Fernando Holiday é o velho travestido de novo

Tive uma tumultuada entrevista com o vereador Fernando Holiday hoje no meu programa Bastidores do Poder da Rádio Bandeirantes. O tema era o uso de dinheiro não declarado à Justiça Eleitoral para o pagamento de cabos eleitorais responsáveis por panfletagens feitas durante a campanha dele. A assunto foi levantado pela jornalista Tatiana Farah e Severino Motta em uma alentada reportagem. Para lê-la no BuzzFeed, é só clicar aqui.

Li a matéria e fui atrás das provas que ela havia reunido. Tecnicamente, a reportagem é perfeita. Perscrutei a contabilidade da campanha do vereador pelo DEM e realmente não havia ali a declaração correspondente ao pagamento do trabalho de 26 pessoas que receberam R$60 por dia para distribuir santinhos para o então candidato.

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Congresso e Gilmar Mendes conspiram para anistiar o caixa dois

Os deputados e senadores brasileiros estão desesperados. Só isso explica as tentativas enlouquecidas de encontrar um meio de anistiar quem pegou dinheiro de propina pelo caixa um ou pelo caixa dois. A iniciativa conta com a complacência declarada de quem deveria coibir prática tão deletéria, como o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE. O Código eleitoral, em seu Art. 350, diz claramente que caixa dois é crime e quem pegar dinheiro sem declarar está sujeito a cinco anos de cadeia ou mais.

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A flor e o pântano da política

Ingrid Betancourt, a flor no pântano congressual colombiano

Ingrid Betancourt, a flor no pântano congressual colombiano

Na Colômbia dos cartéis de Cali e Medellín era um pouco pior.

Os traficantes mandavam na economia, na política e também nos costumes. Eram os donos do País.

Tal como no Brasil de hoje, o Congresso era muito sensível ao desiderato das organizações criminosas. Com a diferença de que lá os corruptores não eram grandes empreiteiros, eram grandes traficantes de cocaína.

A certa altura, em 1997, com os irmãos Orejuela presos e Pablo Escobar já morto, 119 dos 184 deputados colombianos aprovaram uma lei que tinha por objetivo impedir a extradição dos capos cocaleiros presos em La Picota. Dentro do presídio houve um verdadeiro carnaval para comemorar a decisão dos obsequiosos deputados.

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