Confusões do governo Dilma produzem o primeiro órfão da crise política

Certidão de nascimento: sem a assinatura do suposto pai.

Ele já vinha sendo sangrado a ponto de ficar esquálido. Nem de longe lembrava a figura vigorosa e impressionante sobre a qual um dia estiveram depositadas todas as esperanças dos circundantes. Mas jamais alguém chegou a supor que pudesse ser abandonado e esquecido pela própria família, que antes lhe parecia tão devotada.

No passado, sua força foi motivo de orgulho do pai e trouxe muitas alegrias à mãe. Todos reconheciam nele qualidades incríveis. Não por acaso, foi durante muitos anos o tema de praticamente todas as conversas nas rodas que só falavam em prosperidade, abastança e fartura. Era redentor do futuro, a esperança de sua gigantesca família.

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Multidão sai às ruas contra conjuração petralha

grampoMilhares de pessoas estão concentradas na Avenida Paulista, em São Paulo,  em frente ao Palácio do Planalto e em ao menos 11 outras cidades brasileiras. As manifestações espontâneas foram convocados como flashmobs pelas redes sociais em protesto contra a escandalosa nomeação de Lula para a Casa Civil.

Antes que ela começasse, no entanto, veio a público a última lambança petista:  o insidioso diálogo entre Dilma e Lula em que a presidente da República oferece a seu antecessor uma espécie de salvo-conduto para a impunidade.

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Para STF, nomeação para fugir da Justiça é fraude

A estratégia de nomear Lula para livrá-lo da investigação da Operação Lava Jato pode trazer mais problemas do que soluções para o líder petista. Para o Supremo Tribunal Federal, utilizar  cargo com foro privilegiado “para  deslocar competências (jurisdicionais) constitucionalmente definidas” é fraude.

A decisão faz parte do acórdão que decorreu do julgamento da Ação Penal nº 396, de 28/10/2010, relatado pela Ministra Carmem Lúcia.

Além disso, juristas reconhecidos asseveram que a presidente Dilma Rousseff fica sujeita a sanções graves previstas na Lei da Improbidade Administrativa, o que pode lhe valer a perda de mandato e a inabilitação para o exercício da vida pública.

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A física do governo Dilma

entropiaO governo Dilma Rousseff tem dimensões vetoriais. Está provando que, no universo da política, tudo o que já é infimamente pequeno pode ficar ainda menor. Não há um zero absoluto. Para quem pensava que as crises econômica, moral e de governabilidade já haviam reduzido ao mínimo o que restou de Dilma, a provável nomeação de Lula vem a demonstrar que não, que sempre haverá como se apequenar ainda mais. Trocando em miúdos, Dilma se transforma, com a nomeação de Lula, numa partícula subatômica do que já foi um dia.

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Delcídio põe Lula e Dilma no centro da Lava Jato

delcidioA informação foi dada agora há pouco pelo meu colega Ricardo Boechat na Rádio Bandnews FM: A revista Isto É antecipou em dois dias a edição desta semana porque tráz uma informação que pode comprometer seriamente tanto Lula quanto a presidente Dilma Rousseff. Em delação premiada, Delcídio teria dito à Polícia Federal que foi Lula quem tramou o fatídico encontro em que ele, Delcídio, tentou corromper o filho de Nestor Cerveró para que ele fugisse do País — oferecendo inclusive avião e dinheiro para a fuga.

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Lula defende posição de Dilma em greve de servidores federais

Daiene Cardoso – Agência Estado

São Paulo, 15 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje a posição do governo da presidente Dilma Rousseff em relação à greve dos servidores federais. Na opinião de Lula, nem sempre é possível atender todas as reivindicações do funcionalismo público. “O governo tem de trabalhar com o dinheiro disponível. As pessoas, de vez em quando, precisam compreender que o governo não tem todo o dinheiro que a gente quando está fora pensa que tem. O dinheiro é limitado”, disse o ex-presidente, após participar de uma sessão de fotos com candidatos a prefeito do PT e de partidos aliados.

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Dilma avisa PT que não fará campanha para Haddad na TV

BERNARDO MELLO FRANCO

A presidente Dilma Rousseff avisou a aliados do candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, que não deve mesmo participar da sua propaganda de TV no primeiro turno.

Segundo dirigentes da campanha, ela afirmou que só apareceria no programa eleitoral caso houvesse uma polarização clara entre o petista e José Serra (PSDB).

Como as pesquisas mostram Haddad muito atrás de Celso Russomanno (PRB) e em empate técnico com Gabriel Chalita (PMDB), Dilma disse que sua entrada na disputa prejudicaria dois partidos que apoiam seu governo.

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Presidente diz que pedido ao PRB foi ‘brincadeira’

A presidente Dilma confirmou que, em uma reunião privada anteontem em Londres, fez uma recomendação ao presidente do PRB, Marcos Pereira, para não fazer acordo com a oposição nas eleições municipais.

Incomodada com o vazamento da conversa, ela tentou minimizar o episódio e disse que o diálogo foi em tom de brincadeira.

“Ele introduziu a questão dizendo que preferia fazer acordo com os partidos da minha base. Eu falei ‘ótimo, você não faça acordo com a oposição’, e ri para ele. Foi uma conversa absolutamente fora do contexto, era uma brincadeira”, disse ontem, em entrevista coletiva em Londres.

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Dilma age para barrar acordo Serra-Russomanno

CATIA SEABRA E LEANDRO COLON

A presidente Dilma Rousseff fez ontem uma recomendação ao presidente do PRB, bispo Marcos Pereira: “Por favor, não me faça aliança com partidos que não são da base do governo”.

O recado, relatado pelo próprio Pereira, ocorre seis dias após um jantar entre ele e o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.

Coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB), empatado tecnicamente em primeiro lugar com o tucano, Pereira se reuniu com Serra para selar um pacto de convivência durante as eleições.

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Dilma pede a Kassab que defina posição do PSD em BH

KELLY MATOS

A presidente Dilma Rousseff cobrou do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, uma definição sobre o apoio do PSD ao candidato do PT à Prefeitura de Belo Horizonte.

Em encontro no Palácio do Planalto, anteontem, Dilma pediu informações sobre o impasse jurídico que suspendeu o apoio da legenda à chapa do petista Patrus Ananias.

Na segunda-feira, uma decisão da Justiça Eleitoral em Belo Horizonte suspendeu a intervenção no PSD da capital mineira, que havia sido determinada por Kassab, presidente nacional da sigla.

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Dilma é alvo de protesto no Rio, e segurança abafa manifestantes

A presidente Dilma Rousseff foi alvo, pelo segundo dia consecutivo, de protestos de estudantes e professores de universidades federais, em greve há mais de um mês.

Seguranças da Presidência empurraram manifestantes e rasgaram um cartaz.

No primeiro dia de campanha eleitoral, Dilma acompanhou o prefeito Eduardo Paes (PMDB), candidato à reeleição, em dois eventos.

No primeiro deles, a entrega de 460 unidades do Minha Casa, Minha Vida, na zona norte, cerca de 20 estudantes protestaram durante o discurso da presidente. Pediam a aprovação de projeto que destina 10% do PIB para a educação.

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Dilma e Lula inauguram obra com Marinho na véspera de proibição

No último dia permitido pela lei eleitoral, a presidente Dilma Rousseff voou de Brasília a São Paulo para inaugurar obra com o prefeito de São Bernardo do Campo (PT), Luiz Marinho, que disputará a reeleição em outubro.

Também foram ao ato o ex-presidente Lula e os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Miriam Belchior (Planejamento). Eles inauguraram a oitava UPA (Unidade de Pronto Atendimento) construída no município com recursos federais.

Em clima de campanha, Marinho criticou antecessores e adaptou bordão de Lula para defender a continuidade da sua gestão. “Como nunca antes nesta cidade, estamos fazendo investimento público em habitação, saúde e educação.”

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Dilma foi vigiada pelo governo até meados dos anos 90

Nos anos 1990, na vigência da democracia e com presidente eleito por voto direto, os órgãos de informação do governo continuaram monitorando pessoas, partidos e movimentos sociais, entre outros alvos. Funcionária da Prefeitura de Porto Alegre e depois do governo do Rio Grande do Sul, Dilma Rousseff não escapou. Seu nome aparece em alguns registros produzidos pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República.
Em abril de 1991, no governo Fernando Collor de Melo, o nome de Dilma aparece num relatório de inteligência ainda associada a sua atividade na oposição ao regime militar e com citação das organizações de esquerda das quais fez parte: o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares).
Nessa lista, apareciam outros antigos militantes que, como ela, estavam sendo contratados para trabalhar no governo do Rio Grande do Sul. O informe do regime militar era intitulado “Nomeações para órgãos do poder público no RS”. O nome de Dilma estava na relação e aparece assim: “o DOE (Diário Oficial do Estado) em março de 91 divulgou as nomeações dos funcionários da administração estadual abaixo relacionados. Os referidos nomes possuem registros ideológicos”. Entre 1991 e 1993, Dilma presidiu a Fundação de Economia e Estatística, no governo Alceu Collares (PDT).
Também em abril de 91, o nome de Dilma surge em outro informe dos arapongas. O documento tratava da eleição da nova direção do diretório estadual do PDT, já que vários integrantes da direção partidária assumiram cargos no governo Collares. Dilma, que à época era filiada a essa legenda, foi uma delas. “A eleição da nova Executiva foi decorrente da prorrogação do atual diretório regional e da desincompatibilização de alguns membros da direção que estão exercendo funções no governo estadual”.
Em fevereiro de 1992, Dilma está citada no informe “movimento sindical no Rio Grande do Sul”. Eram abordados debates que tratavam de política recessiva, déficit público, perfil dos desempregados, críticas à política salarial, movimentos contra privatização e valor das ações trabalhistas contra estatais. Também em 1994, no governo de Itamar Franco, a SAE cita Dilma num relato sobre instalação da hidrelétrica de Jacuí.
Os arapongas do governo Collor acompanhavam as ações de outros opositores, em especial do PT. O anunciado Governo Paralelo, criado por Lula, em 90, após a derrota para Collor, foi citado em centenas de informes. São registros de atividades, como a divulgação de seu plano de reforma agrária, posição sobre a reforma administrativa de Collor. E também a agenda e atividade de Lula eram monitoradas.
O Instituto Cajamar, vinculado ao PT, aparece nos relatórios como promotor do “turismo político em Cuba”. Se refere a pacotes de viagens para aquele país, com duração de duas semanas, que inclui na programação visita a escolas de formação política cubanas e sede do partido.

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Dilma foi monitorada pelo SNI durante governo Sarney

RUBENS VALENTE
Documentos abertos agora ao público mostram que a presidente Dilma Rousseff foi monitorada não apenas durante a ditadura militar (1964-85), quando foi presa e torturada, mas em todo o governo de José Sarney (1985-90), hoje presidente do Senado.

Os papéis integram o chamado “Acervo da Ditadura”, do Arquivo Nacional, um conjunto de mais de oito milhões de páginas produzidas pelos órgãos de inteligência da ditadura e do governo Sarney sobre a vida de aproximadamente 308 mil pessoas, sindicatos e partidos.

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Os dois PTs

Publicado na Revista Época

Como o julgamento do mensalão, as acusações contra a Delta na CPI do Cachoeira e as eleições municipais dividiram o partido entre a turma de Lula e a turma de Dilma

ALBERTO BOMBIG

Uma linha divide a estrela do PT. Seu nome: mensalão. De um lado, estão os acusados no maior escândalo de corrupção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como José Dirceu e José Genoino. De outro, os integrantes do governo de Dilma Rousseff, que querem distância da banda enrolada do partido. Alguns membros do Partido dos Trabalhadores já levantam a tese dos “dois PTs”. O PT de Lula e o PT de Dilma. O primeiro lado é o defendido pelo ex-presidente, que, no afã de proteger seu legado, operou nos bastidores para adiar o julgamento do mensalão. Agora que foi marcado, ele tenta minimizar os prejuízos dos “réus companheiros”. Na outra ponta, a presidente Dilma e seu governo sabem que só têm a perder com o envolvimento com o “outro lado”. O PT de Lula, afinal, é o passado. O de Dilma é o futuro.

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Lula diz que relação com Dilma é como ‘relógio suíço’

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que sua relação com a presidente Dilma Rousseff continua harmoniosa.

Questionado se havia “acertado os ponteiros” com a presidente durante almoço ontem em Brasília, ele afirmou: “Nosso relógio é suíço. Jamais ele vai ter de atrasar ou adiantar. Nunca temos de acertar os ponteiros”.

A declaração foi dada no início da noite de ontem, quando ele chegou para participar da sessão de pré-estreia do documentário “Pela Primeira Vez”, dirigido pelo ex-fotógrafo oficial do petista Ricardo Stuckert (leia crítica ao lado).

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“Volta Lula” ou “fica Dilma”

ELIANE CANTANHÊDE

O Datafolha brindou Dilma com duas excelentes notícias: sua popularidade bate recordes, mas o eleitor quer Lula em 2014.

O motivo de comemoração pela aprovação de 64% é óbvio: nunca antes na história do Datafolha um presidente chegou a tanto nessa mesma fase de governo.

Já a festa porque a maioria (57%) prefere Lula em 2014 a ela (32%) não tem nada de óbvia, mas talvez seja até mais importante: além de governar, de ser obrigada a demitir uma penca de ministros herdados e de ter de conviver com uma CPI, Dilma tem que administrar um dado político fundamental -o ego do padrinho.

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Após embate sobre salário, Dilma faz agrado a centrais

Para melhorar a relação com centrais sindicais após o embate sobre o valor do salário mínimo, a presidente Dilma Rousseff regulamenta hoje lei que dá assento aos trabalhadores nos conselhos de administração de empresas controladas pela União.

Dilma atenderá demanda apresentada pelas centrais em 2008 ao ex-presidente Lula. O afago será feito após reunião com as seis maiores centrais hoje, no Planalto.

Dilma discutiu os detalhes da encontro ontem com o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral). Em São Paulo, os dirigentes das seis entidades também se reuniram para aparar arestas internas e definir uma pauta coletiva, sem prejuízo de reivindicações “individuais”.

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Prioridade de Dilma terá menor verba desde 2004

O dinheiro reservado pelo governo ao programa considerado a “porta de saída” do Bolsa Família no Ministério do Desenvolvimento Social terá, este ano, o menor peso no Orçamento desde a criação do principal plano de transferência de renda do governo, em 2004.

A chamada “porta de saída” é formada por programas complementares que permitam aos beneficiados ao Bolsa Família aumentar a renda e, dessa forma, deixar de depender da ajuda do governo.

A Promoção da Inclusão Produtiva, que financia projetos de geração de renda e cursos de qualificação para quem recebe benefícios sociais do governo, terá um orçamento de R$ 37,3 milhões -0,24% do previsto para os pagamentos do Bolsa Família (R$ 15,5 bilhões).

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Dilma e a ‘herança maldita’ de Lula

Milhares de famílias vão ter que adiar a materialização do sonho de ter uma casa própria este ano. As obras da Copa do Mundo e das Olimpíiadas do Rio de Janeiro vão atrasar ainda mais.

Não se sabe em que medida os cortes no orçamento vão afetar a máquina administrativa. E é provável que todos tenhamos que pagar de novo a famigerada e odiada CPMF .

Os aluguéis estão sendo reajustados em quase 12%. Uma pancada no bolso de todo trabalhador, que não tem mais o benefício dos indexadores automáticos de outrora. E o preço da comida, a de casa e a dos restaurantes, está pela hora da morte. E as tarifas de ônibus continuam sendo majoradas em todos os cantos porque os prefeitos e governadores precisam quitar dívidas de campanha.

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Dilma sanciona lei que estabelece piso nacional em R$ 545

A presidente Dilma Rousseff sancionou ontem a lei que fixa o valor do salário mínimo em R$ 545.

A publicação constará no “Diário Oficial” de segunda-feira, segundo a Casa Civil.

O valor passará a valer a partir de 1º de março.

A lei estabelece a política de reajustes do mínimo até 2015. A sanção foi sem vetos.

O Congresso encerrou a segunda parte da apreciação do texto na quarta, quando o Senado aprovou o valor desejado pelo Planalto.

A oposição prometeu apelar ao STF para derrubar o que chama de “manobra” do governo para evitar que a cada ano a proposta de reajuste seja apreciada pelo Congresso.

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Serra critica “falso rigor fiscal”, enquanto Alckmin elogia Dilma

Os dois maiores nomes do PSDB em São Paulo avaliam de forma diversa o desempenho de Dilma Rousseff na Presidência. Enquanto o ex-governador José Serra criticou o “falso rigor fiscal” da administração federal, seu sucessor, Geraldo Alckmin, elogiou o “preparo” da presidente à frente do Planalto.

“Ela sabe tudo, tem os números na ponta da língua. É muito preparada”, disse o Alckmin ontem, após a primeira reunião de trabalho com a presidente.

Os dois se reuniram por mais de uma hora no escritório da Presidência em São Paulo e falaram sobre os preparativos para a Copa.

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Despesas miúdas serão alvo preferencial de corte

Apenas 15 ações de governo, entre as milhares existentes no Orçamento da União, concentram três quartos das verbas que movimentam o fisiologismo das relações com o Congresso e serão alvos preferenciais do corte de gastos a ser anunciado até amanhã pela presidente Dilma.
Quando o projeto de Orçamento começou a ser examinado pelos deputados e senadores, em agosto do ano passado, esse grupo de atividades contava com R$ 1,2 bilhão previsto. Encerradas as votações, em dezembro, eram R$ 11,8 bilhões.
Os programas envolvidos estão longe das prioridades administrativas federais. Trata-se, na maioria dos casos, de obras, compras e outras despesas miúdas, típicas de prefeituras, como recuperação de vias e construção de quadras esportivas.
Quase imperceptíveis para a macroeconomia, tais ações são estratégicas para a micropolítica que rege as relações entre o Palácio do Planalto e sua heterogênea base aliada de 17 diferentes partidos no Legislativo.
Elas dominam as despesas que cada congressista tem o direito de incluir na lei orçamentária, conhecidas no jargão técnico por emendas parlamentares individuais e principal instrumento de barganha no varejo do Congresso para a sustentação da agenda governista.
Enquanto as cúpulas partidárias reivindicam cargos em ministérios e empresas estatais, parlamentares negociam caso a caso a liberação do dinheiro -que, pela legislação, só acontece quando e se o Executivo decidir.

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Dilma usa 2º escalão para aprovar R$ 545

A um dia da votação do projeto do novo salário mínimo na Câmara, o governo escalou ministros para pressionar suas bancadas a aprovar os R$ 545. Paralelamente, manteve as negociações com as legendas para preencher cargos do segundo escalão.

Hoje, por exemplo, há previsão de reunião entre Antonio Palocci (Casa Civil) e a cúpula do PSB para discutir os pleitos da legenda para os cargos federais fora dos dois ministérios que controla: Integração Nacional e Portos.

O vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, disse ontem após reunião da bancada de 38 deputados federais, que “todos os parlamentares do PSB votarão com a proposta do governo”.

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Dilma e Obama vão assinar acordo para destravar comércio

A presidente Dilma Rousseff e o presidente Barack Obama devem assinar um tratado de cooperação econômica e comercial (Teca, na sigla em inglês) durante a visita do líder americano ao Brasil, em 19 e 20 de março.

O Itamaraty e o Escritório de Comércio dos Estados Unidos, o USTr, estão finalizando os detalhes do acordo, nos moldes de tratados fechados pelo Brasil com a Suíça e pelos EUA com o Uruguai. Segundo uma fonte do governo brasileiro, o acordo já está nas mãos dos advogados, para os acertos finais.

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Envolvido em violação de sigilo vira assessor de Dilma

O Planalto nomeou Jeter Ribeiro de Souza, envolvido na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, para assessorar a presidente Dilma Rousseff.

Ex-gerente da Caixa Econômica Federal, ele acessou e imprimiu uma cópia do extrato do caseiro a pedido do então presidente do banco, Jorge Mattoso, que responde a ação penal pelo caso.

O escândalo derrubou o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, em março de 2006. O petista foi reabilitado por Dilma e hoje é chefe da Casa Civil da Presidência.

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Salto improvável de receita é aposta de Dilma para ajuste

Gustavo Patu

Mesmo que o corte recorde de gastos anunciado anteontem seja efetuado, o ajuste fiscal prometido pela presidente Dilma Rousseff só será viabilizado se o crescimento da arrecadação de impostos neste ano confirmar as projeções otimistas em que as contas do governo se baseiam.

De acordo com os números apresentados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, o superavit primário -parcela poupada para o abatimento da dívida pública- a ser buscado neste ano depende de uma receita equivalente a 19,8% do PIB (Produto Interno Bruto).

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Dilma, durona, pode enterrar o legado (a)moral de Lula

A assertividade da presidente Dilma Roussef e sua determinação são impressionantes. Discreta, durona como já se sabia, tem tido coragem suficiente para enfrentar as chagas legadas de seu criador. Nestes primeiros dias de governo deu um passa-moleque nas centrais sindicais de aluguel,  nos chantagistas do PMDB, trabalhou para tentar devolver alguma compostura à negociação política e decidiu atacar de vez o grande nó na economia representado pela perspectiva de volta de uma inflação vitaminada. Enfrenta, com determinação e galhardia, a “herança madita” deixada por Lula, que não mediu esforços nem complacência para amalgamar sua base no Congresso.

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Painel: Dilma e Palocci enquadram PMDB em briga por cargos

Folha.com

Em duas reuniões ontem, a presidente Dilma Rousseff e o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) enquadraram o PMDB na acirrada disputa por cargos no setor elétrico, informa o “Painel” da Folha, editado por Renata Lo Prete (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Na primeira, pela manhã, a presidente, contrariada com versões registradas na imprensa sobre encontro na véspera no qual se discutiu o tema, avisou ao vice-presidente Michel Temer e ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) que, àquela altura, Flávio Decat já estava convidado a presidir Furnas, a despeito de pressões em contrário.

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Tragédia climática marca diferença de estilos entre Lula e Dilma

Lula e a família Silva farofando em Inema, Bahia, enquanto o mundo derretia um ano atrás

Seria apenas um gesto corriqueiro na rotina do governo: a presidente da República quebra a rotina administrativa, entra em um helicópetro e sobrevoa a área em que as chuvas torrenciais fizeram mais de 500 mortos. Mas foi muito mais do que isso. Demarcou uma diferença abissal entre os estilos do ex-presidente Lula e da atual, Dilma Roussef.

Para quem não se lembra, as chuvas impiedosas na virada no passado também produziram dezenas de mortos no estado do Rio de Janeiro. Lula, entretanto, preferiu manter o cronograma de férias e se deixou fotografar em sua farofa incidental transportando um isopor cheio de latinhas de cerveja na praia de Inema, na Bahia.

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