Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the tag “direitos humanos”

ONU questionará País sobre direitos humanos

JAMIL CHADE

Impunidade, assassinatos, ameaças contra juízes, racismo, 6 milhões de pobres, tortura, saúde e educação precárias e trabalho escravo. Essas são algumas das acusações que o governo brasileiro terá de enfrentar no dia 25 de maio, quando a ONU realizará em Genebra avaliação completa da situação dos direitos humanos no Brasil, exercício pelo qual todos os governos são obrigados a passar. Brasília promete enviar uma ampla delegação para se defender.

Longe da imagem de crescimento e da organização de eventos esportivos, a diplomacia brasileira será confrontada com realidade pouco confortável. A ONU já publicou os documentos que servirão de base para a análise, compilação de tudo o que foi alertado sobre o País nos últimos dois anos por agências especializadas da ONU. Tais conclusões escancaram um País bem diferente da imagem da sexta maior economia do mundo. Para a ONU, não há dúvidas de que o País ainda enfrenta “desafios enormes de direitos humanos”. A própria presidente Dilma Rousseff já evocou o “telhado de vidro” do Brasil em relação aos direitos humanos.

Segundo a avaliação, a situação da mulher brasileira é “preocupante”. Elas ocupariam os postos de trabalho mais degradantes, são vítimas da violência e têm participação em queda no Congresso. A mortalidade materna continua “alta” e as negras são as que mais sofrem. Em termos de renda, a população feminina ganha entre 17% e 40% a menos que os homens. A situação das crianças também é alvo da ONU. Segundo suas conclusões, o trabalho infantil continua “generalizado”, apesar dos esforços, e a entidade diz que muitas ainda vivem nas ruas.

A educação no País é criticada e o acesso a ela depende da região, classe social e cor da pele. A ONU se diz “preocupada” com o fato de que 43% das crianças entre 7 e 14 anos não terminam a 8.ª série em idade adequada. “O analfabetismo continua sendo problema”, aponta o documento, que cita a desigualdade entre a população branca e negra.

Assassinatos

Outra denúncia diz respeito à taxa de assassinatos. A ONU apela por medidas para frear execuções no País e alerta para as “alta taxas de homicídios nas prisões superlotadas”. A tortura ainda seria “generalizada” nas cadeias e delegacias, o que é “inaceitável”. Num documento paralelo, feito com informações de ONGs, a questão das prisões também é apontada como uma das não resolvidas no País.

Para a Anistia Internacional, o Brasil não tem adotado as recomendações da ONU. A impunidade também faz parte da realidade brasileira. A entidade estima que nenhuma medida foi tomada para lidar com os assassinatos cometidos por policiais. “A maioria das mortes nunca é investigada”, diz o documento, insistindo que a impunidade é reflexo das “deficiências” da Justiça.

via ONU questionará País sobre direitos humanos – politica – politica – Estadão.

Ministra diz que direitos humanos pautam governo

Criticado nos últimos anos por poupar críticas a ditadores, o governo brasileiro tentará passar uma mensagem inequívoca: os direitos humanos estarão no centro da agenda de Dilma Rousseff, tanto em sua política interna como na política externa. Mas fará um alerta: o Brasil não aceitará que crises internacionais, inclusive na Líbia, sejam tratadas de forma unilateral ou por invasões e devem ter sempre uma solução multilateral.

A mensagem será dada hoje na reunião do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos. O encontro marca a estreia do governo Dilma nos fóruns internacionais de direitos humanos. Regimes autoritários e democracias não escondem a expectativa sobre qual será a posição do novo governo brasileiro.

“Vamos falar claramente que o governo da presidente (Dilma) tem os direitos humanos como o centro de sua política”, afirmou a ministra. Segundo ela, a posição de destaque do País no cenário internacional será usada para promover essa ideia.

Nos últimos anos, o Brasil se absteve em votações sobre o Irã, Coreia do Norte e Sudão. Dentro do Palácio do Planalto, Itamaraty e da Secretaria de Direitos Humanos há uma percepção clara de que houve erros.

Ao chegar a Genebra, Maria do Rosário optou por não criticar o governo Lula, mas não respondeu se vai votar pela suspensão da Líbia do Conselho de Direitos Humanos. Segundo ela, o governo não vai abrir mão de sua posição de que soluções para crises devem ser encontradas de forma multilateral e em fóruns internacionais. Para ela, até o governo de Barack Obama está entendendo essa posição brasileira.

via Ministra diz que direitos humanos pautam governo – politica – Estadao.com.br.

Brasil perde timidez em direitos humanos

A posição do governo brasileiro sobre violações aos direitos humanos sofreu neste fim de semana uma leve inflexão, pelo menos no âmbito do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra.A timidez -ou omissão, segundo os críticos da política externa do governo Lula- foi substituída pela tomada de iniciativas na condenação da Líbia.O Brasil foi, por exemplo, dos primeiros a assinar a proposta de realização de uma sessão especial sobre o país. Foi também copatrocinador da proposta de suspensão da Líbia do conselho e de criação de uma comissão de investigação sobre o que está ocorrendo no país.Essa nova atitude terá eventualmente continuidade, se o Brasil for convidado a integrar a comissão.”Não vejo nenhum impedimento”, diz a embaixadora Maria Nazareth Farani Azevedo, chefe da missão brasileira junto ao escritório da ONU em Genebra.As propostas aprovadas na sexta-feira em Genebra tiveram sequência no dia seguinte em Nova York, com sanções mais pesadas, que, na prática, transformam o ditador Muammar Gaddafi em um pária internacional.O Brasil também esteve na linha de frente, o que levou a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, a um reconhecimento, embora sem citar países especificamente.A bordo do avião que a trazia a Genebra, para a sessão de hoje do Conselho de Direitos Humanos, a secretária de Estado louvou a unanimidade na aprovação das sanções, “incluindo países que são frequentemente relutantes em dar poderes à comunidade internacional para tomar tais ações”.É exatamente pela relutância nos casos, por exemplo, de Irã e Cuba que se critica o Brasil, na única mancha na louvação generalizada à política externa do governo Luiz Inácio Lula da Silva.Maria Nazareth discorda da crítica: “Votamos a favor de 96% das resoluções que condenavam violações a direitos humanos”. É verdade, mas os 4% restantes é que provocam as críticas.

via Folha de S.Paulo – Brasil perde timidez em direitos humanos – 28/02/2011.

Corregedora da Polícia Civil é afastada após vídeo de escrivã sendo despida por policiais em SP

O secretário de Segurança Pública de São Paulo Antonio Ferreira Pinto afastou de seu cargo, nesta quinta-feira, a corregedora-geral da Polícia Civil, Maria Inês Trefiglio Valente. A decisão aconteceu após a divulgação de um vídeo na internet onde policiais da Corregedoria algemam uma escrivã acusada de corrupção e arrancam a roupa dela à força. Após ser despida, os policiais encontraram quatro notas falsas de R$ 50. A escrivã, chamada de Vanessa no vídeo, foi afastada do cargo. Os dois delegados da Corregedoria também foram afastados pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, na segunda-feira. ( Veja o vídeo divulgado no Youtube )

A corregedora teria apoiado a atitude dos policiais que revistavam a escrivã. Delegados da cúpula da Polícia Civil ameaçaram deixar os cargos, caso Maria Inês não fosse afastada. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que Maria Inês foi transferida “para os quadros da Delegacia Geral de Polícia Adjunta”. No lugar dela assume o delegado Marcos Montresor, que já trabalha na Corregedoria.

No vídeo, datado em 15 de junho de 2009, a escrivã negava-se a ficar nua em frente aos policiais para ser revistada. Ela exigia a presença de uma policial feminina ou uma delegada da corregedoria. Nervoso, um dos delegados afirmava que ela teria que tirar a roupa.

via Corregedora da Polícia Civil é afastada após vídeo de escrivã sendo despida por policiais em SP – O Globo Online.

Em nota, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência condena abusos da corregedoria de SP

Min. Maria do Rosário: Imagens abomináveis (foto: Agência Brasil)

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República qualificou como  como bárbaro e inaceitável o comportamento dos delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo que despiram à força uma escrivã acusada de concussão. As imagens das sevícias foram divulgadas em primeirão mão pelo Blog do Pannunzio e pelo Jornal da Band na última sexta-feira (clique aqui para ver o video).

Na nota, a Ministra Maria do Rosário Nunes afirma que o governo federal irá acompanhar os desdobramentos do caso e pede o afastamento dos outros policiais que participaram da chamada “Operação Pelada”.

Leia a seguir a íntegra do comunicado.

Diante das imagens veiculadas pela imprensa, que mostram uma policial mulher sendo despida à força por policiais homens, no estado de São Paulo, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República vem a público manifestar o seguinte:

1 – As imagens divulgadas demonstram uma grave violação de Direitos Humanos. É inaceitável que num Estado democrático de direito, agentes públicos protagonizem cenas bárbaras como as referidas. Essa situação deve ser repudiada por todos aqueles que defendem a dignidade humana e acreditam que a segurança pública deve estar comprometida com a lei e com os princípios de Direitos Humanos.

2 – A situação mostra que o Estado brasileiro ainda tem um longo caminho a percorrer. Ao governo federal cabe aprofundar a política nacional em curso que, em parceria com os estados e municípios, visa formar policiais para uma atuação voltada à proteção e à cidadania. Somente estreitando os laços positivos entre a população e as forças de segurança, poderemos enfrentar a violência.

3 – O Governo do Estado de São Paulo cumpre seu papel ao afastar dois dos policiais envolvidos no fato. No entanto, é preciso que os demais policiais que participaram da agressão também sejam responsabilizados. Somente uma atitude célere e firme poderá assegurar à sociedade que a impunidade não prevalecerá.

4 – A Secretaria de Direitos Humanos acompanhará os desdobramentos e sempre condenará atitudes que violem os direitos fundamentais, onde quer que ocorram.

Brasília/DF, 22 de fevereiro de 2011

Maria do Rosário Nunes

ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República

Repercutindo o Blog: OAB diz ter avisado governo sobre vídeo de ex-escrivã despida à força

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) informou nesta terça-feira (22) que comunicou o governo paulista em novembro do ano passado sobre a existência do vídeo que mostra delegados da Corregedoria da Polícia Civil despindo à força uma escrivã suspeita de corrupção dentro de uma delegacia na capital paulista. As imagens com a ação, ocorrida em 15 de junho de 2009 no 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul, vazaram e foram parar recentemente na internet.

O G1 teve acesso aos ofícios que o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, disse ter encaminhado em 4 de novembro ao então governador Alberto Goldman, ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na época, o desembargador Antônio Carlos Viana Santos, morto em 26 de janeiro deste ano, ao procurador geral de Justiça de SP, Fernando Grella Vieira, e ao secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

Nos documentos, assinados por D´Urso, ele escreve que entrega às autoridades “cópia de ofício, bem como de DVD (…) para as providências que julgar cabíveis” em relação às cenas gravadas pela Corregedoria. O advogado Fábio Guedes, que defende a ex-escrivã, disse ter enviado fragmentos do vídeo à entidade em 18 de outubro do ano passado.

saiba mais

* ‘É uma dupla humilhação’, diz ex-escrivã sobre vídeo que caiu na net

* Secretário afasta corregedores que aparecem em vídeo de ex-escrivã

* Vídeo em que ex-escrivã de polícia é despida em delegacia cai na internet

Em nota divulgada nesta terça, a OAB informou que havia fornecido cópia das cenas obtidas em que os agentes da Corregedoria tiram a calça e a calcinha da escrivã por entender que houve violação da lei na revista feita por homens. Segundo a ordem, somente uma policial feminina pode fazer esse tipo de vistoria.

“A Corregedoria pode abrir precedentes ao avaliar como positiva a ação policial diante da revista à escrivã, que foi deixada nua à força por colegas dentro de uma delegacia de São Paulo. O processo foi realizado por homens, fato que chamou a atenção da OAB, por violar a lei”, disse a entidade na nota.

Governo

Ao G1, a assessoria de imprensa do governo paulista afirmou que recebeu o ofício da OAB no dia 10 de dezembro de 2010 e que encaminhou o documento para a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para que fossem tomadas as providências necessárias.

Na segunda, o governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) classificou como “grave” o vazamento do vídeo da ação da corregedoria contra a escrivã.

via G1 – OAB diz ter avisado governo sobre vídeo de ex-escrivã despida à força – notícias em São Paulo.

Secretário de Segurança afasta delegados da desastrada “Operação Pelada”

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo acaba de afastar três delegados que tiveram participação nas cenas humilhantes que transcorreram durante a prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L., que foi despida à força nas dependências da Delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. O comunicado da medida foi feito por intermédio de uma nota à imprensa divulgada agora há pouco.

A nota informa que os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves foram desligados da Corregedoria. Um terceiro delegado que também participou da diligência, Renzo Santi Barbin, não foi alcançado pela medida porque não está mais lotado na Corregedoria.

O Secretário Antônio Ferreira Pinto também determinou a instauração de um novo procedimento disciplinar contra os três delegados. O chefe da divisão de Operações Especiais, delegado divisionário Emílio AntônioPascoal, também será alvo da investigação porque “concorreu para o desfecho daquela intervenção policial”.

Leia, abaixo, a íntegra da nota da SSP/SP.


O secretário da Segurança Pública, ao tomar conhecimento das imagens veiculadas pela Rede Bandeirantes de Televisão, relacionadas com operação desenvolvida pela Corregedoria da Polícia Civil em 15 de junho de 2.009, determinou a saída dos delegados de polícia EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO FILHO e GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES, lotados até a presente data na Corregedoria.
O terceiro delegado de polícia que participou da diligência, RENZO SANTI BARBIN, já não mais integra os quadros daquele Departamento.

Determinou ainda a instauração de Processo Administrativo Disciplinar para apurar a responsabilidade funcional de cada um deles, bem como do delegado de polícia EMÍLIO ANTONIO PASCOAL, à época titular da Divisão de Operações Policiais da Corregedoria, que concorreu para o desfecho daquela intervenção policial.

Por fim, determinou a expedição de ofício ao Exmo. Sr. Procurador de Justiça manifestando perplexidade com o requerimento de arquivamento do inquérito policial instaurado por abuso de autoridade, pelo representante do Ministério Público oficiante, à época, junto ao juízo criminal da Vara Distrital de Parelheiros.

Sindicato dos Delegados de Polícia de SP repudia abusos da Corregedoria. Policiais programam manifestação

O Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo emitiu uma nota de repúdio ao comportamento dos delegados-corregedores que humilharam uma escrivã acusada de concussão. A nota assevera que “a Corregedoria, [criada para] combater o que há de errado na polícia, deve, sempre, obedecer” as Constituições federal e do Estado e a legislação vigente. A íntegra do documeto pode ser consultada no site do Sindicato ou clicando-se aqui.

Os policiais civis, indignados com o comportamento dos corregedores, estão programando uma manifestação para a próxima sexta-feira, às 16 horas, quando se concentrarão em frente à sede da Corregedoria, na Rua da Consolação.  A ordem é parar o trânsito e ligar as sirenes por cinco minutos para protestar contra as arbitrariedades acobrtadas pelo órgão. A convocação está sendo feita pelo blog Flit Paralisante, página eletrônica frequentada majoritariamente por policiais civis.

Leia, a seguir, a nota do Sindicato dos Delegados.

O SINDICATO DOS DELEGADOS DE POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO – SINDPESP, VEM A PÚBLICO, REPUDIAR OS ATOS PRATICADOS PELA CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO.

– A CORREGEDORIA DA POLÍCIA CIVIL DE SÃO PAULO POSSUI SUAS ATRIBUIÇÕES PAUTADAS NA LEI, OU SEJA, PARA COMBATER O QUE HÁ DE ERRADO NA POLÍCIA, DEVE, SEMPRE, OBEDECER RIGOROSAMENTE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL, A CONSTITUIÇÃO DO ESTADO E TODA A LEGISLAÇÃO VIGENTE, PRESERVANDO OS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA MORALIDADE, DENTRE OUTROS;

– É DO CONHECIMENTO PÚBLICO QUE COM O ADVENTO DO INCONSTITUCIONAL DECRETO No 54.710 DE 25 DE AGOSTO DE 2.009, O QUAL RETIROU A CORREGEDORIA DO ÂMBITO DA POLÍCIA CIVIL E VINCULOU-A DIRETAMENTE A SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA, A CORREGEDORIA PASSOU A TER “INDEPENDÊNCIA” E MAIS FORÇA;

– COM TANTO PODER, E, TEORICAMENTE, SEM NINGUÉM PARA CONTROLAR ESTE PODER, DEU-SE INÍCIO A UMA SÉRIE DE “BOATOS” QUE ABUSOS ESTARIAM SENDO COMETIDOS PELO ÓRGÃO CENSOR, PORÉM, NADA, OU QUASE NADA CHEGAVA COMPROVADAMENTE AO CONHECIMENTO PÚBLICO;

– ENTRETANTO, O VÍDEO EXIBIDO POR PROGRAMAS JORNALÍSTICOS DE TELEVISÃO, E QUE AGORA RODA O MUNDO PELA FORÇA DA INTERNET, DEIXA MUITÍSSIMO CLARO E EVIDENTE OS EXCESSOS COMETIDOS POR AQUELE ÓRGÃO;

– NÃO VAMOS ENTRAR NO MÉRITO DO SUPOSTO CRIME PRATICADO PELA ESCRIVÃ, POIS PELO QUE MOSTRA O VÍDEO, NOTA-SE CLARAMENTE, NO MÍNIMO, QUE OS CORREGEDORES, PRECISAM, URGENTEMENTE, SOFRER UMA CORREÇÃO.

Alkmin usa teoria do sofá para legitimar ação humilhante da Corregedoria

O governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, mandou investigar o “vazamento” do vídeo em que uma escrivã acusada de concussão aparece sendo humilhantemente despida por uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil dentro das dependências da Delegacia  de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. O caso aconteceu em 15 de junho de 2.009 e só foi levado ao conhecimento da opinião pública quando o Blog do Pannunzio publicou imagens das sevícias, que foram registradas por ordem da própria Corregedoria.

Ao contrário do que afirma o governador, não houve vazamento algum. O vídeo foi juntado a dois inquéritos policiais que são públicos e podem ser acessados por qualquer cidadão. O próprio governador do Estado recebeu uma cópia por obra da OAB no fim do ano passado.

O envio do video às autoridades paulistas foi determinado por ofício pelo advogado Luiz Flávio Borges Durso, Presidente da Secção Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, assim que  as imagens foram encaminhadas pelo advogado Fábio Guedes Garcia da Silveira, procurador da escrivão V.S.L.F. , em 18 de outubro do ano passado.  Nenhuma providência foi tomada.

Assim que teve acesso ao conteúdo do video, o Blog do Pannunzio entrou em contato por telefone com o advogado e solicitou autorização para a reprodução das imagens. A autorização verbal foi prontamente concedida e a única condição estabelecida foi preservar a identidade da escrivã, o que vem sendo integralmente cumprido.

Melhor seria se o governador mandasse apurar por que os delegados, flagrados em situação inequívoca de abuso de autoridade e constrangimento ilegal, não foram punidos pela Corregedoria de sua própria polícia.

Ao contrário do que afirma o governador, o verdadeiro “vazamento” ocorreu logo depois da lavratura do flagrante. O video circulou entre funcionários da Corregedoria e do Ministério Público e suscitou comentários desirosos a respeito dos detalhes anatômicos da escrivã. Foi só em função disso que os advogados de  V.S.L.F. conseguiram obter uma cópia. Até então, sua existência vinha sendo negada formalmente.

Tirar o foco do problema é adotar a teoria do sofá — aquela segundo a qual a culpa do adultério é do sofá sobre o qual a mulher trai o marido. Em vez de perder tempo com inutilidades — e uma vez que o “vazamento” está esclarecido pela fonte primária responsável pela publicação do material — resta ao governador explicar a truculência de seus policiais.

Alckmin considera ‘grave’ vazamento de vídeo de ex-escrivã despida – notícias em São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou nesta segunda-feira (21) como “grave” o vazamento do vídeo da Corregedoria da Polícia Civil que mostra uma escrivã tendo sua roupa arrancada à força em uma delegacia durante uma operação do órgão. A mulher era investigada por corrupção. A gravação mostra ela sendo algemada e tendo sua roupa retirada por policiais. As imagens foram feitas pela própria Corregedoria, mas acabaram vazando, sendo publicadas na internet.

“Isso é evidente que é grave, e vai ser apurado, como é que um documento interno da polícia acabou indo a exposição pública”, disse o governador após a cerimônia de entrega de 26 novos ônibus para o corredor ABD.

Nas imagens, é possível ver a mulher sentada enquanto ouve sucessivos pedidos para que tire a roupa por causa da suspeita de que ela tenha escondido o dinheiro recebido como propina para livrar um homem de investigação. O vídeo foi gravado em 2009.

“A policial foi demitida, porque era um caso de corrupção, e na Justiça não houve constatação de nenhuma anormalidade, até porque ela se recusa a ser revistada. Mas como eu acho que a gente deve ter cuidado nessas coisas, determinei à Secretaria da Segurança Pública que reveja o caso”, afirmou Alckmin.

O caso começou quando um homem envolvido em um inquérito no 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, por ter sido flagrado em posse de munições, procurou o Ministério Público para denunciar a escrivã, que segundo ele havia pedido uma quantia em dinheiro para livrá-lo da investigação.

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* Vídeo em que ex-escrivã de polícia é despida em delegacia cai na internet

O Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), acionou a Corregedoria da Polícia Civil. O homem foi orientado a prosseguir com as negociações com a escrivã e, na data marcada para a entrega do dinheiro, o processo foi acompanhado por policiais da Corregedoria. Após a entrega da quantia, a policial foi abordada e a gravação foi iniciada.

De acordo com a corregedora geral da Polícia Civil, Maria Inês Trefiglio Valente, a escrivã colocou o dinheiro dentro da calça, e por isso o valor não foi encontrado com uma revista. “O delegado pede que ela entregue o dinheiro, mas ela se recusa. Ele tomou a atitude que tinha que tomar para pegar a prova. Um policial sabe o custo das atividades ilegais dele“, afirmou a corregedora.

Os policiais então decidiram fazer o que aparece nas imagens: algemaram a escrivã e tiraram a roupa dela. No vídeo divulgado, um deles afirma ter encontrado o dinheiro. Ela foi autuada em flagrante pelo crime de concussão e sofreu um processo administrativo, finalizado em outubro de 2010 com sua expulsão da Polícia Civil. Ela ainda responde a processo criminal por concussão e tem audiência marcada para maio.

Recurso

O advogado Fabio Guedes Garcia da Silveira, que defende a ex-escrivã no processo administrativo – o que resultou na expulsão – contou à equipe de reportagem do G1 que recorreu da decisão e apresentou recurso, em novembro do ano passado, à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Até este domingo, ele afirmou não ter recebido resposta.

Silveira pede que a expulsão da policial seja revista porque a prova – o dinheiro – foi adquirida de forma ilícita e, segundo ele, o vídeo não foi exibido para a Promotoria durante o processo. ”O promotor e o juiz não devem ter tido acesso ao vídeo e queremos que as imagens sejam analisadas. Em tese, um erro não justifica o outro. Eu entendo que a prova foi obtida por meio ilícito, e a revista foi ilicíta”, disse Silveira, citando que o Código de Processo Penal estabelece a revista de mulheres apenas por outra mulher.

Abuso de poder

Um inquérito foi aberto para apurar um possível abuso por parte do corregedor. “O promotor diz que não houve crime e não houve elemento subjetivo para crime de abuso. Os promotores do Gaeco se manifestaram da mesma forma. O Judiciário disse que eles usaram a força adequada”, explicou Maria Inês. O inquérito foi arquivado em janeiro de 2010.

via G1 – Alckmin considera ‘grave’ vazamento de vídeo de ex-escrivã despida – notícias em São Paulo.

Promotor elogiou conduta de delegados que despiram escrivã à força

“Não vislumbro crime de abuso de autoridade na conduta do Delegado de Polícia Eduardo Henrique de Carvalho Filho e/ou membros de sua equipe (…) posto que, a meu ver, não agiram movidos por interesse pessoal ou por ódio, mas por zelo à administração pública. (…) Agiram portanto, estritamente no exercício de suas funções policiais”.

Com essas palavras, o promotor de Justiça Lee Robert Kahn da Silveira pediu ao juiz da Vara Distrital de Parelheiros o arquivamento do inquérito policial instaurado para apurar abuso de autoridade na lavratura da prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L. por prática de concussão, no que foi atendido. As imagens, que revelam as humilhações sofridas pela investigada, foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pelo Jornal da Band da última sexta-feira (veja o post aqui).

Além de elogiar o comportamento dos delegados-corregedores, o promotor de Justiça a cargo do caso escreveu, em sua fundamentação, que “à polícia será sempre permitido relativo arbítrio, certa liberdade de ação, caso contrário esta se tornaria inútil, ensejando vença e impunidade, ante os obstáculos que surgem para a apuração e descoberta de fatos delituosos”.

O representante do Ministério Público baseia seu juízo de valor em impressão subjetivas para pedir a absolvição dos delegados. Segundo ele, as imagens do video mostram que “o clima existente no local dos fatos ficou bem adverso a (SIC) atuação destes, aliás, muito idêntico áquele retratado nos filmes, quando policiais são investigados por outros policiais”.

Em seguida, Lee Robert Kahn da Silveira chega a culpar a vítima pelas sevícias por ela sofridas: “Em determinado momento foi necessário o uso de algemas para dominá-la, vez que ela se tornou histérica e agressiva”.

Apesar da anotação do Promotor, não há, nos quase 13 minutos da gravação, nenhum registro de “histeria” ou de ” agressividade” contra os policiais. O uso das algemas foi determinado pelo delegado-corregedor em face da recusa da investigada de se despir diante dos pelo menos seis homens que se encontravam na sala onde ocorreu a prisão em flagrante.

Outro detalhe curioso anotado pelo Promotor, que não encontra amparo nas cenas gravas divulgadas pelo Blog, é a revelação de que V.F.S.L.,  “ainda quando estava imobilizada pelas agentes femininas, em um rompante, conseguiu pegar e rasgar duas das notas de cinquenta reais”. No video, a escrivã aparece subjugada, ainda no chão, algemada, enquanto o delegado exibe as cédulas para a camera.

O inquérito também não define com exatidão quem determinou que V.F.S.L. fosse despida. No video, ouve-se claramente quando o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho agtribui a determinação a seu chefe imediato. Em seu depoimento, no entanto, o Delegado Emílo antônio Pascoal, chefe da Divisão de Operações Especiais à qual o corregedor estava subordinado, afirmou que “jamais autorizou ou determinou que a escrivã fosse desnudada por policiais do sexo masculino. Autorizou que a revista fosse realizada dentro dos ditames legais, ou seja, por policiais femininas”.

Folha de S.Paulo: Corregedoria arquiva caso de abuso contra escrivã

A Corregedoria da Polícia Civil arquivou o inquérito que investigava dois delegados suspeitos de abuso de autoridade na prisão de uma escrivã, no 25º DP, no bairro de Parelheiros (zona sul).

Conforme a denúncia, os policiais Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, ambos da Corregedoria, tiraram a calça e a calcinha da escrivã.

Ela era investigada sob suspeita de receber propina.

Um vídeo divulgado pelo blog do jornalista Fábio Pannunzio (www.pannunzio.com.br) mostra que, na prisão em flagrante, os delegados determinaram que ela tirasse a roupa para checar se havia escondido dinheiro de propina na calcinha.

O caso aconteceu em junho de 2009. Os policiais retiram a calça e a calcinha dela e encontram R$ 200. “Foi um excesso desnecessário. Ela não queria passar pelo constrangimento de ficar nua na frente de homens”, diz o advogado Fábio Guedes.

A escrivã foi expulsa da polícia em outubro de 2010. Ela já foi libertada e seus advogados recorreram da decisão que a exonerou.

Para a corregedora Maria Inês Trefiglio, a ação respeitou o limite do poder de polícia. Ela diz que a divulgação tem motivação política.

Ouvido no inquérito que investigou os policiais, o promotor Everton Zanella disse que a retirada da roupa foi uma consequência do transcorrer da operação.

A Folha não encontrou os delegados investigados.

via Folha de S.Paulo – Corregedoria arquiva caso de abuso contra escrivã – 20/02/2011.

Lugo promove torturadores de militantes refugiados no Brasil

O governo do presidente Fernando Lugo acaba de promover pelo menos um policial que participou diretamente das sessões de tortura aplicadas a dois dos três militantes do Movimento Pátria Livre que foram acolhidos como refugiados políticos no Brasil. O comissário Saturnino Antônio Gamarra foi um dos 74 oficiais promovidos recentemente. Ela é o dono de uma das casas utilizadas como cativeiro no sequestro de Juan Arrom e Anuncio Marti (veja foto ao lado).

A casa fica num bairro da periferia de Assunção, capital do Paraguai. Foi o segundo local utilizado como cárcere privado durante os 14 dias em Arrom e Marti permaneceram desaparecidos. Eles foram sequestrados por policiais à paisana na Calle Lugano, no centro da capital, em frente à casa onde funcionava um aparelho clandestino da Policia Judiciária.

Os vizinhos do imóvel de Gamarra confirmam que o comissário costuma frequentar a casa, uma construção simples instalada em um terreno de aproximadamente 500 metros quadrados de área construída. “A casa era do Gamarra”, disse um vizinho ao Blog. Segundo a testemunha, o próprio comissário avisou aos moradores da quadra que “um amigo iria fazer uma operação (policial)”.

jornal_gamarraO Comissário Gamarra agora é o responsável pelas investigações da Polícia Judiciária na região central do Paraguai. É o segundo cargo mais importante na hierarquia da corporação. As acusações feitas contra ele pelas duas vítimas do sequestro e das sevícias não rendundaram em nada. O torturador Gamarra hoje é um dos homens mais importantes da polícia paraguaia.

A notícia da promoção do comissário foi publicada na edição de Primeiro de maio do jornal La Nacion (veja fac-símile ao lado). Mas a imprensa paraguaia não tece nenhuma consideração sobre o passado nebuloso do comissário-torturador.

Tortura e sevícias de uma democracia ‘made in paraguay’

O Estado Paraguaio é o protagonista de um fraude de grande envergadura: a invenção de um grupo guerrilheiro que não existe com o propósito de assentar o atual governo, do bispo Fernando Lugo, em um patamar que não desperte suspeitas da comunidade internacional. A fraude em questão é a invenção do EPP — Exército Popular do Paraguai.

A ficção de Lugo está sendo caçada em cinco províncias, sem nenhum resultado até agora. Quase metado do território está sob estado de sítio, com as garantias constitucionais suspensas, e cerca de cinco mil miltares trabalham incansavelmente perseguindo um mito, o tal grupo guerrilheiro inexistente.

Lugo encampou causas de seus adversário históricos porque não conseguiu fazzer o que se comprometeu: mudar o Poder Judiciário, as polícias e o Ministério Público. Sem isso, ficou refém da nata da corrupção que move o País desde os tempos imemoriais da ditadura Stroessner. Encastelados em cargos-chaves, corruptos notórios transformam o narcotráfico em mola-mestra da economia paraguaia, tendo como único paralelo o poder dos contrabandistas. Estes, Lugo não quer saber de enfrentar.

O tal EPP, a ficção paranóica do bispo garanhão, não passa de um bando de delinquentes comuns, que nada a vem com um grupo de guerrilha nos moldes convencionais. Na verdade, é um pequeno agrupamento de bandidos sem cargos públicos nos mesmos moldes do PCC — só que muito menor — não chegam a três dezenas de meliantes e de traficantes.

O que desafia o governo Lugo é sua própria ineficiência. A frustração gerada por expectaivas que não se cumpriram é que está pondo abaixo o astral dos paraguaios. E será ela o fato determinante de sua sobrevivência institucional ou não. Aliada a inimigos históricos, a presidência de Lugo não terá a longevidade que seu mandado inspira.

Esta aliança espúria é que faz com que Lugo se alinhe com ex-torturadores, algozes da ditadura militar paragauaia e empresários nutridos das sombras de oportunidades escusas como as geradas pela construção da usina de Itaipu.

Em sua última basófia, Lugo se alinhou aos terroristas de Estado que torturaram três jovens intelectuais fundadores do Movimento Pátria Libre, hoje transformado em partido político. Sem dó nem piedade, o bispo que preside o Paraguai quer levar de volta a sua republiqueta Juan Arrom, Anuncio Marti e Victor Colman para que eles sejam capturados e seviciados pelos mesmos agentes que os sequestraram e torturaram em janeiro de 2002.

O trio está abrigado no Brasil sob o status de refugiados. Lugo ofereceu uma recompansa de cem mil dólares a quem capturá-los. Se isso acontecer, vai ser muito difícil para ele evitar a vergonha de ver seu país condenado por cortes internacionais por abrigar o proteger terroristas, ao mesmo tempo em que conspurca a cidadania e a vida de seus adversários políticos.

Veja só o que um governo fraco e covarde é capaz de fazer no vídeo abaixo, que demonstra de maneira cabal que torura, cárcere privado e sofrimento ainda têm lugar na pífia democracia paraguaia.

Lugo, quem te viu, quem te vê.

Fernando Lugo. Quando ele foi eleito presidente do Paraguai, eu e meio mundo de imbecis bem-intencionados vibramos bastante. Foi como no dia em que Lula chegou à presidência do Brasil. Parecia que todos os defeitos da histórias estavam prestes a ser redimidos. Ledo engano.

Vendo-o hoje acuado diante das perguntas que eu mesmo formulei, pensei com meus botões “quem será esse cara ?”. A figura altiva do homem que iria mitigar as desigualdades sociais, acabar com a roubalheira, reformar o judiciário, banir a corrupção, enterrar definitivamente o cadáver da ditadura Stroessner não passa de mais um títere nas mãos dos mesmos de sempre.

Incapaz de fazer o que se propôs, o ex-bispo hoje é refém de sua tibieza. Sequer consegue uma resposta autêntica para questionamentos triviais feitos por repórteres estrangeiros que nem são tão atrvidos assim.

Perguntei-lhe três coisas na entrevista que se seguiu ao encontro que ele manteve com Lula aqui em Ponta Porã, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Primeiro, se ele admitia que houve perseguição política do Estado que ele mesmo governa aos militantes Juan Arrom, Anuncio Martí e Victor Colman, alvos de uma das campanhas mais abjetas de que se tem notícia em tempos recentes. Depois, se ele confirmava que os três foram sequestrados por agentes de segurança paraguaios, fato comprovado de maneira inquestionável por documentos e arquivos de video. E, por último, quis saber por que o governo não prende os narcotraficantes de seu País que, segundo o presidente do Congresso, todos sabem quem são.

Não vou me dar ao trabalho de transcrever aqui as aspas das declarações do presidente do Paraguai. Seria uma perda de tempo para mim e para você, leitor deste texto. Ele não disse nada de importante. Tergiversou, engoliu algumas frases e encerrou o assunto.

É triste constar que um País que se pretende altivo, que ainda está por sublimar suas contradições políticas e institucionais, tem oligarcas capazes de abduzir o caráter de um homem que parecia ser rígido e firme.

Antes de escrever este post, reli alguns artigos que postei aqui no Blog sobre Fernando Lugo. Fazia tempo que não escrevia nada sobre ele. O que vi reforçou minha convicção. Lugo tem sido tão fiel às suas bandeiras e aos seus compromissos políticos quanto foi ao juramento do celibato.

O que fez de sua vida sexual e religiosa é problema dele. Mas o que faz de seus votos políticos afeta toda uma nação.

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