Filtros e coadores dos sucessores do #foratemer: Quem pode ?

Ontem falamos sobre os entraves jurídicos que jogam por terra os nomes dos “presidenciáveis” mais cotados para conduzir a nossa barca – Henrique Meirelles, Nelson Jobim, Lula.

Hoje vou falar brevemente sobre questões de natureza moral e política também serão determinantes do ambiente em que será escolhido o futuro timoneiro desta embarcação adernada chamada Brasil.

Henrique Meirelles foi mordido pela mosca azul. Ontem, em um conference call promovido pelo J. P. Morgan, disse que as reformas vão andar, com Temer ou sem Temer. Pensa que é primeiro-ministro e já depôs o presidente.

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Simão Bacamarte, o Presidente para o lugar do #foratemer

É muito mais complicado do que parece o xadrez político da eleição indireta que a Constituição prevê  em caso de vacância dos cargos de presidente e vice-presidente. O Artigo 81 prescreve o seguinte, em seu parágrafo primeiro:

Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, na forma da lei. É o que deve acontecer na hipótese cada dia mais provável de Michel Temer renunciar ou ser afastado.

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Os abusos de Requião

O senador Roberto Requião foi o mais empenhado entre todos os parlamentares na aprovação do projeto de lei do abuso de autoridade. Demonstrou um ânimo colossal para dotar o País de um instrumento capaz de coibir comportamentos de autoridades que não conhecem limites para o arbítrio e que se valem de sua prerrogativa para deliberadamente prejudicar e perseguir cidadãos indefesos diante da força esmagadora do Estado.

Uma das cláusulas que mais pareciam motivá-lo era o parágrafo segundo do artigo primeiro, introduzido por ele no texto originalmente subscrito pelo senador Randolfe Rodrigues para tipificar crime de hermenêutica. Requião queria obrigar os magistrados a fazer a interpretação literal das leis, como se isso fosse plausível. A pena para quem insistisse no contrário iria da demissão à prisão.

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A grande biqueira da política e a cura do vício em dinheiro

Para os políticos brasileiros, o dinheiro é mais adictivo do que o crack. O fraco por grana jogou a velha elite política nas cordas.  As velhas raposas não podiam ver uma uma nota de cem dólares que logo se assanhavam, feito viciados em drogas pesadas.

A dependência de dinheiro as transformou em prostitutas decadentes. Fissuradas pelo bereré dos traficantes das empreiteiras, criaram um sistema de burocratas-radares para não deixar passar uma oportunidade sequer de obter o dinheiro alucionógeno.

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Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Juizo Final

” Anunciaram e confirmaram que o mundo ia se acabar.
Por causa disso a minha gente lá em casa começou a rezar.
Até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada.
Por causa disso lá em Brasília esta noite não se fez batucada…
…E o tal do mundo não se acabou!”

Nada descreve melhor o day after da lista de Facchin do que os versos de Assis Valente. Os soldados do armagedon, as bestas do apocalipse, todos eles continuam lá, mandando e desmandando, urdindo e tramando para salvar o traseiro da refrega judicial que certamente virá, que um dia virá.

Por enquanto, o mundo deles não se acabou.

Um terço dos ministros, um terço dos senadores, quase dez por cento dos deputados, os mais bem cotados candidatos às próximas eleições, toda essa gente continua com as rédeas do País na mão.

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O jornalismo, aquela velha prostituta

O modelo de jornalismo que conhecemos hoje está em declínio. O incrível é que muitos jornalistas vibram com isso. Ele se encontra na posição da mulher adúltera da Bíblia. Falta-lhe apenas o salvador para lembrar à turba que a primeira pedrada deve ser disferida por alguém sem pecados.

As pedras voam de todos os lados. Nas ruas, repórteres são acossados pela multidão imaculada. Impedidos de realizar a cobertura das grandes mobilizações populares, são logo culpados pela omissão da imprensa, sempre confundida com um partido político.

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A desonestidade intelectual de um tal Renato Rovai

Eu não conheço Renato Rovai, mas já ouvi falar dele. Ocasionalmente, um ou outro de seus textos publicitários cai na minha caixa-postal e sou obrigado a lê-lo. É puro lixo, geralmente em defesa de gente da qualidade de um Zé Dirceu ou outro congênere petista ao qual o publicitário presta serviços como locador de sua própria pena.

Renato Rovai é um desses baba-ovos da pior esquerda que enriqueceu falando bem de notórios curruptos. É o editor da Revista Fórum, site que, a despeito da parca audiência que ostenta, conseguiu amealhar R$ 1,7 milhão em verbas publicitárias federais nos áureos tempos dos governos petistas (leia aqui matéria do insuspeito Fernando Rodrigues sobre o achaque dos blogueiros petralhas aos cofres da União, entre eles esse Renato Rovai).

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O que vai sobrar do Brasil depois que o atual governo acabar (com ele) ?

As novidades que o Congresso e o governo vêm introduzindo na legislação brasileira vão ecoar no futuro como o momento de um ataque sem piedade a qualquer coisa que possa parecer um anteparo do Estado aos menos favorecidos. O ponto culminante, até o momento, é a terceirização selvagem que, levada a efeito, pode acabar com a CLT e nos devolver ao período do laissez-faire, no qual o Estado se limitava a proteger o direito de propriedade.

Mas a coisa pode piorar ainda mais. Caso a articulação de Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e o restante do baixo clero parlamentar seja bem-sucedida, teremos uma reforma política cujo propósito terá sido apenas o de assegurar o privilégio de foro a políticos que estão implicados no maior escândalo de corrupção do mundo em todos os tempos. E, claro, assegurar seus mandatos, uma vez que serão eles, os alvos da Lava Jato, que estarão escondidos por detrás do biombo das listas fechadas pegando carona no voto obscuro dos incautos.

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O governo das gafes

Foto: Luiz Nova – Correio Braziliense

O governo Michel Temer tem conseguido um prodígio: errar toda vez que o País enfrenta uma grande comoção ou uma situação de emergência. As gafes, as manifestações inadequadas, as falas deslocadas da realidade e o discurso antiquado e preconceituoso se transformaram em lugares-comuns na crônica do atual presidente.

A primeira delas foi a construção  de um ministério desprovido de mulheres e negros. As críticas foram imediatas e ajudaram a formatar a imagem de machista e retrógrado que afasta Temer ainda mais dos brasileiros de boa renda e escolaridade — justamente onde ele vai pior em relação à sua quase inexistente popularidade.

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Carnição: Carne fraca, alma corrupta

Responda rápido: o que une os escândalos do Mensalão, Petrolão e o Carnição?

A resposta é óbvia: a corrupção.

Foi ela que botou abaixo a maior estatal brasileira, a PETROBRAS; a maior empreiteira do País, a Odebrecht; e agora os maiores conglomerados frigoríficos do mundo.

Não há mais como não enxergar que o que precisa ser vigorosamente combatido no Brasil é essa velha prática secular de comprar e vender atalhos em qualquer ramo da atividade econômica. Ela matou a velha política, destroçou as finanças e arrasou as nossas instituições. Agora mancha indelevelmente nossa reputação e bota nossa autoestima ao pé do chão.

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O vilipêndio de Dona Marisa

Todo os que lêem este blog sabem das minhas críticas ao legado da era lulista. Elas derivam do mau comportamento dos próceres petistas especialmente no que tange à ética na política. Lula foi eleito para mudar a natureza das relações entre o Poder central e os políticos que orbitam em sua periferia. Além de descumprir solenemente a promessa, permitiu que o País fosse abduzido por um sistema em que a tunga, mais do que tolerada, parecia ser recomendada.

Isto posto, quero manifestar a minha mais profunda repulsa pelo que está acontecendo no submundo das redes sociais. Está em curso uma sórdida campanha para atacar a reputação de políticos petistas mirando seus parentes, que nada têm a ver com a disputa eleitoral/partidária/ideológica.

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O Pezão pelas mãos de Eduardo Cunha

O governador Pezão, que de tonto tem só a cara, foi obrigado a cancelar a contratação de Solange Almeida depois de ser alertado para o fato de que ela já havia sido condenada em segunda instância. Solange era o braço direito de Eduardo Cunha no jogo de extorsão parlamentar desfeito pela Operação Lava Jato e sua consorte nos anais das anotações nos fóruns criminais federais.

O objetivo da contratação da cara-metade de Edurdo Cunha era fazer com que um dos processos a que ele responde em Curitiba saísse das mãos de Sérgio Moro. Uma jogadinha matreira e que por pouco, bem pouco mesmo, não prospera. Ou seja: restituir-lhe a chance de sair da cadeia, contando com o beneplácito de outras instâncias judiciais. Foi para isso que o governador Pezão arriscou o pescoço numa jogada astuta e desastrada.

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Fernando Holiday é o velho travestido de novo

Tive uma tumultuada entrevista com o vereador Fernando Holiday hoje no meu programa Bastidores do Poder da Rádio Bandeirantes. O tema era o uso de dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para o pagamento de cabos eleitorais responsáveis por panfletagens feitas durante a campanha dele. A assunto foi levantado pela jornalista Tatiana Farah e Severino Motta em uma alentada reportagem. Para lê-la no BuzzFeed, é só clicar aqui.

Li a matéria e fui atrás das provas que ela havia reunido. Tecnicamente, a reportagem é perfeita. Perscrutei a contabilidade da campanha do vereador pelo DEM e realmente não havia ali a declaração correspondente ao pagamento do trabalho de 26 pessoas que receberam R$60 por dia para distribuir santinhos para o então candidato.

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Um doido na Casa Branca

Nunca, jamais , em tempo algum, numa genuína democracia ocidental, alguém ousou ir tão longe em ataques contra a imprensa. Nem Ruy Falcão, nem Franklin Martins, nenhum dos inimigos da imprensa no Brasil sequer sonhou com o que Donald Trump tem feito em suas investidas contra o que chama de mainstream media, ou mídia dominante.

De todas as alegorias do presidente dos Estados Unidos, sua ojeriza à imprensa é de longe a mais persistente. Tem a cara de uma mania, palavra associada a um desequilíbrio mental que faz com que certos desejos não possam ser refreados.

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Tráfico de propina traz a lama à porta do gabinete de Temer

Michel Temer só foi levado ao posto que atualmente ocupa porque o Brasil estava enfarado da corrupção do PT. Foi por isso que multidões acorreram às ruas, bateram panelas e pressionaram o Congresso. O que a Nação deixou claro, de 2013 até o dia em que o PT foi defenestrado do Poder, é que não iria mais transigir com a roubalheira.

O que fez Temer ao assumir ? Prometeu contratar notáveis, mas constituiu um gabinete de notórios. Cercou-se dos mais notórios corruptos da República. Valeu-se da mão-de-obra de velhos conhecidos da crônica policial que vem sendo escrita nos anais da Lava Jato.

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Corruptofilia e lavajatite devastam a República do PMDB

José Serra adoeceu de repente e saiu do governo. Eliseu Padilha adoeceu de repente e saiu do governo. José Yunes saiu do governo faz algum tempo, mas o ex-assessor e amigo do peito de Temer teve uma recaída recente e decidiu contar agora ao menos uma meia-verdade. Como um nigeriano abduzido por traficantes, assumiu que era “mula” da propina de Lúcio Funaro.

Romero Jucá parece ter amolecido as ideias. Perdeu completamente o respeito pelas palavras e agora imagina bacanais democráticos, que ou são para todos, ou não são para ninguém.

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Bem-vindo, DDT! E rápido!

Um dos maiores erros da história da humanidade foi o banimento do DDT, o mais eficiente inseticida jamais produzido. Foi graças a ele que o Brasil conseguiu, na década de 50, erradicar o Aedes Aegypti, o mosquito-bomba que nos faz novamente tremer diante de epidemias como  dengue, zyca e chikungunya.

Se o DDT não tivesse sido banido em 1972 por pura implicância de fanáticos religiosos do pior ambientalismo, quase 50 milhões de vidas teriam sido salvas na África e nas Américas, onde a malária é endêmica.

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Rodrigo Maia cede a lobby da bancada da bala e aborta CPI da Taurus

Sob o argumento de que não há fato determinado a investigar, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, atuou em favor do lobby congressual conhecido como Bancada da Bala e livrou empresa Forjas Taurus de ter que responder pela má qualidade das armas que fabrica em uma comissão parlamentar de inquérito. O arquivamento, feito sem alarde, foi determinado no dia 26 de outubro de 2016.
No despacho em que empastelou a investigação, Rodrigo Maia argmentou que os 202 deputados que assinaram o requerimento da CPI “citam casos pontuais, sem demonstrar a repercussão do fato, limitando-se a apontar notícias de televisão  e quatro casos supostamente ocorridos no Distrito Federal e um nos Estados Unidos”.

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Os tolos e a ironia

Escrevo este textículo (ops!) porque recebi uma ligação de uma das minhas filhas. Ela é feminista roxa (ops!) e estava apavorada com a repercussão de uma frase que eu realmente disse ontem no começo da Jornal da Noite, da Band: “lugar de mulher é na cozinha”.

“Nossa, mas o cara ainda tem a pachorra de admitir que disse uma bobagem dessa!…”, espantar-se-hão todos os tolos,  imbecis, os mal-intencionados e sociopatas que buscam apenas um pretexto para estigmatizar gente, que é o que mais se faz nesse Reino de Hades da internet.

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#foratodos!

O sentido que emana da primeira das quase 80 propostas de delação da Odebrecht é um só: estamos nas mãos de uma organização que, a partir do PMDB, com a deposição de Dilma Rousseff, se mudou para a Presidência da República para assaltar o País.

Uma organização que opera de maneira hierarquizada e organizada, com um ‘know-how’ muito bem sistematizado, cuja expertise vai se reproduzindo em analogias facilmente verificáveis em dois dos três Poderes
.

Na linha de frente estão os operadores mais atrevidos. No Senado, Romero Jucá; na Câmara, Eliseu Padilha. Eles atuam em sintonia com outros operadores/distribuidores de dinheiro de propina como Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha, que agiam em seu próprio nome e também em nome de terceiros.

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Data Vênia, o povo

Se você está achando que o STF não faz jus ao que o País necessita neste momento, acalme-se. Ele apenas reparou algo que precisava de reparação. Decidiu que Renan Calheiros não é ficha limpa o suficiente para assumir interinamente a Presidência da República, mas não é ficha suja o que baste para ser afastado da presidência do Senado.

Foi uma decisão sábia, à altura do altruísmo e do patriotismo dos nosso ministros. Eles sabem que é melhor ter um ladrão confiável com a pauta do Congresso nas mãos do que permitir que um petista sério tome assento na condução do ajuste fiscal. Ainda que, como disse o próprio réu anistiado ontem, isso viesse a durar apenas nove dias.

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Acompanhe no blog a sessão do STF que deve afastar Renan Calheiros

O blog transmite ao vivo o julgamento da ADPF impetrada pela Rede Sustentabilidade com o objetivo de afastar Renan Calheiros da presidência do Senado da República em função de o parlamentar alagoano ter se transformado em réu em ação pena perante o Supremo Tribunal Federal. A transmissão é gerada pela TV Justiça.

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A flauta de Marco Aurélio

tifaoUm dos mais pavorosos titãs da mitologia grega é Tifão, filho de Gaia e Tártaro. Tinha mil cabeças que podiam tocar as estrelas e braços capazes de abraçar meio mundo.

Veio das profundezas do Hades com o propósito de subjugar o mais poderoso dos deuses. Era tão forte e violento que venceu Zeus uma vez e, ao escalar o Olimpo, expulsou de lá todas as outras divindades.

Foi derrotado por um singelo estratagema executado pelo flautista Cadmo. Ele atraiu a criatura pavorosa e a encantou com sua música. Enquanto isso, Zeus furtava seus raios e poderes de uma caixa onde o monstro os havia escondido. A inteligência do delicado estratagema venceu a brutalidade da besta.

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Vai lá, Presidente.

Arena Condá

Daniel Isaia/Agência Brasil

Presidente, se eu fosse o senhor, iria ao estádio de Chapecó. Tem um monte de gente esperando o senhor lá. As pessoas estão precisando que alguém tenha um gesto de grandeza. Pode perfeitamente vir do senhor. Basta ter um pouco de coragem. Medo de tomar uma vaia não justifica sua ausência. O senhor vai ficar com fama de covarde.

É um momento de comoção. As pessoas estão muito tristes com o que aconteceu. Realmente tristes, desoladas. Estão se sentindo como se tivessem perdido um irmão mais novo no auge da vida. Elas se emocionaram com o Ministro José Serra, para o senhor ter uma ideia!

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O que Renan tem contra a Justiça ?

A pressa do senador Renan Calheiros em votar o Pacote Pró-Corrupção só tem uma explicação. Ciente de que logo se tornará réu, o poderoso chefão do Senado arrasta a instituição que preside para uma guerra fratricida contra o Judiciário e o Ministério Público que brevemente irão julgá-lo.

renan-calheirosA tentativa de acumpliciar os colegas com seu extenso passivo criminal, no entanto, encontrou finalmente um limite. Nem os partidos tradicionalmente aliados do PMDB querem se associar a essa empreitada. Daí os 44 votos que ele obteve contra si na triste sessão desta quarta-feira.

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Deu Trump! Porrada nela!!!

face_punchEram 5h39 quando o mundo ficou sabendo. Deu Trump. Não havia mais o que fazer.

O sujeito olhou para a mulher. Faltavam ainda alguns minutinhos para o despertador tocar. Cutucou-a com brutalidade e, assim que ela se levantou, desferiu-lhe uma bolacha na têmpora. E disse:

— O Trump ganhou a eleição. Acabei de ver na internet. A partir de hoje, acabou o feminismo. Agora vai ser porrada na cara todo dia!

O juizeco e o senadorzinho

policiasenadoRenan Calheiros é o presidente de uma instituição que um dia decidiu criar uma guarda para… Para que mesmo ?

De acordo com a Resolução nº 59/2002, para cuidar da segurança do presidente da Casa e dos demais senadores “nas dependências do Senado Federal”. Ou ainda, “em qualquer localidade do território nacional e no exterior, quando determinado pelo Presidente do Senado Federal“.

Renan acha que um “juizeco de primeira instância” não tem a prerrogativa de molestar policiais do Senado que exorbitam o limite legal de sua atuação ao desarmar grampos determinados por algo como a Operação Lava Jato.

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