Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the day “maio 6, 2012”

Carolina Dieckmann vai à Justiça contra a divulgação de fotos

O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro foi contratado neste sábado pela atriz Carolina Dieckmann para impedir a divulgação de fotos íntimas suas na internet, como adiantou Ancelmo Gois em seu blog no site do GLOBO. Ele informou que apresentará nesta segunda-feira uma ação inibitória contra sites que publicaram imagens da artista.

— Vamos exigir dos sites sensacionalistas que publicaram as fotos a retirada imediata das mesmas, com uma multa diária estipulada numa liminar — disse Almeida Castro, conhecido como Kakay.

O criminalista afirmou que já pediu ao delegado Gilson Perdigão, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, a abertura de inquérito para que o responsável pelo roubo das imagens guardadas no computador pessoal da atriz seja descoberto.

— Essa pessoa deixou rastros, mandou e-mails para o empresário de Carolina tentando chantageá-la antes de divulgar as imagens. Assim que tiver a identificação oficial do autor do roubo apresentarei uma ação civil e uma criminal. O caso tem um agravante, o responsável pelo delito expôs uma criança. O filho dela, de 4 anos, aparece numa das fotos — afirmou Almeida Castro.

Segundo o advogado, ao começar a ser chantageada, há aproximadamente um mês, Carolina procurou a polícia. O responsável pelo roubo das fotos teria exigido R$ 10 mil da atriz.

— Ela buscou a ajuda da polícia, só não divulgou o caso. Carolina não cedeu à chantagem — disse Almeida Castro.

A atriz deverá prestar depoimento na delegacia esta semana, acompanhada de Almeida Castro. O advogado afirmou que Carolina vinha recebendo mensagens estranhas em seu computador e suspeitava que o equipamento havia sido invadido por um hacker.
Ainda de acordo com Kakay, a atriz, que nunca posou nua para revistas, está muito abalada com essa situação.

via Carolina Dieckmann vai à Justiça contra a divulgação de fotos – O Globo.

Escutas sugerem contato de Cachoeira com novo presidente da Delta

BRENO COSTA, FERNANDO MELLO E LEANDRO COLON

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal sugerem que o grupo do empresário Carlinhos Cachoeira também manteve contato com o executivo que passou a dirigir a Delta Construções depois que vieram à tona as ligações da empresa com Cachoeira.

Carlos Alberto Verdini assumiu a presidência do conselho de administração da Delta há duas semanas, depois que o dono da empresa, Fernando Cavendish, se afastou junto com um de seus principais executivos, Carlos Duque Pacheco.

As investigações da PF indicam que Cachoeira atuou nos últimos anos como representante da Delta em vários Estados, ajudando a negociar contratos obtidos pela construtora.

No dia 12 de abril de 2011, o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Araújo, o Dadá, disse ter proximidade com Verdini, numa conversa com o policial Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão.

Segundo a PF, Dadá é um araponga que tinha papel central no grupo de Cachoeira: ele atuava em benefício da Delta no Centro-Oeste e trocava telefonemas frequentes com o então diretor regional da empresa, Cláudio Abreu.

“Eu estou ligando pro Verdini, e o Verdini também é outro cara que fala a verdade. Eu não estou conseguindo falar com o Verdini. Verdini é a coroa lá do comercial, entendeu? Ele foi sargento da FAB, a gente criou uma amizadezinha com ele”, diz Dadá a Marcelão, que buscava ajuda para que a Delta contratasse sua empresa de publicidade.

“Ele está abaixo do Cláudio [Abreu], mas ele mora no Rio, conhece todo mundo, tem uma força. Mas tem menos força de que o Cláudio”, diz Dadá. Um dia antes desse diálogo, Dadá já havia contatado o advogado Gustavo Henrique Caputo Bastos, que atuava para a Delta, para saber onde estava Verdini.

“Sabe se o Verdini tá na área, cara?”, perguntou Dadá. Caputo diz que não sabia.

A Delta nega que Verdini tenha amizade com Dadá. Cavendish, o dono da empresa, tem procurado transferir para Cláudio Abreu a responsabilidade pelo envolvimento da Delta com Cachoeira.

Mas as gravações da PF sugerem que Cavendish e Pacheco sabiam da relação entre Abreu e Cachoeira.

No caso de Pacheco, as escutas revelam que ele teve encontros com Cachoeira, com a participação de outras pessoas. Numa dessas ocasiões, também esteve presente o diretor da Delta para a região Sul e São Paulo, Heraldo Puccini Neto.

No caso de Cavendish, há indícios de que o executivo tinha ciência da atuação de Cachoeira em favor da Delta. Um almoço entre ele e Cachoeira foi marcado em Brasília, mas Cachoeira não pôde ir.

via Folha de S.Paulo – Poder – Escutas sugerem contato com novo presidente da Delta – 06/05/2012.

Marcha da Maconha causa tumulto em Ipanema

A Marcha da Maconha, realizada neste sábado na orla de Ipanema, terminou em confronto entre policiais militares do Batalhão de Choque e participantes do evento. A passeata teve início às 16h30m no Arpoador e, às 18h30m, quando chegava ao Posto 9, onde aconteceria uma festa com dez DJs, começou o tumulto. PMs usaram bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes.
De acordo com Renato Cinco, organizador da marcha, a confusão foi provocada por policiais que pararam um carro diante do caminhão de som do evento.
— Nosso sucesso incomodou a polícia, que não respeitou o Supremo Tribunal Federal (STF) — disse Cinco, referindo-se ao fato de a Justiça ter autorizado, em junho do ano passado, a realização de passeatas a favor da legalização do uso da droga.
Capitão do 23º BPM (Leblon), Aslan Orrico informou que o carro da polícia bloqueou a passagem do caminhão de som porque o evento deveria terminar às 18h.
— Como já havia passado do horário permitido para a realização da marcha, um carro do Batalhão de Choque parou ali para dispersar a multidão. Logo em seguida, alguém jogou uma garrafa nos policiais, iniciando a confusão — disse Orrico, acrescentando que duas viaturas e 16 PMs foram mobilizados para acompanhar a passeata.
Na confusão, o advogado Thiago Guerra sofreu um ferimento nas costas, e a estudante Fernanda Maia machucou uma perna.
— Eu não estava participando da marcha, ia para um show do Viradão Cultural quando começou o tumulto — disse Fernanda, em tom de indignação.
Segundo a PM, cerca de duas mil pessoas participaram da marcha, a primeira do gênero desde a decisão do STF de liberar manifestações pela legalização do consumo da maconha.

via Marcha da Maconha causa tumulto em Ipanema – O Globo.

O BBB da Delta

CRISTINA GRILLO

As denúncias envolvendo a empreiteira Delta e suas ligações com políticos ganharam no Rio contornos de um reality show, um BBB das altas rodas.

O motivo: as imagens que o ex-governador e atual deputado federal Anthony Garotinho (PR) vem postando em seu blog. Nelas se acompanha o tour do governador Sérgio Cabral (PMDB), do seu amigo Fernando Cavendish (dono da Delta), de suas mulheres e de alguns secretários de Estado por Paris e Montecarlo.

Em um jantar na casa de um empresário carioca, na semana passada, o computador ficou ligado para que os convidados acompanhassem o blog. A diversão do grupo era identificar quem aparecia nas fotos e lembrar os nomes daqueles convidados para a farra que levou a Paris 150 empresários para o lançamento do “Guia Michelin Rio” e que tinham “escapado” -pelo menos até agora- de ter suas imagens divulgadas.

A grande pergunta era: quem vazou o material para Garotinho? Algumas imagens parecem ter sido gravadas pela primeira-dama; outras, por Jordana Kfuri, mulher de Cavendish morta num acidente aéreo.

Como num romance policial de Agatha Christie, todos são suspeitos. Se Hercule Poirot estivesse entre nós, com certeza investigaria quem teve acesso às imagens feitas por Jordana.

Um colunista social do passado escreveria: não se fala em outra coisa nos salões do high society carioca.

via Folha de S.Paulo – Opinião – O BBB da Delta – 06/05/2012.

Ministério Público abre investigação sobre pagamentos milionários no TJ-SP

Fausto Macedo

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, instaurou nesta sexta-feira, 4, Procedimento Preparatório de Inquérito Civil para investigar pagamentos supostamente irregulares concedidos pelo Tribunal de Justiça do Estado a magistrados e servidores.

O procedimento foi aberto “em razão de matérias jornalísticas dando conta de que o tribunal abriu sindicância para investigar pagamentos irregulares de créditos trabalhistas a um grupo de juízes, desembargadores e funcionários, no período de 2006 a 2010.

A investigação será conduzida pelo próprio procurador-geral de Justiça, que detém as atribuições do artigo 129, incisos II e III da Constituição Federal – quando a autoridade sob suspeita é ex-presidente de tribunal, inclusive para apuração de eventual prática de atos de improbidade administrativa.

Cinco desembargadores receberam um total de R$ 4,2 milhões a título de indenização por férias e licença prêmio não tiradas a seu tempo e pagas com atraso. Eles estão sob investigação do Órgão Especial do TJ, colegiado que reúne 25 desembargadores, 12 mais antigos, 12 eleitos e o presidente da corte.

O campeão é o desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi, que presidiu o TJ entre 2008 e 2009. Ele recebeu R$ 1,44 milhão. Em segundo lugar, na lista dos mais bem aquinhoados, aparece o desembargador Antonio Carlos Vianna Santos, que dirigiu a corte em 2010 e recebeu R$ 1,26 milhão – ele morreu em 26 de janeiro de 2011, em pleno exercício do cargo.

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), desembargador Alceu Penteado Navarro, recebeu R$ 640,3 mil, na época em que presidia a Comissão de Orçamento do TJ.

Outros dois desembargadores da Comissão de Orçamento também receberam valores expressivos: Fábio Monteira Gouvêa (R$ 713,2 mil) e Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim (R$ 631,6 mil).

Para o presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori, que defende abertura de processo disciplinar contra os cinco colegas, “no caso concreto há notícia de formação dessa administração paralela, derivada de indícios de que os três membros da Comissão de Orçamento e os ex-presidentes do Tribunal de Justiça teriam se associado, de forma estável e permanente para a prática de uma série indeterminada de ilícitos administrativos”.

Outro grupo de magistrados, 41 ao todo, recebeu quantias superiores a R$ 100 mil. Sartori diz que a verba é devida, porque tem natureza alimentar e trabalhista.

Dezenas de servidores do TJ também foram contemplados com liberação de créditos antecipados.

via Ministério Público abre investigação sobre pagamentos milionários no TJ-SP – politica – politica – Estadão.

Gasto do governo com varejo político dispara após a crise

GUSTAVO PATU

A crise no relacionamento com os partidos aliados e a criação da CPI do Cachoeira coincidiram com a multiplicação da liberação, pelo governo Dilma Rousseff, de verbas de interesse de deputados, senadores, prefeitos e governadores.

Os registros diários dos desembolsos federais mostram um salto, a partir de março, das despesas incluídas por congressistas no Orçamento da União em favor de seus redutos eleitorais -as chamadas emendas parlamentares.

Para detectar a movimentação de recursos destinados a negociações políticas, a Folha selecionou uma amostra das iniciativas orçamentárias que mais recebem emendas e servem de base para as barganhas cotidianas entre o Planalto e o Congresso.

Os desembolsos para essas finalidades quadruplicaram de fevereiro para março, quando ultrapassaram a casa dos R$ 350 milhões -patamar repetido em abril.

Em consequência, os primeiros quatro meses do ano terminaram com liberação de R$ 911 milhões, contra R$ 363 milhões no primeiro quadrimestre de 2011, quando Dilma lançava seu pacote de austeridade fiscal.

Esses gastos estão concentrados em 20 ações de governo -entre as mais de 4.500 previstas no Orçamento da União-, que servem como um termômetro do fisiologismo no varejo político.

Elas respondem por três quartos das emendas apresentadas por deputados e senadores nos últimos três anos; 95% de suas verbas vêm de emendas individuais ou de bancadas estaduais e comissões temáticas.

Distribuídas entre 11 ministérios, essas rubricas foram criadas para abrigar obras e projetos de pequeno porte, como praças, ciclovias, quadras e postos de saúde. O Executivo negocia a liberação da verba em troca de apoio no Congresso; para deputados e senadores, interessa colher dividendos eleitorais.

Os dados mostram o momento em que os congressistas tiveram uma reviravolta na liberação de verbas: a rejeição pelo Senado, em 7 de março, do indicado do Planalto para a Agência Nacional de Transportes Terrestres.

No outro dia, Dilma mostrou ter entendido o recado dos aliados e mandou avisar que as demandas seriam atendidas com mais presteza.

No dia 9 de março, as ações campeãs de emendas receberam mais de R$ 80 milhões -até então, o desembolso diário no ano nunca havia chegado a R$ 20 milhões.

Em abril, o movimento foi mais intenso no intervalo de duas semanas entre a decisão da bancada governista de apoiar a CPI do Cachoeira e a efetiva criação da comissão.

A aceleração dos gastos não está circunscrita às miudezas da política. Em março, a despesa do Tesouro teve alta de 17% em relação ao mesmo período de 2011. No primeiro bimestre, a taxa foi de 9,5%.

via Folha de S.Paulo – Poder – Gasto do governo com varejo político dispara após a crise – 06/05/2012.

A mídia, as cotas e o sempre bom e necessário exercício da dúvida

Por Ana Maria Gonçalves, no site da Revista Forum

Tenho escrito alguns artigos sobre racismo e, em todos, invariavelmente, apareceu quem tentava fugir do assunto para falar sobre cotas. São assuntos relacionados, eu sei, mas também complexos por si só. Cotas não seriam necessárias se não houvesse racismo. Mas estão aí, os dois, e talvez agora, depois da histórica decisão do Supremo Tribunal Federal, nos dias 25/04/2012 e 26/04/2012, reafirmando a constitucionalidade das cotas, possamos começar a conversar de verdade sobre eles. Porque talvez a velha mídia pare de fazer a campanha suja que vem fazendo e nos deixe, finalmente, tratar desses assuntos e das vidas das pessoas por eles modificadas (brancos, negros, cotistas, não-cotistas etc…) com a honestidade e o respeito que todos merecem. É agora que começa o trabalho, e é bom que a gente tente separar, principalmente, o que é fato do que foi campanha, o que é verdade histórica do que foi mero exercício de futurologia. Será um longo caminho que vamos ter que aprender a trilhar juntos, independente de sermos contra ou a favor. Somos sujeitos históricos: o que fizemos ontem, como povo e como indivíduos, reflete na realidade que temos hoje, assim como o que fazemos hoje vai determinar com o que teremos que conviver amanhã. A História não nos deixa viver impunes. Read more…

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