#foratodos!

O sentido que emana da primeira das quase 80 propostas de delação da Odebrecht é um só: estamos nas mãos de uma organização que, a partir do PMDB, com a deposição de Dilma Rousseff, se mudou para a Presidência da República para assaltar o País.

Uma organização que opera de maneira hierarquizada e organizada, com um ‘know-how’ muito bem sistematizado, cuja expertise vai se reproduzindo em analogias facilmente verificáveis em dois dos três Poderes
.

Na linha de frente estão os operadores mais atrevidos. No Senado, Romero Jucá; na Câmara, Eliseu Padilha. Eles atuam em sintonia com outros operadores/distribuidores de dinheiro de propina como Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha, que agiam em seu próprio nome e também em nome de terceiros.

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BESTA tenta demolir Joaquim Barbosa para salvar mensaleiros

A BESTA (Blogosfera Estatal), rede de sites pagos pelo governo para defender mensaleiros e atacar as instituições, move mais uma campanha para tentar equiparar, no plano moral, o ministro Joaquim Barbosa e os corruptos petistas por ele condenados. A última assacação trata da constituição de uma empresa nos Estados Unidos para a aquisição de um apartamento em Miami pelo presidente do STF.

O procedimento é absolutamente legal e regular nos Estados Unidos. Tem por objetivo assegurar a transmissão de bens a eventuais herdeiros em caso de morte do proprietário do imóvel. Todo mundo que compra um imóvel na Flórida faz o mesmo caminho, que nada tem de imoral ou irregular. É o caminho oferecido pela legislação americana para impedir que o fisco tribute a transmissão desse do bem em quase metade de seu valor.

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Chupa, PT!

O Partido dos Trabalhadores, em seu passado remoto, já encarnou a esperança de moralização da política. Quem não se lembra da CPI da Corrupção do governo FHC, das inúmeras denúncias contra governantes e partidos adversários, da atuação cidadã de gente como José Genoíno, dos vazamentos seletivos durante as CPIS ? Dava gosto ver aqueles jovens egressos do sindicalismo, dos movimentos sociais, atuando em Brasília.

Hoje, à luz do que jorra do STF, o que se percebe é um enorme logro. Da mesma natureza do que um certo Demóstenes Torres protagonizou recentemente. Mas em proporções gigantescas. O que o PT fez assim que assumiu o poder, que agora vai sendo assentado como sentença condenatória, foi criar um grupo com expertise em corromper, ser corrompido, tungar dinheiro de empresas públicas, aliciar malfeitores na iniciativa privada e subornar parlamentares. Uma máquina de desviar dinheiro público.

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A injusta queda do IBOPE de Dilma Rousseff

O IBOPE registrou, pela primeira vez desde o início do governo, uma queda expressiva nos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff em algumas metrópoles importantes. Em São Paulo e em Curitiba, a regressão  ficou  entre 10 e 14 por cento. Não se sabe o que contribuiu para isso — se as greves ou o pessimismo que se estabeleceu quando a crise econômica global começou a dar sinais de que o Brasil não está imune a seus efeitos.

Ninguém vai brigar com o eleitor ou sobrepujar sua soberania para avaliar o desempenho de governantes. Mas há uma flagrante injustiça na nota que a presidente recebeu.

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O Aerotrem, a maconha e o primeiro golpe baixo da campanha

Soninha Francine foi a primeira vítima de um golpe baixo nesta campanha recém-começada. Foi desferido justamente pelo candidato profissional Levy Fidélix, aquele do Aerotrem. Ao defender com clareza a descriminalização da maconha, foi criticada por supostamente fazer “apologia” do uso de drogas.

Não houve apologia coisa nenhuma. O que a candidata do PPS fez foi manifestar sua opinião de maneira coerente e corajosa, dentro dos limites do que o Supremo Tribunal Federal estabeleceu ao entender as marchas da maconha como um direito afeto à cidadania, circunscrito à liberdade de manifestação.

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‘Quem matou foi Deus. Eu só dei o tiro’

No Tribunal do Juri, um réu acusado de latrocínio se defronta com o promotor. Tem que explicar a morte de um homem por uma arma encontrada em suas mãos segundos depois do assassinato da vítima. Geralmente ocorre da seguinte maneira:

– “Essa arma lhe pertence ?”, indaga o promtor.

– “Não senhor, eu nunca vi essa arma na vida”, responde o acusado.

– “Mas ela foi pega na sua mão. O que o senhor estava fazendo com ela ?”, retruca o acusador.

– “Eu ia passando e vi uma coisa qualquer na calçada. Quando eu peguei passou a polícia. Eu nem cheguei a ver que era um trezoitão”.

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A semana mais importante da história deste País para Lula

A semana que começa hoje talvez seja a mais importante da história deste país para o STF, os mensaleiros e… especialmente para o ex-presidente Lula.

Na quinta-feira 2, o passado e o presente vão se se encontrar e se entrelaçar em dois eventos da maior importância: o julgamento do Mensalão em Brasília e o primeiro debate eleitoral em São Paulo.

O que vai acontecer em Brasília servirá para definir o patamar moral do governo Lula. Depois de se desculpar publicamente pela roubalheira de seus ministro, que amealhavam dinheiro na corrupção para assegurar uma maioria tranquila ao governo petista, Lula se engajou numa luta pessoal para desmoralizar as acusações e livrar os mensaleiros da cadeia.

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Segurança, eleições e ideologia

O Blog do Pannunzio tem veiculado uma série de matérias sobre a violência policial em São Paulo. A preocupação  com o tema começou em 18 de fevereiro do ano passado, quando uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil despiu à força uma escrivã acusada de concussão. O blog veiculou as imagens da desastrada e arbitrária prisão em flagrante e cobrou das autoridades providências para punir os delegados que protagonizaram o escândalo.

Desde então, o atual secretário de Segurança Antônio Ferriera Pinto vem deixando claro seu apoio a atitudes como aquela, que extrapolam o limite legal de atuação de policiais sob comando de sua pasta. Ele chegou a cumprimentar os policiais que prenderam a escrivã e relutou em demitir a corregedora Maria Inês Trefiglio, que dias depois do episódio vir a público foi defenestrada do cargo de confiança que ocupava pelo governador Geraldo Alckmin.

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A reversão da curva da criminalidade e a intervenção no comando da PM

O Procurador Federal Mateus Magnani deve anunciar nesta quinta-feira que ingressará com uma ação civil pública para tentar forçar o governador Geraldo Alkcmin a trocar todo o comando da PM. A notícia surge num momento crítico para a segurança dos paulistas em geral e dos paulistanos em particular. Depois da vitoriosa redução dos índices de criminalidade conquistada nos governos anteriores, a política do extermínio do atual bota a perder todo o esforço despendido no passado.

É alarmante o aumento de 22% nos homicídios dolosos na cidade de São Paulo quando se cotejam os dados do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. O levantamento, feito pela própria Secretaria de Segurança Pública, apenas quantifica algo que se pode sentir nas ruas: o pavor de viver numa cidade em que só se distinguem algumas ações da polícia e do crime organizado pelo uniforme de quem dispara a arma.

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Segurança Pública e a política do extermínio em SP: chamem a Força Nacional!

Não se deve debitar o saldo trágico da atuação da PM exclusivamente aos policiais envolvidos nas operações de exetermínio, como tentou fazer o comando da corporação. A mortalidde, como deixa clara a múltipla ocorrência de eventos semelhantes, é produto de uma política de Estado — a política de extermínio que vem sendo levada a efeito pelo governo Geraldo Alkmin.

Nas últimas 48 horas, pelo menos três pessoas foram executadas de maneira covarde por policiais que confundem celulares com armas de fogo, fazem diligências fora de sua jurisdição e abusam do direito de exercer a violência legítima em nome da proteção da sociedade. Os crimes ocorridos nos últimos dias expõem de maneira clara e contundente que quem está na mira da PM não são apenas os bandidos — são também cidadãos sem passado criminal, de vida correta, sem nenhum envolvimento com bandidos.

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Por Perillo, PSDB se equipara ao PT

As enroladas transações envolvendo um imóvel, pagamentos triangulares e malas de dinheiro expuseram as entranhas de um sistema de corrupção introjetado na máquina goiana. O protagonismo do governador Marconi Perillo parece agora indelével. Quanto mais tenta explicar a transação envolvendo a venda de sua casa, mais complicado fica entender o negócio sem enveredar por suspeitas mais do que bem fundamentadas de que ali houve corrupcão.

A CPI do Cachoeira pegou Perillo. É evidente demais que os tucanos não percebam que perderam a primeira batalha na guerra de morte congressual. O bicheiro nomeava gente no governo, mantinha em seu bolso boa parte dos oficiais da PM, tinha influência inequívoca na corte goiana.

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Bye-bye, Demóstenes

Demóstenes Torres deve ser cassado amanhã.

Já vai tarde.

A única coisa a lamentar é que tanto tempo tenha sido necessário para cumprir o formalismo processual. Tivéssemos uma constituição paraguaia e o dublê de lobista da contravenção e senador da República não teria durado duas horas.

Que os colegas piedosos consigam ser, ao menos no momento de declinar o voto, tão implacáveis como ele foi com seus opositores. Que o mandem logo para o Hades da política.

Demóstenes Torres vai para o lixo da história. O “Guardião”, sistema que interceptou sua pornografia com a contravenção, serviu para revelar ao País como um homem pode ser hipócrita e mentiroso. Como alguém pode ser manipulador e farsante. Como pode alguém enganar a todos com sua empáfia moralista e sua vida canhestra.

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O lucro da selvageria

Bom, estive fora durante o fim-de-semana. Assisti à luta do UFC. Não mudei de opinião: aquilo é selvageria pura.

O arbítrio dos jovens que se lançam nessa vertigem de imitar os brutamontes bem-sucedidos não me parece ser maior do que o dos galos de briga. Na periferia das grandes cidades, há poucas escolhas possíveis para um garoto pobre: servir ao tráfico matando ou alistar-se como gladiador dessa nova modalidade esportiva.

Há também os virtuosos que conseguem se safar, encontram uma brecha na combalida educação e se tornam cidadão produtivos. Mas esse com certeza é um dos caminhos mais difíceis.

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Cadê os 30% de petisas no eleitorado de SP ?

Fernando Haddad é um cara simpático. Parece bem-intencionado. É bonitão, causa furor entre as mulheres por onde passa. Mas não consegue transformar sua simpatia em votos. Está atolado no ridículo percentual de pouco mais de 5% desde que sua candidatura foi imposta pelo ex-presidente Lula.

Diz um dos bordões da política que o eleitorado petista representa 30% dos eleitores paulistanos. Pergunto: onde estão esses 30% que não aparecem nas pesquisas ?

Podem dizer que a pergunta é extemporânea. Deveria ser feita mais à frente, quando a campanha já tiver sido embalada pela propaganda na televisão. É verdade que só o início da propaganda eletrônica vai definir o cenáio. Mas o tabuleiro já está montado. E, ao contrário do que se passa com o postulante petista, os demais já começaram a ver suas curvas eleitorais sofrendo os efeitos da reflexão dos eleitores.

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Brazilians, go home!

21 de Setembro de 2009. Eu e uma porção de jornalistas brasileiros estávamos em Nova Iorque para cobrir a Assembléia Geral da ONU, que seria aberta no dia seguinte. No fim da tarde, um diplomata que coordenava a cobertura da imprensa brasileira pelo Itamaraty nos convocou para uma entrevista coletiva que o então chanceler Celso Amorim concederia em poucos minutos. “É uma informação importante”, avisou o assessor.

Antes de chegar à sala de imprensa montada na suíte de um hotel, pensávamos que a convocação se referia a algo envolvendo a polêmica posição do presidente Lula, que naquele momento se empenhava em defender o direito do Irã ao uso da energia nuclear. Lula havia se transformado numa espécie de embaixador informal de Ahmadinejad, posição que manteve até o último de seus dias no governo, e que terminou por ensejar um dos maiores micos que o Brasil já havia protagonizado ao longo de sua nobre história diplomática: a tentativa de acabar com a crise no Oriente Médio com uma conversa de pé-de-ouvido, um sanduíche de mortadela e uma caipirinha.

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Geraldo Alckmin, o nome da crise da segurança paulista

“Quem enfrentar a polícia vai levar a pior”.

A frase, em tom de ameaça, é do governador Geraldo Alckmin, em mais um exercício retórico para justificar o injustificável: a crise aberta na segurança de São Paulo pela política de execuções sumárias que equiparou a ROTA, o tal grupo de elite da PM paulista, a um grupo fardado de extermínio.

Comércio fechado, intranquilidade da população, escolas paradas, ônibus incendiados, policiais mortos. Índices que, apesar de descaradamente manipulados, já não conseguem mais ocultar o crescimento vigoroso das estatísticas da criminalidade. Esta é a realidade decorrente da opção do governo pela violência desmedida de seus policiais.

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Mensalão: o que se quer é que o STF julgue, nada além disso

O Mensalão é um escândalo que ofende a honra, a dignidade e os brios dos brasileiros. Eleitos para governar conforme as regras da ética, da decência, da moralidade, da impessoalidade e da legalidade, dirigente petistas foram muito além nos primeiro anos Lula: construíram um esquema de amealhar votos congressuais e comprar consciências com dinheiro desviado de instituições como o Banco do Brasil, como ficou sobejamente demosntrado na peça de acusação assinada pelo então Procurador-Geral da República Antônio Fernando de Souza.

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Aos navegantes da BESTA: não adianta chorar, vocês perderam mais uma!

Anteontem, quando postei aqui que o ministro Gilmar Mendes decidiu revelar o assédio de Lula porque Lula estava espalhando boatos contra ele, fui trucidado pela claque da BESTA (BLogosfera Estatal). O Twitter do Blog do Pannunzio virou um lixo. Foi inundado por centenas de mensagens de pessoas que me chamavam de tudo o que há de ruim e nefasto. Mais uma vez tentaram manchar a minha reputação, arrasando com meus trinta anos de jornalismo.

A informação ficou apenas por aqui, virou uma espécie de privilégio dos leitores deste blog. Entendo a cautela dos que decidiram não repercuti-la. Afinal, afirmar que o que gerou o episódio foram boatos espalhados pelo próprio Lula parecia ser pesado demais. Os demais jornalistas agiram com responsabilidade e cautela.

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Gurgel precisa se explicar

A despeito da excelente reputação de que goza entre os colegas — e até entre os magistrados da mais alta corte do País — o Procurador-Geral da República Roberto Gurgel precisa explicar a atuação do Ministério Público na operação Monte Carlo. A versão apresentada até aqui deixa lacunas enormes, incompreensíveis até, que abrem margem para as especulações em torno das razões que levaram o PGR e a mulher dele a engavetar o inquérito instaurado para investigar o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

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Aos comentaristas do blog: parabéns pelo nível do debate

Estou adorando a qualidade dos debates travados na área de comentários do blog. Depois de um período inicial de provocações e desconfianças, chegamos finalmente a um diálogo em que contam as ideias e os argumentos, discorridos com firmeza, mas sobretudo com inteligência e elegância.

Tem sido muito produtivo, especialmente para mim. Os elementos trazidos por vocês têm provocado reflexões saudáveis sobre os meus próprios pontos-de-vista. Acredito que o mesmo esteja se passando com os contendores.

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A dolorida e imperiosa prática da liberdade de expressão

O Blog do Pannunzio tem sido instado a exercer com mais rigor a moderação dos comentários para evitar ataques de antagonistas das posições que defendo nestas páginas. Reconheço que permitir o contraditório é uma tarefa espinhosa e muitas vezes dolorida. Não é fácil para ninguém ser contrariado.  E quem age assim está permanentemente ameaçado de se ver desautorizado por argumentos mais sólidos — ou menos equivocados — do que os que orientam suas próprias convicções.

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Relembrando o passado: Feliz Natal, Sean

A disputa envolvendo a guarda do menino Sean Goldman foi o pior e mais crasso caso de alienação parental registrado nas páginas do Blog do Pannunzio em seus quase quatro anos de existência. O desfecho se deu na véspera do Natal de 2009, quando, depois de mais de 4 anos de uma guerra judicial, o pai, o norte-americano David Goldman, conseguiu levar o garoto para os Estados Unidos, de onde havia sido abduzido pela mãe, Bruna Bianchi, sem aviso nem consentimento.

De volta ao Brasil, a mãe se casou com o descendente de uma aristocrática família de advogados cariocas. Eles utilizaram todos os meios para impedir que a criança convivesse com o pai e moveram uma campanha que beirou a patriotada. A mesquinhez com que agiam os parentes brasileiros se tornou evidente a partir do momento em que Bruna Bianchi, a mãe de Sean, morreu ao dar à luz seu segundo filho , e a avó materna Silvana Bianchi, assumiu a guarda do garoto.

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Um País para Manuela

Minha netinha Manuela nasceu anteontem, no mesmo dia em que a CPI do Cachoeira foi instalada. Tenho o pressentimento de que o futuro que ela encontrará quando tiver conquistado sua plena cidadania guarda uma estreita relação com os fatos que o Congresso vai apurar — ou não — no processo que se inicia agora.

Estou consciente de  que essa expectativa  não encontra amparo nem na minha experiência pessoal e pode parecer pueril. Pode-se considerar que ela seja fruto de um desmesurado otimismo em relação às Instituições brasileiras. Senti a mesma coisa anos atrás, no começo da década de 90, quando Bruna, a mãe da Manuela, era uma recém-nascida. E eu estava enganado, muito enganado.

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Por que a CPI do Cachoeira é urgente e necessária

A semana que começa hoje abre na seara política a discussão sobre a conveniência da instalação da CPI do Cacheira. Incentivada no princípio por Lula e Rui Falcão, presidente do PT, há agora o risco concreto de que o governo e o próprio PT tentem abortar o processo por temerem que os prejuízos sejam maiores do que o lucro.

A preocupação se justifica pela dinâmica que o processo ganhou antes mesmo da criação da CPI. Para atingir Marconi Perillo, os primeiros áulicos da investigação patrocinaram a consolidação de suspeitas mais do que bem fundamentadas contra o governador petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal. E colocaram em evidência a natureza espúria das relações entre o petismo e a empreiteira Delta, a queridinha do PAC. De quebra, serviram para expor o deputado Protógenes Queiroz, que igualmente mantinha relações “profissionais” com o núcleo da arapongagem a serviço do jogo do bicho.

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Cutucando a BESTA (Blogosfera Estatal): Coerência, pelo menos, aqui não falta

Tenho sido “acusado” nos últimos dias de coisas que eu realmente fiz. Portanto, as acusações não me machucam nem irritam. Eu realmente defendi o Bóris Casoy diante do bullying que os patrulheiros da BESTA (Blogosfera Estatal) armaram contra ele. Casoy, que é meu colega de emissora, nunca escondeu de ninguém que é um conservador. Eu não sou conservador, mas tenho respeito por ele, mesmo discordando de muito do que pensa.

A frase infeliz dita por ele foi interpretada com um sentido ideológico que realmente não tinha. Foi produto de um vazamento de áudio na passagem de bloco do jornal. Não foi um raciocínio tramado, como se ele tivesse deliberadamente , dolosamente, lançado mão de preconceitos ideológicos para ofender os garis. No campo da motivação e das intenções, o episódio não pode ser comparado ao texto em que Paulo Henrique Amorim ofende, dolosa e deliberadamente, o colega Heraldo Pereira com o bordão escravocrata “negro de alma branca”.  Mas isso os fundamentalistas da BESTA não discutem.

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Aviso aos navegantes da BESTA (Blogosfera Estatal): não percam tempo escrevendo atrocidades no meu blog

Meu blog foi atacado por hackers e retirado do ar durante algumas horas do último sábado. Atribuo os ataques (foram várias tentativas) à BESTA, Blogosfera Estatal, sigla com a qual a partir de agora passo a me referir a todos os sociopatas que não sabem se comportar em sociedade.

Em função desse episódio, algumas rotinas foram alteradas. Desde o último fim-de-semana todos os comentários são mediados e moderados. Os que contiverem ataques a mim não serão publicados. Ideias que contraditem com argumentos as opiniões expressas no blog serão bem-vindas. Mas agressões gratuitas irão para o local de onde não deveriam ter saído: o lixo. Portanto, não percam seu tempo escrevendo estultícies como as que tenho recebido aos montes.

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Quem, então, é o verdadeiro PIG, PHA ?

PIG, de acordo com a Wikipedia, significa “Partido da Imprensa Golpista (comumente abreviado para PIG ou PiG) . É uma expressão usada por órgãos de imprensa e blogs políticos de orientação de esquerda para se referir a órgãos de imprensa e jornalistas por eles considerados tendenciosos, que se utilizariam do que chamam grande mídia como meio de propagar suas ideias e tentar desestabilizar governos de orientação política contrária”.

PIG, na minha modesta maneira de ver as coisas, é uma expressão negativa, pejorativa, estigmatizante, com a qual o blogueiro Paulo Henrique e seus mujahidins achincalham todos os que não concordam com as bobagens que ele escreve. PIG, porco, é aquele que não se enquadra no maniqueísmo das categorias e das conveniências comerciais do blogueiro. É quem não se alinha ao neobolcheviquismo de araque de PHA.

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A energia nuclear é mesmo perigosa ?

O acidente nuclear de Fukushima, consequência do terremoto e do tsunami que atingiram a costa leste do Japão, reacendeu a discussão sobre os riscos representados pela utilização de isótopos radioativos como combustível para a geração de energia elétrica. Governos de países europeus se anteciparam em anunciar o fechamento de usinas mais antigas e os ambientalistas, que nos últimos anos transitaram da rejeição absoluta à aceitação entusiasmada da energia termonuclear, voltaram a rever posições.

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Fechando o caso: A opinião do Blog sobre a Operação Pelada

Dez dias se passaram desde que o Blog do Pannunzio e a Rede Bandeirantes denunciaram as atrocidades perpetradas por uma equipe de delegados-corregedores contra uma escrivã acusada de concussão. Até agora, todo o material jornalístico publicado nesta página eletrônica foi orientado pela objetividade. Apesar da gravidade da denúncia, tentei ao máximo não permitir a contaminação dos conteúdos pela minha própria indignação. Agora chegou o momento de expressar o que pensamos.

As atrocidades contidas no video gravado pela Corregedoria chocaram o País, provocaram comoção e produziram uma série de repercussões políticas e institucionais. No ambiente do Blog, despertaram uma discussão saudável entre leitores horrorizados com os múltiplos desrespeitos evidenciados pelas cenas. A discussão se materializou na forma de centenas de comentários, em sua maioria serenos e bem embasados. Quero dar os parabéns aos leitores pela lucidez na abordagem madura do problema e agradecê-los pela maneira correta com que divergiram, somaram, acrescentaram elementos de análise ao conteúdo do Blog.

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Saudade de Dona Marisa, que faz muita falta em Brasília

Dolley Madison: Primeira-dama antes de ser mulher de um Presidente

Desde que a saudosa Ruth Cardoso transferiu seu domicílio do Palácio da Alvorada para o bairro de Higienópolis, em São Paulo, o Brasil não tem uma Primeira-Dama à altura do status que essa designação inspira. A imagem atuante da esposa de Fernando Henrtique Cardoso contrasta de maneira cabal com o acanhamento e a inexpressividade de Marisa Letícia Lula da Silva, que passou oito anos no mesmo endereço de Brasília sem se deixar notar minimamente — e quase sem deixar vestígios.

Ruth Cardoso ajudou o marido a construir o núcleo estrutural dos programas sociais que viriam a se transformar no embrião do Fome Zero e seus sucedâneos. Sempre deixou claro que não gostava do rótulo de Primeira-dama. Muitas vezes, a condição de esposa de um presidente sedutor causou-lhe embaraços na vida pessoal. A despeito disso, os efeitos de sua passagem pelo núcleo de Poder em Brasília geraram consequências que todo o País reconhece.

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