Em 2016, clima seguiu contrariando milenarismo ambiental.

Se para a população em geral o ano de 2016 é para ser o mais rapidamente possível esquecido, para os milenaristas do clima, que vivem a apregoar o colapso ambiental do globo terrestre, os legados do ano fatídico não poderiam ser piores. O último relatório mensal da NOAA, a agência governamental norte-americana que monitora os oceanos e o clima, registrou em novembro de 2016 a quarta maior área coberta de gelo no  Hemisfério Norte em toda a história. O relatório completo pode ser acessado aqui. Usualmente, o NOAA é a Meca dos ambientalistas.

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A tarde linda de um inverno quente

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A foto aí em cima registra um momento que tem se repetido todas as tardes deste inverno quente. Com o ar seco e o céu limpo, o pôr-do-sol tem sido um espetáculo delirantemente bonito. A foto foi captada na ciclovia da Marginal do Pinheiros, rio transformado em um valão negro por onde escoa o esgoto a céu aberto produzido pelas zonas Sul e Oeste de São Paulo.

O cheiro é horrível, mas em cinco minutos o nariz sublima o fedor. E a despeito da poluição contida na lama que escorre pelo leito do Pinheiros, o líquido ainda se presta a refletir a luz solar, criando essa paisagem espetacular (num meio inodoro como a internet).

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As sacolinhas e a ética do lixo em SP

Não foi apenas a Braskem. Quatro outros fabricantes de embalagens plásticas também fizeram contribuições ao diretório do PT durante  campanha em que Fernando Haddad se elegeu prefeito de São Paulo. No total, as doações dessas empresas somaram R$ 437 mil. Além dessas empresas, apenas o Banco Safra integralizou doações à campanha paulistana por intermédio do diretório do Partido dos Trabalhadores.

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A contrapartida veio rápido. No dia 5 de janeiro a Prefeitura de São Paulo atendeu ao lobby dos fabricantes de embalagens plásticas ao regulamentar a chamada Lei das Sacolinhas. O decreto foi feito com o objetivo de permitir algo que a norma legal proibia expressamente — a distribuição de sacolinhas pelo comércio varejista.

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ONG da sacolinha “esconde” logo da Braskem

A ONG Greening, autora ideológica das chamadas “sacolinhas reutilizáveis” da gestão Haddd, escondeu em seu website o logo da Braskem, que até o mês passado estrelava sua galeria de ‘sponsors’. A mudança se seguiu à revelação de que essa ONG apresentou no dia 24 de novembro do ano passado, numa reunião na Secretaria de Serviços da Prefeitura, o layout das sacolinhas que a cidade só iria conhecer um mês e meio depois, quando o prefeito Fernando Haddad assinou o decreto que regulamentou a lei 13.374/11, de gestão Kassab.

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O lobby da Braskem e a lei das sacolinhas

A discussão sobre a lei que padronizou as sacolinhas distribuídas nos supermercados paulistanos já dura mais de dois meses . Desde o início, tenho sustentado que a PMSP aceitou de uma ONG patrocinada pela Braskem o projeto completo que redundou no design e na composição químicas das sacolinhas atuais.

A apresentação do lobby: negócio certeiro

A lei municipal 15.374/11 foi editada pelo então prefeito Gilberto Kassab há três anos e meio. Ela simplesmente proibia a distribuição de sacolinhas pelos supermercados. No fim do ano passado, a Justiça julgou a lei constitucional. A Prefeitura teve então que regulamentá-la para que passasse a vigorar. Nesse momento, surgiram os emissários da Braskem.

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Em busca do aquecimento XII – O fim do ambientalismo?

Passados já alguns dias do Rio +20, é hora de começar a fazer uma reflexão mais racional sobre o que está ocorrendo no plano da articulação do ambientalismo, movimento global que mescla preocupações ambientais com engajamento político.

É fato que nada se avançou naquilo que o movimento ambientalista considerava mais importante — a criação de ferramentas estruturais para enfrentar a hipótese científica sobre a qual este ideologicamente se assenta, a do aquecimento antrópico.

Nada do que se esperava aconteceu. As duas derrotas mais importantes se materializaram na decisão de não criar um fundo de US$ 30 bilhões para subsidiar a nova economia verde e na de legitimar o PNUMA, evitando a criação de uma agência nos moldes da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). Isso possibilitaria ao organismo intervir diretamente na soberania econômica das Nações abrigadas sob seu guarda-chuva.

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Aquecimento global terminou, dizem cientistas russos

De acordo com as previsões do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, o fenômeno de aquecimento global está chegando ao fim, o que resultará na queda de temperatura em todo o planeta ao longo dos próximos anos.
Aquecimento global está terminando, aponta estudo Foto: Flickr

Da Gazeta Russa, com informações da Agência TASS

“O processo de esfriamento global já começou”, disseram à agência ITAR-TASS os cientistas que trabalham na Estação de Pesquisa da cidade de Dolgoprúdni, nos arredores de Moscou, citando os resultados dos estudos realizados juntamente com seus colegas do Observatório Aerológico do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos.

Depois de um pico em 2005, a temperatura média da Terra diminuiu em 0,3 graus e voltou ao nível dos anos 1996 e 1997.

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Em busca do aquecimento XI – Aquela nuvem que passa lá cima… é meia Itaipu

Tempestade se arma sobre São Paulo: quantas Itaipus vai chover hoje ?

De 4 a 7 deste mês choveu 100 milímetros por metro quadrado em São Paulo. Trocando em miúdos, em cada metro quadrado de superfície da capital paulista choveu o suficiente para acumular uma coluna de água de 10 centímetros, o que equvale a 100 litros. É água pra burro, especialmente em um mês que normalmente tem baixa pluviosidade.

Para o objetivo deste post, pouco importa se a chuva caiu dentro ou fora de sua estação. O que eu quero é que você perceba as forças envolvidas no processo singelo de formação das nuvens.

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Em busca do aquecimento global X – O ambientalismo como negócio

Quarta reportagem da série “Uma dúvida conveniente”, a respeito das divergências científicas e políticas sobre a hipótese do aquecimento global antropogênico, explica como funciona o mercado de créditos de carbono.

Recusa ao chamado, por Marina Silva

Mesmo com a visão tolhida pela proximidade dos fatos, arrisco-me a dizer o que saiu 100% vitorioso dessa “Rio-20”. Foram as posições defendidas abertamente pelos negociadores dos EUA -e adotadas por Índia, China e Rússia-, de recusa a submeter seus interesses a decisões multilaterais -uma das melhores formas para encontrar saídas para a grave crise ambiental que ameaça o futuro do planeta.

A Europa, que durante 20 anos sustentou política e operacionalmente a tese da primazia do multilateralismo junto com um grupo de países, entre eles o Brasil, manteve esse discurso no Rio, mas, ao mesmo tempo, transferiu para a burocracia diplomática o papel de subtrair dele a imprescindível chancela da ação.

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Uma proposta do blog aos militantes verdes: boicotem o agronegócio

O espaço da CNA destruído pelo vandalismo-melancia: não seria melhor boicotar o arroz, feijão e bife ?

Os militantes de vários movimentos ambientalistas, somados a vândalos profissionais do MST e congêneres,  deram ontem uma demonstração de intolerância e falta de capacidade de conviver democraticamente com seus antagonistas. Depredaram o espaço em que os produtores rurais brasileiros expunham as conquistas ambientais dos últimos anos, que não são poucas.

A destruição do stand montado pela CNA e pelo SEBRAE foi uma espécie de retaliação raivosa e tardia às derrotas no campo político impostas pelo agronegócio aos militantes ambientalistas na reforma do Código Florestal. E também uma reiteração urbana das práticas adotadas no campo por movimentos que se estruturaram no passado para lutar pela reforma agrária.

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Em busca do aquecimento global IX – O nível do mar

O que está acontecendo com o nível dos oceanos ? Aumento rápido e mortal, segundo os aquecimentistas. Nada de anormal, de acordo com os céticos.

Fato: ele subiu, mas não nos últimos anos. Assim como tem subido e descido ao longo de toda a história do planeta Terra.

Assista à terceira reportagem feita por mim para o Jornal da Band. Veja o que está por trás dessa polêmica.

 

ONGs querem tirar nome do documento oficial

Organizações não-governamentais (ONGs), descontentes com o resultados da Rio+20 até agora, querem que a expressão “com plena participação da sociedade civil” seja removida do parágrafo introdutório do documento-base da conferência, aprovado na terça-feira, 19, por diplomatas. “As ONGs não apoiam esse texto de maneira nenhuma”, disse Wael Hmaidan, da Climate Action Network International, que discursou em nome do chamado Major Group de organizações sociais na abertura da sessão de alto nível da conferência.
O documento aprovado, intitulado O Futuro que Queremos, está “totalmente fora de contato com a realidade”, segundo ele. “Exigimos que as palavras ‘com plena participação da sociedade civil’ sejam removidas do texto”, disse Hmaidan, para uma audiência que incluía vários ministros, presidentes e outros chefes de Estado. Uma petição online, até agora assinada por mais de 35 ONGs (incluindo duas brasileiras: Vitae Civilis e Idec), critica o processo de negociação da ONU e pede mais participação da sociedade civil nas decisões.
“Queremos que os governos forneçam ao povo sua legítima agenda e a realização dos seus direitos, da democracia e da sustentabilidade, bem como o respeito pela transparência, responsabilidade e que honrem as promessas e progressos feitos até hoje. Infelizmente, o tempo está se esgotando. Um acordo apressado e ineficiente não será aceitável para nós, nem representará o futuro que todos queremos”, diz a petição, que pode ser acessada no site http://www.ipetitions.com/petition/the-future-we-dont-want.
A frase que as ONGs querem alterar é o primeiro parágrafo do documento que descreverá os resultados da Rio+20, se aprovado formalmente pelos chefes de Estado ao final da conferência, na sexta-feira. Ele diz: “Nós, chefes de Estado e de Governos e representantes de alto escalão, tendo nos reunido no Rio de Janeiro, Brasil, de 20 a 22 de junho de 2012, com plena participação da sociedade civil, renovamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e com assegurar a promoção de um futuro economicamente, socialmente e ambientalmente sustentável para o nosso planeta e para as gerações presentes e futuras” (tradução livre).
Aron Belinky, coordenador de processos internacionais da ONG Vitae Civilis, que acompanha as negociações da Rio+20 desde o início, concorda com a posição de Hmaidan. “A sociedade teve alguma participação, mas muito longe do necessário, no sentido de trazer as expectativas da sociedade para dentro das discussões da ONU”, disse ele ao Estado. “Basta ver a distância enorme que existe entre as demandas da Cúpula dos Povos e o que está escrito no documento final. Basta ver que a última rodada de negociações ocorreu a portas fechadas”, completou Belinky.
Normalmente, observadores credenciados da sociedade civil podem entrar nas salas de negociação – que são fechadas, inclusive, para a imprensa. Mas isso não ocorreu na etapa final de negociação, coordenada pelo Brasil, que ocorreu em caráter “informal”, após o encerramento das negociações formais. “Dizer que a sociedade teve participação plena na formulação do documento é uma mentira”, afirma Belinky.
Procurado pelo Estado, o Ministério de Relações Exteriores avaliou que, apesar da manifestação de descontentamento com o resultado final da conferência, é difícil negar que a sociedade civil tenha participado nas negociações da declaração final da Rio+20. O Itamaraty, por meio do porta-voz, reiterou que houve um esforço dos negociadores de abrir espaço à participação da sociedade civil, desde as consultas públicas.

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Milenarismo verde: Temperatura na Amazônia pode subir 6ºC

Se eu fosse você, guardaria essa notícia para conferir no futuro. A previsão do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas fixa um prazo para o caos ambiental previsto para a Amazônia. Até agora, os climatologistas erraram todas. Alguns, mais sérios, já fizeram inclusive autocríticas sobre as previsões que embasam o novo milenarismo verde. Para o editor deste blog, esse alerta tem o mesmo valor das previsões das ciganas, tarólogas e cartomantes.

Leia aqui o contraponto do Professor Luiz Molion, que prediz justamente o contrário.

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CNA propõe APPs para o mundo todo. É justo.

O chamado Terceiro Mundo tem sido chamado a pagar a conta salgada deixada pelo eriquecimento dos países do Hemifério Norte: engessados pela necessidade (questionável) de reduzir as emissões globais de CO2, ficaríamos todos sujeitos a limitações no crescimento da economia, na produção de riquezas e na satisfação do consumo ampliado pelo emergir das novas classes C e D. Aos brasileiros, especialmente aos produtores rurais, caberia quitar um passivo ambiental que se acumula desde o descobrimento.

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Riquezinha, a musa da Rio +20

Das milhares de mulheres que protestaram e defenderam suas bandeiras nos primeiros cinco dias da Cúpula dos Povos, uma em especial angariou a atenção do público. Estudante de história na Universidade Federal de Alagoas, a cearense Brígida de Souza, mais conhecida como Riquezinha — um apelido que não lhe agrada muito — se tornou, sem querer, a musa do evento. A nomeação involuntária ao posto aconteceu depois de a moça de 22 anos, homossexual assumida, ter sido flagrada desfilando com os seios à mostra durante a Marcha das Mulheres, manifestação que fechou as ruas do Centro da cidade na última segunda-feira.
Brígida faz parte do Tambores de Safo (em homenagem à poetisa grega) e divide seu tempo entre os livros de faculdade e a luta feminista em prol das lésbicas e das mulheres negras. Surpresa com a repercussão do topless, a estudante preferiu andar nesta terça-feira pelo Aterro do Flamengo, onde o evento acontece, com os cabelos presos por uma boina e com óculos escuros:
— Algumas pessoas vieram falar comigo, mas não levei cantada nem dei autógrafo — brinca — De qualquer forma achei positivo o resultado porque chamou atenção para a causa feminista. Na verdade, não programamos tirar a blusa. Estava fazendo muito calor e um homem que estava do nosso lado tirou a camiseta. Me perguntei: por que ele pode e eu não posso? Por que sou mulher? — questiona ela.
O envolvimento com a causa pelo direito das mulheres começou quando Brígida ainda era criança. Na época, sua mãe, vítima de violência doméstica, se aliou ao Fórum Cearense de Mulheres e levou o movimento feminista para dentro de casa. No ano passado, ela viu uma apresentação do Tambores de Safo em Brasília e se encantou.
— Tocamos tambores em eventos com cunho político. Temos um espetáculo onde tiramos a blusa ao som da música “Carne”, da Elza Soares. Isso é natural para mim, porque faz parte do personagem. É sensual porque a mulher é assim, mas não é erótico, nem vulgar. Minha autoestima se alimenta não porque eu tenho um corpo bonito, ela se alimenta do orgulho de ser mulher — defende.
Matriculada no primeiro semestre da faculdade, Brígida ainda não faz planos para o futuro.
— Estamos aqui para ensinar e aprender todos os dias. Se daqui a 50 anos ainda estiver aprendendo e ensinando está ótimo — filosofa a moça.

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Em busca do Aquecimento global VIII – Queimadas na Amazônia e o clima global

“Deve-se acabar com o desmatamento,  não pelo CO2 que as queimadas injetam na atmosfera, pois o CO2 não é um gás poluente ou tóxico, não controla a temperatura global e não pode provocar mudanças climáticas. Mas, sim, pela perda de biodiversidade dessa floresta e pelo impacto que o desmatamento causa ao meio ambiente local, em particular a erosão dos solos e o assoreamento dos rios, mudando a qualidade da água e da vida aquática.”

Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD

 A radiação solar atravessa as camadas da atmosfera e boa parte dela é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Esta, por sua vez, emite radiação infravermelha (IV) que é absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), e re-emitida em direção à superfície. Essa é a definição do efeito-estufa e seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que o das camadas superiores da atmosfera. Assim sendo, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação IV emitida pela superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa, que é o argumento fundamental do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (sigla em Inglês: IPCC) para justificar que foram as emissões de carbono, procedentes da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, responsáveis pelo aquecimento global observado nos últimos 50 anos.  Essa afirmação é questionável !

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O futuro que teremos

Fernando Rodrigues

Há um tremendo clima de conformismo nos corredores do Riocentro em relação ao teor do documento final da Rio+20. Nunca esperou-se muita coisa. A profecia se autocumpriu.

O texto saiu fraco. Comedido. Passará a partir de hoje pelo crivo de chefes de Estado e de governo presentes à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Os diplomatas brasileiros no comando do processo de redação ficaram aliviados só pelo fato de conseguirem concluir o documento. Comemoraram. Até ontem de manhã, havia risco de nem haver uma declaração final.

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Em busca do aquecimento VII – Os céticos

Eles têm duas coisas notáveis: a segurança com que argumentam e o couro grosso.

Couro grosso de tanto levar porrada nos meios acadêmicos, onde são estigmatizados como agentes da indústria do petróleo ou membros da Opus Dei. “Ouvir o que eles pregam é como negar o evolucionismo.

Eles são mórmons”, diz um renomado cientista respeitabilíssimo. “O papel deles é o mesmo dos pesquisadores contratados pela indústria do tabaco para provar que cigarro não dá câncer”, diz outro.

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Em busca do aquecimento global VI – Uma dúvida conveniente: fim do mundo ou um novo milenarismo ?

Reproduzo aqui a reportagem que abre a série sobre o aquecimento global que o Jornal da Band exibe esta semana. Eu mesmo a produzi. É um convite à reflexão sobre o que está efetivamente acontecendo com o planeta. De um lado, o alarme disparado por cientistas que acreditam que o aumeto da concentração de CO2 provocado pelo homem na atmosfera vai desencadear uma série de eventos climáticos adversos, que podem ameaçar a sobrevivência humana no planeta. De outro, os céticos, que refutam o principal axioma da hipótese do aquecimento antrópico: o efeito estufa.

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Em busca do aquecimento global V – Limite: Dois Graus

Escrito pelo Professor Luiz Carlos Baldicero Molion, ICAT/UFAL, Maceió, Alagoas

 “Temos que controlar as emissões de carbono para manter a temperatura do planeta abaixo de 2°C”, é a voz corrente, frase dita por muitos políticos e por muita gente, até cientistas ambientais, preocupada com o aquecimento global, que não sabe de onde tal frase surgiu.  Sob o ponto de vista da Física do Clima, essa afirmação é absolutamente ridícula! Usando modelos de clima, o IPCC criou uma fórmula com base no “ajuste” (“fitting”) à curva de crescimento da concentração de gás carbônico (CO2 ). A fórmula é

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Em busca do aquecimento III – Cadê a água que estava aqui no mar ?

A geleira de Itu: Parque do Varvito, que mostra camadas sobrepostas no fundo de um lago há 280 milhões de anos

Continuo em busca de elementos que me façam crer que o homem, com a sujeira que tem feito na atmosfera do planeta, está provocando o aquecimento rápido do globo terrestre. Encontrei muita gente adepta de um ou outro lado do problema, mas ainda não consegui formar uma opinião a respeito do assunto.

Ou seja: continuo angustiado com as duas hipóteses que o maniqueísmo ambiental nos brinda: uma, a perspectiva de que o mundo vai dar um coice climático nos humanos com a alteração severa e rápida do regime de chuvas, temperatura e nível do mar; outra, a de que todas essas previsões catastróficas não passam de um engodo que nos forçam a engolir.

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Em busca do aquecimento global II – O mar virou sertão

O que estavam fazendo os bisavós dos tataravós dos seus tataravós seis mil anos atrás ? Se você tem ascendência dos primeiros povos que habitaram o continente, provavelmente eles deveriam estar comendo ostras e mariscos em algum lugar do litoral brasileiro.

A água fértil e a comida farta fizeram com que muitas gerações dos nossos antepassados fixassem suas malocas próximo de praias como as do litoral sul do estado de São Paulo quase ao mesmo tempo em que os povos nômades do deserto africano deitavam as primeiras sementes nas terras ricas do Crescente Fértil.

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Cadê o aquecimento global ?

Uma  densa neblina tomou conta de São Paulo agora à noite. A visibilidade não chegava a 20 metros. A foto aí  em cima é o que vejo da  varanda do meu apartamento.

Choveu 112 milímetros em três dias, a média esperada para todo o mês de junho. Cento e doze litros de água por metro quadrado. Faz frio há uma semana. À exceção da lua cheia, quase não houve aquelas noites claras do outono. A meteorologia diz que hoje o tempo deve mudar.

Aos poucos, São Paulo volta a ser a Terra da Garoa que eu conheci quando cheguei aqui, no fim dos anos 70.

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Reflexões sobre o efeito-estufa

Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD

O fenômeno do efeito-estufa, como descrito nos livros de Meteorologia, é questionável e desafia as leis da Termodinâmica! Esse fenômeno não está descrito nos livros de Física. A versão clássica o compara com o que ocorre nas casas de vegetação (estufa de plantas = greenhouse), nas quais a radiação solar atravessa os painéis de vidro e aquece o chão e o ar interno. A radiação infravermelha térmica (IV), emitida dentro da casa de vegetação, não consegue passar pelo vidro, que a absorve por ser opaco a ela (vidro absorve comprimentos de onda superiores a 2,8 µm) e a impede de escapar para o ambiente exterior à casa de vegetação. Esse seria o fenômeno responsável pelo aumento de sua temperatura. Em princípio, ocorreria a mesma coisa na atmosfera terrestre. A radiação solar incide sobre a atmosfera, parte dela (30%) é refletida de volta para o espaço exterior por nuvens, moléculas do ar e pela própria superfície terrestre, porém boa parte atravessa a atmosfera e é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Aquecida, a superfície emite radiação IV que, por sua vez, seria absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), que atuariam de forma semelhante ao vidro. Os GEE emitiriam a radiação IV absorvida em todas as direções, inclusive de volta à superfície. Essa seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que as camadas superiores da atmosfera. Em princípio, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação pela atmosfera e emissão para a superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa.

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Projeto aprovado é uma ficção jurídica inaplicável

JOÃO PAULO R. CAPOBIANCO

O novo Código Florestal é uma ficção jurídica inaplicável que, se não for corrigido pelo veto, provocará uma enxurrada de ações na Justiça. Na sanha de obter vantagens sonhadas há décadas pelos mais atrasados coronéis, os parlamentares descaracterizaram o texto do Senado, que já era muito ruim.

O resultado dessa operação ensandecida não foi apenas a retirada da proteção das áreas mais sensíveis de nosso ambiente natural, como os manguezais, várzeas, veredas, áreas úmidas, encostas e topos de morros. Nessa lambança, retiraram tantos dispositivos que deixaram um enorme vácuo sobre o que pode e não pode ser feito.

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Planalto diz que vetará ‘anistia’ para desmatador

Um dia após ser derrotado na votação do Código Florestal pela Câmara, o governo Dilma avisou ontem que haverá vetos, principalmente dos trechos que signifiquem “anistia” a desmatadores.

A extensão dos vetos, porém, ainda não está definida. Assessores do governo disseram que pesarão dois objetivos na decisão da presidente: evitar desgastes diante da proximidade da conferência ambiental Rio+20, no mês de junho, e não gerar atritos com a bancada ruralista.

“Aquilo que representar anistia não terá respaldo do governo. Qualquer questão que signifique anistia tem grandes chances de sofrer o veto”, afirmou Ideli Salvatti (Relações Institucionais).

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Câmara derrota Dilma e aprova fragilização de regras ambientais

CLAUDIO ANGELO e MÁRCIO FALCÃO

O plenário da Câmara dos Deputados impôs ontem uma nova derrota ao governo ao aprovar, por 274 votos a 184, o texto do deputado Paulo Piau (PMDB-MG) que reforma o Código Florestal Brasileiro.

O projeto atende à bancada ruralista, mas a discussão ainda não se encerrou.

Já esperando a derrota, o governo havia mobilizado senadores aliados para que apresentem novo projeto para disciplinar o tema.

Isso será necessário porque a expectativa é que a presidente Dilma Rousseff vete boa parte do texto da Câmara, em particular os dispositivos que cedem demais ao agronegócio e reduzem a proteção às águas brasileiras.

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O que esperar da Rio + 20 — e também o que não esperar

Entre do dias 20 e 22 de junho o Rio de Janeiro vai sediar a Rio + 20. A cúpula tem sido anunciada como uma espécie de reedição da Rio 92 — esta sim uma conferência que teve importância capital para o Brasil e o planeta. Mas dificilmente terá o brilho do evento de vinte anos atrás.

Há duas décadas, quando houve a cúpula do Rio, o mundo era outro. Os telefones celulares ainda eram um equipamento incipiente. A internet dava os primeiros passos no caminho de sua popularização. Os debates globais eram orientados pela lógica da globalização e embalados pela ideologia do Estado mínimo.

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Ambientalistas criticam “retrocessos” do governo Dilma

Ambientalistas de treze entidades distintas se reuniram nesta terça-feira para analisar criticamente as políticas adotadas durante o primeiro ano do governo Dilma Rousseff. Os problemas apontados vão desde a redução do poder de fiscalização do IBAMA, passam pela redução da área de reservas ambientais e chegam à lentidão de investimentos em saneamento básico. Reproduzo, abaixo, a íntegra do documento assinado por essas entidades.

O primeiro ano do governo da Presidente Dilma Rousseff foi marcado pelo maior retrocesso da agenda socioambiental desde o final da ditadura militar, invertendo uma tendência de aprimoramento da agenda de desenvolvimento sustentável que vinha sendo implementado ao longo de todos os governos desde 1988, cujo ápice foi a queda do ritmo de desmatamento na Amazônia no Governo Lula. Os avanços acumulados nas duas últimas décadas permitiram que o Brasil fosse o primeiro país em desenvolvimento a apresentar metas de redução de emissão de carbono e contribuíram decisivamente para nos colocar numa situação de liderança internacional no plano socioambiental.

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