O jornalismo, aquela velha prostituta

O modelo de jornalismo que conhecemos hoje está em declínio. O incrível é que muitos jornalistas vibram com isso. Ele se encontra na posição da mulher adúltera da Bíblia. Falta-lhe apenas o salvador para lembrar à turba que a primeira pedrada deve ser disferida por alguém sem pecados.

As pedras voam de todos os lados. Nas ruas, repórteres são acossados pela multidão imaculada. Impedidos de realizar a cobertura das grandes mobilizações populares, são logo culpados pela omissão da imprensa, sempre confundida com um partido político.

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Lula, o censor, por Ricardo Noblat

Indique a resposta certa:

Por que Lula repete com tanta insistência que o PT não precisa da opinião de “formadores de opinião” para saber como se comportar com decência?

Opção A: Porque a opinião dos “formadores de opinião” rejeitada por ele costuma ser contrária ao modo de o PT se comportar. Se fosse favorável, ele não reclamaria;

Opção B: Porque detesta “formadores de opinião” em geral e alguns em particular. Beneficia-se da opinião daqueles que o reverenciam, mas nem desses gosta muito;

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Contra a demonização da imprensa, por Sylvia Moretzshon

Foto: Ignacio Aronovich / Lost Art (http://lost.art.br/protesto_sp_130730_130801.htm)

Foto: Ignacio Aronovich / Lost Art 

Por Sylvia Debossan Moretzsohn em 06/08/2013 na edição 758 do Observatório da Imprensa

No debate realizado na terça-feira (30/7) no programa do Observatório da Imprensa, o representante da Mídia Ninja reiterou o que já havia dito em outras ocasiões: que não apoia a hostilização da grande imprensa, tal como vem acontecendo nas manifestações iniciadas em junho, embora considere que “muita gente na rua” possa entender, “às vezes até em uma visão um pouco simplificada, um pouco ingênua, que a mídia é uma grande conspiração”.

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Adeus, fascistas mascarados!

mascarados

Ontem fui destacado para cobrir a manifestação convocada pela página Black Bloc do Facebook. Estive com os manifestantes desde as cinco horas da tarde, quando eles começaram a se concentrar em frente à Prefeitura de São Paulo.

Acompanhei todo o trajeto da marcha até a Avenida Paulista. Vi quando um policial agrediu, sem nenhum motivo e de forma covarde,  pelas costas, uma manifestante que  subia a Brigadeiro Luís Antônio.

Anotei um fato importante, que deveria inspirar alguma reflexão por parte da entidade que comanda os jovens que, de rosto coberto, protestam contra… Contra o que, mesmo ?

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Toma Lá, dá cá, por Carlos Brickman

No Observatório da Imprensa

Não faz muito tempo, descobriu-se que o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, usava parte da verba de seu mandato para comprar reportagens pagas num jornal de seu estado, o Rio Grande do Norte. Escândalo? Imagine! O escândalo é bem pior: o jornal que publica as reportagens pagas pelo deputado, elogiando o deputado, é de propriedade dele mesmo, o deputado.

O senador Jader Barbalho é dono de um forte grupo de comunicações, mas gasta bom dinheiro da verba de seu mandato em divulgação – como se os veículos que a ele pertencem, o jornal Diário do Pará, o Grupo RBA de Comunicação e a TV Tapajós, filiada à Rede Globo, não o promovessem o suficiente.

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O julgamento na imprensa

Janio de Freitas

O julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal é desnecessário. Entre a insinuação mal disfarçada e a condenação explícita, a massa de reportagens e comentários lançados agora, sobre o mensalão, contém uma evidência condenatória que equivale à dispensa dos magistrados e das leis a que devem servir os seus saberes.

Os trabalhos jornalísticos com esforço de equilíbrio estão em minoria quase comovente.

Na hipótese mais complacente com a imprensa, aí considerados também o rádio e a TV, o sentido e a massa de reportagens e comentários resulta em pressão forte, com duas direções.

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A imprensa crítica no banco dos réus

Altamir Tojal, no blog Este Mundo Possível

Se os réus do Mensalão serão condenados ou absolvidos a gente não pode saber. Só pode arriscar palpite. Mas é certo que a imprensa crítica, que revelou os crimes, será condenada pela máquina de propaganda do PT seja qual for a sentença do Supremo Tribunal Federal.

Não há manifestação de líderes, evangelizadores e arautos do partido sobre o Mensalão que não contenha a acusação de que se trata de uma “armação da mídia”. E junto vai a conclamação ao combate à “imprensa golpista”. Isso compõe, de forma mais ou menos explícita conforme a ocasião, a cantilena petista desde remotos pronunciamentos de Lula e Rui Falcão até as ameaças de mobilização da militância feitas agora por José Dirceu e o velho e o novo presidentes da CUT, Arthur Henrique e Vagner Freitas.

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Imprensa já condenou PT no mensalão, diz Delúbio

ERICH DECAT
O ex-tesoureiro do Diretório Nacional do PT Delúbio Soares disse ontem que a imprensa já condenou os réus do partido no julgamento do mensalão.

“Estamos condenados pela imprensa, mas não podemos baixar a cabeça. A denúncia, com todo o respeito ao Procurador-Geral da República, foi uma fantasia”, disse Delúbio em reunião com um grupo de aliados em Morrinhos (GO).

“Quem for candidato do PT tem que se vacinar. Esse negócio do mensalão vai sair na mídia todo dia: ‘Dirceu é ladrão, Delúbio é ladrão’. E os adversários vão pegar esse embalo”, afirmou.

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Ex-ministro afirma que imprensa ‘tomou partido’ no mensalão

O ex-ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos afirmou que a imprensa “tomou partido” contra os réus do processo do mensalão e tenta influenciar o resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal fazendo “publicidade opressiva” do caso.

“Ela tomou um pouco de partido nessa questão”, disse Bastos na noite de sábado, em entrevista ao programa “Ponto a Ponto”, da BandNews, canal pago da TV Bandeirantes. “Elevou a um ponto muito forte o mensalão que vai ser julgado, deixando de lado os outros mensalões.”

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Mensalão foi tentativa de golpe de oposição e imprensa, diz Lula

Às vésperas do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-presidente voltou ontem a descrever o escândalo como uma tentativa de golpe ao receber homenagem da Câmara Municipal de São Paulo,

“O PT era mais atacado do que hoje por grande parte dos políticos da oposição e por uma parte da imprensa brasileira. Na verdade, era um momento em que tentaram dar um golpe neste país.”

Lula disse ter se comparado na época a ex-presidentes que não completaram seus mandatos. “Não vou me matar como Getúlio [Vargas] e não vou fugir obrigado como o João Goulart. Só tem um jeito de eles me pegarem aqui: é eles enfrentarem o povo nas ruas deste país”, afirmou.

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Miro Teixeira sobre CPI: “retomar o dinheiro será inédito”

Após um longo período de pouca exposição pública, o deputado carioca Miro Teixeira (PDT) voltou aos holofotes como uma das estrelas da CPI do Cachoeira. Com uma defesa ininterrupta da atuação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e da imprensa, Miro tem atuado para impedir que os desvios de foco retirem do cerne o que realmente importa: a corrupção. Em seu décimo mandato, Miro é otimista: “O dia que perder o otimismo, eu não me candidato mais”. E diz ainda que nessa CPI pode haver um fato inédito: “creio que perseguir o caminho do dinheiro e retomar o dinheiro vai ser inédito”.
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O GLOBO: O senhor chegou aqui (no Congresso) em 1971. Ulysses Guimarães falava que o próximo Congresso seria sempre pior. Qual sua percepção?
MIRO: Doutor Ulysses tinha bom humor e fez uma boa piada. Isso serve para valorizar os bons momentos de cada legislatura. Não existe uma igual à outra.
O senhor participou de duas grandes CPIs (Collor e Anões do Orçamento). Vislumbra diferença entre aquelas e a atual?
MIRO: Logo de início, porque as CPIs, quando encontram indício de crime, remetem suas conclusões para o Ministério Público. Nós já começamos essa CPI com a requisição de inquérito criminal pelo Ministério Público contra o senador Demóstenes Torres e três ou quatro deputados, com processos iniciados e milhares de horas de gravação feitas. Você tem um material que está ensejando a percepção de que os três Poderes da República podem trabalhar em estreita colaboração para impedir a impunidade. Tem várias forças atuando, inclusive líderes partidários que não integram a CPI.
Pode haver um entendimento em relação aos governadores?
MIRO: Não. Não pode haver saída do princípio da impessoalidade da vida pública. Simplificando, é o seguinte: não há proteções pessoais. Quem for culpado vai pagar. Quem for inocente, não vai ser perseguido. É isso.
Na sua opinião, o que o procurador-geral fez?
MIRO: Você tem uma investigação com muita gente. Aí no meio tem cinco pessoas com foro especial no Supremo. Ele recebe aquilo e lê. Só que não tinha entrado o Clube do Nextel. Quando é deferida a retomada das gravações, aí já no ar o Clube Nextel da Rua 46 de Nova York, começa a entrar gravação ‘pra cacete’ do Cachoeira com o Demóstenes. Em vez de ficar procurando falha, que não existe, e tentar inventar omissão, que não existe, é melhor entendermos que só chegamos a este ponto graças ao magnífico funcionamento da Procuradoria da República e da Polícia Federal.
‘Perseguir e retomar o dinheiro vai ser inédito’
O GLOBO: O senhor concorda com a avaliação do PGR de que os críticos da atuação dele estão preocupados com o julgamento do mensalão?
MIRO: Acho que é um direito dele pensar dessa forma. Minha avaliação é que é desvio da pauta. Não tenho dúvida de que há um mal-estar de alguns com a discussão de corrupção, lavagem de dinheiro.
Há um sentimento de alguns parlamentares da CPI de fazer uma caça às bruxas na imprensa?
MIRO: Acho que já houve mais, mas penso que a maioria é contra. Acho que no começo pode ter tido muito rancor, que tomou o plenário, mas acho que hoje isso está muito limitado a um ou outro personagem.
O senhor foi membro da CPI do Collor. Como é participar do mesmo trabalho com ele?
MIRO: Dentro do princípio da impessoalidade da vida pública, não tenho relação com ele, sou capaz de travar um debate com ele e até o momento só tive ideias divergentes. Mas se tiver alguma convergente, não terei o menor embaraço. Lamentavelmente até agora não concordei com nada, porque ele ataca a procuradoria da República, a imprensa, e ali estamos reunidos numa CPI para discutir corrupção.
Considera que o presidente Collor, tendo deixado o governo por impeachment, tem algum impedimento para investigar corrupção?
MIRO: Ele não está fazendo uma investigação sobre corrupção. Está atacando a imprensa e o Ministério Público. Pode ser que quando começarem a chegar os sigilos quebrados de contas bancárias, dos telefones, ele tenha uma contribuição a dar.

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Demóstenes e os ‘inocentes úteis’

Editorial do Jornal Cruzeiro do Sul de Sorocaba, SP

A desmoralização de Demóstenes Torres é também um atestado público da baixa eficiência da imprensa que, durante anos a fio, em miríades de reportagens, entrevistas, artigos e citações, transformou esse obscuro político goiano em arauto da moral e da ética no Congresso, sem ao menos desconfiar de suas relações com o mundo da contravenção ou, o que é mais perturbador, possivelmente desconfiando, mas optando por poupá-lo, por conivência ou conveniência.

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