PTB, PSD e PRB fazem a extrema-unção do governo Dilma

Acabou.

Dilma Rousseff perdeu a última esperança de salvar seu governo do inferno do impeachment que se avizinha. Com a debandada do PRB, PTB e PSD não resta nenhuma chance de trazer de volta à vida o paciente moribundo que agoniza na Praça dos Três Poderes.

“Para que isso aconteça é preciso um Milagre de Lázaro, mas aí já não é com a gente”, dizia ontem um aliviado político da base governista. “Mas o santo que poderia operar esse milagre não dá mais o ar de sua graça”, lamentava, em uma referência ao sumiço de Lula do ambiente das negociações. “Melhor chamar logo um padre para ministrar a Oração dos Enfermos. Nós estamos conformados”, dizia o parlamentar.

Clique para continuar lendo

Sem PP, PRB e PMDB Governo Dilma entra na fase terminal

rembrandt-caravaggioDois partidos que integram a base aliada decidiram romper com o governo, entregar cargos e votar a favor do impeachment da Presidente Dilma Rousseff. O PP, que tem 47 deputados, reuniu sua bancada e vai encaminhar o voto pelo impedimento. O PRB, que tem 22 deputados e um senador, fechou questão — contra Dilma Rousseff.

Hoje será a vez do PMDB trilhar o mesmo caminho. De acordo com articuladores da Frente do Impeachment, apenas 5 dos 69 deputados peemedebistas ainda declaram que pretendem votar contra o impeachment. Todos os demais estão comprometidos com o vice-presidente Michel Temer.

Clique para continuar lendo

Você, que diz que não há crime, já leu a Lei do Impeachment ?

bilheteazulTecnicamente, ela se chama LEI Nº 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950. 

Vulgarmente, é conhecida como Lei do Impeachment.

É a lei que define o que é crime de responsabilidade, quais as condutas que se enquadram nesse tipo penal, quem está sujeito a ela.

É uma lei enorme. Tem 82 artigos. E antiga. Passou a vigorar há 66 anos.

O Artigo 2º estabelece que nem é preciso praticar efetivamente o crimes. Basta tentar.  A pena aplicada é de “perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública”.

Clique para continuar lendo

Começou o efeito manada

estoromanadaNove diretórios estaduais do PP decidiram fechar questão a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff: RS, SC, PR, SP, MG, ES, GO, DF e AC.

As decisões regionais afrontam a posição do presidente da sigla, senador Ciro Nogueira, que na semana passada deu um passa-moleque na bancada. Ele anunciou que partido iria permanecer no governo sem consultar ninguém. Vinte e dois deputados pepistas haviam solicitado uma reunião do diretório para deliberar sobre o afastamento do governo, mas  foram aconselhados por Ciro Nogueira a desistir da reunião para que o assunto fosse debatido em outras instâncias partidárias.

Clique para continuar lendo

Dilma, a prestidigitadora, e suas mentiras contumazes

A quem acreditar queira...

A quem acreditar queira…

Nos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff fez uso indiscriminado de artifícios retóricos (e simbólicos) desprovidos de verdade fática com o objetivo de mascarar a real intenção da nomeação do ex-presidente Lula para a chefia da Casa Civil — retirá-lo do alcance da Justiça Federal, remetendo o inquérito da Lava Jato para o Supremo Tribunal Federal.

Para descobrir o que existe de verdade, o que há de mentira nessa história é preciso estabelecer quando surgiu a ideia de dar a Lula foro privilegiado. O assunto aparece em vários trechos dos diálogos mantidos por interlocutores de Lula nos dias que antecederam sua nomeação. Em 8 de março, por exemplo, o tema é objeto de uma conversa entre Lula e o sociólogo Alberto Almeida.

Clique para continuar lendo

Quem deveria sentar no banco dos réus, por Ricardo Noblat

Ricardo Noblat, no Blog do Noblat

Finalmente apareceu alguém sem medo de confrontar a presidente da República – o diplomata Eduardo Saboia, cérebro da operação que resultou na retirada da Bolívia do senador Roger Pinto Molina, refugiado em nossa embaixada de La Paz há mais de 450 dias.

O Brasil acatara o pedido de asilo político dele, que denunciara autoridades do seu país por envolvimento com narcotráfico. A Bolívia negara o salvo-conduto para que Roger deixasse o país em segurança sob a acusação de que é corrupto.

Clique para continuar lendo

Esporro de Dilma: em casa onde falta pão, todos gritam, ninguém tem razão

Dilma Rousseff falou grosso ontem. Delimitou a distância entre o céu e o inferno para confrontar as razões que teriam levado um funcionário do terceiro escalão do Itamaraty a desafiar dois governos e trazer ao Brasil o senador boliviano Pinto Molina. Acertou na forma, visto que pelo menos tomou alguma posição, embora o que já se saiba não autorize a versão de que o governo brasileiro simplesmente não sabia da possibilidade da empreitada. Mas errou no conteúdo, porque nem o céu pode parecer tão celestial assim depois de um ano e meio de clausura — ainda que seja na embaixada em La Paz, e não nas dependências do DOI-CODI.

Clique para continuar lendo

Ativistas usaram a Deep Web para tentar quebrar sigilio de Dilma, Lula e governadores

A Deep Web, que costuma ser definida como o Reino de Hades da internet, foi utilizada por ativistas para arregimentar hackers dispostos a quebrar o sigilo eletrônico de várias autoridades brasileiras. Entre os “alvos” do cyberativismo estavam a Presidente Dilma Roussef, o ex-presidente Lula, os governadores Geraldo Alckmin (SP), Sérgio Cabral (RJ), Tarso Genro (RS) e Antônio Anastasia (MG). Além deles, foram relacionados também alguns mensaleiros do PT (José Dirceu e José Genoíno) e assessores de governos estaduais e da Presidência da República.A conclamação foi feita no fórum Caravana Brasil, que aparentemente é frequentado por militantes do Anonymous.

Clique para continuar lendo

As vestes de Antístenes

Captura de Tela 2013-07-25 às 16.37.02

A Família Simpson encantada com o idioma universal de Francisco em Aparecida, SP

Ateus como eu têm uma enorme dificuldade para admitir alguma simpatia por líderes religiosos. Mas preciso começar esse texto fazendo uma confissão: esse Papa Francisco me encanta!

Soou estranho para você ? Pois para mim também! Afinal, os dogmas religiosos, os vícios vaticanos, o reacionarismo doutrinário e as restrições de caráter moral estão todos encarnados nele, Francisco.

Ainda assim, o Papa encanta. Não pelas ideias que defende, posto que são as mesmas desde o Concílio Vaticano II, nem pelo enigma que ainda representa quanto ao papel político da instituição que preside. A Igreja Romana ainda está muito mais próxima da Idade Média do que da pós-modernidade.

Clique para continuar lendo

Dilma reitera a promessa de não mudar nada, conforme lhe pediram as ruas

DIlma Roussef em pronunciamento: As ruas são deles, mas 'A Praça É Nossa'

DIlma Roussef em pronunciamento: As ruas são deles, mas ‘A Praça É Nossa’

A Presidente Dilma Rousseff (foto) reiterou, em nota, seu desejo de nada mudar no governo, atendendo assim o desejo manifesto das multidões que, ao longo do último mês, foram às ruas de todo o País para aclamá-la.

Dilma negou enfaticamente que vá mexer no maior  ministério da história — o terceiro maior do mundo –, conforme lhe pediram os manifestantes. Ela defendeu os cinco pactos firmados com prefeitos e governadores que foram a Brasília para uma bronca coletiva. São os seguintes:

Clique para continuar lendo

Dilma, a surda, também ficou muda

Ela disse que estava “ouvindo as vozes das ruas”. O povo dizia “menos roubalheira, Dona Dilma”. Ela entendia “plebiscito e constituinte, Dona Dilma”.

Foi derrotada para si mesma em menos de 24 horas com a ideia estapafúrdia da “constituinte exclusiva” . A proposta era um mico oportunista implantado no debate pela ala golpista do PT, que tentou capitalizar o tsunami humano que varreu o País. E era, essencialmente, contra as nefastas prática petistas.

Clique para continuar lendo

Dilma e a TPM

A presidente Dilma Rousseff respondeu com uma nota de seis parágrafos a uma declaração do ex-presidente Fernando Henrique de que Lula legou uma herança ruim a ela. Não precisava gastar tanta tinta e papel com algo notório. Assim como FHC legou a Lula uma economia em crise, Lula deixou para Dilma tudo aquilo que seu antecessor lhe atribuiu.

Ou alguém verá nas sete demissões de ministros acusados de roubar dinheiro público — indicações, em sua maioria, que tiveram ao menos o beneplácito de Lula ou sua interferência direta — algo menor do que uma herança maldita ?

Clique para continuar lendo

A injusta queda do IBOPE de Dilma Rousseff

O IBOPE registrou, pela primeira vez desde o início do governo, uma queda expressiva nos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff em algumas metrópoles importantes. Em São Paulo e em Curitiba, a regressão  ficou  entre 10 e 14 por cento. Não se sabe o que contribuiu para isso — se as greves ou o pessimismo que se estabeleceu quando a crise econômica global começou a dar sinais de que o Brasil não está imune a seus efeitos.

Ninguém vai brigar com o eleitor ou sobrepujar sua soberania para avaliar o desempenho de governantes. Mas há uma flagrante injustiça na nota que a presidente recebeu.

Clique para continuar lendo

Dilma veta uso da máquina em eleições

Às vésperas da estreia do horário político no rádio e na TV, a presidente Dilma Rousseff lembrou aos ministros que nenhum deles pode recorrer à “agenda dois em um” para pedir votos em campanhas municipais. A proibição consta de cartilha produzida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que cita as condutas vedadas aos agentes públicos em eleições, mas Dilma decidiu reforçar a determinação porque não quer ver o governo acusado de uso da máquina nas disputas pelas Prefeituras.

Em recentes reuniões no Palácio do Planalto, a presidente disse que não admitirá “compromissos casados” em que auxiliares aproveitam atos oficiais no fim de semana, com viagens em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), e depois esticam a visita para subir em palanques. Quando isso ocorrer, o cabo eleitoral da Esplanada terá de pagar passagem e estadia do próprio bolso.

Clique para continuar lendo

Chama o Exército!

Eliane Cantanhêde

Dilma não só mandou cortar o ponto dos grevistas como aprovou um projeto do Exército para garantir a integridade dos prédios públicos e a oferta de serviços essenciais em caso de ameaça externa improvável e principalmente de greves que se multiplicam.O sistema “Proteger” está orçado em R$ 9,6 bilhões e, com o Sisfron, de monitoramento de fronteiras, vai custar R$ 21 bilhões em 12 anos, apesar de Dilma argumentar com a crise internacional e com a falta de recursos para não dar aumentos no setor público. O único acordo foi com professores de universidades federais e, mesmo assim, polêmico.São 13.300 alvos estratégicos do “Proteger”, 371 prioritários, como refinarias, hidrelétricas, centrais de telecomunicações e as principais estradas. Brasília, que abriga os três Poderes e as embaixadas, é listada como o alvo número um.Para definir o sistema, o Exército estudou casos exemplares, como a invasão da CSN, a greve da refinaria de Paulínea e um curto na rede de Tucuruí, que não teve influência de grevistas, mas afetou boa parte do país.Isso mostra que Dilma não brinca em serviço. Se a democracia prevê o direito de greve, prevê também a garantia dos prédios públicos e dos serviços essenciais à população. Em caso de risco, os militares entram.É uma boa lembrança quando a elite do funcionalismo testa forças com a presidente: Polícia Federal, Banco Central, Itamaraty, oficiais de inteligência, defensores públicos, auditores da Receita, agências reguladoras Anatel, Aneel…. Nem todos estão de greve, mas se uniram num movimento único de reivindicação.O governo avalia que a pressão acaba no dia 31, com a entrega do Orçamento de 2013. É uma visão muito otimista. Os servidores engoliram sapos e ficaram quietos na era Lula como CUT, UNE, MST e resolveram devolver agora com Dilma. Não vão recuar tão cedo. O governo do PT revida botando o Exército na parada.

Clique para continuar lendo

Em carta a Dilma, HRW critica adesão da Venezuela ao Mercosul

A organização Human Rights Watch (HRW) enviou nesta sexta-feira, 3, uma carta para a presidente Dilma Rousseff e para o chanceler Antonio Patriota, em que critica a adesão recente da Venezuela ao Mercosul. Há duas semanas, a HRW publicou um extenso relatório sobre a situação de direitos humanos no país, classificando-a como “precária”.

No documento, assinado pelo diretor para as Américas da HRW, José Miguel Vivanco, a entidade afirma que “se os países-membros do Mercosul ignorarem o compromisso de proteger e promover os direitos básicos e as instituições democráticas, transmitirão a mensagem infeliz de que os compromissos internacionais no Protocolo de Assunção são promessas vãs”.

Clique para continuar lendo

Ciumeira: Marina Silva causa mal estar entre ministros em Londres

A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.

Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.

Clique para continuar lendo

Com economia em marcha lenta, Dilma diz que PIB não é tudo

Diante das evidências de que o crescimento econômico brasileiro neste ano não deve ficar muito acima de 2%, a presidente Dilma Rousseff procurou ontem minimizar a importância do PIB (Produto Interno Bruto), ressaltando que ele não é o indicador mais adequado para comparações internacionais.

“Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz para suas crianças e para seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto. É a capacidade do país, do governo e da sociedade de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e seus adolescentes”, afirmou, na 9ª Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Clique para continuar lendo

Depoimento de Dilma revela novas torturas

Documentos arquivados em uma sala do Conedh-MG (Conselho de Direitos Humanos de Minas Gerais), em Belo Horizonte, revelam torturas sofridas pela presidente Dilma Rousseff durante a ditadura militar (1964-85).

Até agora, só se sabia que Dilma tinha sido torturada por militares em São Paulo e no Rio. Em depoimento de 2001, contudo, ela conta que também foi torturada em Juiz de Fora (MG), para onde foi levada em janeiro de 1972.

O testemunho, prestado a integrantes do Conedh-MG, foi revelado ontem pelo “Correio Braziliense”. Segundo o jornal, durante a tortura os militares indagaram sobre um plano de fuga de Ângelo Pezzuti, ex-líder do grupo Colina, no qual Dilma militou.

Clique para continuar lendo

Planalto quer se manter longe da crise

Vera Rosa e Tânia Monteiro

Preocupada com o acirramento dos ânimos às vésperas do julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff disse que o governo não entrará na briga entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Dilma avalia que a situação é perigosa, tem potencial de estrago que beira a crise institucional nas relações entre Executivo e Judiciário, e transmitiu esse recado na conversa mantida nesta terça-feira, 29, com o presidente do STF, Ayres Britto. O encontro durou uma hora e dez minutos, no Planalto.

Clique para continuar lendo

Dilma: país está ‘300% preparado’ para enfrentar crise

Diante da baixa expectativa em torno do Produto Interno Bruto (PIB), a presidente Dilma Rousseff aproveitou um evento público, em Laguna (SC), para tentar tranquilizar o país. Dilma afirmou que o Brasil está “300% preparado” para enfrentar a crise econômica mundial e que tem feito obras de grande porte como forma de “resistência”.
– Perguntaram outro dia se a gente estava preparado para enfrentar o que puder acontecer na Europa. Eu posso assegurar a vocês: nós estamos 100% preparados, 200% preparados, 300% preparados – disse ela, completando: – Nós vamos resistir à crise criando emprego, investindo em infraestrutura e também nas atividades sociais necessárias para que o nosso país seja um país que, ao mesmo tempo em que cresce, distribui sua riqueza.
Durante o anúncio de construção de uma ponte em Santa Catarina, a presidente destacou que as condições do país para o enfrentamento da crise global são melhores do que em 2009, no governo Lula, quando os Estados Unidos e países da Europa entraram em crise, já que as reservas do Brasil aumentaram US$ 165 bilhões no período. Dilma disse ainda que o país vem construindo sua estabillidade nos últimos 28 anos, desde a redemocratização.
– Na Europa, a situação nas últimas semanas tem se deteriorado bastante e as pessoas ficam pensando assim: “como é que fica o Brasil?” O Brasil fica muito bem – disse ela, afirmando:- A partir do governo Lula
tivemos o cuidado de criar um conjunto de armas contra crises externas.
Apesar de dizer que a estabilidade econômica começou há mais de 20 anos, a presidente afirmou que, antes, “o mundo espirrava lá fora e nós pegávamos uma pneumonia”.
– Hoje, nós não pegamos uma pneumonia. Vocês lembram que na crise de 2008 e 2009 nós fomos atingidos pelas suas consequências, mas ela aqui no Brasil durou muito pouco. Agora, estamos ainda mais fortes. Agora, para ter uma ideia, nós temos US$ 370 bilhões de reservas. Naquela época, tínhamos US$ 205 bilhões.

Clique para continuar lendo

Alvo de bronca de Dilma diz que se conteve para não reagir

Um dia depois de ser repreendido em público pela presidente Dilma Rousseff, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, disse ontem que evitou reagir para não prolongar a cena constrangedora. “Tive que me acalmar, porque senão seria pior”, disse.

A cena ocorreu depois que Dilma foi vaiada ao discursar durante encontro com prefeitos do país inteiro num hotel de Brasília, na terça-feira. Havia 2.500 prefeitos no hotel.

Instada pela plateia a se pronunciar sobre a divisão das receitas de royalties do petróleo, que os municípios desejam mudar, a presidente afirmou que eles deveriam desistir de mexer nos campos de petróleo que já estão em exploração e restringir o debate apenas aos que serão explorados daqui para frente.

Clique para continuar lendo

Dilma diz que não haverá revanche nem perdão para ditadura

Numa cerimônia que reuniu os quatro antecessores vivos, a presidente Dilma Rousseff instalou a Comissão da Verdade e afirmou que o esclarecimento dos crimes cometidos durante a ditadura militar (1964-1985) não pode comportar revanchismo, mas nem tampouco perdão.

“A palavra verdade […] é algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão”, afirmou em discurso.

Ex-guerrilheira comunista, presa e torturada pelo regime, ela chorou ao se referir aos parentes dos mortos e desaparecidos no período.

Clique para continuar lendo

Após juros, Dilma centra fogo no social

VERA ROSA

A presidente Dilma Rousseff quer reajustar o valor dos benefícios do Bolsa Família às vésperas do aniversário de um ano do programa Brasil Sem Miséria, vitrine social do governo. Dilma encomendou estudos sobre o assunto à equipe econômica e ao Ministério do Desenvolvimento Social e poderá anunciar, no dia 14, o aumento para famílias que tiverem filhos de até 6 anos matriculados em creches ou na pré-escola.

É nessa data, logo depois do Dia das Mães, que a presidente divulgará, em cerimônia no Palácio do Planalto, um novo pacote na área social, com repasse de recursos a prefeituras para a construção de creches e uma série de ações destinadas à proteção de crianças de 0 a 6 anos.

Clique para continuar lendo

Dilma está certa. Os bancos privados são hoje o principal entrave ao crescimento da economia

A confrontação entre a Presidente Dilma Rousseff e os bancos pode dar à Presidente da República o seu grande trunfo na condução da economia. No Brasil, como de resto em todas as democracias, é a sensação de felicidade da população, expressa pela capacidade de saciar a demanda por consumo, que alicerça a popularidade e, por consequência, o cacife eleitoral dos governantes.

“É a economia, estúpido!”, já ensinava James Carville aos estrategista da campanha de Bill Clinton. Caso consiga civilizar os bancos e trazer os juros para patamares ao menos aceitáveis, Dilma terá sedimentado uma obra importante na área econômica, com efeitos que certamente terão reflexos expressivos na vida da população.

Clique para continuar lendo

Planalto emplaca relator e tenta obter controle sobre CPI

O governo Dilma Rousseff indicou ontem um aliado como relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que vai investigar os negócios do empresário Carlos Cachoeira, sinalizando a intenção de manter as atividades da comissão sob seu controle.

Como relator, o deputado Odair Cunha (PT-MG) terá amplos poderes para conduzir as investigações e será responsável pelo relatório em que serão expostas as conclusões da CPI, que foi instalada formalmente ontem à noite.

O Palácio do Planalto quer evitar que a comissão crie constrangimentos para o governo federal e trabalha para conter os setores do PT que desejam transformá-la em instrumento para um confronto com os partidos que fazem oposição à presidente.

Clique para continuar lendo

Por que Dilma não se envolve mais com a CPI do Cachoeira? Porque não é burra!

Os últimos dias transcorreram sem que os observadores políticos recebessem um sinal claro do Palácio do Planalto sobre como seria a atuação do governo na CPI do Cacheira. O sinal, a despeitos da saraivada de palpites, não veio. Até aqui, os preparativos para a guerra congressual que se arma passam longe do gabinete da presidente Dilma Roussef.

A ausência de uma orientação mais evidente tem sido interpretada como sinal de apatia, falta de habilidade política ou de êxito em articulações engendradas nos sub-bastidores da política palaciana que transcorreriam longe dos olhos atentos da opinião pública. Talvez não seja nada disso.

Clique para continuar lendo

Dilma, que domesticou os bancos, ainda precisa dizer a que veio ao Congresso

Parecia uma dessas promessas que todo político faz quando Dilma Rousseff defendeu , ao longo da campanha que a elegeu Presidente da República, que iria reduzir os juros. Não apenas consegui reduzí-los, como ainda logrou dobrar o ânimo recalcitrante da banca privada, com seus históricos spreads de agiota.

A atuação do Banco Central e a disposição reiterada da Presidente colocaram fim a uma era em que tudo o que se dizia sobre o preço do dinheiro no Brasil era balela. Os anos Lula foram pródigos em demonstrar a ausência de disposição do governo para enfrentar o problema. Havia uma dicotomia clara entre o discurso do vice-presidente José Alencar, crítico contumaz da agiotagem, a retórica do Planalto e a prática do governo. Os bancos venciam sempre. E o governo tergiversava, transformando a causa de Alencar em uma romântica e solitária batalha quixotesca.

Clique para continuar lendo

Bradesco, Itaú e Santander cedem e reduzem os juros

Bem antes do que se esperava, os bancos Bradesco, Itaú e Santander cederam às pressões do governo e anunciaram redução em algumas das taxas de juros de empresas e consumidores.

Recebida como um gesto dos banqueiros para reabertura do diálogo, a reação das instituições privadas ocorre duas semanas após Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal desafiarem a concorrência cortando juros.

Os banqueiros nem esperaram, como normalmente fazem, o Banco Central anunciar, ontem, a redução de 9,75% para 9% dos juros do governo, piso das taxas (leia mais no caderno “Poder”).

Clique para continuar lendo