Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

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Brasil é o 4º país com mais dinheiro em paraísos fiscais

Brasileiros tornaram o país o quarto maior cliente de contas em paraísos fiscais, segundo relatório da Tax Justice Network (rede de justiça fiscal, em livre tradução).

Segundo o relatório, ainda não divulgado, brasileiros tinham depositado de 1970 até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) nessas contas, onde se pode guardar dinheiro em razoável sigilo, sem ter de responder a muitas perguntas nem pagar imposto.

O valor equivale a pouco mais de um quinto do PIB (Produto Interno Bruto) oficial brasileiro.

De acordo com o estudo, o tamanho da fuga de capitais do país é maior do que a dívida externa acumulada no período, de US$ 324,5 bilhões.

O documento foi escrito pelo economista James Henry para a Tax Justice Network, organização independente, focada nesse tipo de levantamento, que surgiu em 2003 no Parlamento britânico.

Henry cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do FMI (Fundo Monetário Internacional), do Banco Mundial e de governos para chegar aos valores, segundo informações da BBC.

No ranking de países elaborado pela organização, o Brasil perde apenas para a China (US$ 1,2 trilhão), a Rússia (US$ 779 bilhões) e a Coreia do Sul (US$ 779 bilhões).

Na América Latina, além do Brasil, o México, a Argentina e a Venezuela estão entre os 20 que mais enviaram dinheiro a paraísos fiscais.

Ao todo, ao menos US$ 21 trilhões não contabilizados estão depositados nessas contas, diz o documento.

“A maior parte da renda de investimento perdida pelos países foi recebida por elites privadas de nações em desenvolvimento, que tinham contas em bancos no exterior, mas nunca declaravam em seus países a renda recebida”, disse Henry no relatório.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Brasil é o 4º país com mais dinheiro em paraísos fiscais, diz organização – 23/07/2012.

“Fugi para minha casa e a achei destruída”

“Eu “fugi” para a minha casa e a encontrei praticamente destruída.” O relato é da brasileira Marcela Tamura Lima, 37, que mora há sete anos em Tochigi Ken, no Japão central, onde dá aulas de inglês.Marcela estava na escola onde trabalha quando começou a sentir um tremor por volta das 14h45 hora local.Instantes depois, o sistema de alerta da cidade pediu que todos fossem para uma área de refúgio e avisou que a população enfrentaria um terremoto nível 5 de perigo.”Fomos para o meio do pátio do colégio, que é nossa área de refúgio, e ficamos agachados, esperando. Depois de mais de uma hora, um professor pegou os roupões das crianças, cobertores e jogou para elas. Estava muito frio. Durante três horas, tremeu sem parar.”Somente às 17h é que a administração da cidade anunciou que os pais poderiam buscar as crianças. Só então a professora pôde ir para casa, onde encontrou um cenário desolador.”A cidade toda estava um caos: os trens e aeroportos pararam, e a maioria das pessoas dessa área está sem comunicação. Estamos sem luz, água, gás e nem o celular esta pegando. Tudo é cortado automaticamente.”Após encontrar sua casa destruída, Marcela seguiu dirigindo em direção a Kanuma, onde se hospedou na casa de uma amiga. “Já passei por outros terremotos no Japão, mas nunca senti tanto medo como desta vez. Planejo voltar em julho ao Brasil.”

via Folha de S.Paulo – “Fugi para minha casa e a achei destruída” – 12/03/2011.

“Meus amigos estão com medo de voltar pra casa”

O terremoto mais intenso que atingiu o Japão nos últimos 140 anos assustou a comunidade brasileira tm Tóquio e em outras cidades do país. Há milhares de pessoas sem luz, algumas linhas de trem pararam e o número de mortos até o momento chega a quase 60. Relatos indicam que muitas pessoas estão isoladas em pontos da capital japonesa.

O estudante brasileiro Edmundo Mizutani, que reside em Sendai e por acaso estava em Tóquio nesta sexta, descreve o sentimento da população em Sendai. “Tive sorte de ter vindo para Tóquio, porque meus amigos em Sendai estão todos assustados e com medo de entrar nos prédios de novo”, relata Edmundo, que está abrigado na casa de amigos em Tóquio.

A professora brasileira Sandra Suenaga, que trabalha em uma escola pública na província de Gunma, a cerca de 80 km de Tóquio, também sentiu o terremoto e descreve o momento. “Evacuamos as salas de aula e levamos todos os alunos para uma zona de refúgio dentro da escola”.

Leandro Teixeira, residente na cidade de Hiratsuka também na provincía de Kanagawa, relata que ao chegar em casa descobriu que não havia água, luz e nem gás. “Tentei procurar comida nas lojas de conveniência e estavam todas fechadas e as escuras”, descreve Leandro.

Com uma população acostumada com pequenos tremores, nem sempre as pessoas se assustam com terremotos ou procuram abrigos em lugares dentro da casa. Aline Antunes, conta que no momento do terremoto estava na casa de amigas japonesas e como percebeu que era um terremoto realmente forte. “De repente tudo estava caindo e percebi que duas amigas estavam debaixo da mesa. Aí percebi que era um terremoto forte”.

Outro residente de Tóquio, Bogdan Nassu, descreve o momento do terremoto na empresa em que trabalha. “Coisas caíram das estantes, papéis se espalharam, mas ninguém se machucou. Quase que um fichário de 3kg acertou a secretária”.

As autoridades japonesas avisam para tomar cuidado ao entrar em casa com velas ou lanternas devido a possíveis vazamentos de gás nos prédios.

via “Meus amigos estão com medo de voltar pra casa”, diz brasileiro.

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