Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the day “junho 20, 2012”

CNA propõe APPs para o mundo todo. É justo.

O chamado Terceiro Mundo tem sido chamado a pagar a conta salgada deixada pelo eriquecimento dos países do Hemifério Norte: engessados pela necessidade (questionável) de reduzir as emissões globais de CO2, ficaríamos todos sujeitos a limitações no crescimento da economia, na produção de riquezas e na satisfação do consumo ampliado pelo emergir das novas classes C e D. Aos brasileiros, especialmente aos produtores rurais, caberia quitar um passivo ambiental que se acumula desde o descobrimento.

É justo o pleito para que os devastadores reponham aquilo que drenaram das riquezas naturais para os próprios bolsos. Mas é igualmente justo que a conta seja dividida por quem de fato sujou o planeta — e não apenas com a compra barata de créditos de carbono emitidos por empresas limpas do Hemifério Sul.

Nesse sentido, é supreendentemente a justeza e a simlicidade da proposta que a Confederação Nacional de Agricultura encaminhou a Rio +20 por intermédio da Presidência da República. Um dos ítens prevê a criaçao de APPs por todos os países — igualzinho ao que as ONGs e governos estrangeiros cobram do Brasil.

Se temos a obrigação de manter áreas de reserva legal, áreas de preservação permanente e de recompor matas de galeria e veredas devastadas, por que os americanos, holandeses e alemães poderiam se furtar a essa tarefa ?

Esta é uma pergunta que pode criar um nó na cabeça dos ambientalistas, que zelam pela conformação de um mercado em que a poluição pode ser mitigada com indulgências vendidas em bolsas de valores.

Muito mais ético e equânime parece ser a imposição das mesmas regras para todos, indistintamente de sua latitude no globo terrestre. Se aqui temos que desfazer o que está errado, por que quem errou não deve se sujeitar ao ônus da aplicação do mesmo princípio ?

Veja, abaixo, o que a CNA propôs à Conferência do Clima.

Propostas da CNA para os Chefes de Estado e à Conferência Rio + 20

 Dentro do princípio de que meio ambiente é ciência e compromisso – e não ideologia -, a Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) traz a esta Conferência as propostas a seguir relacionadas, no intuito de contribuir para a riqueza e objetividade do presente debate.

O setor rural – que tem na natureza sua fonte de sustento e conhecimento – vem respondendo com rapidez e eficiência às demandas contemporâneas por desenvolvimento sustentável. 

 Por isso, a partir do Documento de Posição do Setor Agropecuário, hoje divulgado – e que segue em anexo -, sente-se no dever de encaminhar ao exame dos Chefes de Estado, que conferem dimensão histórica a esta Rio + 20, a presente contribuição.

1. Amazônia
Só a tecnologia pode garantir o desmatamento zero na Amazônia. Grande parte do que até aqui ocorreu na região decorre da precariedade de meios que ainda predomina. Com baixa rentabilidade do sistema produtivo, que impede a aquisição de tecnologia, esse quadro tende a se perpetuar, mantendo tensão constante entre produção e floresta. A situação afeta, sobretudo, os pequenos e médios produtores rurais.

2. Serviços ambientais
O passivo ambiental é fruto do descaso e despreparo das gerações que nos precederam e nos legaram os desafios presentes. Não é justo que esta geração arque sozinha com uma conta histórica, impagável de uma só vez. Portanto, os governos precisam encontrar mecanismos de atenuar os custos presentes, diluindo-os no tempo.

Os países ricos foram beneficiários do desenvolvimento sem as regras e amarras que hoje pesam sobre os países de desenvolvimento tardio. É justo que contribuam pelos benefícios ambientais que recebem gratuitamente desses países.

3. Redução de Emissões
A CNA está lançando uma ferramenta eletrônica para dar suporte ao processo de remuneração do produtor rural pela redução de emissões de carbono e gases de efeito estufa. Trata-se da organização do Mercado Agropecuário de Redução de Emissões (MARE), contribuição valiosa para a defesa do meio ambiente. Propicia justa remuneração aos que o preservam e um mecanismo de compensação para aqueles que não podem, no curto prazo, reduzir suas emissões.

4. APP Global
A CNA, Embrapa e a Agência Nacional de Águas (ANA) lançaram proposta de universalizar o princípio da Área de Proteção Permanente (APP) nas nascentes, margens de rios e áreas de recarga de aquíferos subterrâneos, como forma de proteger a integridade dos cursos d’água. No Brasil, APP é lei. Sendo um conceito universal, benéfico aos rios de todo o planeta, deve ser estudado e aplicado conforme as peculiaridades de cada país.

5. Fundos para terra degradada
Nenhum produtor é inimigo de sua própria terra. Degradação é fruto da pobreza. É a tecnologia que gera a prosperidade. Daí a necessidade de integrar ecologia à economia, sem transformar a defesa ambiental num tribunal. A prioridade não pode ser punir, mas instruir e viabilizar a recomposição, por meio de pesquisa, financiamento e incentivos ao uso de tecnologia.

6. Extensão Rural
Os insumos tecnológicos agropecuários precisam ser democraticamente disseminados. Essa é a grande revolução agrícola que a humanidade carece: a distribuição do conhecimento, fonte maior da prosperidade e justiça social.

7. Assimetrias
É preciso reduzir as assimetrias de regulamentação ambiental entre as nações, sem ferir o princípio da soberania. Para isso, fazem-se necessárias conferências internacionais como esta, com efetivo apoio dos governos.

Carreira jurídica

Charge eletrônica apócrifa que está bombando na internet

 

Por que o eleitor de MT terá saudade do maior ficha-suja do País

Como se sente o eleitor matogrossense diante do fato inapelável de que o político mais poderoso do estado está definitivamente afastado do processo eleitoral por força da decisão unânime de uma das câmaras do Tribunal de Justiça ?

Não tenho resposta para esta pergunta, mas posso imaginar o que está acontecendo a partir do cotejamento de dados objetivos emandados das urnas nos últimos pleitos.

José Geraldo Riva é o político brasileiro com maior número de processos por improbidade administrativa, corrupção e outras imputações da mesma gravidade. Foi cassado duas vezes por compra de votos, e duas vezes afastado das funções administrativas e financeiras atinentes ao cargo que ocupa por votação quase unânime de seus pares (apenas uma deputada estadual não votou por sua última recondução à presidência da Casa).

Nada disso é novidade para o eleitor cuiabano e do Nortão de Mato Grosso, que o sufragaram em massa, a despeito do silêncio obsequioso da imprensa daquele estado sobre os malfeitos de Riva. Com todo esse passivo judicial, Riva amealhou 93.594 votos na eleição de 2010, que ele disputou na condição de ex-deputado cassado.

Quatro anos antes, havia sido sufragado por 82.799 eleitores. Ou seja: tudo o que lhe aconteceu — cassação, o vexame de governar o parlamento sem poder assinar um cheque — acrescentou 30,03% a seu cacife eleitoral. É inequívoco, portanto, que com sua leniência o eleitor matogrossense tornou-se uma espécie de avalista entusiasmado da bandalheira em que se transformou a política naquele grotão.

Tenho a impressão de que os novos vexames produziriam, se isso fosse possível, um aumento da incrível popularidade do rei dos ficha-suja brasileiros (agora novamente transformado em Rainha da Inglaterra, pois destituído de boa parte de seus poderes institucionais). Coloco o verbo no condicional porque a condenação em segunda instância por improbidade administrativa põe um ponto final à proeminente carreira do multiprocessado José Geraldo Riva, que agora está inelegível por oito anos.

Apesar de todos os seus problemas judiciais, Riva vinha se preparando para disputar o governo de Mato Grosso. Paralelamente, prepara a filha mais velha para dar continuidade à oligarquia com a qual pretende eternizar o controle político de seu estado. Não apenas em virtude da já materializada inelegibilidade. Riva também enfrenta problemas de saúde que produzem incertezas sobre seu futuro. Ele fala sobre isso apenas com quem preza de sua intimidade. Dependendo do interlocutor, agrava ou reduz a importância dos prognósticos. Mas cuida de manter o assunto longe da seara da opinião pública cuiabana, o que lhe é de direito.

Se há uma qualidade que se pode atribuir a ele é a disposição para o exercício do Poder. Imagine se isso fosse usado para o Bem! Nem a doença, nem as sucessivas derrotas judicias refrearam o ânimo para impor sua vontade aos eleitores e aos políticos matogrossenses.

Há uma explicação para isso. Riva enriqueceu na política, e enriqueceu muito. Amealhou um patrimônio invejável para quem começou como corretor de imóveis e chegou ao parlamento sem um tostão, tendo desde os idos dos anos 80 sobrevivido exclusivamente em função dos salários que recebe do Legislativo. Hoje, é um dos maiores proprietários de terras e gado do Centro-Oeste brasileiro, a ponto de ufanar-se de sua fortuna publicamente.

Mas o tempo passa. E no caso emblemático de Mato Grosso, a passagem dos últimos dia tem produzido notícias alvissareiras para a cidadania. A mais importante delas dava conta da aposentadoria compulsória de 3 desembargadores e 7 juízes. Determinada pelo CNJ, a punição máxima foi finalmente referendada pelo STF, o que levou ao saneamento do Judiciário matogrossense. Os julgadores afastados constituíam uma ponte entre a galhardia de Riva e sua aparente impundade, agora desafiada pela volta da altivez ao TJMT. O que vai dificultar ao extremo uma reversão da situação processual do político.

Bom para a institucionalidade, esse novo ambiente jurídico-político certamente vai provocar muitas dores  com a aposentadoria precoce  – que ainda pode ser antecipada pela Justiça eleitoral — de José Geraldo Riva.

Há sempre um bom punhado de eleitores dispostos a legitimar a pilhérie. Gente que se contenta com um boné, um tanque de gasolina ou um milheiro de tijolos como compensação ou partilha do butim.

Em Mato Grosso, são pelo menos 93,5 mil.

Até descobrirem um novo Riva, eles ficarão órfãos da velha política.

Um ficha-suja a menos na boca do cofre: Presidente da ALMT é afastado das funções

KAMILA ARRUDA, do Diário de Cuiabá

Em decisão unânime, a Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu afastar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PSD), das funções administrativas e financeiras de seu cargo. Além disso, o parlamentar e o conselheiro afastado Humberto Bosaipo terão que devolver mais de R$ 1,1 milhão aos cofres públicos. Com a decisão, o social-democrata está inelegível.

A medida é referente ao julgamento do recurso de apelação 121201/2010, impetrado pela defesa dos réus contra a decisão do juiz Aparecido Bertolucci, que já os tinha condenado em Primeira Instância.

O social-democrata, Bosaipo e os servidores do Legislativo Guilherme da Costa Garcia (então secretário de Finanças), Luiz Henrique de Godói, Geraldo Lauro e Nivaldo de Araújo (além do contador José Pereira, criador da empresa Hermes Patrick Bergamasch) são acusados de terem desviado recursos da Casa, por meio de criação de empresas fantasmas entre os anos de 1999 e 2002.

A irregularidade teria sido feita com a emissão de 21 cheques a empresa Hermes Patrick. Destes, 17 deles foram descontados na boca do caixa de uma agência do Banco do Brasil e, dois, na empresa Confiança Factoring, de propriedade do bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

O relator, desembargador Luiz Carlos da Costa, ressaltou em seu voto que os envolvidos não realizaram, sequer, um processo licitatório para a contratação dos serviços. Além disso, outras precauções deveriam ter sido tomadas pelos agentes públicos para habilitar a contratação da empresa.

“Bastava a simples indicação no Diário Oficial do Estado e federal ou de jornais de grande circulação de que teria havido a divulgação para o certame licitatório na modalidade concorrência, mas nem isso foi feito. Foi uma operação planejada para sacar dinheiro dos cofres públicos. Crime praticado com auxílio de outros servidores e contadores, onde o dolo ficou patente”, frisa o magistrado.

O relator votou pela condenação e os desembargadores Juracy Persiani e Marcos Machado acompanharam o voto.

A empresa forneceu a Assembleia diversos artigos esportivos, como uniformes, troféus e bolas. Alegando não ter direito de defesa e prerrogativa de foro privilegiado, os acusados solicitaram a anulação da decisão de Primeira Instância. No entanto, não foi acatada pelos magistrados.

Com relação ao alegado cerceamento de defesa, a Procuradoria de Justiça frisou que até a atual fase do processo não foram apresentadas provas de que os réus não tinham cometido os delitos em questão.

Desta forma, o procurador Paulo Ferreira Rocha afirma que ficou claro que houve o saque dos valores com autorização dos gestores públicos, acompanhados de outros servidores que teriam participado do esquema montado para facilitar o desvio de verba pública. Três das quatro preliminares foram negadas por unanimidade.

Fé cega, língua afiada

Como a BESTA reagiu à notícia de que Erundina havia desembarcado da campanha lulo-malufista para a Prefeitura de São Paulo. Ou: quando o fundamentalismo político ofusca e embota a lucidez de certos crentes.

Riquezinha, a musa da Rio +20

Das milhares de mulheres que protestaram e defenderam suas bandeiras nos primeiros cinco dias da Cúpula dos Povos, uma em especial angariou a atenção do público. Estudante de história na Universidade Federal de Alagoas, a cearense Brígida de Souza, mais conhecida como Riquezinha — um apelido que não lhe agrada muito — se tornou, sem querer, a musa do evento. A nomeação involuntária ao posto aconteceu depois de a moça de 22 anos, homossexual assumida, ter sido flagrada desfilando com os seios à mostra durante a Marcha das Mulheres, manifestação que fechou as ruas do Centro da cidade na última segunda-feira.
Brígida faz parte do Tambores de Safo (em homenagem à poetisa grega) e divide seu tempo entre os livros de faculdade e a luta feminista em prol das lésbicas e das mulheres negras. Surpresa com a repercussão do topless, a estudante preferiu andar nesta terça-feira pelo Aterro do Flamengo, onde o evento acontece, com os cabelos presos por uma boina e com óculos escuros:
— Algumas pessoas vieram falar comigo, mas não levei cantada nem dei autógrafo — brinca — De qualquer forma achei positivo o resultado porque chamou atenção para a causa feminista. Na verdade, não programamos tirar a blusa. Estava fazendo muito calor e um homem que estava do nosso lado tirou a camiseta. Me perguntei: por que ele pode e eu não posso? Por que sou mulher? — questiona ela.
O envolvimento com a causa pelo direito das mulheres começou quando Brígida ainda era criança. Na época, sua mãe, vítima de violência doméstica, se aliou ao Fórum Cearense de Mulheres e levou o movimento feminista para dentro de casa. No ano passado, ela viu uma apresentação do Tambores de Safo em Brasília e se encantou.
— Tocamos tambores em eventos com cunho político. Temos um espetáculo onde tiramos a blusa ao som da música “Carne”, da Elza Soares. Isso é natural para mim, porque faz parte do personagem. É sensual porque a mulher é assim, mas não é erótico, nem vulgar. Minha autoestima se alimenta não porque eu tenho um corpo bonito, ela se alimenta do orgulho de ser mulher — defende.
Matriculada no primeiro semestre da faculdade, Brígida ainda não faz planos para o futuro.
— Estamos aqui para ensinar e aprender todos os dias. Se daqui a 50 anos ainda estiver aprendendo e ensinando está ótimo — filosofa a moça.

Beba na fonte: Riquezinha, a musa da marcha das mulheres que parou o trânsito do Rio – O Globo.

Prefeito do Recife ganha na Justiça direito de disputar a reeleição

No Blog do Noblat

Francisco Julião de Oliveira Sobrinho, juiz da 3a Vara Civil do Recife,  mandou o Diretório Municipal do PT homologar a candidatura à reeleição do prefeito João da Costa.

O juiz entendeu que foi válida a prévia realizada pelo partido em 20 de maio último onde João da Costa derrotou por quase 600 votos de diferença o deputado federal Maurício Rands.

A Executiva Nacional do PT anulou a prévia que ela mesma patrocinara. Alegou que haviam votado militantes que não estavam aptos. E marcou data para uma nova prévia.

Rands desistiu de enfrentar João da Costa pela segunda vez às vésperas da nova prévia.

A Executiva Nacional do PT então decidiu que o candidato a prefeito seria o senador Humberto Costa.

A candidatura de Humberto foi homologada pelo Diretório Municipal.

O juiz considerou indevida a interferência da Executiva Nacional. A prévia, segundo ele, “cumpriu todas as normas do regulamento9 de prévias do PT”.

Cabe recurso da decisão do juiz. O PT poderá entrar com ação nesse sentido junto ao Tribunal de Justiça do Estado.

Beba na fonte: Prefeito do Recife ganha na Justiça direito de disputar a reeleição – Ricardo Noblat: O Globo.

PF investiga envolvimento de mulher de juiz com o esquema de Cachoeira

A Polícia Federal investiga o suposto envolvimento da mulher e de uma assessora do juiz Leão Aparecido Alves, titular da 11ª Vara Criminal, no vazamento de informações da Operação Monte Carlo. Leão, que deveria assumir o comando do processo contra o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, renunciou ao caso. Nesta segunda-feira à tarde, ele alegou suspeição e se declarou impedido de ocupar o lugar que, até quinta-feira passada, era do juiz substituto Paulo Augusto Moreira Lima.

A polícia descobriu o envolvimento do nome da mulher de Aparecido Alves por acaso, quando rastreava um telefone flagrado em várias ligações para José Olímpio de Queiroga Neto, um dos principais sócios de Cachoeira. Os policiais pediram autorização para acessar o extrato da conta e descobriram que entre os possíveis usuários do telefone estavam a mulher e uma auxiliar do juiz. Numa conversa interceptada em fevereiro desse ano, Cachoeira menciona a operação que estaria sendo preparada em sigilo pela polícia e faz referência a uma mulher como suposta fonte da informação.

O vazamento teria chegado inicialmente a Queiroga. O empresário, um dos presos na Operação Monte Carlo, é acusado de controlar a exploração ilegal de máquinas caça-níqueis no entorno do Distrito Federal em parceria com Cachoeira. As ligações entre familiares de Leão Aparecido Alves e Queiroga são anteriores ao ingresso do empresário na exploração de jogos.

No final da noite de terça-feira, o presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador federal Mário César Ribeiro, designou o juiz federal Alderico Rocha Santos, titular da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, como o novo responsável pelo processo envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Beba na fonte: PF investiga telefonemas suspeitos para sócio de Carlinhos Cachoeira – O Globo.

TRF designa novo juiz federal para o caso Carlinhos Cachoeira

O presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador federal Mário César Ribeiro, atendendo à solicitação do corregedor regional da Justiça Federal de 1.º Grau da Primeira Região, Carlos Olavo, designou, nesta terça-feira, 19, o juiz federal Alderico Rocha Santos, titular da 5.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás, para julgar a ação penal que tramita contra o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Alegando ter sofrido ameaças após determinar a prisão de Cachoeira durante a Operação Monte Carlo em fevereiro, o juiz Paulo Augusto Moreira Lima pediu para deixar o processo. No lugar de Paulo Augusto, foi escolhido Leão Aparecido Alves, que não assumiu por razões de “foro íntimo” e por manter relação próxima com um dos denunciados.

Segundo a nota divulgada pelo TRF-1, o desembargador designou o juiz federal “para, sem prejuízo de suas funções na vara de origem, processar e julgar a Ação Penal n. 9272-09.2012.4.01.3500, em curso na 11.ª Vara daquela Seccional, tendo em vista ter afirmado suspeição, por motivo de foro íntimo, o juiz federal Leão Aparecido Alves, titular da 11.ª Vara.”.

Beba na fonte: TRF designa novo juiz federal para o caso Carlinhos Cachoeira – politica – politica – Estadão.

Esquema de Cachoeira sabia da Operação Monte Carlo, afirma juiz

O juiz substituto da 11.ª Vara da Justiça Federal em Goiânia, Paulo Augusto Moreira Lima, disse em depoimento ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que a quadrilha do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, sabia das investigações da Polícia Federal um mês antes de a Operação Monte Carlo ser deflagrada, em 29 de fevereiro deste ano.

O magistrado, que se afastou do caso alegando ser vítima de ameaças de morte, revelou em depoimento à Corregedoria do conselho que, após o vazamento dos dados sigilosos, a organização, com influência nos três Poderes, planejava neutralizar a ação dos órgãos encarregados das apurações e da Justiça.

Moreira Lima contou que os criminosos tiveram notícia de qual juiz estava encarregado do caso, do nome da operação e da lista de investigados, bem como de que haveria pedidos de busca e prisão sendo analisados. Eles também foram informados de detalhes da rotina do juiz e de que ele estava trabalhando quase que exclusivamente na elaboração das decisões contra a quadrilha de Cachoeira.

Num diálogo, citado pelo magistrado no depoimento, Olímpio Queiroga, apontado como número dois da máfia dos caça-níqueis, fala com Cachoeira sobre as investigações e sugere uma retaliação: “Muita gente do nosso negócio tá. Nós temos que tomar alguma providência”, alerta. “Temos que fazer a nossa parte, entendeu? Ir pra cima (de) todo mundo”, acrescenta.

O CNJ foi chamado a interceder na Justiça Federal em Goiás em razão das suspeitas de que o telefone do juiz titular da 11.ª Vara, Leão Aparecido Alves, foi grampeado por ordem de Moreira Lima, que comandava, como substituto, o processo da Operação Monte Carlo.

Leão tem relações com a família de Queiroga e, ontem, se declarou suspeito para julgar o caso. Ele chegou a representar contra o colega na Corregedoria-Geral do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1). No dia seguinte, o então corregedor Cândido Ribeiro foi a Goiânia para ouvir Moreira Lima.

Pressão. Na conversa reservada com a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, Moreira Lima disse que seu trabalho estava sendo desqualificado, especialmente em razão da contestação da legalidade das escutas telefônicas. Além disso, relatou que se sentia pressionado por colegas e que temia por sua segurança.

Eliana Calmon designou um de seus assessores para mediar um entendimento entre os magistrados em Goiás. Na conversa, conforme relatado ao Estado, Moreira Lima afirmou que a Polícia Federal e o Ministério Público eram responsáveis pelas investigações.

Ao final das discussões, ficou claro que o telefone do juiz Leão Alves estava no rol das escutas porque sua mulher, Maria do Carmo Alves, teria conversado com pessoas que estavam sob investigação.

Oficialmente, o CNJ registrou as declarações de Moreira Lima. A íntegra, à qual o Estado teve acesso, mostra que a participação de suspeitos de homicídio no grupo de Carlinhos Cachoeira o preocupava.

Investigação. Dentre os 82 investigados há 40 policiais. Segundo Moreira Lima, Queiroga é alvo de ao menos dez inquéritos por suposta participação em diversos crimes, tem quatro armas em seu nome e é acusado de homicídio.

No depoimento, ele disse ainda que o réu é citado na CPI do Narcotráfico por participação, no Espírito Santo, em atividades da Escuderia Le Coq, associação de policiais criada no rio na década de 1960 e que ganhou, no passado, o estigma de “esquadrão da morte”.

Beba na fonte: Esquema de Cachoeira sabia da Operação Monte Carlo, afirma juiz – politica – politica – Estadão.

Em busca do Aquecimento global VIII – Queimadas na Amazônia e o clima global

“Deve-se acabar com o desmatamento,  não pelo CO2 que as queimadas injetam na atmosfera, pois o CO2 não é um gás poluente ou tóxico, não controla a temperatura global e não pode provocar mudanças climáticas. Mas, sim, pela perda de biodiversidade dessa floresta e pelo impacto que o desmatamento causa ao meio ambiente local, em particular a erosão dos solos e o assoreamento dos rios, mudando a qualidade da água e da vida aquática.”

 

Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD

 A radiação solar atravessa as camadas da atmosfera e boa parte dela é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Esta, por sua vez, emite radiação infravermelha (IV) que é absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), e re-emitida em direção à superfície. Essa é a definição do efeito-estufa e seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que o das camadas superiores da atmosfera. Assim sendo, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação IV emitida pela superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa, que é o argumento fundamental do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (sigla em Inglês: IPCC) para justificar que foram as emissões de carbono, procedentes da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, responsáveis pelo aquecimento global observado nos últimos 50 anos.  Essa afirmação é questionável !

 As análises das bolhas de ar aprisionadas no gelo de Vostok (Antártica) revelaram que as temperaturas dos interglaciais de 130 mil, 240 mil e 340 mil anos atrás estiveram 6°C a 10°C mais elevadas que as atuais, porém as concentrações de CO2 eram inferiores a 300 partes por milhão (ppm). Nos últimos 150 anos, registros de temperatura indicaram que temperaturas mais altas ocorreram na década de 1930, também com concentrações de CO2 inferiores a 300 ppm. Devido à intensificação da atividade industrial pós-guerra, as emissões de CO2 aumentaram significativamente entre 1945 e 1976, porém a temperatura média global diminuiu nesse período. A temperatura global aumentou a partir daquele último ano, mas, desde 1998, a temperatura tem se mantido estável, embora a concentração de CO2 tenha aumentado gradativamente  atingindo 390 ppm. Como se pode perceber, a temperatura global não é controlada pelo CO2 e, sim, o contrário, a concentração de CO2 no ar aumenta depois de a temperatura do ar aumentar.

Os fluxos naturais de CO2, dos oceanos, vegetação e solos para a atmosfera, estão estimados em 200 bilhões de toneladas de carbono por ano (GtC/a), com uma incerteza de ±  40 GtC/a (±20%). As atividades humanas emitem cerca de 7 GtC/a, ou seja, cerca de 3% dos fluxos naturais. Portanto, as emissões antrópicas globais são ínfimas, desprezíveis em face da incerteza quanto aos fluxos naturais. Segundo o inventário brasileiro de GEE (MCT, 2009), estima-se que tenham sido emitidas 0,6 GtC/a em 2005, ou seja, 8,6% dos fluxos antrópicos. Desses, foi dito que 80% foram provenientes das atividades agrícolas e mudanças no uso dos solos em todo território nacional, dos quais 58% foram a parcela de mudanças no uso da terra e florestas, correspondente a 0,35 GtC/a, isto é, cerca de 5% das emissões antrópicas em todo planeta. Esse número está superestimado, pois utiliza uma densidade de biomassa da floresta igual a 430 toneladas por hectare (t/ha), quando a região que está mais sujeita ao desmatamento, o sul da Amazônia, tem uma densidade de biomassa  de 150 t/ha, ou menor. Portanto, um número mais próximo da realidade, admitindo que a área desmatada tenha sido estimada corretamente e 100% de eficiência na queima e emissão de carbono, que é irreal, teria sido 0,12 GtC/a, um terço da estimativa publicada. Segundo o INPE/MCT, em 2005, a área desmatada foi 18 mil km2 e, em 2010, foi inferior a 7 mil km2. Mesmo considerando os valores superestimados, as emissões amazônicas deveriam ter sido reduzidas, proporcionalmente, a 40% das emissões estimadas oficialmente em 2005 (0,14GtC/a), ou seja, 2% dos fluxos emitidos pelas atividades humanas. A estimativa seria ainda menor se for considerado que a maior parte do carbono está nas grandes árvores, que não são queimadas e, sim, retiradas e vendidas. E o mercado consumidor é externo ao país: Oriente, UE e EEUU!  Mencione-se, de passagem, que as emissões globais de carbono aumentaram de 5,9% em 2010.

É de conhecimento geral que a Floresta Amazônica viva, com seus 550 milhões de hectares, retira da atmosfera, por meio da fotossíntese, pelo menos 10% de todo carbono emitido pelas atividades humanas (0,7GtC/a), contra uma estimativa realista de emissão por queimadas de 0,7% (0,05GtC / 7GtC), um saldo deveras positivo que não tem sido considerado em acordos internacionais como o Protocolo de Kyoto, por exemplo.  Deve-se acabar com o desmatamento,  não pelo CO2 que as queimadas injetam na atmosfera, pois o CO2 não é um gás poluente ou tóxico, não controla a temperatura global e não pode provocar mudanças climáticas. Mas, sim, pela perda de biodiversidade dessa floresta e pelo impacto que o desmatamento causa ao meio ambiente local, em particular a erosão dos solos e o assoreamento dos rios, mudando a qualidade da água e da vida aquática. É importante reafirmar que não se deve confundir mudanças climáticas com conservação ambiental. Esta é extremamente necessária para a sobrevivência da espécie humana no Planeta, independente de seu clima se aquecer ou se resfriar!

A exceção Erundina

José Roberto de Toledo, no site do Estadão

A política brasileira, segundo Paulo Maluf (PP-SP): “Não há mais direita e esquerda, o que há são segundos de TV”. Há uma inegável verdade na frase do deputado predileto da Interpol. Mas ao não engolir a aliança do PT de Lula com o PP de Maluf e renunciar a ser vice de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina (PSB-SP) mostrou que nem sempre a Realpolitik conta mais do que aversões pessoais e escrúpulos morais.

Se não tivesse abandonado a chapa de Haddad, Erundina teria provado que Maluf está certo. Como esperneou e saiu, acabou lhe tirando a razão -ao menos no seu caso pessoal. A deputada é a menos governista dos parlamentares do PSB. Vota com o governo Dilma apenas quando concorda com as propostas. Vota contra quando discorda. É anocronicamente “ideológica” no exercício do mandato. Mas é também uma exceção. Vai ter fila para ocupar o lugar que ela deixou.

Se o adágio malufista vale para a imensa maioria dos políticos, e são os segundos de propaganda que contam, então vamos contá-los.

A tendência de polarização PSDB-PT ficou mais evidente na mais recente pesquisa Datafolha. Mas José Serra e Haddad estão em situações opostas. Os segundos de exposição na TV a partir de agosto têm utilidade e peso muito diferentes para cada um deles.

Praticamente todos os eleitores paulistanos conhecem Serra. Nos últimos dez anos, ele se elegeu prefeito e governador, além de ter ficado em segundo lugar em duas eleições presidenciais. Seu problema é ser conhecido demais: 32% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. O tucano precisa de propaganda para se manter na cabeça do eleitor, mas não pode abusar da superexposição na TV, ou pode se queimar.

O que importa mais para Serra é impedir que o desconhecido Haddad apareça tanto na propaganda televisiva que acabe se tornando tão conhecido quanto o tucano. Foi o que aconteceu com Dilma Rousseff na campanha de 2010. Embora ela tivesse uma velocidade inicial maior do que Haddad, graças à propaganda desabrida de Lula em palanques oficiais desde 2009, foi a partir da propaganda de TV que Dilma deixou Serra para trás.

Por isso, os segundos malufistas são um problema para Serra não pelo tempo de vídeo que ele “perdeu”, mas pelas inserções que Haddad ganhou. Pouco importa se Serra cooptar o PTB e somar seus minutos. Não vai com isso compensar o que Maluf deu a Lula e seu pupilo. Do mesmo modo, o desgaste provocado pela foto de Maluf com Lula e Haddad é muito menor do que o potencial ganho que os segundos malufistas trarão para o petista.

Diante de tantos ganhos, nem Lula nem Haddad pensaram -nem uma, muito menos duas vezes. Quando a Realpolitik é tão avassaladora que abarca todo o espectro partidário -com raras Erundinas-, caciques como Maluf, Valdemar Costa Neto (PR), José Sarney (PMDB) e quetais só têm a ganhar -especialmente quando não são candidatos e podem negociar o tempo de TV de seus partidos com aliados de ocasião. Os preços são cada vez mais inflacionados.

Não há alternativa à vista, fora uma reforma política que jamais será feita enquanto os principais interessados forem os donos do processo decisório. Não reformarão nada relevante. Não importa quem esteja no governo, pois o sistema ajuda a manter no poder quem já chegou lá. Foi desenhado para isso. Restam medidas paliativas.

Uma delas seria mudar as regras de distribuição do tempo de propaganda eleitoral na TV. Se um partido não tiver candidato, ele não deveria ter direito a somar tempo para a coligação majoritária. Sem essa moeda de troca, as siglas que aderem ao princípio malufista perderiam valor de mercado.

A mudança de uma pequena regra não muda a essência do sistema, como o gesto de Erundina não transforma a Realpolitik. Mas, mesmo fugazmente, é divertido atrapalhar os poderosos.

Foto de Lula e Maluf provocou repulsa, afirma Erundina

A deputada Luiza Erundina (PSB) afirmou nessa terça-feira, 19, que a foto em que Lula e Fernando Haddad aparecem ao lado de Paulo Maluf nos jardins da casa do deputado do PP em São Paulo “provocou repulsa”. “Fui bombardeada nas redes sociais”, afirmou a deputada federal, ao comentar decisão de não aceitar mais ser vice do petista na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Mesmo fora da chapa, deputada prometeu se dedicar à campanha petista
Erundina, 77 anos, recebeu a reportagem do Estado na noite dessa terça no hotel Lake Side, em Brasília, onde concedeu a seguinte entrevista:

A foto do ex-presidente Lula com o deputado Paulo Maluf nos jardins pesou na decisão?
A aliança com esse quadro sistema político exaurido que está aí é norma mesmo quando não há identidade ideológica. Mas a foto provocou repulsa, uma reação em cadeia. Fui bombardeada nas redes sociais.

Lula agiu mal ao fazer o gesto de visitar o ex-prefeito Maluf em sua casa?
O gesto de Lula foi ruim. Nós que temos história de militância temos responsabilidade de qualificar o processo eleitoral, temos que ter um cuidado para não estragarmos a prática política.

O que a senhora quis sinalizar com a sua saída da chapa?
Engrandecer este homem no momento em que queremos passar a limpo o regime militar, o regime da ditadura, não dá, não dá. O Maluf atuou na ditadura e quando eu fui prefeita, 22 anos atrás, encontrei uma vala clandestina no cemitério de Perus, com 1049 corpos, sendo cinco corpos de desaparecidos políticos… Subir no palanque com ele, não vou.

Não dava para permanecer na chapa…
Não permanecer na chapa é não aceitar a lógica política do vale-tudo que predomina no país todo. Isso só se resolve com reforma política, mas política tem um simbolismo. Eu faço política com uma preocupação de ordem pedagógica. Tanto podemos educar como deseducar. Nós da geração que está passando não podemos aceitar práticas políticas condenáveis que afastem a juventude do processo político.

A senhora acha que o PT trocou sua presença na vice-prefeitura por um 1m35s de tempo de TV na eleição municipal?
O Haddad vinha me procurando, me ligou, fez apelos para eu ficar na chapa. Mas atualmente há de fato uma supervalorização do marketing político eleitoral, do tempo de TV. Isso é desproporcional. O marketing é um fator importante, mas não é determinante. O Maluf traz 1m35s de tempo de TV, mas não tem contribuição a dar.

Fora da chapa, a senhora vai ter uma atuação de mesmo peso na campanha do petista?
Claro que não. Não terei a mesma presença, mas vou me dedicar a campanha. Eu aderi ao projeto, porque o Haddad é o melhor candidato e a proposta dele é viável para termos um governo interessante na cidade de São Paulo.

Beba na fonte: O Estado de S. Paulo | politica – Foto de Lula e Maluf provocou repulsa, afirma Erundina.

TCU faz lista com 7 mil nomes que não podem se candidatar

O TCU (Tribunal de Contas da União) enviou ontem ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a relação dos 6.829 gestores públicos que tiveram suas contas julgadas irregulares nos últimos oito anos. Cabe agora à Justiça Eleitoral declarar inelegíveis os responsáveis pelas contas.

Segundo a Lei de Inelegibilidade -alterada pela Ficha Limpa-, não podem se candidatar os que tiverem as contas rejeitadas por decisão da qual não se pode mais recorrer.

A Folha não identificou na relação nenhum dos principais pré-candidatos às prefeituras do Rio, de Salvador, de Porto Alegre e de São Paulo.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – TCU faz lista com 7 mil nomes que não podem se candidatar – 20/06/2012.

Justiça abre ação contra nove ‘aloprados’ do PT

RODRIGO VARGAS

A Justiça aceitou uma denúncia do Ministério Público Federal de Mato Grosso contra nove pessoas envolvidas no caso que ficou conhecido como escândalo dos “aloprados”. Trata-se da negociação de um dossiê, em 2006, contra o então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra.

Entre os denunciados estão Jorge Lorenzetti, Expedito Veloso, Osvaldo Bargas e Gedimar Pereira Passos, que trabalhavam na campanha de reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Constam ainda da denúncia os nomes de Hamilton Lacerda, ex-braço direito do hoje ministro Aloizio Mercadante (Educação), e do empresário Valdebran Padilha, que em 2004 atuou como arrecadador da campanha do PT à Prefeitura de Cuiabá.

A denúncia, apresentada à Justiça Federal no dia 14 e aceita no dia seguinte, atribui ao grupo os crimes de formação de quadrilha, contra o sistema financeiro, de lavagem de dinheiro e declaração de informação falsa em contratos de câmbio.

Os outros denunciados são os empresários Fernando Manoel Ribas Soares, Sirley Silva Chaves e Levy Luiz da Silva Filho (cunhado de Sirley). Fernando e Sirley são sócios na Vicatur, empresa de turismo suspeita de ser a origem de parte do R$ 1,7 milhão (no câmbio da época) que seria supostamente usado na compra do dossiê: eles são acusados de fraude em operação de câmbio.

A trama foi desmontada na noite de 15 de setembro de 2006, quando a Polícia Federal prendeu Valdebran e Gedimar com R$ 1,168 milhão e US$ 248,8 mil num hotel. A origem da maior parte do dinheiro segue desconhecida.

Segundo a denúncia, o objetivo do encontro no hotel seria “arrematar as negociações” em torno de um pacote que incluía um vídeo e documentos que desestabilizariam a campanha de 2006 ao governo paulista, criando um vínculo entre o candidato do PSDB, José Serra, com a “máfia dos sanguessugas”.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Justiça abre ação contra nove ‘aloprados’ – 20/06/2012.

Intelectuais ligados a PT se calam sobre aliança

ntelectuais ligados ao PT silenciaram ontem sobre a aliança com o deputado Paulo Maluf (PP-SP) na eleição paulistana e as críticas que culminaram com a saída de Luiza Erundina da vice na chapa de Fernando Haddad.

Secretária da gestão Erundina na prefeitura (1989-1992), a filósofa Marilena Chauí se negou a falar: “Não vou dar entrevista, meu bem. Não acho nada [da aliança]. Nadinha. Até logo”.

Também egresso da equipe de Erundina e hoje no governo federal, o economista Paul Singer defendeu a candidatura de Haddad, mas disse que não se manifestaria sobre o apoio de Maluf.

“Não tenho interesse em tornar pública qualquer opinião. Vai ficar entre mim e mim mesmo”, afirmou.

Também não quiseram fazer comentários os intelectuais Antonio Cândido, Gabriel Cohn e Eugênio Bucci.

Já o sociólogo Emir Sader, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), disse não ver novidade no apoio, uma vez que o PP é da base aliada federal.

“O fundamental é derrotar a ‘tucanalha’ em São Paulo. Eu posso gostar ou não do Maluf, mas vou fazer campanha para o Haddad do mesmo jeito”, disse.

No Twitter, ele criticou a saída da deputada do PSB da chapa: “A Erundina sabia do apoio do Maluf quando aceitou ser candidata a vice. Então, por que aceitou?”

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Intelectuais ligados a PT se calam sobre aliança – 20/06/2012.

Site do Instituto Lula não exibe imagem de Maluf com petista

MAÍRA TEIXEIRA

O Instituto Lula mudou a rotina de atualização de sua página na internet e deixou de publicar as imagens do encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na segunda-feira, em São Paulo.

Eles se encontraram na casa de Maluf, no Jardim América, para selar o apoio do PP à candidatura petista de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

O site do Instituto Lula faz atualizações constantes das notícias e publica as fotos do líder petista em eventos que vão de vacinação contra gripe, visitas de amigos no hospital até atos de apoio a pré-candidatos em eleições.

O fotógrafo oficial do instituto, Ricardo Stuckert, esteve no local e ajudou na organização das fotos do evento. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do instituto, as imagens do encontro de Lula com Maluf não serão colocadas na página na internet nem tampouco o fato será divulgado no espaço “Notícias” porque já “está na Folha e em todo o lugar”.

JUSTIFICATIVA

A assessoria informou ainda que só divulgam no site imagens quando não há outros fotógrafos nos eventos.

No calendário do Instituto Lula, pela busca no dia 18 de junho de 2012, também não há registro de eventos.

Segundo o relato de um petista que participou do encontro, Maluf exigiu a presença de Lula em sua casa para selar o acordo: “Ele disse que a foto fazia parte do pacote”.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Site do Instituto Lula não exibe imagem de Maluf com petista – 20/06/2012.

Maluf levou cargo, diz Gilberto Carvalho

FERNANDO RODRIGUES

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que o cargo entregue pelo governo a um aliado de Paulo Maluf fez mesmo parte da negociação pelo apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT) a prefeito de São Paulo.

Osvaldo Garcia foi nomeado para a Secretaria de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, já comandado pelo PP, com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB).

“Houve uma troca [de cargos], como tem havido em qualquer negociação. Não houve dinheiro”, disse Carvalho. “Assim como nós aceitamos o apoio do PP no governo federal, é natural que houvesse uma aproximação com o PP paulista”.

A aliança do PT com o PP em São Paulo foi fechada anteontem na casa de Maluf, com a presença do ex-presidente Lula e do presidente do PT, Rui Falcão, além de malufistas históricos, como o vereador Wadih Mutran (PP).

Sobre a proximidade com Maluf, Carvalho declarou: “Não acho que seja uma catástrofe. Se o PP assina a proposta [de governo do PT], não vejo problema”.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Maluf levou cargo, não dinheiro, diz Gilberto Carvalho – 20/06/2012.

‘Micos’ ofuscam as boas notícias recentes para o candidato petista

O pragmatismo político de Lula acabou impondo ao “homem novo para um tempo novo”, Fernando Haddad, um desgaste desnecessário numa semana que deveria ser coroada de boas notícias.

Alheio às negociações da própria campanha, justamente por ser neófito, Haddad pouco opinou sobre as tratativas que o levaram a aparecer visivelmente constrangido em fotos ao lado do nada novo Paulo Maluf (PP).

Também ficou vendido na reviravolta que, em cinco dias, lhe tirou a vice dos sonhos, Luiza Erundina. O comando da campanha chegou a tranquilizá-lo de que o mal-estar com a deputada seria contornado e ela ficaria.

Se tivesse mais voz ativa na própria campanha, Haddad teria preferido Erundina ao aperto de mão a Maluf. Mais: se fosse levado a sério, o próprio slogan criado por João Santana levaria o PT a repensar a foto desde já histórica.

Assim, os micos da semana acabaram sobrepujando as boas notícias para o petista: o fato de ter mais que dobrado sua intenção de votos na pesquisa Datafolha, chegando a 8%, e de ter conseguido o apoio de três partidos depois de meses de voo solo.

É verdade que o 1min30s de televisão do PP pode ajudar a tornar conhecido esse “homem novo”. Resta saber se o símbolo do aperto de mão a Maluf e o controle de Lula sobre sua criatura não vão criar um ruído entre a imagem de renovação e aquela que Haddad transmitirá ao eleitorado.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – ‘Micos’ ofuscam as boas notícias recentes para o candidato petista – 20/06/2012.

Erundina sai e agrava crise na campanha de Haddad

Um dia depois da feijoada que selou o apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, perdeu a sua vice. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), 77, abandonou ontem a chapa em protesto contra a aliança com o ex-rival.

A decisão agrava a crise na campanha petista, que passou a enfrentar cobranças de sua própria militância e terá que correr em busca de um substituto para a ex-prefeita.

Em reunião com a cúpula do PSB em Brasília, Erundina disse que não aceitava a ligação com Maluf, a quem acusou de corrupto e aliado da ditadura militar.

Ela reclamou das fotos do ex-prefeito ao lado de Haddad e do ex-presidente Lula, que articulou o acordo para ampliar o tempo de TV de seu afilhado em 1min35s.

Lula e o presidente do PSB, Eduardo Campos, deram aval ao rompimento. Disseram a aliados que a permanência da vice causaria mais problemas a Haddad que sua saída.

“Se ela permanecesse, seria crise todo dia. Ela seria sempre questionada sobre a presença de Maluf. Seria um ponto permanente de instabilidade”, afirmou Campos.

A ex-prefeita disse ao portal G1 que deixa a chapa, mas vai “continuar apoiando a candidatura” de Haddad.

O petista acompanhou o encontro à distância e soube do desfecho por telefone. Ele lamentou a saída de Erundina, mas disse que ela já sabia da negociação com Maluf ao ser anunciada como sua candidata a vice, na sexta-feira.

“Estou muito confortável com o telefonema do Eduardo [Campos], embora lamente a decisão da companheira Erundina”, afirmou Haddad. “Eu não gostei. Gostaria que ela permanecesse.”

Ele disse não se arrepender da aliança com o ex-prefeito e repetiu o argumento de que o PP integra a base de apoio ao governo Dilma Rousseff.

“Como um partido que apoia o governo federal pode não servir para nos apoiar no plano municipal? Não faz o menor sentido do ponto da democracia moderna.”

Antes de se reunir com Erundina, Campos consultou Haddad sobre a hipótese de retirar a indicação da vice. O petista disse que desejava a permanência dela e pediu ao aliado que a convencesse de aceitar o acordo com o PP.

A ex-prefeita ficou irredutível e reconheceu que sua permanência causaria novos problemas à campanha.

Haddad disse não ter um “plano B” para substituir a socialista. Só descartou um vice do PP de Maluf. À noite, eram cotados o advogado Pedro Dallari e a deputada Keiko Ota, ambos do PSB. Corria por fora o ex-jogador Marcelinho Carioca, suplente de deputado pela sigla.

O PC do B, que indicou a deputada estadual Leci Brandão, será consultado.

O vereador Juscelino Gadelha (PSB) lamentou a saída de Erundina, mas disse que a posição dela foi minoritária no partido. “Vamos fazer campanha com o Maluf, sem problema nenhum.”

(BERNARDO MELLO FRANCO, DIÓGENES CAMPANHA, MÁRCIO FALCÃO E CATIA SEABRA)

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Erundina sai e agrava crise na campanha de Haddad – 20/06/2012.

O futuro que teremos

Fernando Rodrigues

Há um tremendo clima de conformismo nos corredores do Riocentro em relação ao teor do documento final da Rio+20. Nunca esperou-se muita coisa. A profecia se autocumpriu.

O texto saiu fraco. Comedido. Passará a partir de hoje pelo crivo de chefes de Estado e de governo presentes à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Os diplomatas brasileiros no comando do processo de redação ficaram aliviados só pelo fato de conseguirem concluir o documento. Comemoraram. Até ontem de manhã, havia risco de nem haver uma declaração final.

Um exemplo de como a declaração da Rio+20 foi desidratada ao osso: ficou para 2014 a definição das fontes de financiamento de programas e políticas de desenvolvimento sustentável da chamada economia verde -para usar o jargão do evento.

Decidiu-se também pela criação de um comitê cuja missão será encontrar soluções e dinheiro. É a velha fórmula de empreendimentos mal gerenciados. Quando não se sabe nem se quer resolver um problema, monta-se um grupo de trabalho.

Entre outras explicações na apresentação do documento final, diplomatas brasileiros disseram que o texto é “rico em potencialidades”. O ministro Gilberto Carvalho, que tem sala dentro do Palácio do Planalto, completou: “Não era a intenção do Brasil assumir um papel de vanguarda isolada”.

Com essas potencialidades e a abdicação de liderar um processo de maneira mais arrojada, o Brasil volta à sua vocação histórica há vários séculos. Somos novamente o país do futuro. O título do documento ajuda. É “O futuro que queremos”. Poderia ser, como na anedota ouvida no Riocentro, “O passado que sempre tivemos”.

É uma pena. Mas em meio à atual crise econômica mundial, o resultado da Rio+20 deve ser matizado. Afinal, poderia ser pior.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Opinião – O futuro que teremos – 20/06/2012.

Em busca do aquecimento VII – Os céticos

Eles têm duas coisas notáveis: a segurança com que argumentam e o couro grosso.

Couro grosso de tanto levar porrada nos meios acadêmicos, onde são estigmatizados como agentes da indústria do petróleo ou membros da Opus Dei. “Ouvir o que eles pregam é como negar o evolucionismo.

Eles são mórmons”, diz um renomado cientista respeitabilíssimo. “O papel deles é o mesmo dos pesquisadores contratados pela indústria do tabaco para provar que cigarro não dá câncer”, diz outro.

“Não discuto com quem não publica”, justifica um terceiro, negando-se a debater publicamente com um adversário cético. “Só eles publicam em revistas como a Science porque ela não publica nada que confronte a hegemonia do pensamento aquecimentista”,  defende-se outro cético.

Afinal, quem são esses malditos céticos ?

É o que a segunda reportagem da série “Uma dúvida conveniente” revela. Uma síntese do pensamento anti-hegemônico que confronta a hipótese do aquecimento global antrópico.

E vai além: afirma que o planeta está esfriando, e não esquentando, como apregoam os animadores do ambientalismo..

 

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