Começou bem: Suplente de Demóstenes vai ser convocado para depor à CPI

Suplente do ex-senador Demóstenes Torres, o empresário Wilder de Morais (DEM-GO) mal assumirá o mandato e já será convocado pela CPI do Cachoeira como testemunha para falar sobre a amizade e a ligação com Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, revela a coluna Panorama Político do GLOBO desta quinta-feira. Empresário e contraventor foram amigos até que sua ex-mulher, Andressa Mendonça, trocou-o pelo bicheiro. Integrantes da comissão acreditam, diz a nota, que ele pode ser uma “testemunha-bomba”.

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Preparação de Agnelo Queiroz teve técnicas de Gestalt

O que os aliados mais temiam era que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), gaguejasse e se enrolasse nas explicações à CPI mista do caso Cachoeira. Além da tropa de choque do PT, de aliados do governo e de políticos de Brasília, a surpreendente segurança e desenvoltura demonstradas pelo petista foi construída com a orientação de políticos tarimbados como José Dirceu e o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Mas, sobretudo, em sessões de terapia com uma especialista em gerenciar crises e ajudar no controle das emoções: a jornalista-terapeuta goiana Olga Curado. A mesma que treinou a então candidata Dilma Rousseff para a campanha presidencial .
— Toda a preparação que ele fez, o “media training” e a terapia com a Olga Curado, valeu 50% do seu bom desempenho. O resto, ele aprendeu vendo o depoimento do Marconi Perillo. Seu grande receio era não conseguir explicar a compra da casa que vale R$ 5 milhões por R$ 400 mil — contou um dos líderes aliados que estiveram com Agnelo nos últimos dias.
A decisão de oferecer à CPI a quebra dos sigilos foi acertada em reunião na véspera, com seus advogados e deputados petistas. A estratégia foi se diferenciar de Perillo, que, na véspera, não aceitou abrir seus dados à comissão.

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Agnelo nega denúncias sem explicar patrimônio

O governador Agnelo Queiroz (PT-DF) não conseguiu explicar ontem a origem do dinheiro para a compra de uma casa no Setor de Mansões Dom Bosco em Brasília. O imóvel foi adquirido em 2007, após o petista deixar o Ministério dos Esportes e meses antes de assumir a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mesmo com o gesto político de abrir o sigilo bancário, o governador se enrolou na hora de dizer como pagou a casa. “Houve cheque, houve depósito… Tudo vai ficar claro com a quebra do sigilo”, afirmou Agnelo, depois de ser questionado repetidamente sobre a transação financeira. Para a oposição, todas as respostas foram evasivas.

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O que disse Perillo à CPI

Durante mais de oito horas de depoimento à CPI do Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo se saiu bem. Ele afirmou que nunca teve relações próximas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, negou ter intermediado negócios com a Delta Construções e disse ainda que os negócios que envolveram a venda da casa foram totalmente legais. Durante todo o depoimento, Perillo evitou falar do caso mensalão toda vez que o assunto foi mencionado.

Confira aqui os principais trechos do depoimento do governador Marconi Perillo à CPI do Cachoeira:

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Tropa de choque comandada pelo PSDB protege Perillo na CPI

A tropa de choque do PSDB, com apoio de PPS, DEM e o silêncio do PMDB, foi para o depoimento do governador tucano Marconi Perillo, na CPI mista de Carlinhos Cachoeira preparada para a guerra e protagonizou momentos tensos nas mais de nove horas da sessão. O clima azedou quando o relator da comissão, o petista Odair Cunha (MG), pediu para Perillo abrir seu sigilo bancário.
Para piorar a situação, Odair disse que o governador tucano estava ali como investigado, embora tenha sido convocado como testemunha. Tucanos e aliados reagiram aos berros, com dedos em riste e acusações de que o relator, que estava calmo na primeira fase do depoimento, tinha recebido orientação do ex-presidente Lula para endurecer.
— Não é de hoje que venho denunciando a eloquência com que o relator direciona para interesses de seu partido, para não dizer do ex-presidente Lula. Ele levou um puxão de orelhas de alguém lá de fora, por isso voltou assim — berrou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
— Por que essa vontade apressada de investigar o PSDB? Temos de nos aviltar. Vossa Excelência não sabe a diferença entre investigado e testemunha! — completou o tucano.
O relator reagiu:
— Ele compareceu como testemunha numa investigação que estamos fazendo sobre Goiás e o Distrito Federal. Há seis pessoas do governo dele citadas nas investigações. É com base nisso que estamos inquirindo!
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tentou acalmar os ânimos. Pediu silêncio, mas os gritos eram mais fortes. Quando a situação voltou a uma calma relativa, outro bate-boca teve início. Dessa vez, coube ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) intervir. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) havia pedido para falar, mas prolongava sua intervenção, no que Luiz Sérgio protestou.
Foi o estopim para outro arranca-rabo. O senador Mario Couto (PSDB-PA), que nem pertence à CPI e é conhecido por bater na mesa e discursar aos berros, subiu o tom e disse que o colega podia falar quanto quisesse.
— Calado! —protestou Luiz Sérgio.
— Não é no grito. Quietinho! — insistiu o petista.
— Eu sou macho! — contra-argumentou Couto.
— Normalmente, os que gritam que são machos… — interveio Luiz Sérgio, em tom jocoso, sem terminar a frase.
Embora Perillo buscasse demonstrar tranquilidade, o clima foi tenso entre os parlamentares, sobretudo entre tucanos e petistas. Os tucanos compareceram em peso, incluindo parlamentares que nem são da CPI, como o primeiro-secretário do Senado, Cícero Lucena (PB), os senadores Aécio Neves (MG) e Flexa Ribeiro (PA), e vários deputados.

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Perillo vai à comissão e diz que se dispõe a prestar depoimento

NATUZA NERY, ERICH DECAT e CARLA GUIMARÃES

Com receio de ser o único governador no foco da CPI do Cachoeira, Marconi Perillo (PSDB-GO) apareceu de surpresa ontem na comissão parlamentar de inquérito e se colocou à disposição para depor aos congressistas.

O tucano quer atingir dois objetivos: evitar o desgaste de ser convocado e prestar esclarecimentos aos deputados e senadores antes de aprovada a quebra de seus sigilos fiscal, financeiro e telefônico -reduzindo assim o poder de contestações da comissão.

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‘Qualquer fala de Cachoeira seria perigosa’, afirma Márcio Thomaz Bastos

Fausto Macedo

Advogado de defesa do contraventor Carlinhos Cachoeira, o criminalista Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, avalia que o silêncio que marcou a audiência desta terça-feira, 22, não caracterizou afronta à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de seu cliente com políticos e autoridades. “É direito constitucional”, resume.

Pouco depois de deixar o Congresso, Thomaz Bastos falou sobre a sessão no âmbito político. Segundo ele, são “três os requisitos” para que Cachoeira possa responder às indagações da CPI – um desses requisitos, ele diz, é aguardar julgamento do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região de uma demanda em que a defesa põe em xeque a legalidade dos grampos da Polícia Federal feitas no curso da Operação Monte Carlo. Enquanto isso, Cachoeira continua preso.

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Cachoeira se cala na CPI, mas afirma ter ‘muito a dizer’

ANDREZA MATAIS,  JOSÉ ERNESTO CREDENDIO E RUBENS VALENTE

Em duas horas e 23 minutos, o empresário Carlinhos Cachoeira disse ontem 30 “nãos” a 60 perguntas feitas por oito congressistas e esvaziou a mais aguardada sessão da CPI que o investiga.

Alegando que pretende se manifestar antes na Justiça, ele disse que tem “muito a dizer”, mas saiu sem responder a nenhum questionamento e afirmou que só estava ali por que foi forçado a comparecer.

“Quem forçou foram os senhores”, disse Cachoeira, ao justificar seu comportamento. “Estamos aqui perguntando para um múmia, uma pessoa que não quer responder”, afirmou a senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que sugeriu o encerramento da sessão e teve sua proposta acolhida.

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Cachoeira tenta de novo evitar ida à CPI

Com agenda cheia, o Congresso começa a semana sem saber se haverá o ato mais esperado de amanhã. O depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPMI, que investiga suas relações com políticos e empresários, pode ser adiado mais uma vez. O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir hoje se mantém ou não a decisão que desobriga o bicheiro de falar à CPMI. Se o ministro mudar de ideia e determinar que Cachoeira compareça à comissão, o advogado do bicheiro (o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos) já avisou ontem que ele permanecerá calado.
Bastos quer mais três semanas de prazo, liberação das 90 mil horas de áudio, montagem de equipe de dez pessoas para analisar o material e acesso com mais liberdade a Cachoeira para avaliarem juntos os documentos. Integrantes da comissão, no entanto, dizem não haver motivo para o adiamento e reclamam do comportamento da defesa.
Membros da CPI dizem que defesa teve acesso às provas
Se a liminar for mantida, Bastos pedirá a cópia dos inquéritos. O ex-ministro disse que Cachoeira não tem condições de falar à CPMI sem conhecer as acusações contra ele. Integrantes da equipe de Bastos foram à CPMI, consultaram alguns dados, mas não puderam tirar cópias. Segundo o presidente da comissão, Vital do Rego (PMDB-PB), o material não pode ser reproduzido pois integra um inquérito que tramita em sigilo no STF.
Por outro lado, integrantes da CPMI reclamam que os advogados não estão aproveitando a oportunidade de ter acesso às provas em poder da comissão.
— A defesa não está se valendo desse direito (de ter acesso aos documentos). Ela está passando pouco tempo na sala da CPI. Me parece uma chicana para adiar o depoimento — disse o senador Pedro Taques (PDT-MT).
— A defesa teve todo o acesso às provas e usa esse discurso para evitar o depoimento. O Supremo não deveria acolher essa estratégia — afirmou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).
Na oposição, as reclamações são parecidas. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), a CPMI vive um momento decisivo na expectativa de ouvir Cachoeira. Ele espera que o STF não conceda mais tempo à defesa do contraventor, ou o país estará “à beira de uma crise institucional entre Judiciário e Legislativo”.
Além do depoimento de Cachoeira, o Congresso terá uma terça-feira cheia. Estão previstos o depoimento da primeira testemunha de defesa do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) no Conselho de Ética, o advogado Ruy Cruvinel, e a votação da PEC do Trabalho Escravo na Câmara dos Deputados.

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PT recua, e CPI desiste de convocar procurador-geral

O PT recuou da investida contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e a CPI do Cachoeira desistiu ontem de convocá-lo. Agora, enviará a ele apenas perguntas por escrito.

Gurgel era acusado por integrantes da comissão, incluindo petistas, de ter sido moroso na investigação contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), suspeito de ser um dos principais braços políticos do empresário Carlinhos Cachoeira.

A ala do PT mais ligada ao ex-presidente Lula entendeu, porém, que o acirramento da disputa entre a CPI e Gurgel poderia resultar em danos no julgamento dos 36 réus do mensalão, vários deles do PT e de partidos aliados.

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Guerra de versões sobre Vegas expõe conflito entre PGR e PF

A guerra de versões sobre o engavetamento da Operação Vegas em 2009 ganhou nesta segunda-feira contornos institucionais. Em nota oficial, a direção da Polícia Federal afirmou que o delegado Raul Alexandre não pediu para a subprocuradora Cláudia Sampaio adiar decisão de arquivamento da investigação sobre as relações entre o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) e o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A subprocuradora recebeu o relatório em 15 de setembro de 2009 e não tomou qualquer providência em relação às suspeitas que pesavam contra o então senador do DEM.
“O delegado Raul Alexandre não pediu à subprocuradora Cláudia Sampaio o arquivamento ou o não envio da Operação Vegas ao STF (Supremo Tribunal Federal)”, diz nota divulgada pela direção da Polícia Federal no início da noite de ontem. Esta é a primeira vez que a cúpula da polícia rebate oficialmente as versões apresentadas pela subprocuradora e pelo procurador-geral, Roberto Gurgel, sobre o episódio.
Na nota, a PF rebate as versões apresentadas pelos dois procuradores desde o início do escândalo. Gurgel alegou que nada fez com o relatório da Operação Vegas porque estava aguardando os desdobramentos da Operação Monte Carlo, a segunda investigação da PF, que resultou na prisão de Cachoeira e na confirmação das denúncias contra Demóstenes. Cláudia Sampaio, por sua vez, disse que nada fez porque o delegado Raul Alexandre teria pedido o não arquivamento alegando que a medida poderia atrapalhar outra investigação, supostamente a Operação Monte Carlo.
Para a polícia, as explicações dos procuradores não fazem sentido. A direção da PF informa que a Operação Vegas começou em 2008 e foi encerrada em setembro de 2009. No texto, a polícia deixa claro que a Monte Carlo só “foi iniciada em novembro de 2010”. Ou seja, em setembro e outubro de 2009, quando a subprocuradora se reuniu por três vezes com Raul Alexandre, não havia qualquer outra operação em curso contra Cachoeira. A polícia explica ainda que a Operação Monte Carlo surgiu a partir de uma iniciativa de três promotores de Valparaíso de Goiás.
Comunicado reforça defesa de convocação pela CPI
A nota reforça a posição de parlamentares da CPI do Cachoeira que cobram explicações de Gurgel e de Cláudia Sampaio pelo engavetamento das denúncias contra Demóstenes e o bicheiro contidas na Operação Vegas.
Gurgel só pediu ao STF abertura de inquérito contra o senador e outros parlamentares supostamente ligados ao bicheiro no final de março último, cinco dias depois de O GLOBO mostrar que o senador tinha colocado o mandato a serviço do contraventor. Na quinta-feira, a CPI deverá votar requerimento de convocação ou de cobrança de explicações por escrito de Gurgel e Cláudia Sampaio.
Em depoimento à CPI do Cachoeira, semana passada, os delegados Raul Alexandre e Matheus Rodrigues, coordenador da Monte Carlo, afirmaram que não existem pontos de interseção na origem das duas investigações. A Monte Carlo começou com promotores de Valparaíso e só foi transferida da Justiça de Goiás para a Justiça Federal por um acaso. Os promotores se declararam impedidos de continuar à frente da investigação porque um dos alvos era um policial rodoviário federal.
O GLOBO tentou, sem sucesso, falar com o procurador-geral e a subprocuradora. A assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral não retornou os recados deixados pelo jornal.

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STF concede liminar e Cachoeira não irá depor hoje à CPI

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), adiou o depoimento do contraventor Carlinhos Cachoeira à CPI que investiga suposto esquema de corrupção comandado por ele. A sessão estava marcada para terça-feira. Na sexta-feira, os advogados pediram ao tribunal para que Cachoeira só prestasse depoimento depois de ter acesso a todos os documentos da investigação. Na decisão, Mello adiou o comparecimento do acusado à comissão até que o STF julgue o mérito do pedido, que é justamente direito de acesso aos autos.

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Cachoeira deve ficar calado na CPI

LEANDRO COLON E NATUZA NERY

Quem espera revelações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, em seu depoimento marcado para amanhã na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura sua relação com autoridades deverá se frustrar.

A defesa de Cachoeira definiu a estratégia no fim de semana: ou o empresário ficará calado ou ele não vai comparecer ao depoimento.

A alternativa a prevalecer depende da resposta do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido dos advogados para que a CPI dê a Cachoeira acesso ao material que tem contra ele, além de prazo para analisar os documentos.

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PT e PSDB montam ‘bunkers’ e definem tática para o depoimento de Cachoeira

Eugênia Lopes

Em funcionamento há pouco mais de 15 dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira terá seu primeiro grande momento nesta semana, com o depoimento do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
Mesmo diante da perspectiva de Cachoeira permanecer calado durante toda a audiência, conforme sinalizou seu advogado Márcio Thomas Bastos, os 64 titulares e suplentes da CPI estão se municiando de dados para tentar extrair o máximo de informações do empresário de jogos de azar. Animados com o depoimento do delegado Matheus Mella Rodrigues, delegado da Polícia Federal responsável pela Operação Monte Carlo, os petistas pretendem apostar suas fichas no aprofundamento de detalhes da relação de Cachoeira com o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo. A estratégia é tentar arrancar de Cachoeira provas que compliquem ainda mais a situação de Perillo.
A oposição, por sua vez, tentará focar o depoimento de Cachoeira em suas relações com a Delta Construções, campeã de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com contratos em quase todos os Estados. Os oposicionistas estão convencidos de que o contraventor era uma espécie de lobista da empreiteira não só na região Centro-Oeste, mas em todo o País.
Em depoimento à CPI na última quinta-feira, o delegado Rodrigues confirmou que Cachoeira teve participação na compra de uma casa do governador tucano. Foram usados três cheques de Leonardo Almeida Ramos, sobrinho do contraventor, que somavam R$ 1,4 milhão. Além disso, segundo as investigações da Polícia Federal, Cachoeira teria “cotas” de cargos no governo tucano, com o pagamento até de mesada de R$ 10 mil para secretários de Estado.
“Há uma impregnação muito forte dessa organização criminosa do Cachoeira no governo de Goiás”, observou o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG). Os petistas esperam que, caso o contraventor resolva falar na CPI, Perillo fique ainda mais encrencado. O objetivo dos parlamentares do partido é aprovar requerimento da convocação do tucano.
O delegado Rodrigues confidenciou aos integrantes da CPI que o nome do governador do PSDB é citado 237 vezes em conversas entre integrantes do esquema de Cachoeira. Já o nome do governador petista Agnelo Queiroz aparece em 58 conversas. “O Perillo não tem muito como correr, como escapar de uma convocação”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE).
“A ação do PT é muito clara: querem pegar o Perillo”, apontou o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Para defender o governador, os tucanos alegam que a venda da casa não foi um negócio ilícito. “Se fosse, não seriam três cheques na conta do governador”, disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

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