Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the day “maio 8, 2012”

Cai helicóptero que participava de reconstituição de chacina em Goiás

Com informações do G1

O helicóptero da Polícia Civil que participava da reconstituição da chacina em Doverlândia, Goiás, caiu na tarde desta terça-feira (8), enquanto voltava para a capital. O acidente aconteceu próximo a Piranhas, na região de Doverlândia.

A confirmação foi dada pelo Corpo de Bombeiros, que enviou um helicóptero para atender a ocorrência. A Polícia Civil confirmou que oito pessoas estavam na aeronave, entre elas dois delegados e o principal suspeito.

A Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.

O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, estavam responsáveis por conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos. Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa.

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Nesta terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade. Segundo Antônio Gonçalves, o mudança tem como objetivo facilitar os trabalhos. “Nestas cenas, os corpos serão arrastados no pasto. Com manequins fica mais fácil”, explicou o delegado.

Suspeito

Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, 22 anos, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos.  “Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando”, detalha Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa é uma importante prova técnica para desvendar o caso.

Aparecido, que confessou ser o autor da chacina, chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. Mas, durante o primeiro dia da reconstituição, disse ter tido ajuda no pai durantes as execuções. A hipótese, apesar de ainda estar sendo investigada, é considerada “difícil”, pela polícia. “O pai dele alega que esteve em uma cooperativa até as 15h. Ele teria que ter andado 15 quilômetros a pé em menos de uma hora para estar na fazenda na hora em que o crime começou”, diz o superintendente.

via G1 – Cai helicóptero que participava de reconstituição de chacina em Goiás – notícias em Goiás.

Garotinho nega ter vazado fotos de Carolina Dieckmann

No site to The Piauí Herald

CAMPOS – Após ter publicado flagrantes de Sérgio Cabral e Fernando Cavendish em Paris, na Disney, nas Ilhas Cayman e, contra todas as expectativas, no Rio de Janeiro, o ex-governador Anthony Garotinho negou ser o responsável pelo vazamento de fotos sensuais de Carolina Dieckmann. “Sou evangélico!”, obtemperou Garotinho, com um guardanapo na cabeça. Pressionado, o ex-governador admitiu ser responsável pela carreira política de Clarissa e Rosinha Garotinho. “O que mais vocês querem?”, disse, aturdido: “Já não basta?”

Por ordem judicial, a Polícia Federal grampeou o computador de Anthony Garotinho. “Encontramos trechos da Constituição narrados por Cid Moreira e dezenas de fotos de Sérgio Cabral no McDonalds. Mas nada que ligasse Garotinho a Dieckmann”, explicou o investigador Alcebíades Policarpo.

Garotinho anunciou que ficará em greve de fome até que Cavendish lhe convide para jantar em Paris.

 

via Garotinho nega ter vazado fotos de Carolina Dieckmann | The piauí Herald | Blogs [revista piauí] pra quem tem um clique a mais.

Valadares: processo contra Demóstenes será julgado antes do recesso

Teresa Cardoso, da Agência Senado

O presidente do Conselho de Ética, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), estima que antes do recesso, previsto para 18 de julho, o Senado terá encerrado o processo aberto nesta terça-feira (08) para decidir se Demóstenes Torres (sem partido-GO) feriu o decoro parlamentar.
Valadares reconheceu que a defesa de Demóstenes vai utilizar-se de todos os meios para prorrogar esse processo, cabendo sobretudo ao relator, Humberto Costa (PT-PE), munir-se de argumentos contra manobras “procastinatórias”, ou seja destinadas a adiar o encerramento do caso.
Nesta quinta-feira (10), Valadares volta a reunir o Conselho de Ética para a deliberação de requerimentos, entre eles, um defendido por Humberto Costa para ouvir-se o contraventor Carlos Cachoeira no próximo dia 17 de maio. Será decidido também se o primeiro depoente dessa fase processual será Demóstenes Torres.
Ao advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, Valadares disse que lhe serão dados todos os meios jurídicos para defender seu cliente.
- Todos os meios de prova serão aceitos: depoimentos, documentos, testemunhas, perícias etc – explicou Valadares.
Kakai, como é conhecido o advogado, disse que pleiteará o direito de trazer um perito técnico para avaliar os áudios concernentes ao inquérito de Carlos Cachoeira. Ele arrolará também como testemunha de defesa o advogado goiano Ruy Cruvinel.
Ainda de acordo com Valadares, na hipótese de o conselho de Ética entender que o acusado feriu o decoro parlamentar, o processo será enviado ao exame da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Ali, explicou ele, o exame será apenas do ponto de vista da constitucionalidade. De lá, o processo seguirá para o plenário do Senado.

via Valadares: processo contra Demóstenes será julgado antes do recesso — Senado Federal – Portal de Notícias.

Na hora errada – um flagrante de manipulação

Por DORRIT HARAZIM, no site da Revista Piauí

Em si, o pecado cometido por Cirilo I, patriarca da Igreja Ortodoxa Russa, fundada há mais de um milênio, foi venial e poderia ter passado despercebido. Uma banal foto sua, em audiência com o ministro da Justiça da Rússia, ficara exposta no site oficial da instituição durante três anos sem levantar uma só sobrancelha no seu rebanho de cerca de 150 milhões de fiéis.

E talvez permanecesse anódina para sempre não fosse Sua Eminência – ou o servidor que levará a culpa por excesso de zelo – decidir operar um milagre: fazer sumir da foto o Breguet modelo Le Réveil du Tsar, de ouro branco, 38 rubis e preço em torno de 27 mil euros (ou 67 mil reais) que o primaz ostentava no pulso.

O pecado capital foi detectado por blogueiros russos no mês passado e cometido justamente no campo artístico que mais floresceu na União Soviética de Joseph Stálin: a manipulação de imagens. O luxuoso artefato da Maison Breguet foi lindamente “desaparecido” de cena. Mas, por uma imperícia que noutros tempos despacharia o infrator para a Sibéria, o reflexo do objeto na mesa polida permaneceu esquecido – algo imperdoável nesses tempos de Photoshop e similares.

“O episódio representa uma grave violação de nossa ética e será investigado até as últimas consequências”, prometeu o Patriarcado de Moscou quando a trapaça se tornou viral na blogosfera. Não tardou para que a culpa recaísse sobre uma jovem funcionária da assessoria de imprensa da Igreja. “Infelizmente”, informou o porta-voz de Cirilo I, “essa pessoa tomou a infeliz iniciativa por conta própria, sem consentimento de seus superiores.” E garantiu: “Claramente isto é um absurdo, um mal-entendido. Não há do que se envergonhar. Não queremos esconder nada.”

Na verdade, Sua Eminência quis esconder tudo. De início, declarou que jamais usara o Breguet com que fora presenteado – não lembrava quando nem por quem – e que qualquer foto sugerindo o contrário só poderia ser obra de algum manipulador de imagem, com o intuito de comprometê-lo. Quando a verdade veio à tona, a Igreja Russa achou prudente reconhecer a fraude, classificada como “erro técnico”. Apresentou também um pedido formal de desculpas e reintroduziu a foto original no site da entidade com o Breguet no devido lugar.

Tarde demais. A essa altura uma comunidade de blogueiros já se divertia criando múltiplas versões da imagem adulterada. Uma das mais apreciadas eliminou por completo o patriarca, deixando apenas o relógio, e seu incômodo reflexo, na reluzente mesa. Uma outra derreteu a imagem do Breguet sobre o conhecido quadro de Salvador Dalí, A Persistência da Memória.  tentativa de camuflar a realidade reacendeu o desconforto dos russos ortodoxos com o apreço da alta cúpula do Patriarcado por objetos de luxo.

Um dos bispos locados na cidade de Kazan, por exemplo, revelou-se apegado a uma BMW, uma Mercedes, três apartamentos e uma casa de campo. O próprio primaz, que seria dono de dois Cadillacs, havia se encalacrado quando vazaram elogios que fez a roupas de costureiros italianos e exaltações às qualidades de um Breguet. Nisso, não terá sido o primeiro.

As peças que começaram a ser produzidas no ateliê do francês A.L. Breguet, no século XVIII, ornaram os coletes do rei Luís XVI, encantaram Maria Antonieta e inspiraram a literatura de Stendhal, Balzac e Victor Hugo. Winston Churchill e Arthur Rubinstein também foram apreciadores da marca.É pouco provável que a admissão de culpa do Patriarcado abafe o debate em torno do papel atual da Igreja Ortodoxa na sociedade da Rússia.

No decorrer das últimas décadas a relação da instituição com o Kremlin tem se estreitado e o endosso oficial dado por Cirilo I à candidatura de Vladimir Putin nas eleições de março passado não agradou a todos.Os detratores do mais alto hierarca da Igreja Russa aproveitam o momento para desenterrar uma acusação surgida no início dos anos 90, pouco após a queda do regime comunista.

Antes de se tornar primaz, Cirilo I teria mantido vínculos amigáveis com a KGB durante o período soviético. Atendia então pelo codinome de Mikhailov” (seu nome de batismo é Vladimir Mikhailovich Gundyayev).Agora, com o caso Breguet, internautas pós-comunistas podem brincar à vontade com a arte da manipulação que moldou o seu passado. Um dos mais completos registros da história soviética sob o prisma da alteração de imagens está compilado no Newseum, de Washington. Intitulada The Commissar Vanishes (O Sumiço do Comissário, em tradução livre), uma exposição montada pelo pioneiro museu americano da notícia  explorou o uso de falsidades fotográficas na urssentre 1929 e 1953.

Pelo menos nesse ramo, a Igreja Ortodoxa Russa ainda tem bastante a aprender.

via Na hora errada | piauí_68 [revista piauí] pra quem tem um clique a mais.

Roberto Civita não é Rupert Murdoch

Editorial do jornal O Globo

Reprodução do Blog do Noblat

Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”.

Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento — sem o qual não existe notícia — têm destaque, pela sua importância.

Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia”.

E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT.

Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

via Roberto Civita não é Rupert Murdoch (Editorial) – Ricardo Noblat: O Globo.

A dolorida e imperiosa prática da liberdade de expressão

O Blog do Pannunzio tem sido instado a exercer com mais rigor a moderação dos comentários para evitar ataques de antagonistas das posições que defendo nestas páginas. Reconheço que permitir o contraditório é uma tarefa espinhosa e muitas vezes dolorida. Não é fácil para ninguém ser contrariado.  E quem age assim está permanentemente ameaçado de se ver desautorizado por argumentos mais sólidos — ou menos equivocados — do que os que orientam suas próprias convicções.

Em suma, é preciso ter coragem para admitir, assumir e expor erros de apuração. É preciso ter estômago para ler, dentro dos domínios de seu espaço pessoal de manifestação, contestações que muitas vezes beiram a afronta. É preciso ter discernimento para separar a injúria da lógica argumentativa genuína. É preciso ter sabedoria para mudar de ideia, quando for o caso. E, mais importante do que tudo, é preciso entender e respeitar a diferença, o que só é possível dentro de um ambiente verdadeiramente democrático.

Em suma, não é fácil resistir à tentação de encerrar uma conversa e apertar a tecla “trash”, enviando para o lixo os comentários que não reverberam a minha maneira de ver o mundo.

Não é fácil, mas é absolutamente necessário.

O jornalista, mesmo que muitas vezes não o saiba, é portador de um mandato outorgado pela sociedade para que o sujeito possa, por seu intermédio, aceder à plena cidadania, tornando-se efetivamente cidadão . Esse mandato está expresso no décimo-quarto inciso do Artigo 5º da Constituição de 88. Ele prescreve que “é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”.

Não é necessário fazer a exegese do texto constitucional para entender que, se alguém tem um direito, outrem tem uma obrigação. A obrigação de informar cabe à Imprensa, instituição basilar em qualquer democracia que se preze. Tão fundamental quanto qualquer um dos Poderes sobre os quais o Estado se alicerça – Legislativo, Executivo, Judiciário.

Ao criar a obrigação institucional, a Constituição alinhava salvaguardas para que a Imprensa exerça seu papel sem entraves decorrentes das tentações autoritárias. Aí estão a proibição à censura prévia, à discriminação por raça ou orientação ideológica, o postulado da livre manifestação do pensamento.

As salvaguardas, no entanto, não se prestam apenas para assegurar a incolumidade do jornalismo. São, e esse é com certeza seu mais importante papel, armas que o Estado oferece ao cidadão para garantir-lhe o direito de se informar.

O estatuto que permite a qualquer um expressar livremente o pensamento confere ao jornalista o direito à crítica, que vem sendo sobejamente reconhecido pela jurisprudência e pela doutrina sempre que o Poder Judiciário é chamado a opinar sobre o assunto. Mas não apenas a ele. O leitor, que a mudança de paradigma tecnológico transformou em sujeito ativo na dinâmica da comunicação social, também está assistido pelos mesmos direitos.

É esta a orientação que imprimi aos conteúdos produzidos pelos comentaristas. O objetivo é criar um espaço realmente democrático para a discussão de temas políticos que conformam o escopo temático do Blog do Pannunzio. O que inclui a necessidade, muitas vezes dolorida, de admitir o contraditório.

O blog vai além disso. Sempre que posso, dialogo com o leitor no espaço de comentários. Sei que não é algo usual entre blogueiros, que preferem o corpo da página principal de seus sites para se manifestar, criando assim um desnível na relação com o universo de leitores. Em contrapartida, muitas vezes os comentaristas ocupam a página central dos artigos, numa inversão que considero salutar e desejável.  Mesmo quando a polifonia das críticas supera o sussurro laudatório.

Quem acompanha o meu blog há mais tempo sabe que essa orientação nunca mudou. Ele existe desde 2009 e não deixou de noticiar e assumir posições sobre os temas mais polêmicos que eclodiram nesse período. Houve casos em que a maioria esmagadora dos leitores discordou da minha argumentação. Para ilustrar essa situação, cito especificamente a defesa que fiz do meu colega Boris Casoy quando do vazamento da frase infeliz sobre os lixeiros. Quem se der ao trabalho de perscrutar os comentários a dois posts em que tratei do assunto vai entender exatamente o que digo. Basta clicar sobre o link aí atrás.

Tenho um grande apreço pelos comentários também por razões mais egoísticas. Boa parte do prestígio obtido por esta página eletrônica decorre justamente da participação democrática dos comentaristas. A confrontação no plano das idéias cria um debate lúcido — embora algumas vezes áspero — que contribui para expor não apenas a opinião do blogueiro, mas toda a gama de opiniões suscitada por temas de grande repercussão .  Desta forma, meus leitores não ficam obrigados a concordar com o que expresso, pois podem eles mesmos formar juízos de valor muito mais ricos, sólidos e menos erráticos.

Por esta razão, preciso de apenas cinco palavras para explicar o que define o critério que me faz distinguir entre o que vai para o lixo e o que é estampado na área de comentários: injúria, difamação, calúnia, desqualificação do oponente. Para todo o restante, ficam meus agradecimentos pelo trabalho ativo dos leitores que  recusam a passividade contemplativa e se transformam em comentaristas.

Tenho muito respeito pelo que eles escrevem, mesmo quando o fazem para discordar do que é escrito por mim. Para estes, o espaço na área de comentários estará sempre aberto.

CNJ deve priorizar processos contra juízes corruptos

Na sessão de hoje do CNJ, a primeira de Carlos Ayres Britto como presidente, seus conselheiros deverão estabelecer como prioritários os processos contra juízes e servidores que respondem por prática de improbidade administrativa, peculato ou corrupção.

Essa foi a maior polêmica do mandato anterior, de Cezar Peluso, que protagonizou discussões públicas com a corregedora da instituição, Eliana Calmon, sobre o assunto.

Além disso, o CNJ deve criar um fórum para monitorar o cumprimento da liberdade de imprensa pelo Poder Judiciário.

via Folha de S.Paulo – Poder – CNJ deve priorizar processos contra juízes corruptos – 08/05/2012.

MP espera condenar Cachoeira a 30 anos por diferentes crimes

Numa celeridade bem acima da média brasileira, a Justiça Federal de Goiás deverá concluir até o final de junho o primeiro julgamento do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A expectativa do Ministério Público Federal é que o bicheiro seja condenado a pelo menos 30 anos de prisão. Cachoeira e mais sete cúmplices, seis deles ainda presos, foram denunciados pelos procuradores Léa Batista e Daniel de Rezende por corrupção, peculato, formação de quadrilha armada e vazamento de dados sigilosos.

O caso tramita paralelamente ao inquérito contra o senador Demóstenes Torres no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta terça-feira o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decide se mantém ou não o bicheiro na cadeia.

via MP espera condenar Cachoeira a 30 anos por diferentes crimes – O Globo.

Juiz do TJ-SP diz que não suportava mais atender pedidos de adiantamento

Fausto Maced0

Sob suspeita no escândalo dos contracheques milionários do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Fábio Monteiro Gouvêa, que recebeu R$ 713,2 mil, dá risada quando fala da rotina dos tempos em que integrou a Comissão de Orçamento da corte. “O meu telefone celular tocava mais ou menos a cada 3 ou 4 minutos, incessantemente. Noventa por cento dessas ligações eram pedidos de antecipação de créditos.”

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Quem pedia dinheiro, segundo Gouvêa. “Juízes, em favor deles próprios, juízes em favor dos seus funcionários ou ex-funcionários. Tinha noite que eu não dormia. Os casos todos eram tão graves e tão urgentes que eu perdia o sono, várias noites.”

Aos 59 anos, desde 1978 na magistratura, o desembargador atuou na Comissão de Orçamento entre 2008 e 2010, gestões dos ex-presidentes Vallim Bellocchi e Vianna Santos. Antes, por um breve período, fez parte da Comissão na administração do presidente Celso Limongi (2006/2007), “mas sem nenhuma função executiva”.

Em entrevista ao Estado, Gouvêa conta que deixou de comparecer a festas da toga porque havia uma pressão terrível. “Chegou um momento em que nós não podíamos nem mais ir a festas, principalmente de juiz, porque a pergunta era constante, se havia dinheiro, se ia ter um pagamento extra no final do ano ou no meio do ano, se o orçamento era melhor, Isso foi causando um mal-estar que me fez evitar esse tipo de confraternização.”

Admite que recebeu seu quinhão sem ter apresentado justificativa e que o ex-presidente Vianna (já falecido) “autorizava verbalmente” os pagamentos.

Gouvêa e os desembargadores Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim e Alceu Penteado Navarro, atual presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TER) de São Paulo integravam a Comissão de Orçamento do Tribunal de Justiça. Eles estão sob investigação, juntamente com o ex-presidente do TJ, desembargador Roberto Antonio Vallim Bellocchi que, sozinho, recebeu R$ 1,44 milhão de pagamentos antecipados.

O relato do desembargador Fábio Monteiro Gouvêa põe fogo na crise que asfixia o grande tribunal. Ele aponta para outro ex-presidente, Celso Limongi, que dirigiu a corte entre 2006 e 2007.

via Juiz do TJ-SP diz que não suportava mais atender pedidos de adiantamento – politica – politica – Estadão.

Julgamento do assassinato de Celso Daniel começa nesta 5ª

Começa nesta quinta-feira o julgamento de cinco acusados de sequestrar e matar o ex-prefeito de Santo André, na Grande São Paulo, Celso Daniel (PT), assassinado em janeiro de 2002. Serão levados a júri popular cinco suspeitos: Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro; Rodolfo Rodrigo dos Santos Oliveira, o Bozinho; Elcyd Oliveira Brito, o Jonh; Itamar Messias Silva dos Santos e José Edison da Silva. De acordo com a denúncia do Ministério Público, os cinco seriam responsáveis pelo “arrebatamento e pela execução do ex-prefeito”.
Ainda segundo o MP, o crime teria ocorrido porque Daniel, então prefeito de Santo André, foi morto porque estava decidido a acabar com as atividade de uma quadrilha que praticava crimes contra a administração pública da cidade. Em 2005, Bruno José Daniel Filho, irmão de Celso Daniel, disse à CPI dos Bingos do Senado que o suposto esquema de Santo André financiava campanhas eleitorais do PT.
No único julgamento de um dos envolvidos com o crime, Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos, foi condenado, em novembro de 2010, a 18 anos de prisão. Marquinhos é acusado de dirigir um dos carros usado no sequestro.
Apontado como mandante do crime, o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, não será julgado agora. O processo contra ele foi desvinculado dos demais. Ele entrou com dois recursos no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
_Os dois foram negados, mas o processo dele não voltou pra mim. Por isso julgamento será separado – disse o juiz Antonio Hristov, da 1.ª Vara da Comarca de Itapecerica da Serra, onde corre o processo.
Sombra era amigo próximo e tinha negócios com a prefeitura de Santo André. Os dois teriam rompido politicamente e Sérgio teria contratado um grupo de homens para matar o ex-prefeito, simulando um latrocínio normal. O corpo de Daniel foi encontrado em uma estrada de terra em Itapecerica da Serra, um dia depois de ter sido sequestrado.

via Julgamento do assassinato de Celso Daniel começa nesta 5ª – O Globo.

Dilma estuda vetar texto integral de lei florestal

A presidente Dilma Rousseff estuda vetar na íntegra o Código Florestal aprovado pela Câmara e regulamentar por medida provisória a recuperação de florestas em beira de rio de modo a beneficiar agricultores familiares.

O texto do deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), aprovado no último dia 25, foi protocolado ontem no Planalto. Dilma tem até o dia 25 para se manifestar sobre ele.

A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) inicialmente pediria à presidente que vetasse só as chamadas disposições transitórias, nas quais, segundo o governo, ficou configurada a anistia a quem desmatou ilegalmente.

Dilma, porém, considerou que trechos importantes do texto aprovado pelo Senado foram suprimidos, o que tornaria pouco efetivo vetar só trechos do projeto de Piau.

Há uma tendência no governo de baixar uma medida provisória com a chamada “escadinha”, ou seja, um escalonamento das faixas de recuperação de florestas de acordo com o tamanho da propriedade.

Organizações de pequenos agricultores não estão satisfeitas com a previsão de que os minifúndios tenham de recuperar 15 metros de suas áreas de preservação permanente -querem que seja uma área menor.

O governo está de olho também nos dividendos eleitorais da rejeição ao texto de Piau. A campanha “Veta Tudo, Dilma” virou uma febre na internet semana passada.

O veto teria ainda a função de mandar um recado ao PMDB, que desafiou o Planalto ao aprovar um texto considerado desequilibrado em favor dos ruralistas.

A repercussão internacional negativa da reforma do código tem preocupado Dilma, que precisa atrair o maior número possível de chefes de Estado à Rio+20, em junho

via Folha de S.Paulo – Poder – Dilma estuda vetar texto integral de lei florestal – 08/05/2012.

Coronel que liderou massacre de Eldorado dos Carajás é preso no Pará

Carlos Mendes

Dez anos após a condenação e depois de perder todos os recursos judiciais para anular a sentença, o coronel da Polícia Militar do Pará, Mário Colares Pantoja, e o major José Maria Oliveira, acusados de liderar o massacre de Eldorado dos Carajás, no qual 19 trabalhadores sem-terra foram mortos pela PM em 1996 durante a desobstrução de uma rodovia, terão de cumprir desde esta segunda-feira, 7, a pena em regime fechado.

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Pantoja, condenado a 228 anos, apresentou-se espontaneamente no Centro de Recuperação Especial Anastácio das Neves, uma penitenciária para policiais e ex-policiais localizada em Santa Isabel, a 45 km do centro de Belém.

Oliveira, que pegou 158 anos e quatro meses, não se apresentou porque alega ainda não ter sido notificado pelo juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, Edmar Pereira. A ordem é conduzir o major para a mesma penitenciária onde se encontra o coronel. “Se ele for notificado, irá recorrer. Houve uma decisão do ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, no nosso entendimento, ainda não foi publicada. Portanto, não há transitado em julgado, e cabe recurso”, explicou o advogado Arnaldo Gama, defensor de Oliveira.

O processo contra os militares transitou em julgado em abril e o STJ determinou ao Tribunal de Justiça do Pará que a sentença fosse imediatamente cumprida. Pantoja, segundo um policial, disse ao apresentar-se na penitenciária que lamentava a ausência do ex-governador Almir Gabriel no processo que o condenou. O coronel sustentou, durante o julgamento, que Gabriel exigiu que a estrada bloqueada pelos sem-terra fosse “liberada de qualquer maneira” pela PM.

O ex-governador alega que o comando da PM, à época, tinha plena autonomia para tomar decisões. O coronel Fabiano Lopes, que era o comandante-geral, porém, não foi indiciado. Pantoja e Oliveira afirmam que ficaram “sozinhos” no episódio.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no Pará, Ulisses Manaças, disse que a prisão dos oficiais, “embora tardia”, veio reparar um fato “emblemático para o movimento e para os direitos humanos no Brasil”. Segundo Manaças, a ordem de prisão poderá ter reflexo na impunidade que protege outros crimninosos que atuam no campo no Pará.

A morte dos 19 agricultores foi um dos episódios mais sangrentos da luta pela terra no país. A rodov ia PA-150 foi ocupada por 1,5 mil trabalhadores rurais que reivindicavam a desapropriação de fazendas da região para distribuição aos clientes da reforma agrária. Pelotões da PM de Marabá e Parauapebas, com um total de 155 homens, segundo depoimentos, chegaram ao llocal do bloqueio atirando. Os sem-terra atacaram com paus e pedras. Resultado: 19 mortos e 66 feridos.

via Coronel que liderou massacre de Eldorado dos Carajás é preso no Pará – politica – politica – Estadão.

Bancos duvidam de estratégia de Dilma no crédito. Governo reage

Uma semana depois de terem se transformado em alvo da artilharia da presidente Dilma Rousseff para reduzir os juros, os bancos reagiram. Na véspera do Dia do Trabalho, a presidente foi à TV no horário nobre e criticou a “lógica perversa” do sistema financeiro, chamou de “roubo” as tarifas cobradas para administrar fundos de investimento e pediu queda urgente das taxas cobradas a consumidores e empresas. Ontem, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), enfim, se pronunciou. E não hesitou em apelar para a metáfora:
“Alguém já disse que você pode levar um cavalo até a beira do rio, mas não conseguirá obrigá-lo a beber a água”, escreveu Rubens Sardenberg, economista-chefe da federação, que divulgou ontem um relatório e pôs em dúvida a eficácia das medidas oficiais para estimular a concessão de empréstimos e aquecer a economia. Interlocutores da presidente Dilma reagiram com ironia ao relatório. Ao ouvir a frase, um técnico rebateu:
— Você não pode obrigar um cavalo a beber água, mas ele também pode morrer de sede.
Para a Febraban, não há garantia de uma “ampliação significativa da oferta de crédito doméstica” nos próximos meses, apesar do cenário de queda acelerada da taxa básica de juros, a Selic. Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que “o crédito não está crescendo a contento” e que os “bancos são um pouco resistentes”.
Intitulado “Informativo Semanal de Economia Bancária”, o relatório é o resultado de uma consulta feita pela própria Febraban junto aos bancos sobre as principais estimativas dos bancos. No texto divulgado ontem, não há menção sobre a pressão do governo. O texto de Sardenberg diz que “a mudança nas regras da poupança funcionou como estímulo adicional para o mercado trabalhar com a expectativa de novos cortes na Selic”. Mas, em seguida, pondera que a “questão que se coloca agora é até que ponto essas reduções (de juros e da remuneração da poupança) vão estimular a ampliação da oferta de crédito”. Para a Febraban, o país vive hoje um paradoxo econômico, que funciona como obstáculo para os objetivos do Planalto. “A piora dos indicadores, especialmente os externos, abre espaço para quedas adicionais dos juros básicos, mas ao mesmo tempo parece impor uma cautela adicional aos agentes econômicos”.
Desgaste com lista de reivindicações
Os dados de inadimplência nos empréstimos, que se refletiram nos balanços do primeiro trimestre dos grandes bancos, preocupam os banqueiros em relação ao aumento da concessão do crédito. Há ainda outro fator, que é a expectativa de a Selic voltar a subir em 2013, o que também inibiria a expansão das carteiras. “É possível criar condições mais favoráveis à expansão do crédito reduzindo as taxas básicas, mas uma ampliação efetiva das operações passa por uma postura mais agressiva, tando dos emprestadores como dos tomadores de crédito, que por sua vez depende de expectativas econômicas mais otimistas”.
Pela pesquisa que acompanha o relatório, os bancos reduziram sua projeção para a expansão da carteira de crédito neste ano: de 16,6%, no levantamento feito no mês passado, para 16,2%. Quanto à trajetória da Selic, 59,3% dos economistas consultados pela Febraban esperam que a taxa básica de juros (em 9% ao ano) volte ao patamar de 10% em dezembro de 2013.

via Bancos duvidam de estratégia de Dilma no crédito. Governo reage – O Globo.

Governador tucano será alvo de inquérito da Procuradoria

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que deve abrir um inquérito para examinar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Investigações da Polícia Federal sobre os negócios de Cachoeira sugerem que o empresário mantinha pessoas de sua confiança em postos-chave do governo goiano para defender seus interesses.

Escutas telefônicas feitas pela polícia sugerem que operadores de Cachoeira levaram dinheiro para a sede do governo de Goiás em duas ocasiões no ano passado.

O próprio Perillo pediu há duas semanas para ser investigado pelo procurador. O tucano diz que seu relacionamento com Cachoeira é superficial e nega ter recebido dinheiro do empresário.

A abertura do inquérito transformará Perillo no segundo governador a ser investigado pela procuradoria por suas ligações com Cachoeira, depois do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT).

Sobre esse, Gurgel disse que “outros fatos podem gerar novos inquéritos”.

Em relação a Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, o procurador afirmou que pedirá informações preliminares a órgãos de controle e ao Ministério Público Federal sobre contratos do Estado com a empreiteira Delta, suspeita de ter se associado ao grupo de Cachoeira.

A apuração sobre Cabral, que aparece em fotos e vídeos com o dono da construtora, ainda está em fase preliminar e não há por ora “iniciativa de instauração de inquérito”, disse Gurgel.

A CPI criada pelo Congresso para examinar as relações de Cachoeira com políticos e empresários ainda não decidiu se também investigará os três governadores.

A oposição quer colocar em votação juntos os requerimentos que pedem a convocação de Perillo, Agnelo e Cabral, para evitar que somente o tucano Perillo seja chamado a se explicar.

Controlada por aliados do Palácio do Planalto, a cúpula da CPI é contra a ideia. Com 25 votos contra os 7 da oposição na CPI, o governo tem força para aprovar o que quiser.

“Sou contra porque são posições jurídicas completamente diferentes [para cada governador]“, disse o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB).

O advogado de Cachoeira, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos, pediu ontem à CPI para adiar a data do depoimento do empresário, marcado para o dia 15.

Antes do depoimento, Bastos quer ter acesso à integra das investigações da Polícia Federal contra seu cliente remetidas à comissão.

O advogado indicou que Cachoeira poderá ficar calado na CPI se a defesa não receber cópia do material.

A CPI deve se reunir hoje em sessão secreta para ouvir o delegado responsável pela Operação Vegas, uma das que investigou Cachoeira.

via Folha de S.Paulo – Poder – Governador tucano será alvo de inquérito da Procuradoria – 08/05/2012.

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