Depressão, tentativa de suicídio, isolamento: assim são os dias da escrivã Vanessa

Foto: Isto É“Quando a porta da cela se fechou, minha vida acabou. Acabou naquele dia. Eles ofereceram um calmante. Um comprimido por dia. Eu fui guardando. Quando já havia muitos, tomei todos de uma vez só. Eu queria morrer”.

O depoimento cortante, entremeado por lágrimas doloridas, é da escrivã Vanessa Lopes, uma moça de 30 anos de idade que viu o futuro lhe fugir das mãos quando uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo entrou na sala onde ela trabalhava para prendê-la sob a acusação de concussão.

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Blog publica o parecer que pede demissão do delegado da Operação Pelada

Leia abaixo o parecer que encerrou o Procedimento Administrativo 11/2011, em que foi investigado comportamento dos delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo que despiram à força uma escrivã de polícia acusada de concussão. Como antecipou o blog do Pannunzio neste domingo, o relatório recomenda a demissão do delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, que arrancou as roupas da escrivã, e a suspensão por 90 dias do também delegado Gustavo Henrique Gonçalves, o colega que o auxiliou na desastrada operação.

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Abandonada pelos amigos, escrivã despida à força por corregedores ainda aguarda julgamento

Um ano e três meses após a publicação do video em que aparece sendo despida à força por uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, a escrivã V. ainda não foi julgada na esfera criminal. Na última audiência, as testemunhas de defesa — amigos de V. — faltaram, atrasando o desfecho do caso. V. é acusada de cometer crime de concussão por ter supostamente recebido R$ 200 de suborno para ajudar um motoboy acusado de porte ilegal de munição a se livrar de problemas judiciais.

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Operação Pelada: como a Corregedoria preparou o flagrante contra a escrivã e mentiu para incriminá-la

Os vícios do rumoroso caso da escrivã despida à força numa delegacia da Zona Sul de São Paulo começaram assim que o Ministério Público encaminhou o motoboyAlex Alves de Souza, de 27 anos, à Corregedoria da Polícia Civil, no dia 9 de junho de 2.008.  Como o Blog do Pannunzio revelou nesta sexta-feira, ao prestar declarações sobre a suposta tentativa de suborno, Alex passou recebeu instruções detalhadas dos delegados sobre o que deveria fazer para comprovar a acusação (leia post sobre o assunto aqui).

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PM mulher tentou impedir delegado que tirou roupa à força de escrivã

V.F., de 29 anos, se diz traumatizada até hoje com a humilhação a qual foi submetida. A ex-escrivã de 29 anos se diz traumatizada até hoje

Relatório do Ministério Público Estadual revela que uma policial militar chamada por policiais civis para revistar a escrivã suspeita de corrupção em 2009 tentou vistoriá-la no banheiro da delegacia, na companhia de uma guarda-civil metropolitana, sem a presença masculina, mas foi impedida pelo delegado da Corregedoria que comandava a ação.

O documento da Promotoria foi obtido pelo G1. A ex-escrivã, expulsa da corporação, foi despida à força por um delegado da Corregedoria da Polícia Civil e filmada nua pela equipe dele, formada por homens, dentro do 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

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Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não há provas de concussão no inquérito

Ao contrário do que afirmou a ex-corregedora-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maria Inês Trefiglio Valente, não há nenhuma prova de prática de crime de concussão no inquérito criminal aberto para investigar a escrivã V.S.L.F. Ela foi vítima de humilhação e abuso de autoridade por parte de uma equipe da Corregedoria que investigava a denúncia de um homem que se dizia achacado pela policial.

No inquérito há o registro de três diálogos entre a escrivã e o denunciante — dois deles feitos por instrução e com o acompanhamento dos delegados que despiram à força e humilharam a escrivã. Em nenhum deles V. exige dinheiro de seu interlocutor, o que seria necessário para a materialização do crime a ela imputado.

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Corregedora cai após crise na Polícia Civil

André Camarante – Após a crise causada na Polícia Civil de São Paulo pela divulgação de vídeo em que uma escrivã é despida à força por integrantes da Corregedoria, o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, exonerou ontem a delegada Marina Inês Trefiglio Valente do posto de corregedora-geral.

Maria Inês havia sido nomeada para o cargo pelo próprio Ferreira Pinto, em março de 2009. Foi a primeira mulher na história da Polícia Civil paulista a chefiar o órgão.

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Corregedora da Polícia Civil é afastada após vídeo de escrivã sendo despida por policiais em SP

O secretário de Segurança Pública de São Paulo Antonio Ferreira Pinto afastou de seu cargo, nesta quinta-feira, a corregedora-geral da Polícia Civil, Maria Inês Trefiglio Valente. A decisão aconteceu após a divulgação de um vídeo na internet onde policiais da Corregedoria algemam uma escrivã acusada de corrupção e arrancam a roupa dela à força. Após ser despida, os policiais encontraram quatro notas falsas de R$ 50. A escrivã, chamada de Vanessa no vídeo, foi afastada do cargo. Os dois delegados da Corregedoria também foram afastados pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, na segunda-feira. ( Veja o vídeo divulgado no Youtube )

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Corregedora é demitida da Polícia

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, destituiu, ontem, a corregedora-geral da Polícia Civil, Maria Inês Trefiglio Valente.A crise interna na Polícia Civil foi causada pelo vazamento do vídeo que mostra quatro delegados da Corregedoria tirando à força a calça e as roupas íntimas de uma escrivã durante uma revista.De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, Valente será transferida para a Delegacia Geral de Polícia Adjunta. O delegado Delio Marcos Montresor, que já trabalhava na área de processos administrativos da Corregedoria, ocupará o cargo de corregedor-geral interinamente. Os delegados suspeitos de abuso de autoridade foram afastados da Corregedoria pelos secretário Ferreira Pinto na segunda-feira.O vídeoO caso aconteceu em junho de 2009. Ao longo dos 12 minutos do vídeo, a escrivã diz que os delegados poderiam revistá-la, mas que só retiraria a roupa para policiais femininas. No entanto, nenhuma investigadora da corregedoria foi até o local para acompanhar a operação.O delegado Eduardo Filho, uma policial militar e uma guarda civil algemam a escrivã, retiram a roupa dela e encontram quatro notas de R$ 50. A escrivã foi presa em flagrante.

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Sevícias contra escrivã foram constatadas em perícia. Prova não foi usada em inquérito que inocentou delegados

As sevícias decorrentes da violência empregada na humilhante “revista íntima”  feita na escrivã V.F.S.L. por dois delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo foram constatadas pelo Insituto Médico Legal. O exame de corpo de delito foi realizado em 16 de junho de 2009,  dia seguinte à sua prisão em flagrante.

O laudo, assinado pelo médico-legista Marcus A. P. Telles, atesta que ela sofreu “lesões de natureza leve”. Foram encontradas equimoses no tornozelo direito e no punho esquerdo. O legista também anotou que V. “não quis retirar a calça para exame das pernas pois estava muito abalada emocionalmente”. A Corregedoria havia afirmado que os métodos empregados na lavratura do flagrante foram “adequados”. As imagens da humilhação imposta à servidora foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes (veja aqui na íntegra).

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Corregedoria ainda não cumpriu ordem do Secretário de Segurança. Delegados da Operação Pelada continuam trabalhando

Um ato aparente de insubordinação vem se somar ao descontentamento do governo paulista  com o o comportamento da Corregedoria de Polícia e da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Ao contrário do que determinou o Secretário Antônio Ferreira Pinto, os delegados que protagonizaram os abusos registrados no video conhecido como “Operação Pelada”, divulgado em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede bandeirantes, ainda não foram afastados.

O afastamento foi  comunicado por meio de uma nota oficial divulgada pelo secretário Antônio Ferreira Pinto no último dia 21. Na nota, Ferreira Pinto afirmava ao tomar conhecimento das imagens veiculadas pela Rede Bandeirantes de Televisão, relacionadas com operação desenvolvida pela Corregedoria da Polícia Civil em 15 de junho de 2.009, determinou a saída dos delegados de polícia EDUARDO HENRIQUE DE CARVALHO FILHO e GUSTAVO HENRIQUE GONÇALVES, lotados até a presente data na Corregedoria” (leia a íntegra aqui).

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O que (ainda) sustenta a corregedora da Polícia Civil de SP no cargo

Trefiglio: se ela não ligar pedindo a conta, o Secretário liga para ela.

Espera-se para qualquer momento o desfecho do caso que envolve o centro negrálgico da Segurança em São Paulo. Presa à cadeira de Corregedora-Geral por um fio, a delegada Maria Inês Trefiglio Valente segue comandando a polícia da polícia judiciária paulista. Mas em silêncio e longe da ribalta.

Pesa contra ela a ira do Secretário Antônio Ferreria Pinto, colocado no foco do escândalo, desatado depois que o Blog do Pannunzio e a Rede Bandeirantes divulgaram imagens que mostram delegados da corregedoria despindo à força uma escrivã que vinha sendo investigada por concussão. Maria Inês disse e reiterou, em entrevista coletiva concedida na última segunda-feira, que o secretário tinha conhecimento do video.

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Manuela Dávila: Polícia para quem precisa de polícia

Manuela DÁvila: "Não tenho conhecimento de vídeos de homens, policiais ou não, sendo despidos pela polícia" (Foto: agência Câmara)

As imagens da policial civil de São Paulo despida à força pelos membros da Corregedoria são chocantes e inaceitáveis. Não sei se ela é culpada ou inocente das acusações que pesam sobre ela por parte da Corregedoria, mas sei que ela foi vítima de uma arbitrariedade injustificável. Arbitrariedade agravada pela divulgação do vídeo da ação na internet.
Como justificar a negativa dos policiais paulistas ao pedido de sua colega para ser revistada por policiais femininas? Como justificar que o artigo 249 do Código do Processo Penal seja ignorado por policiais que, em tese, investigam outros policiais que não cumprem a Lei?
Só há uma razão para tamanha violência, o fato de ser uma policial mulher. Não tenho conhecimento de vídeos de homens, policiais ou não, sendo despidos pela polícia. Não existe outra razão para o vazamento do vídeo, senão a curiosidade mórbida de assistir uma mulher tendo seus direitos violados e sendo exposta aos olhos do mundo. Não existe razão para a sindicância interna ter alegado que os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves usaram “meios moderados” para a obtenção de provas. Em qualquer democracia, deveriam estes delegados ser investigados.
A grande maioria dos nossos policiais são homens e mulheres que lutam pela segurança sem apoio, armamento adequado e, ainda, com salários baixos. Mas ainda persistem aqueles que não se adaptam às leis e normas vigentes na democracia. Para eles, abuso de autoridade e constrangimento ilegal são “meios moderados” para investigar uma colega. Imagine quais os meios moderados que são usados contra a nossa população, e, ainda, contra as mulheres.
Nossa sociedade não aceita que a população fique exposta a este tipo de policiais que ao invés de proteger, ataca os direitos do nosso povo .

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Em nota, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência condena abusos da corregedoria de SP

Min. Maria do Rosário: Imagens abomináveis (foto: Agência Brasil)

A Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República qualificou como  como bárbaro e inaceitável o comportamento dos delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo que despiram à força uma escrivã acusada de concussão. As imagens das sevícias foram divulgadas em primeirão mão pelo Blog do Pannunzio e pelo Jornal da Band na última sexta-feira (clique aqui para ver o video).

Na nota, a Ministra Maria do Rosário Nunes afirma que o governo federal irá acompanhar os desdobramentos do caso e pede o afastamento dos outros policiais que participaram da chamada “Operação Pelada”.

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Repercutindo o Blog: OAB já havia alertado secretário sobre vídeo no caso de escrivã

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) já havia alertado em novembro de 2010 autoridades do Estado de São Paulo sobre o vídeo que mostra delegados da Corregedoria da Polícia Civil despindo, durante uma revista, uma escrivã suspeita de corrupção.

Mesmo com o alerta de Luiz Flávio Borges D’Urso, presidente da OAB-SP, a Secretaria da Segurança Pública só afastou os três delegados anteontem, após a divulgação do vídeo de operação, ocorrida em junho de 2009.

Os delegados afastados Eduardo Henrique de Carvalho Filho, Gustavo Henrique Gonçalves, Emílio Antonio Pascoal e Renzo Santo Barbin negam o abuso.

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Repercutindo o Blog: OAB diz ter avisado governo sobre vídeo de ex-escrivã despida à força

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) informou nesta terça-feira (22) que comunicou o governo paulista em novembro do ano passado sobre a existência do vídeo que mostra delegados da Corregedoria da Polícia Civil despindo à força uma escrivã suspeita de corrupção dentro de uma delegacia na capital paulista. As imagens com a ação, ocorrida em 15 de junho de 2009 no 25º Distrito Policial, em Parelheiros, na Zona Sul, vazaram e foram parar recentemente na internet.

O G1 teve acesso aos ofícios que o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, disse ter encaminhado em 4 de novembro ao então governador Alberto Goldman, ao presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) na época, o desembargador Antônio Carlos Viana Santos, morto em 26 de janeiro deste ano, ao procurador geral de Justiça de SP, Fernando Grella Vieira, e ao secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.

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Delegados coagem e deixam mulher nua em busca pessoal

Do Blog do Professor LUIZ FLÁVIO GOMES

“Com um treinamento apropriado e técnica adequada, a não violência pode ser praticada pelas massas humanas” (Gandhi).

Está comprovado: no Brasil nem toda nudez é castigada! O vídeo dos delegados de polícia (cf. o vídeo) que obrigaram uma mulher suspeita (de corrupção ou concussão) a ficar nua na presença deles para o efeito de uma busca pessoal é estarrecedor. Onde chega a arbitrariedade?

O crime de corrupção (ou concussão) é grave e precisa ser devidamente punido. Mas a polícia não pode apurar um crime cometendo outro (ou outros). Muito correta e digna de elogios a cobertura da TV Bandeirantes (cf. o vídeo). Tributo ao jornalista Fábio Pannunzio (que divulgou o vídeo no seu blog). Os delegados foram afastados das suas funções.

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MP já designou promotores para reabrir investigação da “Operação Pelada”

Luciana Frugiuele: feições suaves, linha dura

Luciana Frugiuele, Promotora de Justiça há 15 anos, integrante do Grupo de Ação Especial para o Controle Externo da Atividade Policial (GECEP), é quem vai coordenar as investigações sobre o comportamento dos delegados da Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo que participaram da chamada Operação Pelada.

A ordem da Procuradoria-Geral é não poupar esforços para encontrar um caminho que permita a reabertura do caso. O desafio é grande. O primeiro inquérito policial foi arquivado a pedido do procurador Lee Robert Kahn da Silveira. Além de não enxergar abuso nas imagens que chocaram o País, ele ainda elogiou a atuação dos delegados (veja post sobre o assunto aqui). Como o pedido do promotor anterior foi acatado pelo juiz da Vara Distrital de Parelheiros, onde corria o inquérito, os três promotores que integram o grupo estão trabalhando em conjunto.

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Ministra da Mulher repudia “Operação Pelada”

Iriny Lopes: o problema é que as pessoas não denunciam (Foto: EBC Serviços)

“Só a pressão da opinião pública e a transparência serão capazes de mudar o quadro de desrespeito aos direitos da mulher”. É o que pensa a Secretária Nacional de Políticias para as Mulheres, ministra Irany Lopes, sobre as cenas chocantes divulgadas pelo Blog do Pannunzio e pelo Jornal da Band na última sexta-feira. As imagens mostraram os constrangimento e humilhações impostos por uma equipe de delegados-corregedores a uma escrivã acusada de peculato. Foram gravadas no interior de uma delegacia de São Paulo pro ordem da própria Corregedoria da Polícia civil. Hoje, em entrevista por telefone ao Blog, ela se disse perplexa com a violência contida nas cenas.

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Operação Pelada: Corregedora-geral é a próxima da lista de exonerações

Trefiglio: se ela não ligar pedindo a conta, o Secretário liga para ela.

A situação da Corregedora-Geral da Polícia São Paulo é crítica. A saída dela deve ser anunciada nas próximas horas, segundo uma fonte da Secretaria de Segurança Pública. Maria Inês Trefiglio causou embaraços ao Palácio dos Bandeirantes e à cúpula da Polícia Civil ao apoiar e elogiar a ação truculenta da turma de delegados que algemou, despiu e humilhou uma escrivã acusada de concussão nas dependências da delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. “Ou ela sai a pedido, ou saímos com ela”, afirmou um dos integrantes da cúpula da Segurança no Estado.

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Outro lado: Policiais sempre negaram abuso durante revista

Na investigação anterior para apurar um suposto abuso de autoridade contra a ex-escrivã V.F.S.L., os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves sempre negaram excessos durante a busca pelos R$ 200 que ela teria cobrado de propina.

Os dois policiais sustentaram que o vídeo da operação policial contra V. mostra exatamente, ao longo de quase 45 minutos, as tentativas de que ela se deixasse revistar sem o uso da força.

A então escrivã foi algemada e, somente quando revistada pelos policiais da corregedoria, é que as quatro notas de R$ 50 são localizadas por eles em sua calcinha.

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3 delegados são afastados acusados de despir escrivã

André Caramente – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, decidiram ontem afastar do cargo três delegados da Corregedoria da Polícia Civil suspeitos de cometer abuso de autoridade contra a então escrivã V.F.S.L.

Em junho de 2009, V. foi alvo de uma ação da corregedoria dentro do 25º DP (Parelheiros). Ela teve sua calça e calcinha tiradas à força pela equipe de policiais da corregedoria, que a acusou de cobrar R$ 200 de propina para favorecer um homem suspeito de portar munição em um inquérito policial.

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Secretário de Segurança afasta delegados da desastrada “Operação Pelada”

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo acaba de afastar três delegados que tiveram participação nas cenas humilhantes que transcorreram durante a prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L., que foi despida à força nas dependências da Delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. O comunicado da medida foi feito por intermédio de uma nota à imprensa divulgada agora há pouco.

A nota informa que os delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves foram desligados da Corregedoria. Um terceiro delegado que também participou da diligência, Renzo Santi Barbin, não foi alcançado pela medida porque não está mais lotado na Corregedoria.

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Sindicato dos Delegados de Polícia de SP repudia abusos da Corregedoria. Policiais programam manifestação

O Sindicato dos Delegados de Polícia de São Paulo emitiu uma nota de repúdio ao comportamento dos delegados-corregedores que humilharam uma escrivã acusada de concussão. A nota assevera que “a Corregedoria, [criada para] combater o que há de errado na polícia, deve, sempre, obedecer” as Constituições federal e do Estado e a legislação vigente. A íntegra do documeto pode ser consultada no site do Sindicato ou clicando-se aqui.

Os policiais civis, indignados com o comportamento dos corregedores, estão programando uma manifestação para a próxima sexta-feira, às 16 horas, quando se concentrarão em frente à sede da Corregedoria, na Rua da Consolação.  A ordem é parar o trânsito e ligar as sirenes por cinco minutos para protestar contra as arbitrariedades acobrtadas pelo órgão. A convocação está sendo feita pelo blog Flit Paralisante, página eletrônica frequentada majoritariamente por policiais civis.

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Vazamento do vídeo: facilitando a vida do governador, o Blog publica o ofício da OAB

Se ainda restava alguma dúvida sobre o alegado “vazamento do vídeo” em que uma escrivã aparece sendo humilhantemente despida por delegados da Corregedoria da Polícia civil de São Paulo, aqui vai uma pista que pode deixar tudo claro. Trata-se do despacho do Presidente da OAB-SP, Luiz Borges durso, em ofício encaminhado pelo advogado de V.S.L.F.

No despacho, muito acertadamente, Borges Durso manda distribuir cópias, com os DVDs anexados, às “autoridades relacionadas” — entre elas, o staff do governo passado.

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Alkmin usa teoria do sofá para legitimar ação humilhante da Corregedoria

O governador de São Paulo, Geraldo Alkmin, mandou investigar o “vazamento” do vídeo em que uma escrivã acusada de concussão aparece sendo humilhantemente despida por uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil dentro das dependências da Delegacia  de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. O caso aconteceu em 15 de junho de 2.009 e só foi levado ao conhecimento da opinião pública quando o Blog do Pannunzio publicou imagens das sevícias, que foram registradas por ordem da própria Corregedoria.

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Alckmin considera ‘grave’ vazamento de vídeo de ex-escrivã despida – notícias em São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, classificou nesta segunda-feira (21) como “grave” o vazamento do vídeo da Corregedoria da Polícia Civil que mostra uma escrivã tendo sua roupa arrancada à força em uma delegacia durante uma operação do órgão. A mulher era investigada por corrupção. A gravação mostra ela sendo algemada e tendo sua roupa retirada por policiais. As imagens foram feitas pela própria Corregedoria, mas acabaram vazando, sendo publicadas na internet.

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Sem título porque não tenho palavras: o caso da Escrivã de Polícia despida covardemente

Por André Fachetti Lustosa, no Blog Visão Geral

Poucas vezes eu vi uma cena tão dramática. Tive náuseas.

Não importa se culpada ou inocente; não importa se funcionária pública sob suspeita de crime; importava e importa tratar-se de um ser humano, com a dignidade que lhe diferencia de um cão – e para cães, a Sociedade Protetora dos Animais já teria se manifestado.

Ninguém se manifestou nesse caso. E ele foi das coisas mais chocantes que eu já vi na minha vida. E me lembrou de perguntar: se aconteceu assim diante das câmeras, e entre policiais da mesma corporação, o que não acontece com o povão fechado em quatro paredes e com gente bem disposta para bater forte da manhã até a noite em alguém?

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Promotor elogiou conduta de delegados que despiram escrivã à força

“Não vislumbro crime de abuso de autoridade na conduta do Delegado de Polícia Eduardo Henrique de Carvalho Filho e/ou membros de sua equipe (…) posto que, a meu ver, não agiram movidos por interesse pessoal ou por ódio, mas por zelo à administração pública. (…) Agiram portanto, estritamente no exercício de suas funções policiais”.

Com essas palavras, o promotor de Justiça Lee Robert Kahn da Silveira pediu ao juiz da Vara Distrital de Parelheiros o arquivamento do inquérito policial instaurado para apurar abuso de autoridade na lavratura da prisão em flagrante da escrivã V.F.S.L. por prática de concussão, no que foi atendido. As imagens, que revelam as humilhações sofridas pela investigada, foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pelo Jornal da Band da última sexta-feira (veja o post aqui).

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E o Oscar vai para… Parelheiros!

por Vladimir Aras, no Blog do VladQuantcast

Nem sei como começar. Fiquei enojado. Uma escrivã da 25ª Delegacia de Polícia de São Paulo (Parelheiros) foi humilhada por delegados-corregedores da própria Polícia Civil, numa busca e apreensão pessoal realizada em jun/2009. Só agora o fato foi revelado pela Band e pelo Blog do Pannunzio.

V.F.S.L era suspeita de concussão (art. 316 do CP). Teria exigido R$200,00 para beneficiar um sujeito acusado de porte ilegal de arma. A Corregedoria xerocopiou as notas verdadeiras que seriam usadas para o pagamento da propina, manteve as cópias para futura comparação e acompanhou a conduta para o flagrante.

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