Em 2016, clima seguiu contrariando milenarismo ambiental.

Se para a população em geral o ano de 2016 é para ser o mais rapidamente possível esquecido, para os milenaristas do clima, que vivem a apregoar o colapso ambiental do globo terrestre, os legados do ano fatídico não poderiam ser piores. O último relatório mensal da NOAA, a agência governamental norte-americana que monitora os oceanos e o clima, registrou em novembro de 2016 a quarta maior área coberta de gelo no  Hemisfério Norte em toda a história. O relatório completo pode ser acessado aqui. Usualmente, o NOAA é a Meca dos ambientalistas.

Clique para continuar lendo

Em busca do Aquecimento global VIII – Queimadas na Amazônia e o clima global

“Deve-se acabar com o desmatamento,  não pelo CO2 que as queimadas injetam na atmosfera, pois o CO2 não é um gás poluente ou tóxico, não controla a temperatura global e não pode provocar mudanças climáticas. Mas, sim, pela perda de biodiversidade dessa floresta e pelo impacto que o desmatamento causa ao meio ambiente local, em particular a erosão dos solos e o assoreamento dos rios, mudando a qualidade da água e da vida aquática.”

Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD

 A radiação solar atravessa as camadas da atmosfera e boa parte dela é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Esta, por sua vez, emite radiação infravermelha (IV) que é absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), e re-emitida em direção à superfície. Essa é a definição do efeito-estufa e seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que o das camadas superiores da atmosfera. Assim sendo, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação IV emitida pela superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa, que é o argumento fundamental do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (sigla em Inglês: IPCC) para justificar que foram as emissões de carbono, procedentes da queima de combustíveis fósseis e de florestas tropicais, responsáveis pelo aquecimento global observado nos últimos 50 anos.  Essa afirmação é questionável !

Clique para continuar lendo

Em busca do aquecimento global II – O mar virou sertão

O que estavam fazendo os bisavós dos tataravós dos seus tataravós seis mil anos atrás ? Se você tem ascendência dos primeiros povos que habitaram o continente, provavelmente eles deveriam estar comendo ostras e mariscos em algum lugar do litoral brasileiro.

A água fértil e a comida farta fizeram com que muitas gerações dos nossos antepassados fixassem suas malocas próximo de praias como as do litoral sul do estado de São Paulo quase ao mesmo tempo em que os povos nômades do deserto africano deitavam as primeiras sementes nas terras ricas do Crescente Fértil.

Clique para continuar lendo

Reflexões sobre o efeito-estufa

Luiz Carlos Baldicero Molion, PhD

O fenômeno do efeito-estufa, como descrito nos livros de Meteorologia, é questionável e desafia as leis da Termodinâmica! Esse fenômeno não está descrito nos livros de Física. A versão clássica o compara com o que ocorre nas casas de vegetação (estufa de plantas = greenhouse), nas quais a radiação solar atravessa os painéis de vidro e aquece o chão e o ar interno. A radiação infravermelha térmica (IV), emitida dentro da casa de vegetação, não consegue passar pelo vidro, que a absorve por ser opaco a ela (vidro absorve comprimentos de onda superiores a 2,8 µm) e a impede de escapar para o ambiente exterior à casa de vegetação. Esse seria o fenômeno responsável pelo aumento de sua temperatura. Em princípio, ocorreria a mesma coisa na atmosfera terrestre. A radiação solar incide sobre a atmosfera, parte dela (30%) é refletida de volta para o espaço exterior por nuvens, moléculas do ar e pela própria superfície terrestre, porém boa parte atravessa a atmosfera e é absorvida pela superfície terrestre, que se aquece. Aquecida, a superfície emite radiação IV que, por sua vez, seria absorvida por gases constituintes minoritários da atmosfera, como vapor d’água, gás carbônico (CO2) e metano (CH4), os chamados gases de efeito-estufa (GEE), que atuariam de forma semelhante ao vidro. Os GEE emitiriam a radiação IV absorvida em todas as direções, inclusive de volta à superfície. Essa seria a explicação para o ar adjacente à superfície ser mais quente que as camadas superiores da atmosfera. Em princípio, quanto maior a concentração dos GEE, maior seria a absorção da radiação pela atmosfera e emissão para a superfície e mais quente ficaria o planeta. Ou seja, maior injeção de CO2 e CH4 na atmosfera tenderia a intensificar o efeito-estufa.

Clique para continuar lendo