Seis por meia dúzia

FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Michel Temer agoniza no Planalto. A Lei da Entropia atua fortemente sobre um governo que não tem saída da crise moral em que se enfiou. Nem o silêncio de certos movimentos de rua adestrados pela direita, nem o apoio determinado de um empresariado cínico em suas pretensões são capazes de fornecer o combustível necessário para equilibrar o esquálido sistema de forças sobre o qual ainda se mantém o Presidente da República.

Dita a Segunda Lei da Termodinâmica que todo sistema tende a se desorganizar com o tempo. E que a energia necessária para mantê-lo íntegro acaba sendo superada pelas forças que o levam à desorganização. O que sobrevém é o caos. Ontem, com a denúncia do Procurador-Geral da República, o governo Temer cruzou o ponto de máximo esgarçamento — aquele em que o movimento em direção ao colapso é irrefreável.

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O lado bom do vandalismo

Os analfabetos políticos pensando que tomaram o Poder. Foto: Breno Fortes – CB

Pense bem. Na dialética da crise, tudo tem o seu lado bom.

O vandalismo, por exemplo.

Quer coisa melhor para quem deseja o colapso das instituições, a desagregação do tecido social e o fim dos tempos ?

Tem outras vantagens. Ao incendiar prédios públicos, erguer barricadas, jogar rojões na polícia e açular os ânimos nos protesto, os vândalos constroem símbolos poderosos que, os olhos do cidadão comum, denunciam a falta de horizonte e a falência generalizada da nossa democracia. O que sempre abre espaço para inovações autoritárias e até para ditaduras clássicas. É ótimo para quem gosta.

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#foratodos!

O sentido que emana da primeira das quase 80 propostas de delação da Odebrecht é um só: estamos nas mãos de uma organização que, a partir do PMDB, com a deposição de Dilma Rousseff, se mudou para a Presidência da República para assaltar o País.

Uma organização que opera de maneira hierarquizada e organizada, com um ‘know-how’ muito bem sistematizado, cuja expertise vai se reproduzindo em analogias facilmente verificáveis em dois dos três Poderes
.

Na linha de frente estão os operadores mais atrevidos. No Senado, Romero Jucá; na Câmara, Eliseu Padilha. Eles atuam em sintonia com outros operadores/distribuidores de dinheiro de propina como Moreira Franco, Geddel Vieira Lima e Eduardo Cunha, que agiam em seu próprio nome e também em nome de terceiros.

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