Grampos indicam que Cachoeira teria comandado um sequestro

Gravações inéditas divulgadas neste domingo pelo “Fantástico”, da Rede Globo, revelam um lado pouco conhecido do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Em uma investigação anterior à Operação Montecarlo, grampos indicam que ele teria comandado um sequestro. Em abril de 2009, Cachoeira estava desconfiado de que alguém fraudava os caça-níqueis. Araponga de Cachoeira, Idalberto Araújo, o Dadá, foi checar se procedia o temor do chefe e deu o retorno:
— Falei (para o suspeito): “bicho, é o seguinte: todo material que tá aqui apreendido, nós vamos entregar para o Carlinhos”.
— Excelente! Faz isso aí, manda brasa aí, desbarata esses malandros — respondeu Cachoeira.
Segundo a PF, as conversas apontam que Elion Alves Moreira foi feito refém pelo grupo de Cachoeira, para que confessasse a fraude. Outra conversa entre Dadá e Cachoeira revela o plano:
-— O celular dele tá aqui com a gente, entendeu? Então ele tá sem comunicação com o time dele.
— Pega ele e leva ele pra outro canto. Até ele contar.
-— Tá bom, então.
Outro grampo mostra que Elion foi agredido durante o sequestro. Dadá conta que ele levou um “pescoção”:
-— Era melhor ele (Elion) ter baixado a bola e não ter levado o pescoção.
Cachoeira responde:
— Exatamente, malandro tem que arrumar a mão na orelha mesmo.
Ao “Fantástico”, o advogado de Elion disse que não houve sequestro. Ele afirmou que a suspeita da PF foi uma interpretação equivocada dos fatos. Dadá afirmou que não se pronunciaria sobre a reportagem.
— O Carlinhos Cachoeira é o chefe de uma organização criminosa de perfil mafioso. Uma pessoa extremamente ousada, inteligente, que não respeita as autoridades constituídas — afirma a procuradora da República Léa Batista de Oliveira.
As escutas telefônicas e vídeos aos quais o “Fantástico” teve acesso ajudam a entender a formação do império do jogo ilegal montando por Cachoeira. O gerente do contraventor Lenine Araújo de Souza, primo dele, também foi investigado na Operação Monte Carlo. Gravações mostram a conversa de Lenine com um homem, a quem cobrava um dos pagamentos pela manutenção de um ponto de jogatina. A polícia estima que o dono tenha que pagar 30% do faturamento do ponto à quadrilha. Gravações de 2009 mostram que o grupo atuava no ramo do jogo ilegal havia pelo menos 17 anos.

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Márcio Thomaz Bastos deixa defesa de Carlinhos Cachoeira

A equipe do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos deixa de responder pela defesa do contraventor Carlos Agusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Nesta terça-feira, 31, todos os advogados vão sair do caso oficialmente. Eles não explicaram o motivo da decisão.

Cachoeira é acusado de liderar esquema de jogos ilegais e foi preso em fevereiro deste ano pela Polícia Federal, durante as investigações da Operação Monte Carlo. Nessa segunda-feira, a noiva do contraventor, Andressa Mendonça, foi detida acusada de tentar chantager o juiz federal responsável pelo julgamento do processo que envolve Cachoeira na Justiça de Goiás.

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Cachoeira usa depoimento para declarar amor à mulher

Alana Rizzo

No segundo dia de audiência do Caso Cachoeira, Carlos Augusto Ramos se recusou a responder as perguntas do juiz Alderico dos Santos. O contraventor disse que “gostaria de fazer um bom debate com o Ministério Público Federal”, mas que diante das falhas processuais foi orientado a permanecer em silêncio.

A sessão foi encerrada no final da tarde desta quarta-feira, 25. Santos concedeu prazo de três dias para que a defesa apresente os pedidos de diligência e mais 10 dias para as alegações finais. Ele não se manifestou sobre a manutenção da prisão de Cachoeira, que foi levado para o présídio da Papuda, em Brasília. A defesa vai entrar com um novo pedido de habeas corpus. A expectativa é que o julgamento dure 30 dias.

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Como a Delta e Cacheira pagaram propina a Marconi Perillo

DIEGO ESCOSTEGUY, COM MURILO RAMOS E MARCELO ROCHA

LUCRO O governador  de Goiás, Marconi Perillo. Ele vendeu uma casa ao bicheiro Carlinhos Cachoeira com um ágio  de R$ 500 mil –  em troca, liberou faturas da Delta  (Foto: Andre Borges/Folhapress)LUCROOuça o áudio capitulo 1 (Foto: reprodução)

No dia 27 de junho, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso, contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como governador de Estado, Perillo só pode ser investigado pelo procurador-geral da República – e processado no Superior Tribunal de Justiça. O relatório, a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, tem 73 páginas, 169 diálogos telefônicos e um tema: corrupção.

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Escuta indica aval de Agnelo a grupo de Cachoeira

Novas escutas da Polícia Federal indicam que o governador Agnelo Queiroz (PT) deu aval para que o esquema do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, explorasse linhas de ônibus no Distrito Federal antes de a licitação para o serviço ser lançada.

Conforme as interceptações telefônicas, obtidas com autorização judicial, os diretores da Delta Construções, empreiteira suspeita de envolvimento no esquema do contraventor, chegaram a marcar uma reunião com o petista para 29 de fevereiro, dia em que foi deflagrada a Operação Monte Carlo, com a prisão de Cachoeira e vários integrantes do grupo.

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STJ e TJ do DF negam liberdade a Cachoeira

FERNANDO MELLO

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal negou ontem pedido de liberdade feito pela defesa do empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Esse pedido de soltura negado se referia à Operação Saint-Michel, que investigou uma tentativa de fraude em licitação no sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal.

Os três desembargadores da Segunda Turma Criminal do TJ consideraram que a soltura de Cachoeira representaria riscos a ordem pública e poderia prejudicar as investigações em curso.

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Demóstenes e Cachoeira viajaram juntos para os Estados Unidos

O senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), a mulher dele, Flávia Gonçalves Coelho, e o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, viajaram no mesmo voo, em 26 de janeiro do ano passado, uma quarta-feira, para Miami. O voo JJ8042, da TAM, partiu de Brasília. O trio retornou no domingo, dia 30, no voo JJ8043.
O motivo da viagem foi a festa de aniversário do empresário Marcelo Limírio, que tem uma casa na cidade da Flórida. Limírio foi sócio de Cachoeira e é sócio de Demóstenes em uma faculdade em Minas Gerais. Ele também comprou uma área em Pirenópolis (GO), com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) e a mulher dele, Valéria Peixoto Perillo, além de outros investidores.
A viagem está listada em documento que a Polícia Federal encaminhou nesta semana à CPI do Cachoeira. O relatório cita saídas e entradas do contraventor, do senador e da mulher dele no período de 2001 a 2012. Até 2004, Cachoeira faz poucas viagens ao exterior. Segundo os dados disponíveis, ele foi duas vezes aos Estados Unidos, três vezes à Argentina, uma vez para a Espanha e outra para a Inglaterra.
Em 2007, foram registradas três saídas para os Estados Unidos. Já em 2008, ele viajou oito vezes, sete das quais para os Estados Unidos, e uma vez para a França. Em 2009, das seis viagens, a maioria também foi para os EUA. Essa foi a média mantida no ano de 2010. No ano passado, dos sete voos, só um foi para o Panamá. Os demais também foram para os EUA.
Advogado confirma viagem aos EUA
De 2004 até o ano passado, Demóstenes fez 22 viagens. Além dos Estados Unidos, um dos destinos mais comuns é Portugal, partindo de Brasília — uma das principais rotas de quem mora no Distrito Federal e quer chegar à Europa. Há voos ainda para Argentina, Panamá, Peru, Uruguai, Inglaterra e França. A mulher do senador, Flávia, viajou uma vez a mais do que o marido. Na maioria das vezes, ela o acompanha.
O relatório da Polícia Federal anota que o sistema utilizado para registro de entradas e saídas de passageiros pelos aeroportos pode apresentar incongruências. Diz o documento: “Considerando que o STI (o sistema que registra o fluxo de passageiros entrando e saindo do país) encontra-se em fase de implementação em território nacional, seu banco pode apresentar incongruências. Em suma, mostra-se possível que as pessoas em questão tenham realizado viagens internacionais, as quais não se encontram registradas nos sistemas consultados.”
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, Kakay, confirmou que Demóstenes viajou com Cachoeira para os Estados Unidos. O advogado diz que foi só uma viagem e outras pessoas também estavam juntas.
— Ficaram lá três ou quatro dias e depois voltaram — disse Kakay.
Em outro documento enviado à CPI, a Receita Federal aponta que a Delta Construções omitiu R$ 93,6 milhões em compras de matéria prima entre 2007 e 2010. “No período em análise, o contribuinte não declarou na DIPJ ter realizado compras de matéria-prima. Contudo, de acordo com a coleta de dados relativos ao ICMS realizado por esta secretaria junto aos estados do Piauí, Goiás, Sergipe, Rio Grande do Norte e Mato Grosso do Sul, a pessoa jurídica realizou compras”, informa auditoria enviada à CPI. Pelo documento, só entre 2009 e 2010 a empresa comprou nada menos que R$ 80 milhões e não informou ao fisco.

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PF investiga envolvimento de mulher de juiz com o esquema de Cachoeira

A Polícia Federal investiga o suposto envolvimento da mulher e de uma assessora do juiz Leão Aparecido Alves, titular da 11ª Vara Criminal, no vazamento de informações da Operação Monte Carlo. Leão, que deveria assumir o comando do processo contra o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, renunciou ao caso. Nesta segunda-feira à tarde, ele alegou suspeição e se declarou impedido de ocupar o lugar que, até quinta-feira passada, era do juiz substituto Paulo Augusto Moreira Lima.

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Prisão de Cachoeira leva crise a Anápolis

LEONENCIO NESSA

Em Anápolis, 50 quilômetros ao norte de Goiânia e 150 ao sul de Brasília, a queda nas vendas do comércio não costuma ser associada à crise na Europa. Nas ruas e lojas da mais dinâmica economia do Centro-Oeste, a crise é chamada de Carlinhos Cachoeira. Foi a partir da prisão, em fevereiro, de Carlos Augusto Ramos, contraventor que começou aqui seus negócios na área de jogos eletrônicos, que o desânimo dos 5 mil comerciantes e lojistas aumentou.

“É só soltar o Cachoeira para o dinheiro voltar”, diz Sebastião Carlos do Couto, dono de uma banca de DVDs na Avenida Brasil, uma das principais. “Parece brincadeira, mas a crise do Cachoeira deu uma balançada. O pessoal está cismado. Acabaram os bares que tinham máquina de jogos e derrubaram os empregos”, relata. Ele diz que vendia antes da crise cem DVDs. Agora, vende 40.

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Perillo divulga conversa entre bicheiro e ex-vereador goiano

Novas gravações feitas pela Polícia Federal com autorização judicial colocam ainda mais dúvidas sobre a transação envolvendo a casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo conversas divulgadas pela própria assessoria de Perillo e exibidas pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira, o bicheiro Carlinhos Cachoeira aparece conversando com o ex-vereador Wladmir Garcez sobre a venda e tentando cobrar mais caro do empresário Walter Paulo, que seria o comprador oficial do imóvel de Perillo.
No diálogo, Cachoeira orienta Garcez a enganar Walter Paulo. Na frente do empresário, o ex-vereador deveria simular um telefonema, fingindo que está conversando com Lúcio Fiúza, assessor de Perillo. A assessoria do governador sustenta que as novas conversas atestariam que Cachoeira e Garcez usaram inadivertidamente o nome de Perillo e um assesssor dele.
Fiúza participou da negociação da venda da casa de Perillo. Assinou recibos para Garcez e teria recebido das mãos de Walter Paulo R$ 1,4 milhão pela venda da casa. Mas Perillo, na verdade, recebeu o pagamento em três cheques que Garcez recebeu de pessoas ligadas a Cachoeira. O governador alega que não sabia de quem eram os cheques.
– Você vai falar: ‘Ó, Seu Lúcio, tô aqui com…’ O governador não tá aí, né? ‘Tô aqui com o professor Walter, tô fechando com ele aqui, ele ofereceu tanto’ – diz Cachoeira, na gravação.
Uma hora depois, Wladmir diz a Cachoeira que conversou com Walter Paulo. Os dois discutem valores para a transação imobiliária. A cifra é maior do que os R$ 1,4 milhão oficialmente registrados na escritura.
– Carlinhos, ele mandou, deixar eu ver aqui… Foi R$ 1.500 (milhão) em dinheiro e R$ 500 mil em gado, sabe? Mas aí eu vou conversar pessoalmente com o doutor Lúcio, que esse trem por telefone é ruim demais – diz Garcez.
“Independentemente desta gravação, a versão correta dos fatos é a apresentada pelo governador desde sua primeira entrevista. Os depoimentos à CPMI e as gravações até agora divulgadas sempre corroboraram tudo o que foi dito pelo governador Marconi Perillo. Ele vendeu um imóvel de sua propriedade pelo valor de mercado, depositou os cheques da venda em sua conta corrente, escriturou o imóvel pelo valor da transação e declarou tudo à Receita Federal. Portanto, nenhum ato ilegal foi praticado pelo governador”, diz nota divulgada pela assessoria de Perillo.

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Jornalista cita outro pagamento de Perillo ligado a Cachoeira

O jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalhou para a campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) em 2010, disse à Folha que recebeu R$ 40 mil de uma segunda empresa ligada ao grupo de Carlinhos Cachoeira, além de R$ 10 mil, em dinheiro vivo, do tesoureiro da campanha, Jayme Rincon.

Esses pagamentos são partes dos R$ 170 mil que Bordoni diz ter recebido por ter feito a campanha em rádio de Perillo. A Justiça Eleitoral, no entanto, registra despesas de apenas R$ 33 mil em favor da firma que Bordoni se associou para prestar o serviço.

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Assessor diz que recebeu de Cachoeira por serviço eleitoral prestado a Perillo

Fernando Gallo

Responsável pela propaganda eleitoral de Marconi Perillo (PSDB) no rádio em 2010, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirma que uma empresa do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira foi usada para pagar os serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador goiano. Segundo Bordoni, o pagamento, feito pela Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, foi comandado por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo.

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‘Qualquer fala de Cachoeira seria perigosa’, afirma Márcio Thomaz Bastos

Fausto Macedo

Advogado de defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, avalia que o silêncio que marcou a audiência desta terça-feira, 22, não caracterizou afronta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de seu cliente com políticos e autoridades. “É direito constitucional”, resume.

Pouco depois de deixar o Congresso, Thomaz Bastos falou sobre a sessão no âmbito político. Segundo ele, são “três os requisitos” para que Cachoeira possa responder às indagações da CPI – um desses requisitos, ele diz, é aguardar julgamento do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região de uma demanda em que a defesa põe em xeque a legalidade dos grampos da Polícia Federal feitas no curso da Operação Monte Carlo. Enquanto isso, Cachoeira continua preso.

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Cachoeira se cala na CPI, mas afirma ter ‘muito a dizer’

ANDREZA MATAIS,  JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E RUBENS VALENTE

Em duas horas e 23 minutos, o empresário Carlinhos Cachoeira disse ontem 30 “nãos” a 60 perguntas feitas por oito congressistas e esvaziou a mais aguardada sessão da CPI que o investiga.

Alegando que pretende se manifestar antes na Justiça, ele disse que tem “muito a dizer”, mas saiu sem responder a nenhum questionamento e afirmou que só estava ali por que foi forçado a comparecer.

“Quem forçou foram os senhores”, disse Cachoeira, ao justificar seu comportamento. “Estamos aqui perguntando para um múmia, uma pessoa que não quer responder”, afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que sugeriu o encerramento da sessão e teve sua proposta acolhida.

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Cachoeira tenta de novo evitar ida à CPI

Com agenda cheia, o Congresso começa a semana sem saber se haverá o ato mais esperado de amanhã. O depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPMI, que investiga suas relações com políticos e empresários, pode ser adiado mais uma vez. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir hoje se mantém ou não a decisão que desobriga o bicheiro de falar à CPMI. Se o ministro mudar de ideia e determinar que Cachoeira compareça à comissão, o advogado do bicheiro (o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos) já avisou ontem que ele permanecerá calado.
Bastos quer mais três semanas de prazo, liberação das 90 mil horas de áudio, montagem de equipe de dez pessoas para analisar o material e acesso com mais liberdade a Cachoeira para avaliarem juntos os documentos. Integrantes da comissão, no entanto, dizem não haver motivo para o adiamento e reclamam do comportamento da defesa.
Membros da CPI dizem que defesa teve acesso às provas
Se a liminar for mantida, Bastos pedirá a cópia dos inquéritos. O ex-ministro disse que Cachoeira não tem condições de falar à CPMI sem conhecer as acusações contra ele. Integrantes da equipe de Bastos foram à CPMI, consultaram alguns dados, mas não puderam tirar cópias. Segundo o presidente da comissão, Vital do Rego (PMDB-PB), o material não pode ser reproduzido pois integra um inquérito que tramita em sigilo no STF.
Por outro lado, integrantes da CPMI reclamam que os advogados não estão aproveitando a oportunidade de ter acesso às provas em poder da comissão.
— A defesa não está se valendo desse direito (de ter acesso aos documentos). Ela está passando pouco tempo na sala da CPI. Me parece uma chicana para adiar o depoimento — disse o senador Pedro Taques (PDT-MT).
— A defesa teve todo o acesso às provas e usa esse discurso para evitar o depoimento. O Supremo não deveria acolher essa estratégia — afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Na oposição, as reclamações são parecidas. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a CPMI vive um momento decisivo na expectativa de ouvir Cachoeira. Ele espera que o STF não conceda mais tempo à defesa do contraventor, ou o país estará “à beira de uma crise institucional entre Judiciário e Legislativo”.
Além do depoimento de Cachoeira, o Congresso terá uma terça-feira cheia. Estão previstos o depoimento da primeira testemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no Conselho de Ética, o advogado Ruy Cruvinel, e a votação da PEC do Trabalho Escravo na Câmara dos Deputados.

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STF concede liminar e Cachoeira não irá depor hoje à CPI

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiou o depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira à CPI que investiga suposto esquema de corrupção comandado por ele. A sessão estava marcada para terça-feira. Na sexta-feira, os advogados pediram ao tribunal para que Cachoeira só prestasse depoimento depois de ter acesso a todos os documentos da investigação. Na decisão, Mello adiou o comparecimento do acusado à comissão até que o STF julgue o mérito do pedido, que é justamente direito de acesso aos autos.

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STF decide hoje se dispensa de Cachoeira de depoimento na CPI

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nesta segunda-feira, 14, um pedido da defesa do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, para que ele seja dispensado de prestar o depoimento marcado para a terça-feira na CPI do Cachoeira. Na ação protocolada no STF na semana passada, os advogados alegam que Cachoeira não deve comparecer à CPI antes de conhecer os documentos que servirão de base para as indagações dos parlamentares.

Para tentar convencer o Supremo, a defesa citou decisões anteriores do tribunal que dispensaram pessoas de prestar depoimentos a CPIs. Os advogados afirmam que Cachoeira será ouvido na condição de investigado e que, portanto, é necessário que conheça todas as provas que servirão de base para as perguntas dos integrantes da CPI.

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Cachoeira deve ficar calado na CPI

LEANDRO COLON E NATUZA NERY

Quem espera revelações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em seu depoimento marcado para amanhã na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura sua relação com autoridades deverá se frustrar.

A defesa de Cachoeira definiu a estratégia no fim de semana: ou o empresário ficará calado ou ele não vai comparecer ao depoimento.

A alternativa a prevalecer depende da resposta do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido dos advogados para que a CPI dê a Cachoeira acesso ao material que tem contra ele, além de prazo para analisar os documentos.

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Blog disponibiliza consulta online instantânea da íntegra da investigação conta Carlinhos Cachoeira

Atenção leitor: o sistema não está funcionando. A pesquisa devolve apenas um parte dos resultados. Estou providenciando para que a consulta responda corretamente, o que se deve acontecer no final da tarde de hoje.

O Blog do Pannunzio disponibiza a todos os internautas a íntegra dos documentos contidos nos autos dos inquéritos isntaurados para apurar os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Para consultá-los instantaneamente, basta clicar aqui. A procura por esse material, vazado pelo Brasil_247, gerou tanta demanda que derrubou os servidores do site que primeiro os divulgou. Até o servidor do Google Docs onde estão hospedados os arquivos originais está sobrecarregado.

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MP espera condenar Cachoeira a 30 anos por diferentes crimes

Numa celeridade bem acima da média brasileira, a Justiça Federal de Goiás deverá concluir até o final de junho o primeiro julgamento do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

A expectativa do Ministério Público Federal é que o bicheiro seja condenado a pelo menos 30 anos de prisão. Cachoeira e mais sete cúmplices, seis deles ainda presos, foram denunciados pelos procuradores Léa Batista e Daniel de Rezende por corrupção, peculato, formação de quadrilha armada e vazamento de dados sigilosos.

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Andressa Cachoeira: marido está superorientado para não prejudicar ninguém

 

No dia 15 de maio, quando o Congresso deve parar para ouvir o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pode ser que as atenções se dividam com a loira de 27 anos que ganhou fama desde que ele foi preso, em fevereiro. Sua atual mulher, Andressa Mendonça, estará presente e, segundo disse ao GLOBO, o companheiro está “superorientado” e não vai prejudicar ninguém. Afirma que ele aproveitará o momento para defender a legalização dos jogos no país.

O GLOBO: Como Carlinhos Cachoeira recebeu a notícia do depoimento no dia 15?

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Cachoeira repassou R$ 3 milhões a Demóstenes, diz procurador-geral da República

João Domingos e Mariângela Gallucci

No pedido de instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as ligações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diz que é “expressamente referido” que “R$ 1 milhão foi depositado na conta” do parlamentar. O documento aponta um valor total repassado para o parlamentar de R$ 3,1 milhões.

A afirmação do procurador está no item 36, página 40 do inquérito encaminhado ao Supremo. Toda essa documentação foi liberada ontem pelo ministro Ricardo Lewandowski para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, e para o Conselho de Ética do Senado, que está apreciando pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes.

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Cachoeira mandou entregar dinheiro ‘para o governador’

ANDREZA MATAIS, RUBENS VALENTE e NATUZA NERY

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, orientou um de seus operadores a entregar dinheiro a um assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em julho de 2011.

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante investigações sobre os negócios de Cachoeira mostram-no tratando do assunto com o ex-vereador Wladimir Garcez, um de seus operadores.

“É pro governador”, disse Cachoeira a Garcez. “Vamos lá pagar logo pra ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que tirar aqui.”

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Em gravação, Carlinhos Cachoeira diz que elegeu Perillo

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

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Morre a mãe de Cachoeira. Efeito pode ser devastador

Henrique Morgantin, do Brasil_247

A morte de Maria José de Almeida Ramos aos 79 anos pode ir bem mais além que a perda da matriarca de uma família no interior de Goiás. Isto porque Dona Zezé, que estava há meses lutando pela vida em várias internações hospitalares, é a mãe de Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

As primeiras informações dão conta de que seria uma opção familiar nem mesmo comentar com o contraventor, preso em Mossoró (RN), sobre o ocorrido, com o objetivo de “evitar um sofrimento a mais”. Quem confirma esta tese é um sobrinho de Carlinhos, em entrevista à Rádio CBN.

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O preço de um senador: R$ 6 milhões, segundo o dono da empreiteira Delta

Por Mino Pedrosa, do Blog Quidnovi

O que parecia ser uma operação para a prisão de um contraventor do jogo clandestino (leia-se máquinas de caça níqueis) e vincular o crime a políticos de oposição, trouxe à luz um dos maiores lobistas e empresários atuante nos Governos Federal, Estaduais e municipais. Seu nome Carlos de Almeida Ramos: o Carlinhos Cachoeira. O Quidnovi traz com exclusividade o que será o maior escândalo dentro da Operação Monte Carlo.
O presidente do grupo Delta, o maior fornecedor do Governo Federal e detentor de quase todas as obras do PAC, Fernando Cavendish, é flagrado como sócio oculto de Carlos Cachoeira, através do presidente executivo do grupo Carlos Pacheco. Há algum tempo Carlinhos era o responsável pelas operações da Delta no Centro-Oeste. E na tentativa de flagrar o contraventor do jogo, a Operação Monte Carlo acabou desmontando um esquema muito maior, envolvendo políticos de todos os escalões dos Governos Federal e Estaduais.

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Mino Pedrosa: Demóstenes é piaba; peixes grandes estão no PT e no governo

Por Mino Pedrosa, ex-assessor de Carlinhnos Cachoeira, no  Quid Novi

No dia 29 de fevereiro uma operação deflagrada pela Polícia Federal batizada de Monte Carlo levou para o presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte, Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Com ele, ficaram presos os segredos envolvendo políticos, empresários, funcionários públicos que sustentavam todo um esquema de corrupção.

Foi o Partido dos Trabalhadores que preparou a armadilha para flagrar Cachoeira e silenciar a oposição representada por Demóstenes Torres (DEM-GO) já que Aécio Neves (PSDB-MG) havia recuado por temer represálias. O tiro saiu pela culatra. A operação que se estendeu  por quatro Estados – Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul – fugiu do controle do Planalto e flagrou a ligação do PT e partidos da base aliada do Governo Dilma com o contraventor.

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Governador do DF admite encontro com Cachoeira

Um dia depois de negar que tivesse se encontrado com Carlinhos Cachoeira, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT-DF), reconheceu ontem que esteve uma vez com o empresário, hoje preso sob acusação de explorar o jogo ilegal.

Segundo o porta-voz de Agnelo, o encontro ocorreu “em 2009 ou 2010”, quando o petista era diretor na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em Brasília.

O porta-voz, Ugo Braga, disse que um grupo de proprietários de indústrias farmacêuticas recebeu Agnelo durante visita a um laboratório na cidade de Anápolis (GO), incluindo Cachoeira.

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PT usa CPI do Cachoeira para propor regulação da mídia, a nova censura

CATIA SEABRA e MÁRCIO FALCÃO

O PT vai usar a instalação da CPI do Cachoeira para voltar a investir contra a mídia. A disposição está expressa em documento divulgado ontem pela cúpula do partido.

Redigido pelo comando petista, o texto cita a investigação do esquema de Carlos Cachoeira, acusado de exploração do jogo ilegal, a pretexto de voltar a cobrar a fixação de um marco regulatório para os meios de comunicação.

“Agora mesmo, ficou evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e livre expressão de pensamento, amplie o direito social à informação”, diz a nota.

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