mãos Limpas, tema sobre o qual o magistrado se debruçava com máximo interesse.  Foram esses os ingredientes que motivaram a produção de um artigo, com viés acadêmico, que Moro escreveu para uma publicação especializada em assuntos jurídicos.

Da análise do julgador sobre a investigação na Itália nasceu um documento que antecipa, como um déjà-vu de onze anos de idade, o que está ocorrendo agora no âmbito da Operação Lava Jato.

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