Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the day “maio 4, 2012”

Samsung Galaxy: Uma decepção a cada lançamento

Por Henri Karan, do site SowmeTech

Cada vez que um novo celular é lançado, costumo ouvir os mesmos comentários: esperava mais, não é tudo isso ou não mudou nada… Numa época onde renovar é preciso, os fabricantes se esforçam para lançar novos produtos rapidamente. Só que as novidades nem sempre agradam.

Um bom exemplo foi o lançamento do Samsung Galaxy SIII . As opiniões se dividiram e muita gente ficou decepcionada. Mas se analisarmos friamente, o celular é uma evolução sobre o modelo anterior.

Vamos aos fatos.

O novo modelo tem um novo formato, tela maior e mais resistente, além de um processador potente. A câmera traseira continua com 8 megapixels, mas e daí?

Acho difícil encontrar alguém que não esteja satisfeito com a qualidade da câmera do SGSII. A grande diferença é que neste novo modelo as fotos são instantâneas (zero-lag) e não existe a demora para capturar a imagem de antes. Eu que tenho um SGSII considero uma das maiores evoluções do novo aparelho.

Além disso o Galaxy SIII tem novidades de aplicativos como o SVoice que é uma imitação do Siri feito para o iPhone, da Apple. O aparelho tem ainda algumas “firulas” como  a câmera que registra o movimento dos olhos do usuário para manter a tela ligada e uma ferramenta que reconhece automaticamente os amigos nas fotos e envia as informações para as redes sociais.

Lembro que na época do lançamento do iPhone 4S ouvi comentários parecidos. Naquela época, uma análise mais detalhada também mostrou alguns avanços significativos. Além do próprio Siri, o iPhone 4S era equipado com um processador mais potente, câmera de 8MP e possibilidade de gravar vídeos em HD (clique aqui para ver a matéria sobre o lançamento).

Só que os apaixonados pelos produtos da Apple esperavam a quinta versão do modelo e não faltaram críticas. O problema é que, nos dois casos, os aparelhos são melhores mas não trouxeram nada radicalmente novo ou revolucionário.

São versões apenas versões melhoradas. Tenho certeza que da mesma forma que o iPhone 4S tem vendido muito, o Galaxy SIII também será um campeão de vendas. A grande dúvida que fica é: estamos ficando mal acostumados ou as empresas antecipam demais os lançamentos para sempre ter uma novidade na prateleira?

via Uma decepção a cada lançamento – – ShowmetechShowmetech.

Presidente do PT defende convocação de Perillo na CPI

DAIENE CARDOSO E GUILHERME WALTENBERG , da Agência Estado

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, defendeu nesta sexta-feira a convocação de governadores na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, especificamente o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). “É possível que num dado momento eles convoquem um governador, principalmente o Marconi Perillo”, disse o dirigente, para quem o governador tucano seria o mais exposto pelo vazamento da investigação da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Falcão, que participou na manhã desta sexta-feira de um encontro para discutir estratégia eleitoral dos pré-candidatos do PT nessas eleições municipais, em Embu das Artes, São Paulo, disse em seu discurso que este é o momento para que a sociedade saiba quem é o homem que disse ter alertado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes do estouro do escândalo que ficou conhecido como Mensalão. “Essa CPI vai mostrar quem é o governador de Goiás”, disse, numa referência ao fato de Perillo ter dito, na ocasião desse escândalo, que teria alertado Lula.

Ainda nas críticas a Marconi Perillo, o dirigente petista disse que o governador poderia estar “recebendo dinheiro em caixa de computador”, numa referência às escutas que apontam que a quadrilha de Cachoeira poderia ter levado dinheiro para a sede do governo goiano. No entanto, Falcão ponderou que os vazamentos não são suficientes para incriminar ninguém neste momento, nem mesmo o governador tucano, que integra o maior partido de oposição ao PT.

Indagado sobre a inclusão de nomes de outros governadores no vazamento dessas escutas, como por exemplo o correligionário Angelo Queiróz, governador petista do Distrito Federal, Rui Falcão argumentou que pelos dados apresentados até agora, só caberia a convocação de Perillo. “Mas essa é uma decisão da CPMI”. E frisou: “Por enquanto, eu defendo a convocação de todos que tenham comprovação de envolvimento nesta organização criminosa”.

Demóstenes e os ‘inocentes úteis’

Editorial do Jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba, SP

A desmoralização de Demóstenes Torres é também um atestado público da baixa eficiência da imprensa que, durante anos a fio, em miríades de reportagens, entrevistas, artigos e citações, transformou esse obscuro político goiano em arauto da moral e da ética no Congresso, sem ao menos desconfiar de suas relações com o mundo da contravenção ou, o que é mais perturbador, possivelmente desconfiando, mas optando por poupá-lo, por conivência ou conveniência.

As regras do jornalismo ensinam que a reportagem deve responder a seis perguntas básicas: o que, quem, quando, onde, como e por quê. As ligações de Demóstenes com o bicheiro Carlinhos Cachoeira – com quem o senador, ao que tudo indica, mantinha uma intensa troca de favores -, mostra que a chamada grande imprensa, aquela que tem acesso direto aos parlamentares, fracassou ao informar o “quem” à sociedade. Levou a acreditar em uma armação, um personagem de fachada.

O “equívoco” – vamos tratar dessa forma – assumiu proporções apologéticas em algumas publicações. Em julho de 2007, a revista Veja dedicou quatro páginas de sua edição nº 2015 para enaltecer alguns parlamentares que, segundo a publicação, eram “quase tudo com que os brasileiros podem contar no Congresso para que os interesses particulares não dominem totalmente a política”. Título da reportagem: “Os mosqueteiros da ética”. Um deles, claro, era o “incansável” Demóstenes Torres.

Já a revista Época, em dezembro de 2009, incluiu Demóstenes entre os cem brasileiros mais influentes do ano. O texto de apresentação, assinado pelo sociólogo Demétrio Magnoli – que ainda pode ser lido no site da revista -, enfatiza: “Demóstenes não é mais um comerciante no mercado em que se trafica influência em troca de cargos e privilégios. Ele tem princípios e convicções.” A edição de Época colocou o ex-democrata, hoje sem partido, na categoria dos “Líderes & reformadores”.

Boa parte da notoriedade de Demóstenes foi construída quando ele, como líder do DEM e membro da Comissão de Ética, fustigava figuras da política acusadas (sabe-se agora) de erros semelhantes ao seu. O senador goiano foi um dos algozes do ex-presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado em 2007 de receber favores de um lobista. “É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes”, disse na ocasião.

Tanta exposição na mídia levaram a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) a encarregar o justiceiro de prefaciar o livro “Ficha Limpa – A Vitória da Sociedade”, publicado em 2010 pela entidade. Hoje, a OAB pede sua cassação. Nos últimos dias, surgiram críticas à forma como a imprensa aceitou Demóstenes Torres como o que ele afirmava ser, sem jamais investigá-lo a fundo para checar se não era mais um lobo em pele de cordeiro. Coube à Polícia Federal demonstrar o que nenhum jornalista jamais verificou: a relação espúria entre o “mosqueteiro da ética” e um dos maiores contraventores do País.

Poucos jornalistas fizeram mea-culpa. Entre as honrosas exceções, está o comentarista político Fábio Pannunzio, que admitiu em seu blogue: “Éramos, e me incluo nesse rol de inocentes inúteis, incapazes de distinguir um falsário de um herói, todos crentes na santidade do fâmulo do crime organizado.” Demóstenes, escreveu Pannunzio, era “o inquisidor indestrutível, garantia de boas aspas, a própria encarnação do Bem contra o Mal que confrontava na figura de seus alvos.”

A imprensa estará no lucro se for julgada apenas por sua ingenuidade, já que há indícios de que pelo menos alguns editores tomaram parte na farsa, a fim de se abastecer com denúncias exclusivas e atingir objetivos políticos. Como ninguém jamais investigará isso, essa será uma nódoa indelével que o Quarto Poder terá de carregar, até ao menos que algum feito notável (coisa rara, ultimamente) venha desfazer o mal-estar.

via Jornal Cruzeiro do Sul – Demóstenes e os ‘inocentes úteis’ – EDITORIAL – EDITORIAL.

Ministra Maria do Rosário compara métodos da ditadura aos do nazismo

A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, comparou os métodos usados por agentes durante a ditadura militar, descritos no livro Memórias de Uma Guerra Suja, divulgado na última quarta-feira, 2, a ações do tempo do nazismo. A ministra fez questão de ressaltar não ter lido o livro do ex-delegado da Polícia Civil do Espírito Santo Cláudio Guerra.

O livro de Guerra, uma coletânea de entrevistas dadas aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Menezes, traz a informação de que opositores do regime militar teriam sido incinerados nos fornos de uma usina de cana-de-açúcar em Campos dos Goytacazes, no interior do Rio de Janeiro. O ex-delegado afirma ter ele mesmo levado os corpos até o local.

“As declarações são graves e trazem a público métodos comparáveis ao nazismo”, afirmou. “Mas todas essas declarações e todas as outras que surjam podem e devem ser trabalhadas no âmbito da Comissão da Verdade”, afirmou. A comissão, no entanto, ainda não foi instalada, já que seus membros não foram indicados.

A escolha está a cargo da presidente Dilma Rousseff e os ministros, mesmo ligados diretamente ao tema, como Maria do Rosário, tomam muito cuidados em não tratar do assunto. A ministra se recusou a comentar o atraso na nomeação, que deveria ter sido feita no mês passado. A expectativa é que os nomes sejam indicados na próxima semana.

via Ministra Maria do Rosário compara métodos da ditadura aos do nazismo – politica – politica – Estadão.

Especialistas relatam riscos à liberdade de expressão

Bandeira do PT, o controle social da mídia foi criticado ontem por especialistas e políticos no primeiro dia do Seminário Internacional de Liberdade de Expressão, organizado pelo ICSS (Instituto Internacional de Ciências Sociais).

“No Brasil, o [ex-presidente] Lula tentou fazer um controle da comunicação social com diversos nomes eufêmicos. Na verdade é controle na dura, está no programa do PT”, afirmou Nelson Nery Jr., advogado e professor da Unesp e da PUC.

Para Gustavo Binenbojn, professor de direito da Uerj, o discurso de controle social da mídia é “ambíguo e populista”. “Ninguém pode imaginar que o Estado seja essa agência capaz de julgar o que merece ou não ser dito.”

Os discursos foram similares ao do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), na abertura do evento. “As ameaças à liberdade de expressão persistem. Atualmente se sucedem sob disfarce de nomes pomposos”, disse.

Tanto Binenbojn quanto Daniel Sarmento – procurador da República no Rio, que também falou no evento- defenderam, no entanto, que liberdade de expressão não significa ausência de regulação.

“Eu veria com reserva uma macrorregulação. Mas há casos em que a atuação do Estado é necessária para que a liberdade de expressão exista”, afirmou Sarmento.

O seminário segue com mais dois debates hoje. O encerramento terá o presidente do STF, ministro Ayres Britto.

via Folha de S.Paulo – Poder – Especialistas relatam riscos à liberdade de expressão – 04/05/2012.

Produção industrial recua 3% e confirma início de ano fraco

MARIANA CARNEIRO

A produção industrial seguiu fraca no primeiro trimestre do ano.

A atividade nas fábricas encolheu 3% de janeiro a março, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, ainda reflexo da concorrência com importados e estoques elevados.

O resultado confirma o mau momento do setor, que registra resultados negativos desde o segundo trimestre do ano passado, e indica que a recuperação da economia em 2012 está mais lenta do que o esperado.

Em relatório, o economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú, afirma que para a economia acelerar mais fortemente é necessário que a indústria volte a crescer.

“Nossa expectativa é que isto aconteça, dados os estímulos ao crescimento implementados. No entanto, avaliamos que aumentou a chance de uma retomada, nos próximos trimestres, em intensidade menor do que o antecipado”, escreveu.

Em março, a produção recuou 0,5% em relação a fevereiro. Dezoito dos 27 segmentos pesquisados registraram recuo na produção. Apesar da recuperação do setor de veículos (alta de 11,5% no mês)-depois de dois meses de resultado negativo-, isso pode não ser um sinal de melhora.

Dados de abril indicam que os estoques no setor-que responde por 11% da produção da indústria e tem uma cadeia importante de fornecedores-seguem elevados.

“O licenciamento de veículos manteve-se fraco no mês passado, e os estoques elevados indicam a possibilidade de novo enfraquecimento da atividade industrial no início do 2º trimestre”, diz Bicalho.

Diante deste resultado, economistas passaram a prever que o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre pode ter sido menor do que o esperado.

O Bradesco manteve projeção de 0,7% de crescimento ante o 4º trimestre, mas com possível revisão para baixo. A LCA Consultores projeta expansão de 0,5% para o 1º trimestre. O número sugere uma retomada em ritmo lento.

via Folha de S.Paulo – Poder – Produção industrial recua 3% e confirma início de ano fraco – 04/05/2012.

novas regras da poupança já estão em vigor a partir de hoje

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou que os novos depósitos na caderneta de poupança serão remunerados em 70% da Selic, sempre que a taxa básica de juros do país atingir o valor de 8,5% ano ano ou menos. A medida só vale para os novos depósitos, realizados a partir desta sexta-feira, 4 de maio, quando a mudança entra em vigor.

Hoje, a taxa Selic está em 9% ao ano, mas poderá cair novamente na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 29 e 30 deste mês.

- Se o Copom decidir baixar a Selic para 8% ao exemplo, o rendimento será de 70% deste valor, ou seja, 5,6% ao ano, mais a TR – explicou o ministro. Pelas regras atuais, a caderneta rende 6% ao ano mais a TR.

- Não há rompimento de contrato, usurpação da renda, nem prejuízos. As cadernetas ainda continuarão sendo um ótimo investimento para os brasileiros – disse o ministro.

O ministro também enfatizou que não há mudanças imediatas e que a rentabilidade continuará diária e a poupança continua isenta de Imposto de Renda. Hoje, o país tem 100 milhões de cadernetas, com um depósito total de R$ 431 bilhões.

- No presente momento não haverá alteração nem na velha poupança e nem na nova, porque a Selic está em 9% – destacou.

As novas regras da poupança vão forçar ajuste nos fundos de investimento, avalia o ministro.

- O rendimento do fundo será menos que o da poupança mesmo com as novas regras. Eles vão ter que reduzir as taxas de administração se quiserem manter o cliente, se não quiserem que ele migre para a poupança – afirmou Mantega.

Sobre uma possível redução da Selic, Mantega disse que isso é assunto que deve ser tratado pelo Banco Central. Mas ressaltou que com a medida, a Fazenda abre espaço para que, se o BC considerar que há espaço, sejam feitas novas quedas nos juros.

- Não tenho a menor ideia do que vai acontecer com a Selic. Se vai baixar ou não, essa não é uma pauta minha. Mas acredito que pelo cenário da economia brasileira, temos de deixar pronto o sistema para que, se puder, caia a taxa.

Sem mudanças para financiamentos habitacionais, diz Mantega

O ministro disse que uma edição extra do “Diário Oficial da União” sairá nesta quinta-feira, com a publicação da Medida Provisória. Ele explicou que a MP não traz mudanças nos financiamentos habitacionais e tanto antigos quanto novos depósitos terão que ter 65% de seu valor direcionados para financiamento habitacional. Mantega apontou que a mudança precisa ser feita para que a taxa de juros possa continuar caindo:

- Se nós mantivermos a regra atual da caderneta da poupança, ela será um impedimento para continuar a queda da Selic. As demais aplicações, elas vão se tornando menos rentáveis em relação à caderneta de poupança, e existe um risco de que haja uma migração para a caderneta – disse.

Para o ministro, bancos não terão dificuldade em operacionalizar as mudanças.

- O banco vai ter de prestar contas para o aplicador dos saldos. É como se você, na sua própria conta bancária, fizesse duas aplicações diferentes. Não tem dificuldade para os bancos – afirmou.

via Mantega confirma rendimento da poupança em 70% da Selic mais TR – O Globo.

Denúncia de venda de licenças abala frente anti-PT em Santo André

Bruno Lupion

Denúncias de cobrança de propina para a emissão de licenças ambientais em Santo André, município da Grande São Paulo circundado por administrações petistas e hoje nas mãos de um aliado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), jogaram água na formação de uma frente anti-PT para as eleições municipais deste ano.

O prefeito Aidan Ravin (PTB) é suspeito de armar um suposto esquema no Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) para extorquir construtoras interessadas na obtenção de licenças ambientais, documento necessário para iniciar obras na cidade.

A denúncia é investigada por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal e o relatório final será apresentado em 4 de junho, às vésperas das convenções partidárias que definem os candidatos à sucessão municipal. Ravin, que pretende disputar a reeleição, contava com o apoio do PSDB, DEM, PSD e PV já no primeiro turno, mas tem visto seu arco de alianças minguar à medida que a CPI e um inquérito aberto pela Polícia Civil avançam.

O caso veio à tona em março, com a denúncia do ex-diretor de gestão ambiental da Semasa, Roberto Tokuzumi, então um funcionário de confiança da prefeitura de Santo André. Responsável por assinar as licenças ambientais expedidas pelo órgão, Tokuzumi disse à CPI que estava sendo perseguido por não concordar com a venda de licenças e apontou o advogado Calixto Antônio Jr como operador do esquema.

Em depoimento à CPI, Calixto, que não é servidor da Semasa, admitiu que dava expediente diariamente na autarquia a pedido do próprio prefeito e confirmou o esquema de extorsão de empresas, mediante propinas de até R$ 300 mil por licença ambiental. Mas negou ter recebido recursos provenientes da fraude.

via Denúncia de venda de licenças abala frente anti-PT em Santo André – politica – politica – Estadão.

Relator nega blindagem da Delta e diz que CPI não vai dar em pizza

O relator da CPMI do caso Cachoeira, Odair Cunha (PT-MG), disse que não tem intenção de blindar a Delta Construções, como acusou a oposição durante a primeira sessão de trabalho da comissão, na quarta-feira. Disse que a empresa vai “para dentro” da CPI. Ao GLOBO, afirmou que está focado 100% no trabalho e que será inevitável que as investigações respinguem em algumas pessoas, do governo ou não. Mas, para ele, isso não o preocupa. Odair também negou acordo entre os partidos para poupar os governadores citados, garantindo que a CPMI irá tratar da questão dos governadores a partir de junho, como está no plano de trabalho aprovado na quarta-feira.

O GLOBO: A CPMI corre o risco de virar pizza, como já acusam alguns parlamentares da oposição?

ODAIR CUNHA: Vários parlamentares, de todos os partidos, aprovaram o plano de trabalho, o que sinaliza que o plano aponta para uma investigação séria, com uma lógica investigatória a partir dos dois inquéritos da Polícia Federal, as operações Vegas e Monte Carlo. É isso o que faremos.

Por que o senhor evitou deixar claro que a investigação atingirá a Delta Construções?

ODAIR: Primeiro, vamos ouvir o Cláudio Abreu (ex-diretor da Delta no Centro-Oeste), que está preso e que tem várias ligações (gravadas pela PF). Vamos investigar as relações de Carlinhos Cachoeira com setores empresariais e agentes de mercado. Não vamos deixar de investigar nada. Vamos colocar a Delta para dentro. Não estamos excluindo ninguém.

Por que o ex-diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot não foi convocado a depor neste primeiro momento?

ODAIR: Vamos investigar a organização criminosa. Precisamos ver qual a ligação de Pagot com a organização. Por enquanto, não recebemos nada ainda sobre isso. A partir de segunda-feira, vamos ver melhor.

O governo o está pressionando?

ODAIR: Cuidei do governo enquanto era vice-líder do governo. Agora estou focado 100% na CPMI.

Por que os governadores não foram convidados agora? Houve um acordo?

ODAIR: Não há acordo. Vamos tratar da questão dos governadores em junho, conforme o plano de trabalho.

O senhor pediu que a investigação abrangesse dez anos, a partir de 2002. Não pode ser um tiro no pé do PT, pois vai pegar o escândalo Waldomiro Diniz?

ODAIR: Não há temor. Do ponto de vista da investigação, é melhor analisar uma década e não um governo. Respingar aqui e acolá é inevitável. Não vou ficar preocupado com isso.

via Relator nega blindagem da Delta e diz que CPI não vai dar em pizza – O Globo.

Se houve ‘corrupção’, mídia será investigada, diz relator

FERNANDO RODRIGUES

O relator da CPI do Cachoeira, deputado Federal Odair Cunha (PT-MG), disse ontem que “se houve cooptação e corrupção de alguns atores da mídia, isso deve ser investigado”. Para ele, “não há tema proibido”.

O petista diz, entretanto, que vai evitar generalizações. “É preciso individualizar condutas. Quer seja entre alguns membros da imprensa, membros do empresariado brasileiro, membros do Congresso Nacional, agentes de governos municipais e estaduais e agentes do governo federal. Essas condutas que, individualizadas, serviram à organização criminosa, têm que ser investigadas por nós”, afirmou o relator da CPI, que ontem deu entrevista à Folha e ao UOL.

Desde o início do escândalo envolvendo Carlos Cachoeira, acusado de contravenção e corrupção, parte do PT e de outros partidos ligados ao governo têm afirmado que a investigação revelará relações ilegais entre órgãos de comunicação e suas fontes.

Eles têm feito ataques específicos à revista “Veja”. Um jornalista da publicação tem o nome citado por integrantes do grupo.

A revista publicou texto dizendo que Cachoeira era fonte de jornalistas, inclusive do chefe da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, e que não há impropriedades éticas nas conversas.

Odair José da Cunha tem 35 anos. Dos 15 aos 22 anos estudou em uma comunidade religiosa e planejava ser padre. Desistiu e se manteve um católico. Advogado formado em 1998 pela Faculdade de Direito de Varginha (MG), filiou-se ao PT no ano seguinte. Em 2002 foi eleito deputado federal. Está no terceiro mandato.

Calmo e metódico ao falar, disse não enxergar ainda indícios suficientes para que os governadores envolvidos no escândalo sejam convocados.

“Se ficar evidenciado cooptação e corrupção, este tema dos governadores deve ser tratado por nós [da CPI], com convocação”, afirmou.

Até agora já foram citados três governadores no escândalo: Agnelo Queiroz (PT-DF), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ).

Sobre a empreiteira Delta e o seu proprietário, Fernando Cavendish, serem investigados de maneira ampla, Odair afirma que essa é uma possibilidade, se ficar evidenciada participação na organização. O depoimento mais esperado na atual fase da CPI é o de Cachoeira, no dia 15.

Há uma dúvida no Congresso se o depoente será conduzido à CPI de algemas e com vestes prisionais

“O mais importante é que ele esteja na CPI e que seja tratado com dignidade como todas as pessoas devem ser. Ele vai na condição de preso”.

via Folha de S.Paulo – Poder – Se houve ‘corrupção’, mídia será investigada, diz relator – 04/05/2012.

Josias de Souza: Presidente da CPI aciona até Polícia do Senado para vigiar acesso dos congressistas aos dados

No Blog do Josias

O presidente da CPI do Cachoeira, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), enviou aos membros da comissão um ofício de teor inusitado. O texto informa sobre as providências adotadas para regular o acesso dos congressistas aos dados “sigilosos” recebidos do STF. Até a Polícia do Senado foi acionada para evitar o vazamento de informações que já percorrem a internet há mais de uma semana.

Liberado pelo ministro Ricardo Lewandowki, do Supremo, o material chegou à CPI na quarta (2). Foi trancafiado numa sala-cofre. No ofício que endereçou aos colegas no início da noite desta quinta (3), Vital esclarece que se encontra em fase de preparação uma sala reservada às consultas. Estará disponível a partir de segunda-feira (7). O horário de visitação será rígido –de 9h às 20h.

Os procedimentos de segurança serão draconianos. Vital anotou no ofício que determinou à Secretaria Especial de Informática e à Polícia do Senado a adoção de “todas as medidas técnicas e de segurança cabíveis para que os dados disponibilizados pelo STF e compartilhados com esta CPI possam ser acessados pelos congressistas integrantes da comissão, nos estritos termos do despacho do ministro Ricardo Lewandowski”, que determinou a preservação do sigilo.

Assim, prossegue Vital, a sala a ser utilizada para as consultas vai dispor de apenas três terminais de computador –um para cada dez dos 30 membros da CPI. Como que partindo do pressuposto de que deputados e senadores são inconfiáveis, Vital escreveu que serão “rigorosos” os “procedimentos de segurança e de proteção aos dados, de modo a que não possam ser transmitidas ou reproduzidas quaisquer informações.”

As restrições são inéditas. Nunca antes na história das CPIs os representantes do povo tiveram de se submeter a semelhante cerco. São três as condições impostas pelo presidente Vital para autorizar o manuseio dos dados:

1. O acesso à sala reservada será restrito aos “congressistas integrantes da CPI.” Nada de deputados e senadores alheios à investigação ou de assessores dos gabinetes.

2. Em negrito, Vital anotou que “o parlamentar não poderá portar aparelho de telefonia celular ou qualquer outro que disponha de câmera fotográfica ou filmadora e que possibilite a reprodução de imagem ou de mídia.”

3. Antes de cruzar o portal da sala, o parlamentar “deverá assinar termo de responsabilidade, visando a preservar o sigilo das informações.”

Os rigores impostos pelo comando da CPI, por inusitados, atearam na banda oposicionista da comissão uma suspeita. Eis o que disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB): “Isso está parecendo subterfúgio para cumprir à risca o desejo de que a investigação não avance além do que já se sabe.”

Afora o aparato de segurança, causou incômodo a demora no franqueamento das informações. “Na terça-feira (8), teremos a primeira oitiva. Vamos ouvir o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques de Souza, responsável pela Operação Vegas. E vamos dispor de poucas horas para analisar informações que os investigadores levaram mais de um ano para coletar”, queixa-se Cássio.

O senador tucano ironiza: “Vai se formar defronte da sala uma fila semelhante às que se formam diante de banheiros de locais públicos. O sujeito vai bater na porta agoniado. Toc-toc-toc. Companheiro, saia rápido que eu preciso entrar. Uma cena hilária.”

De resto, Cássio realça a inutilidade do sigilo. “Estamos discutindo um segredo que já não existe. Foi justamente o rompimento desse segredo de Justiça pela imprensa que provocou a CPI. A comissão nasceu do pecado original do vazamento de informações. Fica parecendo que o governo se deu conta de que convocar a CPI foi um erro. É tarde. Já que pariram Mateus, agora é preciso embalar. Há que respeitar o cidadão. A investigação terá de ser séria e transparente.”

via Blog do Josias – Política – Notícias.

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