Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the tag “internet”

Internet mostra poder do cidadão na divulgação de informações sobre o mensalão

IVAR HARTMANN

Os brasileiros estão usando a internet para se informar sobre o mensalão -e também para produzir informação sobre o julgamento. Já influenciam a pauta.

É do usuário @ahvalentino, desconhecido para a imprensa, a mensagem sobre o mensalão com o maior número de referências no Twitter.

Enquanto tuítes de órgãos da imprensa são repassados por, em média, uma dezena de outros usuários, a frase de @ahvalentino obteve mais de 600 retuítes: “Julgamento do mensalao, greve nas federais, guerras civis no mundo arabe e o q o fantástico mostra é um quadro retardado sobre fantasmas.”

Segundo o medidor imparcial Twitalyzer, esse anônimo brasileiro é mais influente na rede social que órgãos da imprensa, o STF ou mesmo José Dirceu.

Esse é um indicador de que a discussão não é ditada apenas pela mídia tradicional ou pelo governo: cidadãos comuns são muito influentes, organizam a produção de informações e ativamente influenciam os rumos da opinião pública nacional.

O Google e a Wikipédia são dois indicadores do interesse dos internautas. Se um brasileiro digita “mensalão” no buscador, antes que ele aperte a tecla Enter, são oferecidas quatro sugestões: “mensalão mineiro”, “mensalão prescreve”, “mensalão julgamento” e “mensalãopt”. A função autocompletar do Google oferece essas opções porque essas pesquisas foram realizadas com maior frequência no país. Isso mostra, por exemplo, que o brasileiro está atento à possibilidade de prescrição.

Nos próximos anos, quando centenas de milhares de adolescentes brasileiros quiserem saber o que foi o mensalão, sua fonte provavelmente será a Wikipédia. O verbete “escândalo do mensalão” na enciclopédia on-line foi produzido e é atualizado, desde 2005, por mais de 400 editores.

Neste mês, os colaboradores mais experientes coibiram alterações inapropriadas no verbete feitas por alguns usuários com histórico de contribuições duvidosas e políticas. A Wikipédia tornou-se campo relevante de disputas de interesse -campo esse aberto à participação de todos.

Uma montagem usando a capa da edição da revista “Veja” na semana após o início do julgamento está circulando muito no Facebook. A capa, que destaca a novela “Avenida Brasil”, é guarnecida dos dizeres: “No mês em que o país passa pelo maior julgamento político da sua história… Essa é a capa da revista ‘Veja’. Acorda Brasil”.

Na internet, os brasileiros estão acordados -para o mensalão e todo o resto.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Internet mostra poder do cidadão na divulgação de informações sobre o caso – 13/08/2012.

Atirador é considerado um ‘fantasma’ online

A maioria das pessoas nascidas na geração 2.0 compartilha muito da vida na internet. Fotos de almoços com amigos, reclamações sobre o dia a dia, anseios e dúvidas existenciais enchem as redes sociais de perfis online. A história também tem mostrado que muitas vezes os atiradores solitários tendem a contar suas intenções na internet muito antes de cometer qualquer ato de violência. Mas James Holmes, jovem de 24 anos que abriu fogo em um cinema em Denver, no Colorado, e deixou 12 mortos, além de dezenas de feridos, parece ser uma exceção à regra.

A polícia diz que o suspeito não tem antecedentes criminais. Um relatório do FBI conta que ele veio de San Diego e que sua mãe ainda mora lá. Os vizinhos afirmam que ele era recluso e não cumprimentava as pessoas. Um professor elogia suas capacidades matemáticas e diz que ele era um aluno excepcionalmente esperto. Em comunicado divulgado hoje, a família do atirador disse ter sido pega de surpresa pela notícia do massacre. E só, é tudo que se sabe sobre ele. Nada de perfil no Facebook, no Twitter, no MySpace ou no Instagram. Ele é o que especialistas chamam de fantasma on line.

Lance Ulanoff, editor do site Mashable.com, conta que passou todo o dia procurando qualquer pista sobre o suspeito na internet. Sem achar nada, mudou a pesquisa do Google e das redes sociais para sites de entusiastas de armas com base no Colorado. Em um dos fóruns, ele usou o sistema de busca para cavar pesquisas com as palavras-chave: “Aurora”, “cinema” e “Batman”. Três horas depois, continuou sem achar nada relacionado ao incidente ou qualquer conversa aleatória sobre um plano para matar pessoas em um cinema.

- Para mim, é inconcebível que Holmes não tenha um perfil online. A resposta mais óbvia é que ele não vem usando seu nome real na rede – disse no site.

Beba na fonte: Atirador é considerado um ‘fantasma’ online – O Globo.

ANJ condena decisão de juíza de tirar do ar textos de site do ES

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota nesta quarta-feira na qual condena decisão da juíza Ana Cláudia Rodrigues de Faria Soares, da 6ª Vara Cível de Vitória (ES). Ela proibiu o jornal digital Século Diário de manter em seu site três notícias e dois editoriais sobre a atuação do promotor de Justiça Marcelo Barbosa de Castro Zenkner, publicadas originalmente entre maio de 2010 e março deste ano. A nota é assinada pelo vice-presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto.
Segundo a ANJ, a juíza ainda teria feito sugestões ao veículo, sobre a linha editorial que deveria ser adotada pela publicação. A entidade recomendou que o Século Diário recorra da decisão, “para que o mesmo Poder Judiciário que decidiu pela censura prévia e pela imposição das abusivas ‘recomendações’ restabeleça o primado constitucional”.
“A ANJ considera especialmente grave que a juíza Ana Cláudia Rodrigues de Faria Soares, não satisfeita em desobedecer o dispositivo constitucional que veda a censura à produção jornalística, tenha se arrogado o direito de determinar que o jornal digital Século Diário doravante siga ‘recomendações’ editoriais por ela estipuladas”, afirmou a entidade.

Beba na fonte: ANJ condena decisão de juíza de tirar do ar textos de site do ES – O Globo.

Dono vê pela internet casa sendo assaltada e ladrões são presos

Dois homens foram presos em flagrante nesta segunda-feira, 25, quando tentavam assaltar uma residência na cidade de Goiânia, em Goiás. O dono da casa viu a ação dos bandidos pela internet e acionou a polícia.

Por volta das 11h15, o proprietário de uma casa em um condomínio percebeu, por meio do circuito de câmeras instaladas dentro da casa, o momento em que dois homens invadiram a residência.

Os criminosos carregaram eletrodomésticos e eletroeletrônicos para dentro de um veículo Fiat Strada e foram flagrados por policiais militares no momento em que abriam o portão, prontos para fugir.

O veículo usado pelos suspeitos no transporte dos objetos furtados era roubado, segundo a PM, que suspeita que os detidos façam parte de uma quadrilha que já vem praticando este tipo de delito há algum tempo na região.

Beba na fonte: Dono vê pela internet casa sendo assaltada e ladrões são presos – brasil – geral – Estadão.

Site dos neonazistas presos continua ativo. A ameaça ainda paira no ar

A sociedade que se acautele. A ameaça neonazista representada pelas promessas de ações violentas contra homossexuais, feministas, negros e judeus está longe de terminar. A  prisão de Emerson Eduardo Rodrigues e Marcello Valle Silveira Mello, responsáveis pelo site que propalava o ódio racial e de gênero,  revela algo da maior gravidade: o novo terrorismo agora tem uma certa organicidade e ganha corpo na internet.

O domínio silviokoerich.org continua ativo e lá ainda se pode ler toda a documentação produzida pelos fanáticos arianos. É de arrepiar. Onze dias atrás, sintetizando seu ódio misógino, antissionista, homofóbico e racista, o ideólogo do novo nazismo virtual justificava previamente as razões do ataques que pretendia desferir.

“Quero deixar claro que não sou louco e estou tomando esta atitude em livre e espontanea (SIC) vontade. Esta é a minha vingança contra vocês. Quem tornou a minha vida um inferno foram os mesmos militantes que lutam pelo “direitos humanos” de marginais, negros e viados. Eu podia ter sido alguém para sociedade, mas acredito que D’EUS me deu esta missão. A cada dia que se passa fico mais ansioso, conto as balas, sonho com os gritos de vagabundas e esquerdistas chorando, implorando para viver”.

A imagem que os terroristas virtuais pretenderam construir é terrível, mas se situa no contexto de outras iniciativas do mesmo naipe — embora menos orgânicas –espalhadas por toda a rede. Nazistas enrustidos aparecem a todo momento nas seções de comentários de blogues políticos e fazem sua voz se misturar à opinião de outras estirpes de polemistas. Não é difícil identificá-los.

Há pouco mais de um ano, este blog denunciou o problema em um posto intitulado  “O caso Bóris Casoy: reações demonstram sociopatia neonazista“. O artigo tratava da odiosa campanha movida contra o apresentador Boris Casoy em função do vazamento de uma frase, no intervalo do Jornal da Band,  sobre a posição dos garis na hierarquia social.

O texto denunciava o seguinte:

A segregação racial, o preconceito religioso, o antissemitismo grassaram na internet. Num Blog do WordPress, alguém que assina Dr. Weissberg — provavelmente em alusão a Alexander Weissberg, judeu comunista que constestou o Holocausto — escreve, sobre Bóris: “Como todo judeu, desclassificam todos os que não são judeus”. Quer dizer: a religão e a ascendência étnica do âncora da Band seriam os motores ideológicos de seu comentário sobre os garis. “Sendo Boris Casoy um JUDEU, não vejo surpresa nesse ato de arrogância e insolência”, escreve alguém sob o pseudônimo de Ahmadinejad em outro blog .

Até quando parecem querer contemporizar os racistas, xenófobos e antissemitas se materializam. ”Não é pelo fato de ser judeu (tenho amigos desta religião), mas que isso ajuda ninguém pode negar”, diz um internauta no Yahoo Respostas .

O desrespeito não tem limite. “Boris Casoy [é] mais um judeu imundo e preconceituoso”, comenta alguém sob o codinome de Roberto no blog Bobagento. O mais grave é que nos comentários que se seguem ninguém o censura. No Twitter, um tal Toodoro teve a coragem de postar a seguinte mensagem: “Boris Casoy um judeu imundo e hipócrita. Fique uma semana longe desse jornalzinho que vai ver que NINGUÉM sente sua falta. SEU BOSTA!”.

A homofobia também forneceu armas para o ataque dos neonazistas de plantão. “VINDO DE UM VIADO ENRRUSTIDO O QUE SE PODE ESPERAR, ISSO SIM É UMA VERGONHA”. Foi o que disse alguém que assina João Souza no site 24horasnews.”Viado, velho filho da puta”, exclama outro (leia aqui).

O post a que os remeto vai além da simples constatação do problema. Ele enumera as fontes, fornece os links para os comentários e faz um alerta: “ A sociedade contemporânea está doente. Sobre nossas cabeças paira, sem nenhuma sombra de dúvida, uma ameaça neonazista que, em letargia, vive à espreita de qualquer pequena oportunidade para assombrar nosso futuro”. Menos de um ano e meio depois, a ameaça foi personificada na prisão dos terroristas virtuais de Curitiba.

O mais grave é perceber que as vozes da intolerância se misturam, sem nenhum tipo de censura, à gritaria geral que se arma quando algum assunto polêmico está em debate. E que os moderadores, os editores dos blogues polemistas, não se importam em ceder espaço a esse tipo de opinião quando ela coonesta a tese defendida.

Eis aí uma questão complicada a exigir que as pessoas sensatas reflitam. A internet, que supostamente iria universalizar o conhecimento, redimir os oprimidos, reforçar a democracia, foi transformada numa espécie de ribalta das ideologias segregacionistas. É nesse teatro de operações que se o novo terrorismo constrói e difunde sua base ideológica, torna públicas suas ameaças, antecipa suas ações.

Bolinha de papel vira samba no Youtube

O episódio da bolinha de papel virou samba e já anima centenas de internautas no Youtube. Confira você mesmo como a banda de música dilmista trasnformou a agressão a José Serra em galhofa.

[VIDEO]http://www.youtube.com/watch?v=7mepM_3pPeA[/VIDEO]

Post Navigation