Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the category “Manchetes”

Kassab troca leite distribuído na escola e pais reclamam

Agência Estado -

A Prefeitura de São Paulo parou de distribuir Leite Ninho para 900 mil alunos da rede municipal de ensino. A distribuição do “leite amarelinho” foi uma das promessas da campanha à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Mães reclamam que o leite enviado desde março pelo governo, o Nutrice, produzido pela Tangará Foods, é “ralo” e não tem a mesma qualidade nutricional do produto anterior. A fabricante nega, diz que os pais podem estar errando no preparo do leite e vai distribuir cartilha com orientações a beneficiários.

Ao oferecer o preço do quilo do leite por R$ 9,39, a Tangará Foods venceu a licitação do Programa Leve Leite. A Nestlé era a outra empresa na disputa, mas seu valor oferecido foi de R$ 11 por quilo. Por lei, o governo municipal tinha de abrir a concorrência. A Secretaria Municipal de Educação também argumenta que o novo leite atende às especificações nutricionais exigidas no edital do programa, assim como a fabricante, que informou que seus produtos são credenciados pelo Ministério de Agricultura e Pecuária e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mas mães da zona sul que foram na semana passada à Câmara Municipal reclamar da troca lembraram que a distribuição do “leite amarelinho” foi, durante o segundo semestre de 2008, uma das principais promessas do então candidato Kassab (sem partido). O Tribunal Regional Eleitoral chegou até a vetar uso da marca do leite no programa de Kassab durante o horário eleitoral.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

Ministério Público denuncia Roriz por formação de quadrilha

Ana Maria Campos, do Correio -

O ex-governador Joaquim Roriz foi denunciado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios como chefe de um esquema de corrupção no Banco de Brasília (BRB), iniciado em 1999 com a designação de Tarcísio Franklim de Moura como presidente da instituição financeira oficial. Na ação penal, que tramita sob sigilo na 1ª Vara Criminal de Brasília, os promotores do Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) sustentam que o grupo político de Roriz utilizou o BRB para desviar recursos de contratos públicos, lavagem de dinheiro e para atender a interesses privados. Além de Roriz e Tarcísio Franklim, a denúncia por formação de quadrilha envolve ainda outras 21 pessoas, entre empresários e ex-diretores do BRB.

Esta é a primeira ação penal contra Roriz decorrente das investigações da Operação Aquarela. Na denúncia, o Ministério Público descreve núcleos que integrariam a suposta quadrilha. Um dos grupos, o de comando, teria como integrantes Roriz, Tarcísio Franklim, o ex-diretor da Associação Brasileira dos Bancos Estaduais (Asbace) Juarez Lopes Cançado e Valério Neves Campos, principal assessor do ex-governador. Responsável pelas investigações sobre o envolvimento de organizações complexas com ramificações nos poderes em crimes contra os cofres públicos, o Ncoc uniu numa mesma ação indícios de várias irregularidades relacionadas ao BRB, que resultaram em outros processos na esfera cível e criminal.

É o caso de contratos sem licitação entre o BRB e a Asbace, repassados a outra entidade privada, a ATP Tecnologia e Produtos S/A, que teriam resultado em desvios de recursos. O mesmo teria ocorrido com os negócios fechados pela Cartão BRB, com dinheiro do Banco de Brasília, para driblar a exigência de concorrência. Para o Ministério Público, os crimes de peculato e dispensa ilegal de licitação seguiam a uma determinação superior, de Roriz. Dessa forma, a pedido do ex-governador, o BRB teria autorizado a repactuação de uma dívida da empresa WRJ Engenharia, decorrente de empréstimo para a construção do Residencial Monet, em Águas Claras.

Ação de improbidade
Roriz e as três filhas, Wesliane, Jaqueline e Liliane, além de um neto do ex-governador, Rodrigo Domingos Roriz Abreu, já respondem a uma ação de improbidade administrativa, proposta pelo Ministério Público, em que são acusados de receberem 12 apartamentos da construtora WRJ como propina em troca de facilidades no BRB. A ação penal sobre esse episódio depende da iniciativa do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele recebeu do Ministério Público do DF uma representação sobre o caso porque, na esfera criminal, a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) tem a prerrogativa de responder apenas perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

Para o Ministério Público, houve uma ingerência política no BRB para que a WRJ fosse beneficiada. Essa convicção dos promotores leva em conta diálogo interceptado em abril de 2007 durante as investigações da Operação Aquarela, em que Tarcísio Franklim, então presidente do banco, conversa com o gerente de crédito à ocasião, Antonio Cardoso de Oliveira, sobre a repactuação do débito da WRJ. Na avaliação dos promotores, a conversa indica que houve um favorecimento à construtora na renegociação da dívida e que, para a concessão desse benefício, seria exigida propina (veja transcrição). Os empresários Roberto e Renato Cortopassi, proprietários da WRJ, também foram incluídos na denúncia por formação de quadrilha.

Bezerra de Ouro
O Ministério Público também considera que Roriz foi beneficiado de forma ilegal pelo desconto de cheque de R$ 2.231.155,60, em nome do empresário Nenê Constantino. Tarcísio Franklim atendeu a um pedido do ex-governador e autorizou que o cheque do Banco do Brasil fosse pago pela tesouraria do BRB, numa operação considerada um favorecimento a Roriz em virtude da relação entre os dois, uma atenção que um correntista qualquer não teria. Essa suposta irregularidade é objeto de ação de improbidade administrativa protocolada pelo Ncoc contra Roriz, Constantino, Tarcísio Franklim, o ex-secretário de Governo Benjamim Roriz e integrantes do BRB que participaram da operação.

Roriz sustenta que se tratou de um negócio privado, envolvendo um empréstimo que ele pediu a Constantino para comprar o embrião de uma bezerra na Universidade de Marília. Sobre a denúncia por formação de quadrilha, o assessor de comunicação do ex-governador, Paulo Fona, critica a atuação do Ministério Público. “Impressionante demorar quatro anos para o Ministério Público construir uma versão que pudesse envolver o ex-governador. No caso, já se tentou dizer que a vaca não existia, que o negócio não existiu e tudo foi desmentido pelos fatos”, afirmou.

Valério Neves Campos disse que nunca foi ouvido pelo Ministério Público e por isso estranha ter sido incluído em ação penal relacionada à Operação Aquarela. Valério afirma que esteve no BRB para sacar o dinheiro para Roriz, mas como não se tratava de um negócio ilegal, ele até apresentou documentos de identificação.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

Tiririca estreia no Congresso com projeto ‘bolsa alfabetização’

<a href=”http://www.pannunzio.com.br/archives/6710/tiririca-4″ rel=”attachment wp-att-6711″><img class=”alignleft size-medium wp-image-6711″ src=”http://www.pannunzio.com.br/wp-content/uploads/tiririca2-300×191.jpg” alt=”" width=”300″ height=”191″ /></a>

Flávia Foreque -

Mais de quatro meses após tomar posse, o deputado federal mais votado do Brasil fez enfim sua estreia no Congresso. Na última terça-feira, assessores de Tiririca (PR-SP) entregaram ao plenário da Casa os primeiros projetos de lei de autoria do humorista.

Uma das propostas prevê a criação de uma “bolsa alfabetização” para adultos que concluírem curso para aprender a ler e escrever. O projeto fixa o valor mínimo de R$ 545 para o benefício.

O palhaço teve a diplomação para o cargo ameaçada após suspeita de ter falsificado declaração em que afirmou ser alfabetizado. Ele aceitou fazer um teste para comprovar que sabe ler e escrever e foi absolvido pela Justiça Eleitoral.

No texto da proposta, Tiririca justificou que o benefício tem a “finalidade de estimular o aprendizado da leitura e da escrita, de forma a qualificar e assegurar ao cidadão o pleno acesso e a utilização da informação”.

Em contrapartida, é exigido período mínimo de seis meses de aula, com ao menos 85% de frequência.

Os outros dois projetos de Tiririca tratam da criação de vale-livro para alunos da rede pública e de serviços de assistência social para profissionais do circo.

Segundo dados oficiais, 113 deputados não apresentaram nenhum projeto de lei neste primeiro ano da legislatura. Esse grupo, no entanto, inclui aqueles que já se afastaram para assumir um cargo no Executivo e seus suplentes na Casa.

O deputado não quis comentar suas propostas.

Desde que iniciou o mandato, Tiririca tem mantido uma atuação discreta na Câmara. Até agora, não fez nenhum discurso na tribuna nem relatou propostas de outro deputado.

Na Comissão de Educação e Cultura da Casa, única em que o humorista é titular, colegas afirmam que ele nunca pediu a palavra.

Clique <a href=”http://www1.folha.uol.com.br/poder/929537-tiririca-estreia-no-congresso-com-projeto-bolsa-alfabetizacao.shtml”>aqui</a> para ler a íntegra no site da FolhaÁrea de Texto Rico

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Flávia Foreque -

Mais de quatro meses após tomar posse, o deputado federal mais votado do Brasil fez enfim sua estreia no Congresso. Na última terça-feira, assessores de Tiririca (PR-SP) entregaram ao plenário da Casa os primeiros projetos de lei de autoria do humorista.

Uma das propostas prevê a criação de uma “bolsa alfabetização” para adultos que concluírem curso para aprender a ler e escrever. O projeto fixa o valor mínimo de R$ 545 para o benefício.

O palhaço teve a diplomação para o cargo ameaçada após suspeita de ter falsificado declaração em que afirmou ser alfabetizado. Ele aceitou fazer um teste para comprovar que sabe ler e escrever e foi absolvido pela Justiça Eleitoral.

No texto da proposta, Tiririca justificou que o benefício tem a “finalidade de estimular o aprendizado da leitura e da escrita, de forma a qualificar e assegurar ao cidadão o pleno acesso e a utilização da informação”.

Em contrapartida, é exigido período mínimo de seis meses de aula, com ao menos 85% de frequência.

Os outros dois projetos de Tiririca tratam da criação de vale-livro para alunos da rede pública e de serviços de assistência social para profissionais do circo.

Segundo dados oficiais, 113 deputados não apresentaram nenhum projeto de lei neste primeiro ano da legislatura. Esse grupo, no entanto, inclui aqueles que já se afastaram para assumir um cargo no Executivo e seus suplentes na Casa.

O deputado não quis comentar suas propostas.

Desde que iniciou o mandato, Tiririca tem mantido uma atuação discreta na Câmara. Até agora, não fez nenhum discurso na tribuna nem relatou propostas de outro deputado.

Na Comissão de Educação e Cultura da Casa, única em que o humorista é titular, colegas afirmam que ele nunca pediu a palavra.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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Contagem de palavras: 294 Rascunho salvo às 16:54:37. Última edição feita por Thiago Alves, em 14/06/2011 às 11:18

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Publicado em: 14 de junho de 2011 às 11:18 Editar

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Ideli Salvatti toma posse hoje como ministra da articulação

Folha Online -

Ideli Salvatti e Luiz Sérgio tomam posse às 15h desta segunda-feira como novos ministros de Relações Institucionais e da Pesca, respectivamente.

A articulação política do governo, que na prática vinha sendo desempenhada pelo ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), é uma das principais críticas de aliados com relação à gestão de Dilma.

Com a substituição de Palocci por Gleisi Hoffmann em uma Casa Civil menos política e mais gestora, como quer Dilma, grupos do PT passaram a fazer forte pressão pela troca do petista Luiz Sérgio.

Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura a que Luiz Sérgio foi submetido pelo PT, que conspirava abertamente inclusive para indicar seu sucessor, o próprio ministro disse que a situação ficou insustentável e decidiu pedir demissão.

Em sua breve passagem pela pasta de Relações Institucionais, Luiz Sérgio não conseguiu fazer a interlocução do governo com os partidos e com a base aliada no Congresso, chegando a ser apelidado, ironicamente, de “garçom” –pois só anotava os pedidos.

A crise política que levou à saída de Palocci, e agora de Luiz Sérgio, teve início no dia 15 de maio, após a Folha revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.

Ideli
Líder da bancada do PT e depois líder do governo no Senado durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Ideli Salvatti, 59, nasceu em São Paulo, mas fez carreira política em Santa Catarina.

Foi a primeira mulher eleita senadora pelo Estado e uma das fundadoras do PT local. Antes de chegar ao Senado, cumpriu dois mandatos como deputada estadual (1995 a 1999 e 1999 a 2003).

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Operação Pelada prescreve esta semana. Delegados que abusaram de escrivã vão ficar impunes

Nas primeiras horas do dia 15, quarta-feira, os delegados que imobilizaram, algemaram e despiram uma escrivã nas instalações da Delegacia de Parelheiros, em São Paulo, vão ficar definitivamente livres de qualquer punição pelos abusos que praticaram. Depois de amanhã o caso completa dois anos e estará prescrito. Assim, os policiais ficarão  fora do alcance de qualquer tipo de punição por sua conduta.

O caso foi denunciado pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes em fevereiro passado. O Ministério Público encontrou provas novas que permitiriam, em tese, reabrir as invetigações. Mas até agora o juiz responsável não se manifestou no processo — e é certo que não o fará, pois concedeu, num procedimento que não é comum, prazo de vista para que a defesa se manifeste.

A Operação Pelada é uma desses  emblemas de um Estado que se empenha com sofreguidão para acobertar a burla dos limites legais e o comportamento criminoso de seu agentes. Na quarta-feira, caso o prognóstico se confirme e a prescrição ocorra, o Blog do Pannunzio vai contar em detalhes como agiu cada uma das instituições e pessoas que atuaram no processo para que o caso chegasse onde chegou — a lugar nenhum.

Para relembrar o caso, clique aqui.

 

Ineficaz, Ministério da Pesca é periferia do Executivo

Agência Estado -

Criado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério da Pesca sempre esteve na periferia no Poder Executivo. E não foi diferente nos cinco meses de gestão da petista Ideli Salvatti na pasta. O ministério é muito mais conhecido pelo luxo de seu prédio-sede em Brasília do que pelos resultados que apresenta.

A pasta gasta R$ 575 mil por mês, num contrato de R$ 7 milhões por ano, com o aluguel de um prédio espelhado de 14 andares, onde 374 servidores estão lotados. O ministro e 67 assessores nem ficam lá. Eles dão expediente em dois andares de um prédio da Esplanada.

Nos oito anos dos dois mandatos do ex-presidente Lula, os recursos da Pesca aumentaram mais de 70 vezes, de R$ 11 milhões para R$ 803 milhões. Enquanto isso, segundo dados do próprio ministério, a produção nacional de pescado cresceu, no mesmo período, apenas de 990 mil toneladas por ano para 1,2 milhão.

O desempenho no comércio internacional é ainda pior. Em 2003, havia sido fixada meta de triplicar, até 2006, o superávit comercial dos pescados, então em US$ 181 milhões. Em vez disso, no ano passado, houve déficit comercial no setor de US$ 519 milhões.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

Lula promete ajuda para empresa que o contratou

Bernardo Mello Franco, da Folha -

O ex-presidente Lula prometeu ao presidente da Tetra Pak, Paulo Nigro, procurar autoridades do governo Dilma Rousseff para ajudar a empresa a reduzir impostos sobre embalagens de leite.

Ele disse que falaria com o ministro Guido Mantega (Fazenda) para defender um pleito da multinacional: reduzir o ICMS cobrado por alguns Estados sobre as embalagens de leite longa vida.

O petista fez a promessa ao fim de uma palestra fechada para convidados da Tetra Pak, na noite de quarta-feira. Seu cachê neste tipo de evento é estimado em R$ 200 mil -ele não confirma o valor.

Lula confirmou ontem ter tratado do assunto, mas disse não atuar no governo como representante das empresas que o contratam.
Segundo relato do jornal “O Estado de S. Paulo”, Nigro pediu “uma mão” a Lula para facilitar a venda das caixinhas de leite em programas de alimentação popular.

O ex-presidente teria respondido que fará “o que puder fazer para ajudar”, incluindo conversas com Mantega e com governadores.
Ontem, o petista disse não ver “nenhum problema” em fazer gestões políticas para “influenciar” na queda do ICMS sobre as embalagens.
“Eu disse que o companheiro Guido Mantega estava discutindo com os governadores [...] e que se eu pudesse influenciar para que o ICMS se reduzisse, para o leite chegar com mais qualidade à casa das pessoas, não teria nenhum problema”, afirmou.

Lula acrescentou que atenderia ao pleito da Tetra Pak “em praça pública, numa reunião, num debate ou numa entrevista”. “Não foi uma conversa reservada”, disse. “Tinha televisão.”

Na verdade, a palestra foi fechada à imprensa, como exige o próprio Lula nos contratos fechados por sua empresa, a LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda.

A câmera de TV a que ele se referiu era da Tetra Pak, que se recusou a fornecer cópia da fita à Folha. A empresa confirmou o diálogo entre Nigro e Lula, mas disse que não comentaria o assunto.

Conselheiro
Questionado sobre a natureza de seus negócios após deixar a Presidência, Lula disse não atuar como consultor ou representante, no governo, de empresas para as quais faz palestras.

“No dia em que eu quiser ser representante de uma empresa, eu deixarei a política e virarei consultor ou conselheiro de empresa”, disse.
“Por enquanto, quero ser conselheiro do PT e quero continuar fazendo política para ajudar o país.”

Se você é assinante da Folha/UOL, clique aqui para ler a íntegra

PM é preso após morte de jovem durante abordagem em SP

Folha Online -

Um policial militar foi preso na noite de ontem (10) após balear acidentalmente um adolescente de 15 anos durante uma abordagem policial na região da Vila Jacuí, na zona leste de São Paulo. O jovem foi socorrido, mas não resistiu.

Segundo informações da Polícia Militar, o adolescente foi ferido por volta das 23h30, na avenida Doutor Ussiel Cirilo. O rapaz chegou a ser socorrido por policiais militares e encaminhados para o Hospital Tide Setúbal, onde morreu.

A corporação afirmou, em nota, que o policial autor do disparo foi autuado e preso em flagrante por homicídio culposo.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

FHC vai debater regulamentação da maconha na Câmara

Folha Online -

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve participar de audiência pública na Câmara que vai discutir políticas de regulamentação do uso da maconha no Brasil.

O debate, ainda sem data marcada, será realizado pela Comissão de Segurança Pública em conjunto com a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas.

O debate foi proposto pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) após ser veiculada, no início do mês, uma reportagem no “Fantástico”, da TV Globo, em que o ex-presidente, em conjunto com outros especialistas sobre o tema do uso de drogas no Brasil, defendeu uma política de combate ao uso de drogas que inclui a regulamentação do uso da maconha.

O ex-presidente lançou este ano a Comissão Global sobre Políticas das Drogas, uma ONG (organização não governamental) que tem como uma de suas bandeiras a descriminalização do uso das drogas e a regulação do mercado de substâncias psicoativas –como ocorre com o álcool e o tabaco em diversos países.

Ele também participou do documentário “Quebrando o Tabu”, lançado no início do mês, que debate as políticas de repressão às drogas, de Fernando Grostein Andrade.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Ministro do STF diz que ficou “perplexo” com reação da Itália sobre Battisti

Daniela Lima, da Folha -

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse nesta sexta-feira que ficou “um pouco perplexo” com as declarações de líderes da Itália com relação a decisão da Corte de libertar o ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti.

“O acolhimento de um estrangeiro é uma ato de soberania. Se fosse o contrário, nós não atuariamos dessa forma”, afirmou o ministro, que participa de jantar em em São Paulo em comemoração aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na última quarta-feira (8), o STF validou a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de negar a extradição do italiano e mandou soltar Battisti, que estava preso no país desde 2007. Marco Aurélio foi um dos que votaram por não reconhecer a reclamação da Itália, que pedia a extradição.

A decisão desagradou o governo italiano, que já anunciou que pretende levar o caso à Corte Internacional de Justiça, em Haia, na Holanda

Também presente ao evento em São Paulo, o ministro Gilmar Mendes, voto vencido no julgamento de quarta-feira, reafirmou sua posição. “O papel do Supremo saiu diminuido deste episódio. Imagino que isso terá consequencias no futuro”, disse.

Mendes criticou também a submissão em relação ao Executivo, pois a Corte aceitou a decisão de Lula, mesmo após o Supremo recomendar a extradição de Battisti. “Se é para isso, melhor que o STF perca a competência de falar sobre extradição.”

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Luiz Sérgio nega que ministério da pesca seja prêmio de consolação

Agência Brasil -

O atual ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, disse que assumir o Ministério da Pesca “não é um prêmio de consolação”. “O Ministério da Pesca é muito importante, tem um peso econômico muito significativo”, disse o ministro que, na próxima segunda-feira, passa a ocupar a pasta. “Para quem é de Angra dos Reis, que nem eu, pescar é mais que uma obrigação. É uma atividade que dá prazer”, disse ele.

A troca foi decidida nesta sexta-feira (10) pela presidenta Dilma Rousseff. O ministro Luiz Sérgio (PT-RJ), deixará a articulação política do governo e passará a comandar a Secretaria Especial da Pesca e Aquicultura. Em seu lugar assume a atual ministra da Pesca, Ideli Salvatti (PT-SC).

Luiz Sérgio avaliou que os rumores de desarticulação da base governista no Congresso, durante o tempo em que cuidou da relação do governo com o Parlamento, não são verdadeiros. “Não há desarticulação da base. Praticamente todas as medidas provisórias foram aprovadas. Leis como a do salário mínimo foram também aprovadas. Essa é uma versão que não corresponde a verdade dos fatos”, destacou.

O ministro elogiou a capacidade de articulação de Ideli Salvatti, segundo ele, provada durante o tempo que ele ela atuou como líder da bancada petista e líder do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Senado. “Ideli tem experiência, foi líder da bancada, foi líder do governo e tem todas as condições de desempenhar essa função”, destacou o ministro.

A troca foi a segunda mudança no ministério de Dilma Rousseff. Na terça-feira, Antonio Palocci foi substituído na Casa Civil por Gleisi Hoffmann.

A atuação de Luiz Sérgio vinha sendo alvo de crítica de congressistas. Parte do diálogo do governo com o Congresso estava sendo conduzido pelo ministro Palocci, que deixou o governo em meio a suspeitas envolvendo seu patrimônio. Já a nova ministra da Casa Civil tem um perfil mais técnico.

No Senado, como líder do governo de Lula, Ideli foi uma ferrenha defensora, principalmente durtante as crises provocadas pelas denúncias de mensalão.

Ideli assume articulação política; Luiz Sérgio vai para Pesca

Natuza Nery e Catia Seabra, da Folha -

A presidente Dilma Rousseff nomeará Ideli Salvatti para a Secretaria de Relações Institucionais, no lugar de Luiz Sérgio. O ministro, atual titular do cargo, herdará a vaga dela no Ministério da Pesca e Aquicultura.

Ideli foi chamada na tarde desta sexta para uma conversa com a presidente Dilma.

Após um longo processo de fritura, Luiz Sérgio almoçou na tarde desta sexta-feira no Palácio da Alvorada com Dilma, a quem entregou o cargo.

A articulação política do governo, que na prática vinha sendo desempenhada pelo ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil), é uma das principais críticas de aliados com relação à gestão de Dilma.

Com a substituição de Palocci por Gleisi Hoffmann em uma Casa Civil menos política e mais gestora, como quer Dilma, grupos do PT passaram a fazer forte pressão pela troca do petista Luiz Sérgio.

Embora Dilma tivesse demonstrado contrariedade com o processo de fritura a que Luiz Sérgio foi submetido pelo PT, que conspirava abertamente inclusive para indicar seu sucessor, o próprio ministro disse que a situação ficou insustentável e decidiu pedir demissão.

Em sua breve passagem pela pasta de Relações Institucionais, Luiz Sérgio não conseguiu fazer a interlocução do governo com os partidos e com a base aliada no Congresso, chegando a ser apelidado, ironicamente, de “garçom” –pois só anotava os pedidos.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Dilma elogia FHC em mensagem de aniversário a tucano

Renata Lo Prete e Letícia Sander, da Folha -

Em depoimento a ser divulgado num site comemorativo dos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff (PT) elogia o tucano por ser, “desde jovem”, “um democrata” e pela “importante contribuição” dada ao país.

A mensagem de Dilma é a mais vistosa das manifestações colhidas para o site a ser lançado nos próximos dias com depoimentos de personalidades do Brasil e do exterior –em texto, áudio e vídeo– sobre o ex-presidente, que ocupou o Palácio do Planalto de 1995 a 2002 e transmitiu o cargo a Lula, fiador da eleição de Dilma.

O texto de Dilma foi enviado aos organizadores do site há cerca de um mês, antes da crise que acabou por derrubar o ministro Antonio Palocci da Casa Civil.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Lula diz que Supremo reconheceu ‘acerto’ de sua decisão

Bernardo Mello Franco, da Folha -

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu o acerto de sua decisão ao manter Cesare Battisti no Brasil.

“Não vejo nenhuma razão para a Itália não tratar isso como uma questão da normalidade democrática e soberana do Brasil. O que eu fiz está exatamente no tratado que nós temos com a Itália. Portanto, eu acho que é normal algumas pessoas reclamarem e outras ficarem felizes, mas o Brasil não abriria mão da sua soberania. A Suprema Corte reconheceu o acerto da decisão do presidente da República”, disse ele ao se encontrar com o presidente eleito do Peru, Ollanta Humala.

A Itália convocou seu embaixador no Brasil após a decisão brasileira de não extraditar o ex-guerrilheiro de esquerda, informou o Ministério das Relações Exteriores da Itália.

Battisti foi condenado na Itália por quatro assassinatos. A decisão do STF de manter a orientação do ex-presidente de não extraditar o italiano fez aumentar as tensões nas relações entre Brasil e Itália, com várias autoridades italianas classificando a medida como uma “vergonhosa violação de acordos internacionais”.

A convocação foi decidida para aprofundar, junto a outras instâncias competentes, os aspectos técnico-jurídicos relativos à aplicação dos acordos bilaterais existentes, em vista das iniciativas e das ações a serem desenvolvidas no mérito dos tribunais internacionais.

Na quarta-feira, por 6 votos a 3, a Corte brasileira determinou expedição de alvará de soltura, e Battisti deixou o presídio da Papuda, em Brasília, onde esteve preso desde 2007.

Ontem, o italiano entrou no Ministério do Trabalho com pedido de visto de permanência no Brasil. Segundo a pasta, o caso será analisado pelos conselheiros do CNIg (Conselho Nacional de Imigração) na próxima reunião do órgão, marcada para o dia 22 de junho.

Battisti fez parte do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), grupo terrorista de extrema esquerda que atuou na Itália dos anos 70, os “anos de chumbo”. E foi condenado pela Justiça de seu país à prisão perpétua por participação em quatro assassinatos cometidos pelo grupo em que atuava.

Ele sempre negou a autoria dos crimes e disse que sofreu perseguição política. Seu argumento chegou a convencer o então ministro da Justiça brasileiro Tarso Genro, que concedeu a ele, no final de 2008, o status de refugiado político. Na ocasião, Tarso argumentou que existia “fundado temor de perseguição política” caso Battisti fosse enviado à Itália.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Livre, Battisti escolhe SP para nova trincheira

Fausto Macedo, do Estadão -

Cesare Battisti, livre das muralhas da Papuda, chegou a São Paulo às 6h50 da manhã gelada de quinta-feira. Da janela do voo TAM que o trouxe, contemplou o amanhecer carrancudo da metrópole, antes do pouso em Congonhas. Ocupava o assento 22 A.

Em seu primeiro dia de liberdade, depois de 4 anos e 2 meses prisioneiro de severa disputa diplomática, ele refletiu sobre o recomeço. Tomou algumas medidas. Aos 56 anos, sua nova trincheira será aqui, na maior cidade do País que lhe outorgou o asilo político. Sua causa, agora, é a literatura e com ela planeja retomar a vida. Sua arma, textos de ficção. “É o meu trabalho. Um romance sem história pode existir, mas não romance sem tema.”

Vem aí Ao pé do muro, pela Editora Martins Fontes, o último da trilogia que já teve Minha fuga sem fim e Ser bambu.

A obra do homem que a Itália acusa de quatro assassinatos nos anos 70 conta a vida de brasileiros que conheceu no cárcere da Polícia Federal. “Cada preso tem sua própria história, entendi o Brasil através de relatos dessa gente. Cada preso é uma janela do Brasil. É uma ficção biográfica. Sob o pretexto de denunciar situações sociais, adoto o gênero romance. É o tema que conta.”

Não acha prudente, neste momento, pronunciamentos pela mídia. Teme repercussões por todo o mundo, especialmente na sua Itália, onde querem recebê-lo com intolerância e algemas.

A defesa aconselha cautela. Tem regras a acatar. Qualquer palavra que disser, argumenta, poderá ser interpretada como provocação, acirrar a contenda. “Não quero que vejam como a celebração de um triunfo. É preciso respeitar as instituições e as famílias.”

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Petista comete gafe ao falar do trabalho de Luiz Sérgio no governo

Flávia Foreque, da Folha -

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), cometeu uma pequena gafe nesta sexta-feira ao ser questionado sobre a situação do ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais), que deve deixar ainda hoje o governo.

“O ministro é o Luiz Sérgio. ‘Fez’ um bom trabalho de articulação política e, para mim, é constrangedor ver meu nome circular numa situação em que sou líder do governo.”

Questionado sobre o tempo verbal usado, o parlamentar tentou corrigir dizendo: “Fez porque nós estamos hoje, e eu não posso dizer ele fará. Estou me referindo ao mês de fevereiro, março, abril. Julho, agosto, ele fará.”

Vaccarezza foi um dos nomes ventilados para substituir Luiz Sérgio, assim como o da ex-senadora e ministra da Pesca, Ideli Salvatti (PT-SC).

Os dois participaram na manhã de hoje da cerimônia de comemoração do 146º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo –data magna da Marinha– e de imposição das
condecorações da Ordem do Mérito Naval, com a presença da presidente Dilma Rousseff.

O líder ainda minimizou as disputas internas no PT para a vaga de Luiz Sérgio. “O PT não fritou nenhum ministro, é uma injustiça com o PT.”

Com a substituição de Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann em uma Casa Civil menos política e mais gestora, como quer Dilma, grupos do PT passaram a fazer forte pressão pela troca do petista Luiz Sérgio.

A crise que levou à saída de Palocci teve início no dia 15 de maio, após a Folha revelar que o ministro multiplicou seu patrimônio por 20 entre 2006 e 2010.

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Sem foro privilegiado, Palocci é exposto à 1ª instância

Agência Estado -

Antonio Palocci, sem foro privilegiado, agora pode ser fustigado por qualquer promotor de Justiça ou procurador da República no âmbito criminal da primeira instância do Judiciário. Na avaliação de juristas e magistrados, ao deixar a cadeira de ministro da Casa Civil ele trocou hipotética segurança que desfrutava perante o Supremo Tribunal Federal – corte que detém competência para processar ministros e parlamentares – por uma situação de vulnerabilidade. Sem direito a tratamento especial, fica com o flanco aberto.

“Não há mais impedimento legal para Palocci ser investigado ou processado no primeiro grau”, anota o advogado Luiz Flávio Gomes, ex-juiz criminal. “Se houver procedimento contra ele no STF desce imediatamente para o local da infração.”

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Itália pretende levar caso Battisti à Corte de Haia

Agência Estado -

O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, expressou hoje o “grande desgosto” da Itália pela negativa do Brasil de extraditar o ex-ativista Cesare Battisti, uma decisão que Roma pretende levar à Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também decretou a imediata libertação de Battisti, que estava no presídio da Papuda, em Brasília, “não leva em consideração a expectativa legítima de que se faça justiça, em particular para as famílias das vítimas de Battisti”, lamentou Berlusconi, em comunicado oficial.

“A Itália recorrerá às instâncias judiciais que forem necessárias para garantir o respeito aos acordos internacionais que aproxima os dois países, unidos por vínculos históricos de amizade e solidariedade”, acrescentou o premiê. O chefe da Diplomacia italiana, Franco Frattini, também expressou seu “profundo desgosto” após a decisão brasileira, e anunciou que a Itália “utilizará todos os mecanismos da esfera jurídica para reverter essa decisão”.

O objetivo de Roma é “conseguir a revisão de uma decisão que não consideramos coerente com os princípios gerais do direito e das obrigações previstas no Direito internacional”, frisou Frattini. Battisti estava preso no Brasil desde março de 2007 a pedido da Itália, cuja Justiça o condenou à prisão perpétua por quatro homicídios, os quais ele nega.

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Decisão do Conselho de Ética sobre Jaqueline Roriz será contestada

Ricardo Taffner e Lilian Tahan, do Correio -

A cassação de Jaqueline Roriz (PMN-DF) terá de passar pelo crivo dos 513 deputados federais em sessão plenária. A decisão final, no entanto, pode demorar mais tempo do que o previsto. Os advogados da parlamentar ingressarão com recurso na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara contra a votação de ontem. Enquanto o órgão não der a palavra final sobre a contestação de Jaqueline, o caso fica congelado e o plenário não poderá apreciar a recomendação do Conselho de Ética. A defesa alegará ilegalidade na condução de julgamento de ato cometido antes do mandato parlamentar. Além disso, será questionada a objeção do presidente do conselho, José Carlos Araújo (PDT-BA), em conceder pedido de vista aos deputados peemedebistas Wladimir Costa (PA) e Mauro Lopes (MG).

Os dois membros do PMDB fazem, há um mês, a defesa ostensiva de Jaqueline Roriz. Antes da sessão de ontem, outros membros do conselho consideravam como certo que a dupla pediria vista do processo a fim de protelar o julgamento por mais uma semana. Mas os dois foram inábeis e deixaram passar o prazo permitido para apresentar o requerimento. De acordo com entendimento da assessoria jurídica do colegiado, o pedido só pode ser feito enquanto perdurar a fase de discussão. No entanto, houve divergência na interpretação das regras entre o presidente e os defensores de Jaqueline.

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) é suplente do conselho e, por isso, não tem direito a voto. Mas ele não se fez de rogado da condição e protagonizou as principais cenas de tumulto na sessão. Apesar de se dizer favorável à cassação, a postura do petebista sinalizou o contrário. Falante e polêmico, ele partiu em sustentação à causa dos peemedebistas, desafiou o presidente e leu trechos do regimento nos quais não há nenhuma referência à definição de prazos para pedido de vista. “Quais normas o senhor vai usar, as gerais ou as do conselho?”, provocou, antes de se sentar no lugar destinado à defesa de Jaqueline.

Mas a reclamação não prosperou. José Carlos Araújo chamou para si a responsabilidade de conduzir a sessão e determinou o início da votação sem acolher o pleito dos deputados do PMDB. “Vou recorrer ao presidente (da Câmara) Marco Maia (PT-RS), e colocar que vossa excelência está desrespeitando as minhas prerrogativas”, disse Wladimir Costa. “O regimento da Casa é claro quando diz que, nas dúvidas ou nas omissões, o presidente é quem deve decidir”, afirmou Araújo.

Na opinião de Eduardo Alckmin, advogado de Jaqueline, o presidente deveria ter concedido o pedido de vista. “Houve ilegalidade nesse ponto e descumprimento do regimento interno”, avalia. A questão será adicionada ao principal argumento da defesa durante todo o rito processual: “Eu insisto nisso. A lição do Supremo Tribunal Federal é de que o fato tem de ser contemporâneo ao mandato”. O conselho tem até o dia 14 para apresentar projeto de resolução com o pedido de cassação da parlamentar. Depois disso, a defesa terá cinco dias úteis para apresentar recurso à CCJ. A comissão terá o mesmo prazo para emitir parecer sobre os vícios apontados. Enquanto isso, a apreciação em plenário é suspensa. Se houver objeção quanto à sessão de ontem, o colegiado poderá ter de fazer nova votação.

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Nova ministra da Casa Civil também deu consultoria empresarial

Leandro Colon e Evandro Fadel, do Estadão -

Assim como outros colegas de Esplanada e seu antecessor Antonio Palocci, a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, também atuou no ramo de consultoria nos últimos anos. Entre 2007 e 2009, ela foi dona de 90% da GF Consultoria e Assessoria Empresarial Ltda em sociedade com sua irmã, Francis Mari. A sede da empresa virou, até mesmo, escritório político da campanha de Gleisi à prefeitura de Curitiba em 2008, quando ela ficou em segundo lugar.

A GF foi aberta no dia 1.º de junho de 2007, segundo dados da Junta Comercial do Paraná. A nova ministra da Casa Civil ficou com 90% das cotas da sociedade e como “administradora” dos negócios da empresa perante órgãos públicos, instituições financeiras e entidades privadas.

Segundo os registros da Junta Comercial, a GF foi criada para atuar no ramo de “assessoria, consultoria, orientação e assistência operacional para a gestão do negócio e apresentação de palestras prestados a empresas e a outras organizações”.

A empresa foi aberta um ano depois de Gleisi deixar a diretoria financeira de Itaipu Binacional, período em que se aproximou de Dilma Rousseff, então ministra de Minas e Energia. Na direção de Itaipu, comandou um orçamento anual de US$ 3 bilhões. Partiu da equipe dela a criação do sistema de gestão integrada com o Paraguai. Ela deixou o cargo para disputar, sem sucesso, o Senado em 2006.

Prestação de contas
Apesar da existência da consultoria entre 2007 e 2009, a empresa não aparece na declaração de bens de Gleisi enviada à Justiça Eleitoral em 2008, quando ela foi candidata à prefeitura de Curitiba. Procurada pelo Estado, a ministra informou, por meio de sua assessoria, que abriu empresa para prestar assessoria em gestão empresarial. Alegou que não a declarou à Justiça Eleitoral em 2008 porque seus rendimentos começaram apenas a partir daquele ano.

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Justiça reduz salário de senador da Paraíba

Jean-Philip Struck, da Folha -

O senador Cícero de Lucena Filho (PSDB-PB), 53, teve o salário reduzido em cerca de R$ 18 mil por decisão da Justiça.

O tucano recebia cerca de R$ 45 mil por mês, acumulando o salário de R$ 26.723 do Senado e uma pensão de R$ 18.371 concedida aos ex-governadores da Paraíba.

Agora, de acordo com a decisão da Justiça Federal na Paraíba, o senador só receberá do Senado a diferença entre sua aposentadoria e o teto constitucional, que estabelece um pagamento máximo de R$ 26.723,13. Assim, o Senado passará a pagar por mês, ao tucano, R$ 8.351,69.

A decisão atendeu a um pedido de liminar do Ministério Público Federal, que abriu uma ação contra Lucena e outros três ex-governadores por acúmulo de aposentadorias com o salário de congressista.

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Dilma já acertou demissão com Palocci

Natuza Nery, Catia Seabra e Valdo Cruz, da Folha -

A presidente Dilma e o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, chegaram a acertar ontem os termos de uma carta de demissão do ministro, mas a decisão final depende do impacto do arquivamento do pedido de abertura de investigação na Procuradoria-Geral da República.

Com isso, Palocci ganhou uma sobrevida no cargo, embora interlocutores da presidente avaliem como mais provável a saída do ministro.

Enquanto Dilma discutia o futuro político de seu principal colaborador, a Comissão de Ética Pública da Presidência decidia pedir ao ministro a lista de todos os clientes de sua consultoria, a Projeto.

A pedido do governo, a Comissão de Ética Pública não tornou público o pedido de informações a Palocci. Segundo a Folha apurou, a comissão solicitará isso num documento reservado.

Mas Palocci se recusa a divulgar o nome de seus clientes, alegando cláusula de confidencialidade.

O pedido de demissão do ministro foi discutido, na manhã de ontem, numa reunião entre os dois. Palocci disse que era melhor deixar o governo. Dilma ficou de analisar e dar uma resposta.

Ontem à noite, porém, ao ser informada da decisão do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, Dilma comemorou e, segundo assessores, considerou uma importante vitória. A partir dali, a presidente passou a refletir sobre sua decisão, que ficou de tomar hoje.

Palocci, por sua vez, disparou telefonemas para aliados agradecendo ao apoio e considerando como encerrada a crise política.

Além de petistas, a quem pediu união para enfrentar a oposição, Palocci entrou em contato com peemedebistas, como o vice-presidente, Michel Temer, e o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). O gesto de procurar líderes políticos foi visto como tentativa de se manter no cargo.

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Presidente da Câmara vai anular convocação de Palocci

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Denise Madueño e Eugênia Lopes, do Estadão -

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), deverá anular a votação da convocação do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, aprovada na quarta-feira, 1º, na Comissão de Agricultura da Casa. Os líderes da base estão convictos de que, após analisar as imagens e fazer uma espécie de “sindicância” sobre a reunião, Maia vai invalidar a convocação e determinar a realização de nova votação – a ideia é que isso ocorra na quarta-feira.

Para anular a convocação de Palocci, o presidente da Câmara está trabalhando em duas linhas. Ele está levando em consideração o fato de o presidente da Comissão, Lira Maia (DEM-PA), ter ensaiado um recuo momentos depois de ter proclamado o resultado. Lira chegou a propor uma nova votação, mas foi impedido pelo líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA). Outro argumento se baseia na questão de ordem pedindo a anulação da votação, assinada por 30 dos 40 integrantes da Comissão de Agricultura. “É público e notório que a maioria dos deputados não aprovou o requerimento”, afirmou Maia.

Diante da provável anulação da votação, os partidos de oposição se preparam para recorrer da decisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Já avisamos que, se Marco Maia anular a convocação, iremos ao Supremo para garantir o respeito à Constituição, que estipula que apenas as comissões da Casa podem deliberar sobre a convocação de ministros”, afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR). É uma forma de “colonizar” o Supremo com a crise de Palocci e prorrogar o sangramento do ministro.

Na quarta, Maia decidiu suspender a votação que aprovou a convocação de Palocci. Os aliados ficaram divididos: parte defendeu a anulação imediata da convocação e outra ala achou melhor suspender a decisão até terça-feira, quando o petista dará a palavra final sobre a ida de Palocci à Casa. “Foi um absurdo o que ocorreu na Comissão de Agricultura. Estamos confiantes de que o resultado não vai prevalecer”, disse o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.

Além de tentar demonstrar que segue o regimento da Casa, Maia preferiu adiar a decisão por temer que o Supremo desse uma liminar favorável à oposição neste fim de semana. Os governistas sabem que a oposição vai recorrer ao Supremo. Por isso, o presidente da Câmara quer embasar bem sua decisão para evitar uma derrota futura na Justiça. A decisão de anular a convocação de Palocci está tomada e não será mudada, a não ser que apareça algum fato novo até terça-feira.

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Dilma falou mal de Palocci a interlocutores

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Rifado pelo PT, última cartada de Palocci será explicação pública

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PSDB teme custo eleitoral de fala de FHC sobre maconha

Danie

la Lima, da Folha -

O discurso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pela descriminalização da maconha tornou-se uma preocupação eleitoral para alguns dos principais nomes de seu partido, o PSDB.
A defesa da adoção de políticas alternativas para usuários de drogas ganhará mais destaque a partir de hoje com a estreia do documentário “Quebrando o Tabu”, que é estrelado por ele, nas maiores cidades do Brasil.

No filme, FHC conta experiências de países que adotaram medidas alternativas à punição dos usuários de drogas, ao lado de políticos como os ex-presidentes Bill Clinton (EUA) e Ernesto Zedillo (México).

A bandeira contraria opinião majoritária da cúpula do PSDB. O ex-governador José Serra foi o primeiro a externar a interlocutores sua preocupação com o tema.

Então candidato à Presidência, Serra disse, em sabatina da Folha, no ano passado, ser contra a descriminalização das drogas. “Não sou a favor. Para nenhuma delas.”

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, compartilha da opinião, mas relativiza o debate. “Embora minha posição seja contrária à legalização, entendo que o debate é positivo”, disse.

O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), também manifesta inquietação. “Preocupam-me determinadas circunstâncias dessa proposta. Mas acho que FHC tem autoridade política e moral para sustentar suas ideias.”

A ênfase às palavras “suas ideias” não é ocasional. O PSDB se empenhará para mostrar que a descriminalização é uma bandeira do ex-presidente, não do partido.

“Todo fato de repercussão pode influir no ânimo do eleitor. Mas ainda é cedo para mensurar se esse impacto será positivo ou negativo. Eu sou contra. Mas isso nunca foi discutido no partido”, afirmou o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).

Procurado via assessoria, o senador Aécio Neves (MG) não respondeu.

Em entrevista à coluna Mônica Bergamo no último domingo, FHC deu sinais de que conhece a contrariedade do partido. “Se você não tiver coragem de ficar sozinho, não é um líder”, disse.

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Netinho é acusado por quebra de decoro e pode ser cassado

Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli, do Estadão -

O relatório final do procedimento instaurado contra Netinho de Paula (PCdoB) na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo acusa o vereador de quebra de decoro parlamentar, crime no desempenho do mandato e abuso das prerrogativas do cargo. Netinho, que é pré-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2012, é investigado por supostamente ter utilizado notas frias para justificar seus gastos de gabinete – o caso foi revelado pelo Estado em abril de 2010. O vereador, que sempre negou as acusações, não foi localizado até às 13h desta quinta-feira, 2, para comentar o caso.

O relatório do processo deve ser lido nesta quinta-feira, na reunião da Corregedoria, marcada para as 17h. O documento pede que o caso seja examinado em plenário – a pena sugerida é a suspensão do mandato do vereador por 30 a 90 dias. O relator do caso é Antonio Carlos Rodrigues (PR), ex-presidente da Câmara por quatro anos e desafeto de Netinho desde as últimas eleições para a presidência da Casa – na ocasião, o comunista apoiou a candidatura vencedora de José Police Neto (sem partido).

Rodrigues negou qualquer revanchismo político no caso. “O caso já era investigado muito antes da disputa pela presidência tanto na Polícia Civil como no Ministério Público”, disse Rodrigues. O corregedor geral Marco Aurélio Cunha (sem partido) disse que o relatório deve ser submetido ao plenário. “Após lido o relatório, ele deverá ser submetido ao plenário para que ele se manifeste”, afirmou. Caso seja aprovado, uma representação será aberta na corregedoria e uma nova pena poderá ser definida – dependendo do resultado dos inquéritos na Promotoria e na Polícia, o vereador poderá ser alvo até de um pedido de cassação.

Netinho apresentou notas fiscais de empresas que só existiam no papel para justificar seus gastos com a verba mensal de gabinete (R$ 18,5 mil mensais).Uma das empresas a Mineral Comunicação, Imagem e Produção. Contratada pelo vereador, a empresa está registrada na Receita Federal em um endereço fictício – o número 78 da Rua Guaxumã, na zona leste.

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Lula e Dilma avisam que agora cabe a Palocci se defender

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Justiça absolve PM acusado de matar camelô com mais de 10 tiros

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População dá nota 4,55 à Justiça brasileira, mostra pesquisa

Fo

lha Online -

Um estudo divulgado nesta terça-feira pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostra que, de 0 a 10, a população dá nota 4,55 à Justiça brasileira.

O segmento do sistema de Justiça pior avaliado é a Polícia Civil –segundo o levantamento, em uma escala de 0 a 4, as pessoas ouvidas deram nota 1,81.

“O contato da população com as polícias civis é diário, próximo, o que afeta a percepção, mas o estudo levanta a questão sobre o inquérito policial. Será que ele não é muito burocrático e dificulta a ação da Justiça?”, questionou Fábio de Sá e Silva, técnico de planejamento e pesquisa e Chefe de Gabinete da Presidência do Ipea.

A melhor nota, 2,2, foi dada à Polícia Federal e à Promotoria. “Na teoria da opinião pública, existe a ideia de que a exposição midiática favorece uma avaliação positiva e talvez a cobertura das operações da PF tenha influenciado o resultado”, disse Silva.

Os juízes receberam nota 2,14, os defensores públicos 2,04 e os advogados, 1,96.

O estudo também questionou 1.750 pessoas sobre os tipos de problema que costumam resolver no sistema Judiciário. Os conflitos familiares e os episódios de crime e violência são os que mais motivam a busca pelo Judiciário. Previdência e relações de consumo e negócio são os menos resolvidos pelos caminhos oficiais.

“É fácil entender porque a população procura a Justiça para resolver crimes e episódios de violência. Elas precisam registrar os casos, fazer Boletins de Ocorrência, até para justificar casos em que, por exemplo, é preciso acionar o seguro do carro. O que não dá para entender é porque, num país com um sistema extenso de seguridade social, com um código de consumidor moderno e com o consumo crescente, as pessoas não busquem o litígio nos casos de Previdência e relações comerciais. Será que é falta de confiança na Justiça?”, questionou Silva.

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