Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the category “Desastres naturais”

Dona da central de Fukushima não monitorou doses de radiação a que trabalhadores foram expostos

A TEPCO, empresa de eletricidade à qual pertencem os reatores danificados pelo tsunami na central nuclear de Fukushima, no Japão, não fez o controle individual dos níveis de radiação a que estiveram expostos os técnicos da companhia. O anúncio foi feito pelo governo japonês e divulgado agora há pouco pela rede de televisão NHK.

A conduta fere os regulamentos do país, que obrigam as empresas a monitorar exposição à radioatividade de cada um dos trabalhadores em áreas de risco, individualmente. Apenas os líderes das equipes que tentam conter o derretimento dos núcleos danificados estão utilizando o aparelho.

A TEPCO justificou o injustificável com a alegação de que o terremoto destruiu boa parte dos equipamentos.

A energia nuclear é mesmo perigosa ?

O acidente nuclear de Fukushima, consequência do terremoto e do tsunami que atingiram a costa leste do Japão, reacendeu a discussão sobre os riscos representados pela utilização de isótopos radioativos como combustível para a geração de energia elétrica. Governos de países europeus se anteciparam em anunciar o fechamento de usinas mais antigas e os ambientalistas, que nos últimos anos transitaram da rejeição absoluta à aceitação entusiasmada da energia termonuclear, voltaram a rever posições.

Em meio à comoção e à sensação de impotência diante dos reatores que soltam nuvens de fumaça radioativa, parece ter-se consolidado a certeza (leiga) de que essa forma de energia precisa ser banida do planeta. O que ninguém fez, até o momento, foi contextualizar o sentido da ameaça.

Diante da catástrofe japonesa, o Brasil aparece novamente como referência em geração de energia limpa, com 80% de sua matriz assentada sobre grandes hidrelétricas, o que o tornaria praticamente imune a tragédias como as que maracaram Cherbonil e Three Miles Island. Mas será que isso é verdade ?

Imagine o que teria acontecido se o epicentro de um terremoto de 9 graus Richter estivesse localizado em Araguari, no Triângulo Mineiro.  A região, como se sabe, concentra a maior parte das hidrelétricas brasileiras. São quinze barragens somente na Bacia do Rio Paranaíba. Os rios Grande e Paranaíba, com seu potencial hídrico totalmente aproveitado, são verdadeiras escadas de usinas geradoras. Ambos se fundem no rio Paraná, outra enorme escada de hidrolétricas. O último degrau é gigantersco: o Lago de Itaipú, a segunda maior hidrelétrica do planeta.

Voltemos ao terremoto mineiro. Com um sismo da mesma magnitude do terremoto no Japão, é provável que as barragens dessas represas não resistissem. Bastaria o rompimenjto de uma delss para criar um “tsunami fluvial” de consequências imprevisíveis. A onda que se seguiria varreria os diques à jusante, num monstruoso efeito dominó.

O pior aconteceria quando o tsunami fluvial chegasse aos diques de Itaipu. O lago da hidrtelétrica tem quasw 1,5 mil quilômetros quadrados de espelho d’água. A barragem principal tem a altura de um prédio de 65 andares.

O rompimento dos diques de Itaipu geraria uma onda tão devastadora quanto o tsunami que destruiu Sendai e outras cidades japoneses. Duas capitais sucumbiriam integralmente a ela — Buenos Aires e Montevideo, metrópoles que concentram praticamente metade da população do Uruguai e da Argentina. São aproximadamente 20 milhões de pessoas somente nessas duas cidades.

Os consensos que se formam a partir de Fukushima — e as evocações do temor provocado pelos demais acidentes — criam terreno fértil para o renascimento de um debate estéril sobre o uso da energia nuclear e desatam um pavor histérico, produto do milenarismo segundo o qual uma hecatombe nuclear fará cessar a vida humana na Terra.E o mais interessante é que a maior parte das pessoas sequer sabe diferenciar radioatividade (ondas de radiação) de material radioativo (matéria composta por isótopos radioativos).

A radiação é como as ondas de luz. Produz efeitos apenas no momento em que algo ou alguém é exposto a ela. Não é preciso ir longe para se perceber que o material radioativo é que representa um grande perigo para a humanidade. Basta lembrar do que aconteceu em Goiânia, em 1987, quando o roubo de um equipamento de radiologia abandonado em uma clínica pôs o mundo em alerta. Não foi necessário uma pane num grande reator para dar causa ao maior acidente radiológico do planeta. Bastaram 17 gramas de césio-137.

Os ambientalistas tendem a supertestimar a possibilidade de ocorrência de erros operacionais que poderia provocar um colapso nas centrais termonucleares. Erros de operação e a ocorrência de fatores políticos não apenas determinaram, mas também ajudaram a amplificar as consequências dos dois maiores desastres do tipo.

No primeiro, ocorrido em setembro de 1979, gases radioativos foram liberados para atmosfera quando a usina de Three Miles Island, nos EUA, sofreu uma pane no sistema de geração de vapor. Sete anos dpeois, em 1986, uma experiência mal-sucedida em Chernobil produziu a pior catástrofe da história. Os técnicos da usina tentavam saber se a inércia das turbinas seria capaz de gerar energia suficiente para alimentar os condensadores de vapor até a entrada em operação dos geradores elétricos. Deu no que deu.

Os críticos da energia nuclear argumentam que a presença de um reator próximo de grandes núcleos populacionais representa um perigo permanente, o que é verdade. Mas usinas nucleares têm trabalhado com margens mais do que razoáveis de segurança nos últimos 60 anos, pruzindo energia com baixíssimas quantidades de rejeitos.

Os que insistem em comparar os impactos potenciais dos sistemas hidrelétrico e convencional se esquecem das alterações provocadas nos terrenos alagados pelos lagos das represas, que alteram todo o ecossistema das bacias hidrográficas. A energia elétrica gerada pela água só é limpa depois que as centrais geradoras são instaladas.

Quem conhece a usina de Serra da Mesa, construída a partir de 1993 próximo à nascente do Rio Tocantins, sabe o quanto a região lindeira ainda sofre com os impactos decorrentes da formação do lago. Muitas espécies de peixes foram extintas. Outras, mais adaptáveis a ambientes de menor oxigenação, se proliferaram e passaram a eliminar a fauna. É o caso do Tutunaré, um dos predadores mais vorazes dos rios da Bacia Amazônica. A vegetação que ficou sob o espelho d’água continua se decompondo lentamente, processo que libera CO² na atmosfera.  Suspeita-se que o microclima também foi alterado, provocando um aumento nos índices de pluviosidade.

Isso sem falar nos reflexos fundiários decorrentes da desapropriação de vastas áreas que serão alagadas. Passadas praticametne quatro décadas do início das obras de Itaipu, Brasil e Paraguai ainda não resolveram o problema dos Brasiguaios, agricultores que tiveram suas sterras confiscadas pelo Estado, emigraram para o outro ladro da fronteira e até hoje formam uma malta de apátridas rejeitados pelos dois países.

A imagem tétrica já povoou os mais tenebrosos calafrios dos ditadores que na década de 70 governavam os países que poderiam ser afetados — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Nos anos que antecederam a construção da usina, Brasil e Argentina quase foram à guerra por causa dos riscos estratégicos representados por esse reservatório.

Apesar disso tudo, é a imagem do núcleo fundente de um reator nuclear descontrolado provoca  temores e calafrios. Diante da fumaça que emana de Fukushima, a perspectiva de rompimento de um dique parece uma premonição pessimista e distante. Estamos tão acostumados à hidreletricidade que não sentimos os perigos, embora eles existam.

Assim como numa central termonuclear, há sempre o risco de a manutençao deficiente, a falta de investimentos e os erros na operação provocarem tragédias terríveis numa usina hidrelétridca. Mas ninguém se dá conta de que basta um operador de Furnas esquecer de abrir uma comporta para que uma cheia eventual se transforme numa catástrofe. Felizmente elas não têm acontecido na nossa vizinhança.

O fato inquestionável é que praticamente todas as formas de produção de energia deixam algum resíduo, provocam alterações ambientais, expõem a algum tipo de risco a vizinhança. A única exceção talvez seja a energia eólica, que representa hoje 3% da matriz energética brasileira. O problema é que sua instalação depende de condições climáticas ideais, que não se encontram em todos os grotões do planeta.

Outra questão cuja discussão sequer foi iniciada: como substituir as centrais nucleares ? Hoje, a maior parte da energia consumida na Terra é oriunda de usinas termelétricas. O carvão e o diesel que as alimentam saturam a atmosfera de gás carbônico e enxofre. O potencial de geração hídrica está alcançando o limite do possível. Por enquanto, não há tecnologia disponível para o aproveitamento em larga escala dos ventos, movimento das marés e luz solar na escala necessária para suplantar os malefícios causados pelas outras formas de gerção de energia.

A despeito da comoção e dos pavores despertados pelo “meltdown” de Fukushima, o mundo ainda vai ter que conviver por muito tempo com as usinas nucleares. Melhor fariam os especialistas e todos os outros chamados a dar opiniões sobre a energia atômica se colocassem claramente o problema — e ajudassem o público a entender que, apesar de todos os perigos, talvez ainda não haja nenhuma alternativa a não ser o aprimoramento da segurança em instalações, a adoção de medidas concretas de redução de danos em face de acidentes e a transparência das informações quando ocorre alguma emergência.

Crise nuclear no Japão já é tão grave quanto a de Three Miles Island

A Agência Internacionalde Energia Atômica elevou de 4 para 5 o nível de gravidade do acidente nuclear de Fukushima. Isso equipara o status do que está acontecendo no Japão com o acidente nuclear de Three Miles Island, nos Estados Unidos,  o segundo mais grave incidente da história.

No fim de março de 1.979, um dos reatores da central termonuclear americana saiu de controle e derreteu parcialmente, liberando vapor radioativo durante cinco dias. Apesar da comoção provocada na opinião pública,, nunca houve nenhuma evidência científica que comprovasse o aumento do número de casos de cancer nas pessoas que moravam próximas a Three Miles Island.

Ainda aparentemente sem uma solução para mitigar o propblema, o governo e os técnicos japoneses continuam tentando resfriar os núcleos que estão fora de controle com água lançada por helicópteros e por um caminhão-tanque cedido pelo exército dos Estados Unidos.

O porta-voz da crise, Yukio Edano, enxerga na fumaça branca que se eleva das plantas após a aspersão de água um sinal de que está sendo bem-sucedida a operação de resfriamento. O raciocínio inverte o provérbio segundo o qual onde há fumaça, há fogo. “Nós observamos vapor depois que a água foi jogada, então nós acreditamos que a água atingiu a piscina de regriração [do reator nº 3]“, disse o ministro-chefe do gabinete japonês. Antes, a ocorrência de vapor era vista como um sinal de preocupação extrema. A afirmação também evidencia que as autoridades não sabem ao certo o que está ocorrendo no coração das instalações.

De acordo com a CNN, autoridades locais das cidades próximas da usina reclamam  que o governo não está sendo transparente o suficiente diante da emergência nuclear. “Isso está causando muita ansiedade entre as pessoas que foram evacuadas não conseguir informações atualizadas”, disse o porta-voz do governo da cidade de Tamura, a 20 quilômetros de distância de Fukushima. O primeiro-ministro japonês prometeu mais agilidade na divulgação de fatos relacionados ao acidente.

Técnicos da TEPCO, a empresa que explora a usina, continuam tentando religar o sistema de refrigeração do reator nº 2. Eles conseguiram passar um cabo elétrico e agora trabalham para ligar a energia a um transformador para que as bombas sejam acionadas. Se tiver sucesso, a operação pode fazer com que a temperatura do núcleo de urânio volte ao normal, reduzindo os níveis de radioatividade no local.

Os níveis de radiação se tornaram críticos em localidades que ficam a até 30 quilômetros de distância das centrais nucleares. A nordeste da planta foram detectados níveis de 0,17 milisieverts por hora. Uma pessoa que eventualmente ficasse exposta a essa carga de radioatividade absorveriam mais radiação do que seria tolerável em um ano.

Seis dias após o terremoto e o tsunami, a contagem oficial de mortos se paroxima de sete mil. 280 mil pessoas foram alojadas em 2.200 abrigos provisórios. 10.354 continuam desaparecidas.

Brasil está pessimista com visita de Obama

O Palácio do Planalto começa a revelar pessimismo em relação à visita de Barack Obama, neste final de semana, e reclama da resistência dos EUA em discutir temas de interesse do Brasil, apesar do discurso corrente de implantar um novo capítulo nas relações entre os dois países.

Segundo a Folha apurou, a declaração de um funcionário da Casa Branca, publicada na edição de ontem do jornal, ajudou a “azedar” o clima pré-visita. Mike Froman, vice-conselheiro de segurança nacional de Obama, afirmou que a “viagem é fundamentalmente a respeito da recuperação econômica e exportações americanas”.

Nas palavras de um integrante da Presidência, trata-se de um visão utilitarista dos EUA sobre o Brasil, principalmente diante da preocupação da presidente Dilma Rousseff com o deficit comercial brasileiro em relação ao mercado americano- US$ 7,731 bilhões em 2010, em dados do Ministério do Desenvolvimento.

O desânimo foi reforçado pela informação de que o mandatário não iria a um jantar que Dilma havia sugerido no Palácio da Alvorada.

A equipe que negocia os termos do encontro oficial comunicou que Obama gostaria de deixar Brasília rumo ao Rio de Janeiro no fim da tarde de sábado, não por volta das 20 horas, como inicialmente pensado. Até segunda ordem, o evento se transformou em um rápido encontro de despedida.

Representantes da diplomacia brasileira, porém, evocam outro tipo de visão. Consideram que a chegada do presidente da mais importante economia do planeta em menos de três meses de governo já é, por si só, um “êxito”.

Apesar da contrariedade entre não diplomatas, o Itamaraty não faz reparos à lista de acordos e termos de cooperação que sairá da visita.

Dilma, embora reconheça o simbolismo da visita, tem dito a assessores que desejava ver do parceiro sinalizações mais concretas de aproximação. Na pauta de seus sonhos, o apoio à campanha brasileira por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

À medida que as negociações avançavam, multiplicavam-se as críticas no Planalto. Um interlocutor palaciano argumenta que os EUA tentam vender seus caças F18, mas dizem não aos aviões da Embraer.

Afirma que os americanos desejam entrar na indústria do pré-sal e cooperar na área energética, mas não discutem as tarifas à importação do etanol brasileiro.

Nas reuniões preparatórias, ministros relembram o financiamento de US$ 10 bilhões que a China concedeu à Petrobras no passado.

Um acordo para tratar de uma futura e gradativa eliminação da exigência de vistos a visitantes brasileiros nos EUA não deve sequer entrar nas conversas oficiais.

via Folha de S.Paulo – Brasil está pessimista com visita de Obama – 17/03/2011.

Medo de radiação esvazia ruas de Tóquio

As ruas de Tóquio, sempre lotadas por multidões de trabalhadores, ontem estavam vazias. Empresas deram folga a funcionários e as escolas não abriram. Só era possível achar filas e multidões no aeroporto e em estações de trem -as principais portas de saída da capital.

Muitos moradores foram embora ou estocaram água e comida e se fecharam em casa, com medo da nuvem de radiação produzida pelo acidente em Fukushima.

A cidade de 39 milhões de habitantes, a mais densamente povoada do mundo, se tornou praticamente uma cidade fantasma.

“Está parecendo domingo, não há carros na cidade”, disse o motorista de táxi Kazushi Arisawa, 62. Ele esperava por passageiros por mais de uma hora em um centro empresarial, onde o embarque costuma ser praticamente imediato.

A nuvem radioativa de Fukushima chegou à capital anteontem, tornando o índice de radiação na atmosfera três vezes mais alto que o normal.

Contudo, até então o medo da população não tinha fundamento, pois mesmo elevada, a radiação ainda não apresentava riscos à saúde humana.

via Folha de S.Paulo – Medo de radiação esvazia ruas de Tóquio – 17/03/2011.

Japão já enfrenta risco de epidemias de cólera e tifo

O pânico gerado pela questão nuclear no Japão está desviando a atenção das autoridades de uma possível crise humanitária, que pode envolver as mais de 452 mil pessoas que estão vivendo em abrigos temporários.

Os desabrigados enfrentam chuva, neve e temperaturas de -5C em cerca de 2.400 ginásios, templos e escolas públicas que não possuem sistemas de aquecimento suficientes.

Eles também têm que lidar com a escassez de alimentos no comércio. Só recentemente a comida começou a chegar aos abrigos, em transportes militares.

Em uma escola na cidade de Ofunato,os idosos têm preferência para ficar mais próximos dos aquecedores a gás, enquanto os jovens tentam lutar contra o frio jogando bola na neve.

O prefeito de Fukushima, Yuhei Sato, disse em entrevista à emissora japonesa “NHK” que faltam refeições quentes e itens de necessidade básica nos abrigos e criticou a ação do governo.

Outro problema da população que perdeu suas moradias é ter acesso a telefones.

A brasileira Thereza Yogi, 19, não conseguia falar com seu pai, Ilton Toshiaki Yogi, desde o terremoto. Só o localizou ontem, graças à boa vontade de desconhecidos.

“Recebi e-mails de duas pessoas, um japonês e um alemão, dizendo que ele está vivo, com outros cinco brasileiros, em um ginásio na cidade de Onagawa”, disse.

via Folha de S.Paulo – Tragédia no Japão: Japão já enfrenta risco de epidemias de cólera e tifo – 17/03/2011.

Contaminação é “extrema”, dizem EUA

A principal autoridade norte-americana na área de energia nuclear, Gregory Jaczko, disse ontem que a radiação liberada pela usina Fukushima 1 é “extremamente alta”. A avaliação foi feita após incêndio no reator 4 da usina -que, embora inativo, contém varetas de urânio usadas como combustível.O número oficial de mortos pelo tsunami chegou a 4.314. Com o pânico chegando à capital, Tóquio, o imperador Akihito tomou a atitude inédita de ir à TV falar ao povo. Pediu “esperança”.A China anunciou a suspensão da construção de novas usinas até que estejam em prática novas normas de segurança. Já a Espanha anunciou a checagem de todos os seus reatores.

via Folha de S.Paulo – Contaminação é “extrema”, dizem EUA – 17/03/2011.

Japoneses estão apavorados com aumento dos níveis de radiação

Apenas 240 quilômetros separam os 12 milhões de habitantes de Tóquio, a cidade mais populosa do Japão, do complexo nuclear de Fukushima, onde quatro reatores estão em colpaso desde o terremoto do dia 11. Mais do que os terremotos, os japoneses temem a possibilidade de contaminação pela radiação emanada para a atmosfera, que já provocou um aumento de dez vezes no índice de radioatividade da atmosfera na capital do país.

O medo tem fundamento. Até agora, nada indica que os técnicos responsáveis pelas centrais termonucleares tenham controle sobre o processo desencadeado com a falência dos sistemas de refrigeração dos reatores.

Uma central nuclear é como uma caldeira gigantesca em cujo núcleo, ao invés de lenha ou carvão, há uma placa com centenas de quilos de material radiotivo enriquecido. Para impedir o vazamento do combustível, o núcleo é isolado do ambiente por dois sistemas fechados de refrigeração.

A água pesada, adicionada com boro, é o líquido que circula entre as varetas de urânio enriquecido sob alta pressão e em temperatura elevadíssima. Aquecida, ela é bombeada por um circuito de serpentinas que, por sua vez, é refrigerada por outro sistema fechado. O calor emanado por esse segundo sistema é que vai aquecer uma terceira serpetina, pela qual circula água do mar. É ela que gera o vapor que alimenta as turbinas dos geradores de eletricidade.

Sem o funcionamento dos sistemas secundário e terciário, a temperatura no interior do reator começa a se elevar de maneira incontrolável. É o que está acontecendo agora em Fukushima — e também o que ocorreu em Three Miles Island e Cherbonil. As varetas de urânio eneiruqecido começam, então, a derreter e se fundir, aumentando ainda mais a produção de calor e radiação.

Se o processo não for interrompido antes do derretimento do núcleo, o imponderável acontece. É isso o que ainda está sendo tentado no complexo termonuclear japonês. Em Fukushima, o desespero dos técnicos se materializou no momento em que a última alternativa para evitar o pior foi tentar inundar os núcleos afetados com a água do mar. Como se viu, a medida parece ter sido insuficiente para impedir a cadeia de eventos iniciada com as avarias provocadas pelo terremoto e pelo tsunami.

O quadro instalado neste momento provoca calafrios nos especialistas. Sem ter como conter o derretimento dos núcleos, não há o que fazer. O risco, o calor e a radiação impedem a aproximação de trabalhadores. Os volumes de água necessários para resfriar os reatores candentes são gigantescos. Não há, pelo menos em tese, nenhum técnica que permita, num átimo, atender a essa emergência.Ninguém sabe ao certo qual é a resposta para uma pergunta simples: o que fazer agora ?

As dimensões do território japonês, a topografia acidentada e o fato de Tóquio situar a maior concentração urbana do mundo só aumentam a aflição. Até agora, de maneira acertada e transparente, as autoridades encarregadas de mitigar os efeitos e de agir profilaticamente têm tido êxito.

A primeira medida foi isolar uma área de 10 km. ao redor da usina. Depois, o raio foi ampliado para 20 km. Agora, todas as pessoas a até 30 quilômetros de distância da usina estão sendo evacuadas. A partir daí, não é insensato imaginar que o círculo de proteção poderá ser enormemente ampliado nas próximas horas.

A mesma solução, no entanto, não pode ser aplicada à capital japonesa. Evacuar um cidade com quase 13 milhões de habitantes é uma operação sem precedentes na história da humanidade. Ninguém sabe como isso seria feito caso a necessidade se instale. E ainda há outras complicações. Caso a radioatividade se espalhe, o número de pessoas sujeitas à remoção compulsória seria inestimavelmente maior porque outras cidades populosas seriam igualmente afetadas.

O quadro descrito acima é o cenário dos pesadelos que vividos esta noite pelo 130 milhões de japoneses. Calmos e habituados aos movimentos da terra, eles começam a de desesperar com a falta de perspectivas claras de solução da crise nuclear.  O castigo é ainda maior por causa das evocações de Hiroshima e Kagasaki, as duas cidades bombardeadas pelos Estados Unidos com ogivas nuclares em agosto de 1945.

Sessente e cinco anos atrás, a radiação emanada das bombas atômicas provocou a rendição incondicional do Japão na Segunda Grande Guerra. Hoje, com os vapores do césio e do urânio contaminando o país, nem essa alternativa resta aos japoneses caso seus piores pesadelso se confirmem.

Dois novos terremotos atingem o Japão

A região central e a costa Leste do Japão foram sacudidos novamente no começo da noite desta terça-feira por dois fortes abalos sísmicos.  O primeiro ocorreu à 10h31 (horário brasileiro) e teve intensidade 6,2 na Escala Richter. O segundo, de 6 graus Richter, aconteceu às 12h23. O epicentro de ambos está localizado na região de Honshu.

Agora há pouco a TV NHK informou que pelo menos seis pessoas foram hospitalizadas com ferimentos nos hospitais de Tóquio, onde o abalo também foi sentido. Não há informações sobre a extensão dos danos causados, que supõe-se pequenos.

Até agora, mais de 160 réplicas do terremoto de sábado já foram registradas pelos sismógrafos japoneses. A ocorrência de sismos de maior intensidade é mais rara.Houve cinco tremores acima de seis pontos Richter no dia 12 e um registro diário a partir de então.

Os geólogos e sismólogos dizem que não é possível prever a intensidade das réplicas. Teoricamente, elas podem até superar em magnitude o terremoto dia dia 11, de 9 pontos Richter, embora isso não seja comum.

A Escala Richter é logarítimica. Isso significa que qualquer pequena variação do topo da escala faz muito mais diferença do grandes variações na base. Normalmente, tremores de até 4 graus Richter nem são percebidos pela população. Mas um décimo ou dois a mais a partir de 6,4 podem fazer a diferença entre o desconforto e a catástrofe.

Mais um reator nuclear prestes a explodir em Fukushima

A Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão alertou agora há ppouco que mais um reator está em situação crítica no complexo termonuclear de Fukushima. Desde o terremoto, no sábado, os prédios que abrigavam números 1 e 3 explodiram por causa da alta concentração de hidrogênio. Agora, a emergência se instalou no reator nº 2, que pode entrar em colapso a qualquer momento.

O porta-voz da crise, Yukio Edano, disse que os técnicos da usina tentam, em outra operação considerada desesperadora, inundar o núcleo com água do mar para resfriar seu núcleo e evitar o derretimento das varetas radioativas, o que fatalmente provocaria uma catástrofe como a que aconteceu em Chernobill.

Na início da madrugada, pelo horário brasileiro, uma explosão destruiu o prédio que abrigava o reator nº 3 e feriu 11 funcionários.

Nova explosão na usina nuclear de Fukushima fere 11

O prédio que abriga o reator número 3 do complexo termonuclear de Fukushima, no Japão, explodiu quando o nível de água em torno do núcleo baixou aquém do limite crítico. Autoridades japonesas disseram que a explosão, a exemplo da que destruiu o prédio do reator 2 no último sábado, aconteceu por causa do acúmulo de hidrogênio, gerado com o aquecimento excessivo.

A Agência de Segurança Industrial e Nuclear assegurou que, a exemplo da primeira explosão, esta também não afetou o núcleo do reator, o que poderia provocar uma catástrofe.

Todas as pessoas que se encontravam num raio de até 20 km. da usina foram orientadas a procurar abrigo dentro de prédios, onde o risco de uma eventual contaminação é menor. Apesar da evacuação determinada pelo governo, havia ainda cerca de 600 pessoas na área de risco.

O porta-voz escalado da crise, o chefe do gabiente  Yukio Edano, assegurou que as instalações de segurança em torno do núcleo permaneceram intactas. Ele também afirmou que a possibilidade de dispersão de grandes volumes de material radioativo no ambiente é pequena.

Paralelamente, os técnicos do complexo nuclear voltaram a identificar um aumento dos níveis de radiação nas cercanias do reator nº 1. Os níveis registrados estiveram entre 650 e 752,1 microsieverts. A geradora é obrigada, pela regulamentação internacional, a notificar as autoridades quando o limite de 500  microsieverts é ultrapassado. A origem do vazamento não foi identificada.

Tragédia incidental: o que teria acontecido se o terremoto tivesse atingido o Brasil

Lula e a água que passarinho não bebe

Seria uma catástrofe.

No Rio de Janeiro, boa parte da Zona Sul seria dizimada. O sistema de alerta de tsunami não teria funcionado simplesmente porque não há nada parecido com isso por aqui.

O governador, pego de surpresa em uma festa rave, apareceria só depois de amanhã. Como aconteceu quando o pé-d’água do reveillon retrasado devastou a nossa Fukushima, Angra dos Reis.

O presidente da República não interromperia as férias, exatamente como Lula fez naquele episódio, quando estava mais preocupado com a água que passarinho não bebe com a que matou 53 no Litoral Norte do Rio de Janeiro. As autoridades brasileiras não são dadas aos ambientes de tragédia. Não fazem fotos ao lado de cadáveres, escombros e entulho.

Cabral: voltando da Rave de carona

A Eletrobras, Eletronuclear, o Ministério das Minas e Energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico, a Nuclebras, Furnas Centrais Elétricas, a ANEEL, a Comissão de Desenvolvimento da Câmara, a do Senado, a… Teriam marcado uma reunião para a próxima terça-feira, no fim da tarde, com o objetivo de iniciar o debate sobre o grupo de trabalho que será designado para assessorar a elaboração do  anteprojeto do marco regulatório do sistema de atendimento a contingências que o governo iria propor brevemente. Porque é sempre assim que acontece quando há uma emergência nacional.

Provavelmente não haveria dinheiro para atender as emergências porque o ministro responsável pela verba teria privilegiado sua província com 94% do Orçamento, embora sua província não esteja nem perto das zonas de alto risco. Mais ou menos o que fez o saudoso Geddel Vieira Lima, que Deus o tenha na Bahia.

As primeiras horas após o impacto dos sismos seria de total desorientação. Ninguém, de nenhuma entidade, instituição, coporação, autarquia, ministério, secretaria apareceria para botar ordem no caos. Foi assim no apagão do mês passado. Também quando o avião da TAM caiu na cabeceira de Congonhas.

Geddel: I wanna money back to Bahia!...

Caberia aos líderes do governo enfatizar que o tsunami não afetou o reator nuclear de Angra 3. O fato de ele ainda não ter sido inaugurado passaria despercebido. A estratégia focada em Angra 3 também ajudaria a obscurecer o desaparecimento de Angra 1 e 2, levadas pela onda gigante para algum lugar recôndito no fundo da Baía de Angra.

O governador Geraldo Alckmin certamente teria uma reação tão assertiva quanto anódina. E de pronto se disporia a mandar investigar o vazamento de material radioativo porque investigar vazamentos é com ele mesmo.

Daqui a dois meses, o assessor especial de relações internacionais seria flagrado fazendo um gesto obsceno (top-top) da janela de seu gabinete por um cinegrafista da Globo. Sorte dele ser brasileiro. Se fosse o chanceler japonês, estaria a um passo do harakiri, que é como governantes do arquipélago oriental costumam  purgar os vexames públicos.

De uma coisa o Brasil poderia se gabar. Não haveria necessidade de o Paraguai ficar com a metade da Copa do Mundo, como a Coréia fez, livrando o Japão de expor ao risco de um grande terremoto os jogadores que disputariam lá o mundial de 2002. As obras da Copa, reconheçamos, não teriam sofrido nenhum dano.

Graças a Deus elas estão totalmente atrasadas!

Governo japonês diz que segundo reator nuclear pode estar prestes a explodir

Depois de admitir que os núcleos de dois geradores nucleares podem ter derretido, o governo japonês alerta para a possibilidade de uma nova explosão, desta vez no reator número 3 da usina de Daiichi Fukushima. A fusão ou derretimento do núcleo de um reator é uma situação extremamente grave e pode provocar o vazamento de material radioativo para o meio-ambiente.

De acordo com a CNN, Yukio Edano, chefe de gabinete do governo, declarou que “existe a possibilidade de que o reator número 3 esteja acumulando gás de hidrogênio, que poderia potencialmente causar uma explosão”.

Na madrugada de ontem, o aumento da pressão interna levou a uma explosão que arrancou o teto do prédio que abrigava o reator número 1. Os técnicos foram obrigados a liberar gás radioativo para evitar que a situação saísse completamente do controle.

Os trabalhadores da usina nuclear correm contra o tempo para tentar evitar uma catástrofe, mas não conseguem se aproximar o suficiente dos reatores para saber exatamente o que se passou depois que as instalações foram atingidas pelo terremoto e pelos tsunamis que se seguiram a ele.

Para reduzir a temperatura e a pressão dentro dos reatores, técnicos da usina de Fukushima inundaram os núcleos radioativos com água do mar. A medida foi considerada “um ato de desespero” por estudiosos norte-americanos porque pode resultar em liberação de material radioativo. Caso isso esteja ocorrendo, aumentam exponencialmente as chances de contaminação, que pode contribuir para o aumento da incidência de cancer entre as 200 mil pessoas que vivem num raio de até 20 km. do complexo termonuclear.

Até agora, nove funcionário da planta de Fukushima foram expostos ao material radioativo.

O Japão tem 54 usinas nuclares em funcionamento, todas elas situadas em áreas sujeitas à ocorrência dee terremotos. Com o colapso da unidade de Fukushima, a Companhia de Eletricidade Tóquio foi autorizada a promover blecautes controlados para forçar uma redução no consumo de energia.

 

Explosão põe na berlinda modelo de usinas do país

O Japão tem 55 reatores nucleares que funcionam em 17 usinas distribuídas pelo país. Juntas, elas geram 36% de toda a energia consumida pelos japoneses.

Mas, de acordo com um dos principais especialistas do Brasil em energia nuclear, a explosão da usina de Fukushima 1 deixou a segurança nuclear -do Japão e do do mundo- na berlinda.

“A usina Fukushima 1 deveria suportar terremotos e tsunamis”, diz o engenheiro Aquilino Senra Martinez, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Ela ficou em pé com um terremoto muito intenso, de escala Richter 8,9, mas não suportou o tsunami na sequência”, completa.

A central de usinas nucleares composta por Fukushima 1 e 2 fica a cerca de 250 km da capital Tóquio, em uma das regiões mais afetadas pelos tremores de sexta-feira.

Ao todo, 11 usinas japonesas estão nas regiões atingidas pelos sismos.

De acordo com Martinez, é provável que tenha havido uma falha no sistema de esfriamento do reator de Fukushima 1 por causa da água do tsunami.

Com o terremoto, o trabalho da usina foi interrompido automaticamente.

Mas o reator, assim como o motor de um carro que estava em movimento, precisa ser esfriado -o que deveria ser feito por um sistema de energia alternativa que falhou ao ser atingido pelo tsunami (veja o infográfico).

A usina se transformou numa espécie de bomba-relógio. “Por isso, houve o superaquecimento do reator e a posterior explosão [no sábado de manhã, horário de Brasília]“, explica Martinez.

Antes do acidente, vapores com material radioativo de alto risco-incluindo césio- já estavam sendo liberado para o meio ambiente como uma tentativa de reduzir a pressão excessiva no reator da central nuclear.

RISCOS

O Japão ainda não divulgou informações sobre a quantidade de material radioativo que escapou com a explosão de Fukushima 1.

De acordo com o especialista da UFRJ, a avaliação poderá ser feita a partir do momento que o acidente for definitivamente interrompido.

“Nos próximos dias, deverá ser feito um mapeamento do local da usina, com análise de solo e de água, para que se verifique o tamanho do estrago”, diz Martinez.

Isso deve levar de dez a 15 dias, aproximadamente.

Desde o acidente de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986, existe um sistema de acompanhando em tempo real das situações de risco nuclear.

“Em Tchernobil, houve uma lentidão até que as autoridades divulgassem o vazamento”, diz Martinez.

Com isso, morreram de imediato 50 pessoas e houve um aumento de 4.000 casos de câncer nas redondezas.

via Folha de S.Paulo – Tragédia no Japão: Explosão põe na berlinda modelo de usinas do país – 13/03/2011.

Tóquio distribui iodo para prevenir câncer

O vazamento de radiação de proporções desconhecidas ocorrido ontem em um complexo nuclear da cidade de Fukushima (a 250 km de Tóquio) alcançou grau 4 em uma escala que vai de 1 a 7.

Havia ontem grande temor de que o descontrole no complexo derretesse o combustível nuclear -o que ocasionaria um vazamento desastroso-, dada a rapidez com que a situação evoluiu.

Conforme as autoridades japonesas, na manhã de domingo (noite de sábado no Brasil), havia seis reatores em estado de emergência.

Eles estavam em duas diferentes usinas do complexo de Fukushima -três na Unidade 1 e três na Daini.

Depois da falha sequencial nos sistemas de resfriamento, técnicos apelaram para o bombeamento de água diretamente do mar na tentativa de conter a temperatura nas instalações. O processo, segundo especialistas, pode durar dias.

Pelo menos nove pessoas tiveram a contaminação confirmada por meio de exames, de acordo com a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão. O número pode chegar a 160, segundo a mesma autoridade.

via Folha de S.Paulo – Tóquio distribui iodo para prevenir câncer – 13/03/2011.

Seis reatores do país estão em emergência

O vazamento de radiação de proporções desconhecidas ocorrido ontem em um complexo nuclear da cidade de Fukushima (a 250 km de Tóquio) alcançou grau 4 em uma escala que vai de 1 a 7.

Havia ontem grande temor de que o descontrole no complexo derretesse o combustível nuclear -o que ocasionaria um vazamento desastroso-, dada a rapidez com que a situação evoluiu.

Conforme as autoridades japonesas, na manhã de domingo (noite de sábado no Brasil), havia seis reatores em estado de emergência. Eles estavam em duas diferentes usinas do complexo de Fukushima -três na Unidade 1 e três na Daini.

Depois da falha sequencial nos sistemas de resfriamento, técnicos apelaram para o bombeamento de água diretamente do mar na tentativa de conter a temperatura nas instalações. O processo, segundo especialistas, pode durar dias.

Pelo menos nove pessoas tiveram a contaminação confirmada por meio de exames, de acordo com a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão. O número pode chegar a 160, segundo a mesma autoridade.

EXPLOSÃO

O problema começou com o tremor e o tsunami de anteontem, que afetaram o sistema de resfriamento daquele complexo (leia mais na página ao lado).

Por volta das 16h30 deste sábado (4h30 no horário de Brasília), houve uma explosão na Fukushima 1, provavelmente por causa de um aumento na pressão interna.

Uma grande nuvem de vapor radioativo foi libertada, e parte do prédio ruiu. Quatro funcionários ficaram feridos. Mas o reator, que fica sob uma capa de aço com espessura de 15 centímetros, não ficou danificado.

No informe feito à AIEA, Tóquio destacou que os níveis de radiação no entorno da planta nuclear tinham diminuído nas últimas horas. Mesmo assim, cerca de 170 mil pessoas foram retiradas de uma área até 20 km distante do complexo.

Essas pessoas receberam pílulas de iodo do governo japonês -a substância protege a glândula tireoide e reduz o risco de câncer.

Mesmo antes do acidente, técnicos já haviam detectado um vazamento de césio, mas o governo o minimizou. Àquela altura, conforme técnicos, a planta liberava a cada hora a mesma quantidade de radiação que uma pessoa absorve em um ano.

via Folha de S.Paulo – Seis reatores do país estão em emergência – 13/03/2011.

Vazamento nuclear força saída de 170 mil

Num dos piores acidentes nucleares da história, uma usina no norte do Japão liberou vapor de radiação, consequência do terremoto e do tsunami que atingiram o país anteontem.Cerca de 170 mil pessoas tiveram de ser removidas de regiões próximas à usina Fukushima 1, noroeste do país. Numa escala de 1 a 7, o acidente atingiu nível 4.Havia ontem o temor de que o acidente ainda piorasse, caso o combustível principal do reator vazasse.Níveis de radiação foram identificados em nove pessoas, e há suspeitas sobre mais cerca de 150. O governo do Japão esforçou-se, no entanto, para dizer que a situação está sob controle. O vazamento foi decorrência do maior terremoto da história do país, de magnitude 8,9. O total de mortos confirmados é de 686, mas pode chegar a mais de 1.300.Em uma cidade, Minamisanriku, há 9.500 pessoas desaparecidas. Comunidades de brasileiros no país estão se organizando para localizar amigos.

via Folha de S.Paulo – Vazamento nuclear força saída de 170 mil – 13/03/2011.

Usina de Fukushima sofre explosão e habitantes recebem orientações

A usina nuclear de Fukushima sofreu uma explosão neste sábado, segundo imagens da televisão japonesa, um dia depois do violento terremoto seguido de tsunami que devastou a região nordeste do país.

Segundo a fonte, os moradores dos arredores da central nuclear foram aconselhados a permanecer em casa, não beber água encanada e proteger o rosto com máscaras ou toalhas molhadas, em meio a informações de que os arredores da instalação apresentava uma radioatividade 20 vezes superior às condições normais.

Também circularam informações de que partes da instalação haviam desabado.

De acordo com a televisão pública NHK, vários empregados da usina ficaram feridos na explosão que ocorreu às 16H00 local (03H00 de Brasília) por razões ainda desconhecidas.

Mais cedo, a agência Jiji havia anunciado que era altamente provável que estivesse ocorrendo uma fusão no reator número um de Fukushima.

Um porta-voz da companhia elétrica Tokyo Electric Power (Tepco), titular da central, negou, no entanto, que tal fenômeno estivese acontecendo e afirmou que a companhia estava tentando fazer subir o nível de água para esfriar o reator.

A Tepco também informou ter liberado vapor radioativo para reduzir a pressão excessiva no reator da central nuclear.

“Seguindo as instruções do governo, liberamos parte do vapor, que contém substâncias radioativas”, explicou à AFP um porta-voz da Tepco. “Acompanhamos a situação e até o momento não há problemas”.

A radioatividade registrada na sala de controle do reator da central de Fukushima 1 chegou a atingir um nível mil vezes superior ao normal após problemas de refrigeração provocados pelo terremoto.

Antes da liberação do vapor radioativo, as autoridades decretaram uma zona de isolamento de 10 km em torno de Fukushima 1, envolvendo mais de 45 mil pessoas que vivem na região.

via Usina de Fukushima sofre explosão e habitantes recebem orientações – Yahoo! Notícias.

Governo japonês diz que explosão em usina não foi em reator

O secretário-chefe do gabinete do governo do Japão, Yukio Edano, disse que a explosão ocorrida na usina nuclear de Fukushima não foi no contêiner do reator e que não espera um grande vazamento radiativo no local, danificado pelo forte terremoto de sexta-feira.

Edano disse também que os níveis de radiação caíram após a explosão e que permitirá à Tepco, operadora da usina, usar água do mar para esfriar o reator.

A explosão levantou temores de que ocorra um desastroso derretimento da usina, que foi danificada durante o tremor de 8,9 graus de magnitude, o mais potente já registrado no Japão.

Pouco depois da explosão, as autoridades ampliaram a área de retirada de moradores ao redor da usina para um raio de 20 quilômetros.

via Governo japonês diz que explosão em usina não foi em reator – Yahoo! Notícias.

Comoção pelo terremoto deixa as ruas de Tóquio desertas

As ruas de Tóquio, famosas por seu ritmo dinâmico, estão praticamente desertas neste sábado e as poucas pessoas que saíram de casa refletem em seus rostos a preocupação e a comoção por causa do terremoto de sexta-feira, o maior da história do Japão.

As principais ruas de uma cidade de mais de 30 milhões de habitantes quase não contavam com pedestres e veículos ao meio-dia deste sábado, mas aos poucos a capital japonesa vai retomando seu ritmo.

A normalidade voltou ao sistema de comunicações e transportes depois que na sexta-feira as linhas telefônicas foram afetadas e que a paralisação do metrô de Tóquio e dos trens de regiões próximas obrigou milhares de pessoas a dormir em locais improvisados como pavilhões, colégios ou seus próprios escritórios.

Mesmo assim, persistem sequelas do caos que se instaurou no país e nem todos os supermercados estão abastecidos.

Megafones pedem em diversos pontos da capital japonesa aos cidadãos que reduzam o consumo de energia ao mínimo e a operadora de eletricidade Tokyo Electric Power (Tepco) alertou desde a primeira hora que podem ocorrer blecautes em muitas áreas do Japão, já que alguns geradores foram danificados pelo forte terremoto.

Neste sábado de sol no Japão, a maioria dos cidadãos de Tóquio preferiu permanecer em suas casas e acompanhar pela televisão ou pela internet as consequências do terremoto de 8,9 graus na escala Richter.

No bairro de Ginza, onde estão concentradas as lojas de luxo de Tóquio, quase não se viam pessoas circulando neste sábado.

“Normalmente, a esta hora já recebi dezenas de clientes, mas até agora só entraram duas senhoras”, disse à Efe uma cabeleireira do bairro.

Nas ruas, os rostos dos pedestres revelavam preocupação e o movimento era bem menor do que habitual.

“Tentamos levar uma vida normal”, disse à Efe um pai que estava com seu filho, quem acrescentou que não consegue “impedir que a tragédia volte” a seu pensamento.

As plataformas da estação do metrô funcionavam desde primeira hora da manhã, uma vez que desde as 22h de sexta-feira no horário local (10h de Brasília) voltou-se a estabelecer o serviço, que ficou paralisado por sete horas.

Além disso, mais de 900 voos foram cancelados na sexta-feira nos aeroportos do Japão e os de Tóquio, Narita e Haneda, abriram neste sábado suas pistas, embora tenham sido registrados alguns atrasos e problemas nos acessos por estrada. EFE

via Comoção pelo terremoto deixa as ruas de Tóquio desertas – Yahoo! Notícias.

Ajuda dos EUA começa a chegar ao Japão

A primeira parte da ajuda militar e civil prometida pelos Estados Unidos começou a chegar ao Japão neste sábado, e, a partir de domingo, chegarão ainda navios, soldados, especialistas, equipamentos e equipes de resgate.

A  Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que pertence ao Departamento de Estado, informou neste sábado que, a pedido do Governo japonês, mobilizou equipes de resgate de Fairfax (Virgínia) e Los Angeles para ajudar o Japão em seus trabalhos de emergência após o trágico terremoto de 8,9 graus na escala Richter que abalou na sexta-feira o norte e o leste do país.

No total, cerca de 150 especialistas e 12 cães farejadores devem chegar no domingo a Misawa.

A equipe de assistência para a resposta a desastres da Usaid, que costuma avaliar as necessidades em situações de emergência, já se encontra no Japão para coordenar a ajuda de todas as agências do Governo americano.

A base aérea americana de Yokota, perto de Tóquio, serve de comando principal das Forças Armadas dos EUA para coordenar a ajuda humanitária e, segundo o embaixador no Japão, John Roos, ela foi importantíssima nas primeiras horas depois do terremoto ao servir para a aterrissagem de voos que não podiam fazê-lo na capital. EFE

via Ajuda dos EUA começa a chegar ao Japão – Yahoo! Notícias.

Cerca de 9,5 mil pessoas estão desaparecidas em um povoado de Miyagi

Cerca de 9,5 mil pessoas continuam sem ser localizadas em um povoado na província de Miyagi (nordeste do Japão), que sofreu ondas de até dez metros pelo tsunami de sexta-feira, disse hoje à Agência Efe um porta-voz provincial.

O povoado é Minamisanriku, cuja população total é de 17 mil pessoas e onde, segundo as imagens transmitidas pela rede de televisão “NHK”, praticamente não sobraram edifícios de pé ou sem terem sido alagados pelas águas.

Segundo o porta-voz provincial, não foi possível entrar em contato com essas 9,5 mil pessoas e os trabalhos de busca continuam.

As autoridades de Miyagi assinalaram que não têm informação sobre o que ocorreu com esse povoado, ao contrário do que sucede com outras localidades próximas.

A rede japonesa “NHK” indicou que a província de Miyagi pediu ajuda às Forças de Autodefesa (Exército) para localizar esses 9,5 mil habitantes de Minamisanriku, dos quais não se tem notícias.

Em um primeiro momento, os soldados de Miyagi foram capazes de localizar 7,5 mil habitantes em refúgios da região.

Na província de Miyagi, uma das mais afetadas pelo terremoto e pelo tsunami de sexta-feira no Japão, até agora foram contabilizados 137 mortos e 95 desaparecidos de acordo com os números oficiais.

via Cerca de 9,5 mil pessoas estão desaparecidas em um povoado de Miyagi – Yahoo! Notícias.

Cerca de 13 milhões vivem nas regiões do Japão mais afetadas pelo terremoto

Pelo menos quatro Províncias do Japão sofreram grandes danos com o terremoto de 8,9 graus na escala Richter que atingiu o país na madrugada de sexta-feira (11). Os tremores também geraram tsunamis que chegaram à costa com mais de 10 metros de altura.

As Províncias de Miyagi, Chiba, Ibaraki e Fukushima, que ficam nas regiões norte e noroeste, foram as mais afetadas. Juntas, elas contabilizam 13 milhões de habitantes, entre os 127 milhões que moram no país.

Até agora, o terremoto já deixou ao menos 337 mortos e 531 desaparecidos, segundo balanço da polícia japonesa.

Província de Miyagi

A cidade de Sendai, uma das maiores do país, localizado na província de Miyagi, foi uma das mais afetadas pelo tremor. Com cerca de 1,3 milhões de habitantes, o município teve o aeroporto destruído. As pistas eram usadas para fazer voos para países próximos.

Agências internacionais citam que de 200 a 300 corpos foram encontrados em uma das praias da cidade. Entre as vítimas do desastre em Sendai está um homem de 67 anos, esmagado por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou.

A província de Miyagi tem cerca de 2,3 milhões de habitantes. Outro município da região, Iwanuma, que tem 42,6 mil habitantes, também foi bastante atingido.

via Cerca de 13 milhões vivem nas regiões do Japão mais afetadas pelo terremoto.

Japão procura sobreviventes em meio a cenário devastador

O governo do Japão mobilizou milhares de militares e bombeiros na busca por sobreviventes do terremoto seguido de tsunami que devastou a costa noroeste na sexta-feira. Operações de resgate aconteceram durante todo o sábado e seguem madrugada adentro (no horário local) em cidades onde o cenário é impressionante: prédios destruídos, árvores caídas e ruas tomadas por lama, carros, barcos e até pequenos aviões.

No sábado, equipes de resgate usaram botes para passar por áreas inundadas, buscando sobreviventes em um mar de destroços. Segundo autoridades, a maior parte das mais de 600 mortes registradas até agora foi causada por afogamento, após ondas gigantes arrastarem carros e casas nas cidades costeiras.

“O tsunami foi incrivelmente rápido”, disse Kpichi Takairi, 34 anos, morador da cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto e uma das mais afetadas pelas ondas gigantes. “Carros eram arrastados à minha volta. Tudo o que pude fazer foi ficar sentado no meu caminhão”, afirmou, em entrevista à agência Associated Press.

Na tentativa de impedir que o número de vítimas aumente, bombeiros sobrevoam extensas áreas do país em helicópteros tentando controlar incêndios em complexos industriais e casas de madeira.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou que 50 mil militares atuam nos esforços de resgate e reconstrução. Dezenas de países também ofereceram colaboração nos trabalhos humanitários.

Desde o terremoto, mais de 1 milhão de domicílios estão sem água, a maioria na região nordeste do país. Quatro milhões de edifícios não têm energia, e em Sendai os serviços de telefonia também foram comprometidos.

A polícia afirmou que mais de 215 mil pessoas estão vivendo em 1.350 abrigos temporários, mas a ajuda mal começou a chegar a muitas áreas. “Tudo o que temos para comer são biscoitos e arroz”, afirmou Noboru Uehara, 24 anos, um motorista de caminhão que vive em Iwake. “Tenho medo de a comida acabar.”

via Japão procura sobreviventes em meio a cenário devastador – Mundo – iG.

Vazamento de radiação será resolvido em breve, diz especialista

A Tokyo Electric Power Company deve conter o vazamento de radiação na usina nuclear de Fukushima 1, localizada a 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, em breve. A empresa já iniciou os procedimentos para parar a fusão do reator e assim conter a produção de gás radioativo. O procedimento consiste em adicionar uma mistura de água e ácido bórico dentro da cápsula de aço onde está o reator. “É uma questão de um ou dois dias até que a fusão pare”, disse o físico José Goldemberg, um dos principais especialistas em produção de energia no Brasil, em entrevista ao iG.

Como o vazamento deve acabar em breve, a preocupação agora é com a quantidade de radiação já liberada na região próxima à usina. Goldemberg explica que as usinas utilizam grandes quantidades de urânio para produzir energia (entre 200 e 300 kg) e, por isso, vazamentos de radiação podem gerar desastres de grandes proporções, como o ocorrido em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

No caso de Fukushima 1, a Tokyo Electric Power Company e o governo japonês ainda não informaram a quantidade de radiação que vazou. Os níveis de radiação caíram após uma explosão na usina ocorrida na manhã deste sábado, já que os vapores que aumentavam a pressão dentro da cápsula do reator foram liberados. Apesar disso, o governo japonês aumentou o raio de isolamento em torno de Fukushima 1 de 10 km para 20 km e de 3 km para 10 km em torno de Fukushima 2. “Eles perceberam que a contaminação era maior do que anteciparam”, diz Goldemberg.

Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que “quantidades mínimas de radiação” vazaram após Fukushima 1 ser atingida pelo terremoto que causou uma falha no sistema de refrigeração do reator. Segundo um pesquisador especializado em reatores nucleares, a quantidade de radiação liberada durante o vazamento está dentro dos limites estabelecidos pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP, na sigla em inglês) e, por isso, não deve causar prejuízos à população e ao meio ambiente. “A atmosfera dispersará aos poucos essa radiação.”

“O Japão tem 54 usinas nucleares preparadas para terremotos e as empresas têm experiência em resolver esses vazamentos”, disse o pesquisador. As usinas nucleares localizadas no Japão protegem seus reatores por vários sistemas de contenção e barreiras, como paredes de concreto com espessuras de um metro. Segundo ele, a situação poderia se agravar caso as usinas fossem atingidas pelo tsunami. “A usina poderia ficar submersa, o que dificultaria a resolução do problema.”

via Vazamento de radiação será resolvido em breve, diz especialista – Mundo – iG.

Japão tem 215 mil pessoas em abrigos após terremoto

(AFP) – Ao menos 215 mil pessoas estão instaladas em abrigos de emergência no leste e no norte do Japão, informou a polícia neste sábado, um dia após o terremoto extremo que abalou o país.

O número inclui mais de 100 mil pessoas retiradas da prefeitura de Fukushima, onde há risco de vazamento em duas centrais nucleares.

Na usina nuclear de Fukushima 1, o governo decretou uma área de isolamento de 10 km de raio, levando à evacuação de 45 mil habitantes, antes da liberação do vapor radioativo para aliviar a pressão no reator.

Em Fukushima 2, outra central nuclear, que também liberou vapor radioativo, a área de evacuação foi de 3 km de raio.

O tremor de 8,9 graus seguido por tsunami que atingiu o Japão na sexta-feira deixou 487 mortos, 725 desaparecidos e 1.046 feridos, segundo o último levantamento da polícia.

Apenas no litoral de Sendai, na prefeitura de Miyagi, varrido por um tsunami de 10 metros, foram encontrados 200 mortos.

via Japão tem 215 mil pessoas em abrigos após terremoto – Yahoo! Notícias.

Explosão foi causada por falhas no bombeamento do núcleo. Técnicos alertam para o risco de tragédia nuclear no Japão

Com informações da CNN – A explosão da usina nuclear de Fukushima não foi causado por danos ao reator nuclear, mas por um sistema de bombeamento que falhou enquanto equipes tentavam fazer baixar a temperatura do núcleo.

De acordo com um porta-voz do governo japonês, técnicos que trabalhavam na usina estavam inundando o reator com  água do mar para levar a temperatura do núcleo a níveis seguros.

O governo assegura que ss níveis de radiação caíram desde a explosão e não há nenhum perigo imediato. Mas as autoridades estão ampliando o raio de evacuação para um raio de 20 km (cerca de 12,5 milhas) ao redor da planta.  A evacuação já alcançou a 10 km.

Mais cedo, a Tokyo Electric Power Company informou que, enquanto sistemas de refrigeração em três dos quatro reatores falharam  após o terremoto, os níveis de água nos reatores da planta Daini estavam estáveis ​​e os monitores não teriam detectado níveis elevados de radiação nos limites da usina. Mais de 83.000 pessoas vivem a até 10 quilômetros das duas plantas, de acordo com a agência de energia nuclear japonesa.

Se os reatores não forem refrigerados, as barras de combustível no interior do núcleo podem derreter, o que pode causar enormes danos ao reator ou, no pior dos casos, a liberação de material radioativo no ar ou na água, elevando o risco de câncer e outros problemas de saúde, dizem especialistas.

O governo também estava se preparando para distribuir pastilhas de iodo para os moradores, afirmou a Agência Internacion al de Energia Atômica. O iodo é normalmente prescrito  para ajudar a evitar a exposição da glândula tireóide a altos índices de radioatividade.

A explosão ocorreu por volta das  3h30 deste sábado. Quatro trabalhadores ficaram feridos na explosão. As paredes de um edifício de concreto em torno do reator entraram em colapso, mas o núcleo e seu sistema de contenção não teriam sido danificados.

Um porta-voz da Agência de Energia  Nuclear do Japão declarou anteriormente que material radioativo havia vazado de um dos cinco reatores nucleares na usina Daiichi, localizada a cerca de 160 milhas (260 km) ao norte de Tóquio. A agência nuclear do Japão admitiu que havia uma forte possibilidade de que césio radioativo tenha sido liberado para o meio-ambiente depois do derretimento de uma barra de combustível na usina, acrescentando que os engenheiros continuavam a esfriar o núcleo com o bombeamento de água em torno deles.

O césio é um subproduto do processo de fissão que ocorre em usinas nucleares. Uma fonte da agência ponderou que  “é claramente uma situação séria, mas que por si só não significa necessariamente contaminação (nuclear) maior.”

“Esta é uma situação que tem o potencial para uma catástrofe nuclear. É basicamente uma corrida contra o tempo, porque o que tem acontecido é que os operadores de planta não foram capazes de arrefecer o núcleo de pelo menos dois reatores”, disse Robert Alvarez, estudioso sênior do Institute for Policy Studies, em Washington.

Novo terremoto atinge região de usina nuclear no Japão

Um forte terremoto de 6,4 graus de magnitude atingiu a região de Fukushima, no Japão, onde está localizada a usina nuclear que sofreu uma explosão neste sábado. Não há informações de vítimas ou danos causados pelos tremor, que é reflexo do abalo que atingiu o país na sexta-feira e provocou um tsunami que devastou a costa leste.

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do tremor foi a 84 km de Fukushima e aconteceu às 22h15 (horário local), a 35 km de profundidade. Dezenas de réplicas do terremoto de sexta-feira já foram registradas no país.

Horas antes do novo tremor, uma explosão destruiu um dos prédios e feriu quatro trabalhadores da usina nuclear de Fukushima 1, a cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio. O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou que o reator nuclear não foi danificado e que a pressão sobre ele diminuiu após a explosão. O nível de radiação no local também estaria diminuindo, segundo Edano.

De acordo com autoridades japonesas, a explosão não foi causada pelo reator nuclear, mas, sim, pelo ar e vapor com radioatividade liberados para tentar aliviar os altos níveis de pressão.

Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que houve vazamento de “quantidades mínimas de radiação” na usina de Fukushima, informou a agência local Kyodo. Ainda assim, pouco depois da explosão a imprensa local informou que as autoridades ampliaram a zona de isolamento de 10 km para 20 km em torno de Fukushima 1.

Os reatores das usinas japonesas foram desligados após o terremoto. Porém, mesmo após o desligamento, ainda é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do núcleo do reator.

[vimeo]http://vimeo.com/20953323[/vimeo]

via Forte terremoto atinge região de usina nuclear no Japão – Mundo – iG.

Tremor deixou mais de 1.700 mortos ou desaparecidos, diz agência

O forte terremoto e tsunami no Japão podem ter deixado mais de 1.700 mortos ou desaparecidos, informou a agência de notícias Kyodo neste sábado.

O forte terremoto de sexta-feira causou um tsunami de dez metros de altura, que devastou cidades na costa nordeste do país.

O terremoto no Japão foi o quinto mais forte do mundo no último século.

via Tremor deixou mais de 1.700 mortos ou desaparecidos, diz agência – internacional – Estadao.com.br.

É altamente provável que reator nuclear esteja derretendo, diz agência japonesa

A  Agência de Segurança Nuclear do Japão afirmou ser “altamente provável” que esteja ocorrendo o derretimento do reator número 1 da usina nuclear Daiichi, na cidade de Fukushima, nordeste do Japão, após os danos causados pelo violento terremoto seguido de tsunami na sexta-feira, 11.

Reator 1 da usina nuclear de Fukushima fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio

Às 15h36 na hora local deste sábado (3h36 em Brasília), os muros e o teto da usina caíram em meio a várias colunas de fumaça. Houve vazamento radioativo e quatro funcionários se feriram levemente. Segundo a imprensa japonesa, a explosão ocorreu quando uma equipe tentava esfriar o reator nuclear número 1.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão informou que liberou “vapores radioativos” para reduzir a pressão dentro do reator, que continua o dobro da normal. Medições detectaram radiação oito vezes maior que a usual nas redondezas da usina e mil vezes maior que a normal dentro da sala de controle do reator 1. A central nuclear Daiichi é operada pela companhia de geração de energia Tokio Electric Power Co (Tepco) e fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio.

Cerca de 46 mil moradores em um raio de dez quilômetros da usina foram retirados emergencialmente de suas casas e transportados para lugares seguros. Porém, segundo a rede NHK, no momento da explosão ainda havia cerca de 800 pessoas nas redondezas, algumas delas idosas.

O governo japonês pediu calma à população e disse que atuará como se o pior tivesse ocorrido na hora de ajudar os moradores. Tamém afirmou que vai ampliar de três para dez quilômetros o raio de evacuação da usina nuclear número 2 de Fukushima, situada a dez quilômetros da primeira e também afetada pelo terremoto.

via É altamente provável que reator nuclear esteja derretendo, diz agência japonesa – internacional – Estadao.com.br.

Post Navigation