Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

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Medo de radiação esvazia ruas de Tóquio

As ruas de Tóquio, sempre lotadas por multidões de trabalhadores, ontem estavam vazias. Empresas deram folga a funcionários e as escolas não abriram. Só era possível achar filas e multidões no aeroporto e em estações de trem -as principais portas de saída da capital.

Muitos moradores foram embora ou estocaram água e comida e se fecharam em casa, com medo da nuvem de radiação produzida pelo acidente em Fukushima.

A cidade de 39 milhões de habitantes, a mais densamente povoada do mundo, se tornou praticamente uma cidade fantasma.

“Está parecendo domingo, não há carros na cidade”, disse o motorista de táxi Kazushi Arisawa, 62. Ele esperava por passageiros por mais de uma hora em um centro empresarial, onde o embarque costuma ser praticamente imediato.

A nuvem radioativa de Fukushima chegou à capital anteontem, tornando o índice de radiação na atmosfera três vezes mais alto que o normal.

Contudo, até então o medo da população não tinha fundamento, pois mesmo elevada, a radiação ainda não apresentava riscos à saúde humana.

via Folha de S.Paulo – Medo de radiação esvazia ruas de Tóquio – 17/03/2011.

Japão já enfrenta risco de epidemias de cólera e tifo

O pânico gerado pela questão nuclear no Japão está desviando a atenção das autoridades de uma possível crise humanitária, que pode envolver as mais de 452 mil pessoas que estão vivendo em abrigos temporários.

Os desabrigados enfrentam chuva, neve e temperaturas de -5C em cerca de 2.400 ginásios, templos e escolas públicas que não possuem sistemas de aquecimento suficientes.

Eles também têm que lidar com a escassez de alimentos no comércio. Só recentemente a comida começou a chegar aos abrigos, em transportes militares.

Em uma escola na cidade de Ofunato,os idosos têm preferência para ficar mais próximos dos aquecedores a gás, enquanto os jovens tentam lutar contra o frio jogando bola na neve.

O prefeito de Fukushima, Yuhei Sato, disse em entrevista à emissora japonesa “NHK” que faltam refeições quentes e itens de necessidade básica nos abrigos e criticou a ação do governo.

Outro problema da população que perdeu suas moradias é ter acesso a telefones.

A brasileira Thereza Yogi, 19, não conseguia falar com seu pai, Ilton Toshiaki Yogi, desde o terremoto. Só o localizou ontem, graças à boa vontade de desconhecidos.

“Recebi e-mails de duas pessoas, um japonês e um alemão, dizendo que ele está vivo, com outros cinco brasileiros, em um ginásio na cidade de Onagawa”, disse.

via Folha de S.Paulo – Tragédia no Japão: Japão já enfrenta risco de epidemias de cólera e tifo – 17/03/2011.

Contaminação é “extrema”, dizem EUA

A principal autoridade norte-americana na área de energia nuclear, Gregory Jaczko, disse ontem que a radiação liberada pela usina Fukushima 1 é “extremamente alta”. A avaliação foi feita após incêndio no reator 4 da usina -que, embora inativo, contém varetas de urânio usadas como combustível.O número oficial de mortos pelo tsunami chegou a 4.314. Com o pânico chegando à capital, Tóquio, o imperador Akihito tomou a atitude inédita de ir à TV falar ao povo. Pediu “esperança”.A China anunciou a suspensão da construção de novas usinas até que estejam em prática novas normas de segurança. Já a Espanha anunciou a checagem de todos os seus reatores.

via Folha de S.Paulo – Contaminação é “extrema”, dizem EUA – 17/03/2011.

Japoneses estão apavorados com aumento dos níveis de radiação

Apenas 240 quilômetros separam os 12 milhões de habitantes de Tóquio, a cidade mais populosa do Japão, do complexo nuclear de Fukushima, onde quatro reatores estão em colpaso desde o terremoto do dia 11. Mais do que os terremotos, os japoneses temem a possibilidade de contaminação pela radiação emanada para a atmosfera, que já provocou um aumento de dez vezes no índice de radioatividade da atmosfera na capital do país.

O medo tem fundamento. Até agora, nada indica que os técnicos responsáveis pelas centrais termonucleares tenham controle sobre o processo desencadeado com a falência dos sistemas de refrigeração dos reatores.

Uma central nuclear é como uma caldeira gigantesca em cujo núcleo, ao invés de lenha ou carvão, há uma placa com centenas de quilos de material radiotivo enriquecido. Para impedir o vazamento do combustível, o núcleo é isolado do ambiente por dois sistemas fechados de refrigeração.

A água pesada, adicionada com boro, é o líquido que circula entre as varetas de urânio enriquecido sob alta pressão e em temperatura elevadíssima. Aquecida, ela é bombeada por um circuito de serpentinas que, por sua vez, é refrigerada por outro sistema fechado. O calor emanado por esse segundo sistema é que vai aquecer uma terceira serpetina, pela qual circula água do mar. É ela que gera o vapor que alimenta as turbinas dos geradores de eletricidade.

Sem o funcionamento dos sistemas secundário e terciário, a temperatura no interior do reator começa a se elevar de maneira incontrolável. É o que está acontecendo agora em Fukushima — e também o que ocorreu em Three Miles Island e Cherbonil. As varetas de urânio eneiruqecido começam, então, a derreter e se fundir, aumentando ainda mais a produção de calor e radiação.

Se o processo não for interrompido antes do derretimento do núcleo, o imponderável acontece. É isso o que ainda está sendo tentado no complexo termonuclear japonês. Em Fukushima, o desespero dos técnicos se materializou no momento em que a última alternativa para evitar o pior foi tentar inundar os núcleos afetados com a água do mar. Como se viu, a medida parece ter sido insuficiente para impedir a cadeia de eventos iniciada com as avarias provocadas pelo terremoto e pelo tsunami.

O quadro instalado neste momento provoca calafrios nos especialistas. Sem ter como conter o derretimento dos núcleos, não há o que fazer. O risco, o calor e a radiação impedem a aproximação de trabalhadores. Os volumes de água necessários para resfriar os reatores candentes são gigantescos. Não há, pelo menos em tese, nenhum técnica que permita, num átimo, atender a essa emergência.Ninguém sabe ao certo qual é a resposta para uma pergunta simples: o que fazer agora ?

As dimensões do território japonês, a topografia acidentada e o fato de Tóquio situar a maior concentração urbana do mundo só aumentam a aflição. Até agora, de maneira acertada e transparente, as autoridades encarregadas de mitigar os efeitos e de agir profilaticamente têm tido êxito.

A primeira medida foi isolar uma área de 10 km. ao redor da usina. Depois, o raio foi ampliado para 20 km. Agora, todas as pessoas a até 30 quilômetros de distância da usina estão sendo evacuadas. A partir daí, não é insensato imaginar que o círculo de proteção poderá ser enormemente ampliado nas próximas horas.

A mesma solução, no entanto, não pode ser aplicada à capital japonesa. Evacuar um cidade com quase 13 milhões de habitantes é uma operação sem precedentes na história da humanidade. Ninguém sabe como isso seria feito caso a necessidade se instale. E ainda há outras complicações. Caso a radioatividade se espalhe, o número de pessoas sujeitas à remoção compulsória seria inestimavelmente maior porque outras cidades populosas seriam igualmente afetadas.

O quadro descrito acima é o cenário dos pesadelos que vividos esta noite pelo 130 milhões de japoneses. Calmos e habituados aos movimentos da terra, eles começam a de desesperar com a falta de perspectivas claras de solução da crise nuclear.  O castigo é ainda maior por causa das evocações de Hiroshima e Kagasaki, as duas cidades bombardeadas pelos Estados Unidos com ogivas nuclares em agosto de 1945.

Sessente e cinco anos atrás, a radiação emanada das bombas atômicas provocou a rendição incondicional do Japão na Segunda Grande Guerra. Hoje, com os vapores do césio e do urânio contaminando o país, nem essa alternativa resta aos japoneses caso seus piores pesadelso se confirmem.

Dois novos terremotos atingem o Japão

A região central e a costa Leste do Japão foram sacudidos novamente no começo da noite desta terça-feira por dois fortes abalos sísmicos.  O primeiro ocorreu à 10h31 (horário brasileiro) e teve intensidade 6,2 na Escala Richter. O segundo, de 6 graus Richter, aconteceu às 12h23. O epicentro de ambos está localizado na região de Honshu.

Agora há pouco a TV NHK informou que pelo menos seis pessoas foram hospitalizadas com ferimentos nos hospitais de Tóquio, onde o abalo também foi sentido. Não há informações sobre a extensão dos danos causados, que supõe-se pequenos.

Até agora, mais de 160 réplicas do terremoto de sábado já foram registradas pelos sismógrafos japoneses. A ocorrência de sismos de maior intensidade é mais rara.Houve cinco tremores acima de seis pontos Richter no dia 12 e um registro diário a partir de então.

Os geólogos e sismólogos dizem que não é possível prever a intensidade das réplicas. Teoricamente, elas podem até superar em magnitude o terremoto dia dia 11, de 9 pontos Richter, embora isso não seja comum.

A Escala Richter é logarítimica. Isso significa que qualquer pequena variação do topo da escala faz muito mais diferença do grandes variações na base. Normalmente, tremores de até 4 graus Richter nem são percebidos pela população. Mas um décimo ou dois a mais a partir de 6,4 podem fazer a diferença entre o desconforto e a catástrofe.

Mais um reator nuclear prestes a explodir em Fukushima

A Agência de Segurança Industrial e Nuclear do Japão alertou agora há ppouco que mais um reator está em situação crítica no complexo termonuclear de Fukushima. Desde o terremoto, no sábado, os prédios que abrigavam números 1 e 3 explodiram por causa da alta concentração de hidrogênio. Agora, a emergência se instalou no reator nº 2, que pode entrar em colapso a qualquer momento.

O porta-voz da crise, Yukio Edano, disse que os técnicos da usina tentam, em outra operação considerada desesperadora, inundar o núcleo com água do mar para resfriar seu núcleo e evitar o derretimento das varetas radioativas, o que fatalmente provocaria uma catástrofe como a que aconteceu em Chernobill.

Na início da madrugada, pelo horário brasileiro, uma explosão destruiu o prédio que abrigava o reator nº 3 e feriu 11 funcionários.

Governo japonês diz que segundo reator nuclear pode estar prestes a explodir

Depois de admitir que os núcleos de dois geradores nucleares podem ter derretido, o governo japonês alerta para a possibilidade de uma nova explosão, desta vez no reator número 3 da usina de Daiichi Fukushima. A fusão ou derretimento do núcleo de um reator é uma situação extremamente grave e pode provocar o vazamento de material radioativo para o meio-ambiente.

De acordo com a CNN, Yukio Edano, chefe de gabinete do governo, declarou que “existe a possibilidade de que o reator número 3 esteja acumulando gás de hidrogênio, que poderia potencialmente causar uma explosão”.

Na madrugada de ontem, o aumento da pressão interna levou a uma explosão que arrancou o teto do prédio que abrigava o reator número 1. Os técnicos foram obrigados a liberar gás radioativo para evitar que a situação saísse completamente do controle.

Os trabalhadores da usina nuclear correm contra o tempo para tentar evitar uma catástrofe, mas não conseguem se aproximar o suficiente dos reatores para saber exatamente o que se passou depois que as instalações foram atingidas pelo terremoto e pelos tsunamis que se seguiram a ele.

Para reduzir a temperatura e a pressão dentro dos reatores, técnicos da usina de Fukushima inundaram os núcleos radioativos com água do mar. A medida foi considerada “um ato de desespero” por estudiosos norte-americanos porque pode resultar em liberação de material radioativo. Caso isso esteja ocorrendo, aumentam exponencialmente as chances de contaminação, que pode contribuir para o aumento da incidência de cancer entre as 200 mil pessoas que vivem num raio de até 20 km. do complexo termonuclear.

Até agora, nove funcionário da planta de Fukushima foram expostos ao material radioativo.

O Japão tem 54 usinas nuclares em funcionamento, todas elas situadas em áreas sujeitas à ocorrência dee terremotos. Com o colapso da unidade de Fukushima, a Companhia de Eletricidade Tóquio foi autorizada a promover blecautes controlados para forçar uma redução no consumo de energia.

 

Césio provoca alterações em células

As autoridades japonesas confirmaram ontem a presença de césio-137, um isótopo radioativo proveniente da fissão de urânio, na região da usina de Fukushima 1.

“Certamente vários produtos radioativos usados no processo de fissão foram liberados, e entre eles está o césio-137″, explica o engenheiro nuclear Aquilino Senra Martinez, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A quebra do urânio, por meio de elementos radioativos, produz energia nuclear nas usinas -justamente por isso essa forma de energia pode ser considerada “perigosa”.

O vazamento de césio-137, assim como de outros elementos radiativos, pode provocar deformação nas células da população exposta. Consequentemente, a ocorrência de câncer nas redondezas da usina tende a subir.

Foi o que ocorreu no acidente em Tchernobil -houve um aumento de 4.000 casos de câncer.

O vazamento de césio-137 no Japão, no entanto, é diferente do que aconteceu em Goiânia, em 1987 -um dos piores acidentes radiológicos da história.

Em Goiânia, houve contaminação radioativa por material abandonado. Ou seja: não envolveu usinas. Na ocasião, quatro pessoas morreram.

via Folha de S.Paulo – Saiba mais: Césio provoca alterações em células – 13/03/2011.

Explosão põe na berlinda modelo de usinas do país

O Japão tem 55 reatores nucleares que funcionam em 17 usinas distribuídas pelo país. Juntas, elas geram 36% de toda a energia consumida pelos japoneses.

Mas, de acordo com um dos principais especialistas do Brasil em energia nuclear, a explosão da usina de Fukushima 1 deixou a segurança nuclear -do Japão e do do mundo- na berlinda.

“A usina Fukushima 1 deveria suportar terremotos e tsunamis”, diz o engenheiro Aquilino Senra Martinez, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

“Ela ficou em pé com um terremoto muito intenso, de escala Richter 8,9, mas não suportou o tsunami na sequência”, completa.

A central de usinas nucleares composta por Fukushima 1 e 2 fica a cerca de 250 km da capital Tóquio, em uma das regiões mais afetadas pelos tremores de sexta-feira.

Ao todo, 11 usinas japonesas estão nas regiões atingidas pelos sismos.

De acordo com Martinez, é provável que tenha havido uma falha no sistema de esfriamento do reator de Fukushima 1 por causa da água do tsunami.

Com o terremoto, o trabalho da usina foi interrompido automaticamente.

Mas o reator, assim como o motor de um carro que estava em movimento, precisa ser esfriado -o que deveria ser feito por um sistema de energia alternativa que falhou ao ser atingido pelo tsunami (veja o infográfico).

A usina se transformou numa espécie de bomba-relógio. “Por isso, houve o superaquecimento do reator e a posterior explosão [no sábado de manhã, horário de Brasília]“, explica Martinez.

Antes do acidente, vapores com material radioativo de alto risco-incluindo césio- já estavam sendo liberado para o meio ambiente como uma tentativa de reduzir a pressão excessiva no reator da central nuclear.

RISCOS

O Japão ainda não divulgou informações sobre a quantidade de material radioativo que escapou com a explosão de Fukushima 1.

De acordo com o especialista da UFRJ, a avaliação poderá ser feita a partir do momento que o acidente for definitivamente interrompido.

“Nos próximos dias, deverá ser feito um mapeamento do local da usina, com análise de solo e de água, para que se verifique o tamanho do estrago”, diz Martinez.

Isso deve levar de dez a 15 dias, aproximadamente.

Desde o acidente de Tchernobil, na Ucrânia, em 1986, existe um sistema de acompanhando em tempo real das situações de risco nuclear.

“Em Tchernobil, houve uma lentidão até que as autoridades divulgassem o vazamento”, diz Martinez.

Com isso, morreram de imediato 50 pessoas e houve um aumento de 4.000 casos de câncer nas redondezas.

via Folha de S.Paulo – Tragédia no Japão: Explosão põe na berlinda modelo de usinas do país – 13/03/2011.

Tóquio distribui iodo para prevenir câncer

O vazamento de radiação de proporções desconhecidas ocorrido ontem em um complexo nuclear da cidade de Fukushima (a 250 km de Tóquio) alcançou grau 4 em uma escala que vai de 1 a 7.

Havia ontem grande temor de que o descontrole no complexo derretesse o combustível nuclear -o que ocasionaria um vazamento desastroso-, dada a rapidez com que a situação evoluiu.

Conforme as autoridades japonesas, na manhã de domingo (noite de sábado no Brasil), havia seis reatores em estado de emergência.

Eles estavam em duas diferentes usinas do complexo de Fukushima -três na Unidade 1 e três na Daini.

Depois da falha sequencial nos sistemas de resfriamento, técnicos apelaram para o bombeamento de água diretamente do mar na tentativa de conter a temperatura nas instalações. O processo, segundo especialistas, pode durar dias.

Pelo menos nove pessoas tiveram a contaminação confirmada por meio de exames, de acordo com a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão. O número pode chegar a 160, segundo a mesma autoridade.

via Folha de S.Paulo – Tóquio distribui iodo para prevenir câncer – 13/03/2011.

Seis reatores do país estão em emergência

O vazamento de radiação de proporções desconhecidas ocorrido ontem em um complexo nuclear da cidade de Fukushima (a 250 km de Tóquio) alcançou grau 4 em uma escala que vai de 1 a 7.

Havia ontem grande temor de que o descontrole no complexo derretesse o combustível nuclear -o que ocasionaria um vazamento desastroso-, dada a rapidez com que a situação evoluiu.

Conforme as autoridades japonesas, na manhã de domingo (noite de sábado no Brasil), havia seis reatores em estado de emergência. Eles estavam em duas diferentes usinas do complexo de Fukushima -três na Unidade 1 e três na Daini.

Depois da falha sequencial nos sistemas de resfriamento, técnicos apelaram para o bombeamento de água diretamente do mar na tentativa de conter a temperatura nas instalações. O processo, segundo especialistas, pode durar dias.

Pelo menos nove pessoas tiveram a contaminação confirmada por meio de exames, de acordo com a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão. O número pode chegar a 160, segundo a mesma autoridade.

EXPLOSÃO

O problema começou com o tremor e o tsunami de anteontem, que afetaram o sistema de resfriamento daquele complexo (leia mais na página ao lado).

Por volta das 16h30 deste sábado (4h30 no horário de Brasília), houve uma explosão na Fukushima 1, provavelmente por causa de um aumento na pressão interna.

Uma grande nuvem de vapor radioativo foi libertada, e parte do prédio ruiu. Quatro funcionários ficaram feridos. Mas o reator, que fica sob uma capa de aço com espessura de 15 centímetros, não ficou danificado.

No informe feito à AIEA, Tóquio destacou que os níveis de radiação no entorno da planta nuclear tinham diminuído nas últimas horas. Mesmo assim, cerca de 170 mil pessoas foram retiradas de uma área até 20 km distante do complexo.

Essas pessoas receberam pílulas de iodo do governo japonês -a substância protege a glândula tireoide e reduz o risco de câncer.

Mesmo antes do acidente, técnicos já haviam detectado um vazamento de césio, mas o governo o minimizou. Àquela altura, conforme técnicos, a planta liberava a cada hora a mesma quantidade de radiação que uma pessoa absorve em um ano.

via Folha de S.Paulo – Seis reatores do país estão em emergência – 13/03/2011.

Vazamento nuclear força saída de 170 mil

Num dos piores acidentes nucleares da história, uma usina no norte do Japão liberou vapor de radiação, consequência do terremoto e do tsunami que atingiram o país anteontem.Cerca de 170 mil pessoas tiveram de ser removidas de regiões próximas à usina Fukushima 1, noroeste do país. Numa escala de 1 a 7, o acidente atingiu nível 4.Havia ontem o temor de que o acidente ainda piorasse, caso o combustível principal do reator vazasse.Níveis de radiação foram identificados em nove pessoas, e há suspeitas sobre mais cerca de 150. O governo do Japão esforçou-se, no entanto, para dizer que a situação está sob controle. O vazamento foi decorrência do maior terremoto da história do país, de magnitude 8,9. O total de mortos confirmados é de 686, mas pode chegar a mais de 1.300.Em uma cidade, Minamisanriku, há 9.500 pessoas desaparecidas. Comunidades de brasileiros no país estão se organizando para localizar amigos.

via Folha de S.Paulo – Vazamento nuclear força saída de 170 mil – 13/03/2011.

Governo japonês diz que explosão em usina não foi em reator

O secretário-chefe do gabinete do governo do Japão, Yukio Edano, disse que a explosão ocorrida na usina nuclear de Fukushima não foi no contêiner do reator e que não espera um grande vazamento radiativo no local, danificado pelo forte terremoto de sexta-feira.

Edano disse também que os níveis de radiação caíram após a explosão e que permitirá à Tepco, operadora da usina, usar água do mar para esfriar o reator.

A explosão levantou temores de que ocorra um desastroso derretimento da usina, que foi danificada durante o tremor de 8,9 graus de magnitude, o mais potente já registrado no Japão.

Pouco depois da explosão, as autoridades ampliaram a área de retirada de moradores ao redor da usina para um raio de 20 quilômetros.

via Governo japonês diz que explosão em usina não foi em reator – Yahoo! Notícias.

Comoção pelo terremoto deixa as ruas de Tóquio desertas

As ruas de Tóquio, famosas por seu ritmo dinâmico, estão praticamente desertas neste sábado e as poucas pessoas que saíram de casa refletem em seus rostos a preocupação e a comoção por causa do terremoto de sexta-feira, o maior da história do Japão.

As principais ruas de uma cidade de mais de 30 milhões de habitantes quase não contavam com pedestres e veículos ao meio-dia deste sábado, mas aos poucos a capital japonesa vai retomando seu ritmo.

A normalidade voltou ao sistema de comunicações e transportes depois que na sexta-feira as linhas telefônicas foram afetadas e que a paralisação do metrô de Tóquio e dos trens de regiões próximas obrigou milhares de pessoas a dormir em locais improvisados como pavilhões, colégios ou seus próprios escritórios.

Mesmo assim, persistem sequelas do caos que se instaurou no país e nem todos os supermercados estão abastecidos.

Megafones pedem em diversos pontos da capital japonesa aos cidadãos que reduzam o consumo de energia ao mínimo e a operadora de eletricidade Tokyo Electric Power (Tepco) alertou desde a primeira hora que podem ocorrer blecautes em muitas áreas do Japão, já que alguns geradores foram danificados pelo forte terremoto.

Neste sábado de sol no Japão, a maioria dos cidadãos de Tóquio preferiu permanecer em suas casas e acompanhar pela televisão ou pela internet as consequências do terremoto de 8,9 graus na escala Richter.

No bairro de Ginza, onde estão concentradas as lojas de luxo de Tóquio, quase não se viam pessoas circulando neste sábado.

“Normalmente, a esta hora já recebi dezenas de clientes, mas até agora só entraram duas senhoras”, disse à Efe uma cabeleireira do bairro.

Nas ruas, os rostos dos pedestres revelavam preocupação e o movimento era bem menor do que habitual.

“Tentamos levar uma vida normal”, disse à Efe um pai que estava com seu filho, quem acrescentou que não consegue “impedir que a tragédia volte” a seu pensamento.

As plataformas da estação do metrô funcionavam desde primeira hora da manhã, uma vez que desde as 22h de sexta-feira no horário local (10h de Brasília) voltou-se a estabelecer o serviço, que ficou paralisado por sete horas.

Além disso, mais de 900 voos foram cancelados na sexta-feira nos aeroportos do Japão e os de Tóquio, Narita e Haneda, abriram neste sábado suas pistas, embora tenham sido registrados alguns atrasos e problemas nos acessos por estrada. EFE

via Comoção pelo terremoto deixa as ruas de Tóquio desertas – Yahoo! Notícias.

Ajuda dos EUA começa a chegar ao Japão

A primeira parte da ajuda militar e civil prometida pelos Estados Unidos começou a chegar ao Japão neste sábado, e, a partir de domingo, chegarão ainda navios, soldados, especialistas, equipamentos e equipes de resgate.

A  Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), que pertence ao Departamento de Estado, informou neste sábado que, a pedido do Governo japonês, mobilizou equipes de resgate de Fairfax (Virgínia) e Los Angeles para ajudar o Japão em seus trabalhos de emergência após o trágico terremoto de 8,9 graus na escala Richter que abalou na sexta-feira o norte e o leste do país.

No total, cerca de 150 especialistas e 12 cães farejadores devem chegar no domingo a Misawa.

A equipe de assistência para a resposta a desastres da Usaid, que costuma avaliar as necessidades em situações de emergência, já se encontra no Japão para coordenar a ajuda de todas as agências do Governo americano.

A base aérea americana de Yokota, perto de Tóquio, serve de comando principal das Forças Armadas dos EUA para coordenar a ajuda humanitária e, segundo o embaixador no Japão, John Roos, ela foi importantíssima nas primeiras horas depois do terremoto ao servir para a aterrissagem de voos que não podiam fazê-lo na capital. EFE

via Ajuda dos EUA começa a chegar ao Japão – Yahoo! Notícias.

Cerca de 9,5 mil pessoas estão desaparecidas em um povoado de Miyagi

Cerca de 9,5 mil pessoas continuam sem ser localizadas em um povoado na província de Miyagi (nordeste do Japão), que sofreu ondas de até dez metros pelo tsunami de sexta-feira, disse hoje à Agência Efe um porta-voz provincial.

O povoado é Minamisanriku, cuja população total é de 17 mil pessoas e onde, segundo as imagens transmitidas pela rede de televisão “NHK”, praticamente não sobraram edifícios de pé ou sem terem sido alagados pelas águas.

Segundo o porta-voz provincial, não foi possível entrar em contato com essas 9,5 mil pessoas e os trabalhos de busca continuam.

As autoridades de Miyagi assinalaram que não têm informação sobre o que ocorreu com esse povoado, ao contrário do que sucede com outras localidades próximas.

A rede japonesa “NHK” indicou que a província de Miyagi pediu ajuda às Forças de Autodefesa (Exército) para localizar esses 9,5 mil habitantes de Minamisanriku, dos quais não se tem notícias.

Em um primeiro momento, os soldados de Miyagi foram capazes de localizar 7,5 mil habitantes em refúgios da região.

Na província de Miyagi, uma das mais afetadas pelo terremoto e pelo tsunami de sexta-feira no Japão, até agora foram contabilizados 137 mortos e 95 desaparecidos de acordo com os números oficiais.

via Cerca de 9,5 mil pessoas estão desaparecidas em um povoado de Miyagi – Yahoo! Notícias.

Cerca de 13 milhões vivem nas regiões do Japão mais afetadas pelo terremoto

Pelo menos quatro Províncias do Japão sofreram grandes danos com o terremoto de 8,9 graus na escala Richter que atingiu o país na madrugada de sexta-feira (11). Os tremores também geraram tsunamis que chegaram à costa com mais de 10 metros de altura.

As Províncias de Miyagi, Chiba, Ibaraki e Fukushima, que ficam nas regiões norte e noroeste, foram as mais afetadas. Juntas, elas contabilizam 13 milhões de habitantes, entre os 127 milhões que moram no país.

Até agora, o terremoto já deixou ao menos 337 mortos e 531 desaparecidos, segundo balanço da polícia japonesa.

Província de Miyagi

A cidade de Sendai, uma das maiores do país, localizado na província de Miyagi, foi uma das mais afetadas pelo tremor. Com cerca de 1,3 milhões de habitantes, o município teve o aeroporto destruído. As pistas eram usadas para fazer voos para países próximos.

Agências internacionais citam que de 200 a 300 corpos foram encontrados em uma das praias da cidade. Entre as vítimas do desastre em Sendai está um homem de 67 anos, esmagado por uma parede, e uma idosa, atingida pelo teto da própria casa, que desabou.

A província de Miyagi tem cerca de 2,3 milhões de habitantes. Outro município da região, Iwanuma, que tem 42,6 mil habitantes, também foi bastante atingido.

via Cerca de 13 milhões vivem nas regiões do Japão mais afetadas pelo terremoto.

Japão procura sobreviventes em meio a cenário devastador

O governo do Japão mobilizou milhares de militares e bombeiros na busca por sobreviventes do terremoto seguido de tsunami que devastou a costa noroeste na sexta-feira. Operações de resgate aconteceram durante todo o sábado e seguem madrugada adentro (no horário local) em cidades onde o cenário é impressionante: prédios destruídos, árvores caídas e ruas tomadas por lama, carros, barcos e até pequenos aviões.

No sábado, equipes de resgate usaram botes para passar por áreas inundadas, buscando sobreviventes em um mar de destroços. Segundo autoridades, a maior parte das mais de 600 mortes registradas até agora foi causada por afogamento, após ondas gigantes arrastarem carros e casas nas cidades costeiras.

“O tsunami foi incrivelmente rápido”, disse Kpichi Takairi, 34 anos, morador da cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto e uma das mais afetadas pelas ondas gigantes. “Carros eram arrastados à minha volta. Tudo o que pude fazer foi ficar sentado no meu caminhão”, afirmou, em entrevista à agência Associated Press.

Na tentativa de impedir que o número de vítimas aumente, bombeiros sobrevoam extensas áreas do país em helicópteros tentando controlar incêndios em complexos industriais e casas de madeira.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, afirmou que 50 mil militares atuam nos esforços de resgate e reconstrução. Dezenas de países também ofereceram colaboração nos trabalhos humanitários.

Desde o terremoto, mais de 1 milhão de domicílios estão sem água, a maioria na região nordeste do país. Quatro milhões de edifícios não têm energia, e em Sendai os serviços de telefonia também foram comprometidos.

A polícia afirmou que mais de 215 mil pessoas estão vivendo em 1.350 abrigos temporários, mas a ajuda mal começou a chegar a muitas áreas. “Tudo o que temos para comer são biscoitos e arroz”, afirmou Noboru Uehara, 24 anos, um motorista de caminhão que vive em Iwake. “Tenho medo de a comida acabar.”

via Japão procura sobreviventes em meio a cenário devastador – Mundo – iG.

Vazamento de radiação será resolvido em breve, diz especialista

A Tokyo Electric Power Company deve conter o vazamento de radiação na usina nuclear de Fukushima 1, localizada a 250 quilômetros a nordeste de Tóquio, em breve. A empresa já iniciou os procedimentos para parar a fusão do reator e assim conter a produção de gás radioativo. O procedimento consiste em adicionar uma mistura de água e ácido bórico dentro da cápsula de aço onde está o reator. “É uma questão de um ou dois dias até que a fusão pare”, disse o físico José Goldemberg, um dos principais especialistas em produção de energia no Brasil, em entrevista ao iG.

Como o vazamento deve acabar em breve, a preocupação agora é com a quantidade de radiação já liberada na região próxima à usina. Goldemberg explica que as usinas utilizam grandes quantidades de urânio para produzir energia (entre 200 e 300 kg) e, por isso, vazamentos de radiação podem gerar desastres de grandes proporções, como o ocorrido em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986.

No caso de Fukushima 1, a Tokyo Electric Power Company e o governo japonês ainda não informaram a quantidade de radiação que vazou. Os níveis de radiação caíram após uma explosão na usina ocorrida na manhã deste sábado, já que os vapores que aumentavam a pressão dentro da cápsula do reator foram liberados. Apesar disso, o governo japonês aumentou o raio de isolamento em torno de Fukushima 1 de 10 km para 20 km e de 3 km para 10 km em torno de Fukushima 2. “Eles perceberam que a contaminação era maior do que anteciparam”, diz Goldemberg.

Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que “quantidades mínimas de radiação” vazaram após Fukushima 1 ser atingida pelo terremoto que causou uma falha no sistema de refrigeração do reator. Segundo um pesquisador especializado em reatores nucleares, a quantidade de radiação liberada durante o vazamento está dentro dos limites estabelecidos pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP, na sigla em inglês) e, por isso, não deve causar prejuízos à população e ao meio ambiente. “A atmosfera dispersará aos poucos essa radiação.”

“O Japão tem 54 usinas nucleares preparadas para terremotos e as empresas têm experiência em resolver esses vazamentos”, disse o pesquisador. As usinas nucleares localizadas no Japão protegem seus reatores por vários sistemas de contenção e barreiras, como paredes de concreto com espessuras de um metro. Segundo ele, a situação poderia se agravar caso as usinas fossem atingidas pelo tsunami. “A usina poderia ficar submersa, o que dificultaria a resolução do problema.”

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Japão tem 215 mil pessoas em abrigos após terremoto

(AFP) – Ao menos 215 mil pessoas estão instaladas em abrigos de emergência no leste e no norte do Japão, informou a polícia neste sábado, um dia após o terremoto extremo que abalou o país.

O número inclui mais de 100 mil pessoas retiradas da prefeitura de Fukushima, onde há risco de vazamento em duas centrais nucleares.

Na usina nuclear de Fukushima 1, o governo decretou uma área de isolamento de 10 km de raio, levando à evacuação de 45 mil habitantes, antes da liberação do vapor radioativo para aliviar a pressão no reator.

Em Fukushima 2, outra central nuclear, que também liberou vapor radioativo, a área de evacuação foi de 3 km de raio.

O tremor de 8,9 graus seguido por tsunami que atingiu o Japão na sexta-feira deixou 487 mortos, 725 desaparecidos e 1.046 feridos, segundo o último levantamento da polícia.

Apenas no litoral de Sendai, na prefeitura de Miyagi, varrido por um tsunami de 10 metros, foram encontrados 200 mortos.

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Explosão foi causada por falhas no bombeamento do núcleo. Técnicos alertam para o risco de tragédia nuclear no Japão

Com informações da CNN – A explosão da usina nuclear de Fukushima não foi causado por danos ao reator nuclear, mas por um sistema de bombeamento que falhou enquanto equipes tentavam fazer baixar a temperatura do núcleo.

De acordo com um porta-voz do governo japonês, técnicos que trabalhavam na usina estavam inundando o reator com  água do mar para levar a temperatura do núcleo a níveis seguros.

O governo assegura que ss níveis de radiação caíram desde a explosão e não há nenhum perigo imediato. Mas as autoridades estão ampliando o raio de evacuação para um raio de 20 km (cerca de 12,5 milhas) ao redor da planta.  A evacuação já alcançou a 10 km.

Mais cedo, a Tokyo Electric Power Company informou que, enquanto sistemas de refrigeração em três dos quatro reatores falharam  após o terremoto, os níveis de água nos reatores da planta Daini estavam estáveis ​​e os monitores não teriam detectado níveis elevados de radiação nos limites da usina. Mais de 83.000 pessoas vivem a até 10 quilômetros das duas plantas, de acordo com a agência de energia nuclear japonesa.

Se os reatores não forem refrigerados, as barras de combustível no interior do núcleo podem derreter, o que pode causar enormes danos ao reator ou, no pior dos casos, a liberação de material radioativo no ar ou na água, elevando o risco de câncer e outros problemas de saúde, dizem especialistas.

O governo também estava se preparando para distribuir pastilhas de iodo para os moradores, afirmou a Agência Internacion al de Energia Atômica. O iodo é normalmente prescrito  para ajudar a evitar a exposição da glândula tireóide a altos índices de radioatividade.

A explosão ocorreu por volta das  3h30 deste sábado. Quatro trabalhadores ficaram feridos na explosão. As paredes de um edifício de concreto em torno do reator entraram em colapso, mas o núcleo e seu sistema de contenção não teriam sido danificados.

Um porta-voz da Agência de Energia  Nuclear do Japão declarou anteriormente que material radioativo havia vazado de um dos cinco reatores nucleares na usina Daiichi, localizada a cerca de 160 milhas (260 km) ao norte de Tóquio. A agência nuclear do Japão admitiu que havia uma forte possibilidade de que césio radioativo tenha sido liberado para o meio-ambiente depois do derretimento de uma barra de combustível na usina, acrescentando que os engenheiros continuavam a esfriar o núcleo com o bombeamento de água em torno deles.

O césio é um subproduto do processo de fissão que ocorre em usinas nucleares. Uma fonte da agência ponderou que  “é claramente uma situação séria, mas que por si só não significa necessariamente contaminação (nuclear) maior.”

“Esta é uma situação que tem o potencial para uma catástrofe nuclear. É basicamente uma corrida contra o tempo, porque o que tem acontecido é que os operadores de planta não foram capazes de arrefecer o núcleo de pelo menos dois reatores”, disse Robert Alvarez, estudioso sênior do Institute for Policy Studies, em Washington.

Novo terremoto atinge região de usina nuclear no Japão

Um forte terremoto de 6,4 graus de magnitude atingiu a região de Fukushima, no Japão, onde está localizada a usina nuclear que sofreu uma explosão neste sábado. Não há informações de vítimas ou danos causados pelos tremor, que é reflexo do abalo que atingiu o país na sexta-feira e provocou um tsunami que devastou a costa leste.

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), o epicentro do tremor foi a 84 km de Fukushima e aconteceu às 22h15 (horário local), a 35 km de profundidade. Dezenas de réplicas do terremoto de sexta-feira já foram registradas no país.

Horas antes do novo tremor, uma explosão destruiu um dos prédios e feriu quatro trabalhadores da usina nuclear de Fukushima 1, a cerca de 250 quilômetros a nordeste de Tóquio. O porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, afirmou que o reator nuclear não foi danificado e que a pressão sobre ele diminuiu após a explosão. O nível de radiação no local também estaria diminuindo, segundo Edano.

De acordo com autoridades japonesas, a explosão não foi causada pelo reator nuclear, mas, sim, pelo ar e vapor com radioatividade liberados para tentar aliviar os altos níveis de pressão.

Antes da explosão, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, informou que houve vazamento de “quantidades mínimas de radiação” na usina de Fukushima, informou a agência local Kyodo. Ainda assim, pouco depois da explosão a imprensa local informou que as autoridades ampliaram a zona de isolamento de 10 km para 20 km em torno de Fukushima 1.

Os reatores das usinas japonesas foram desligados após o terremoto. Porém, mesmo após o desligamento, ainda é necessário dissipar o calor produzido pela atividade nuclear dentro do núcleo do reator.

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Tremor deixou mais de 1.700 mortos ou desaparecidos, diz agência

O forte terremoto e tsunami no Japão podem ter deixado mais de 1.700 mortos ou desaparecidos, informou a agência de notícias Kyodo neste sábado.

O forte terremoto de sexta-feira causou um tsunami de dez metros de altura, que devastou cidades na costa nordeste do país.

O terremoto no Japão foi o quinto mais forte do mundo no último século.

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É altamente provável que reator nuclear esteja derretendo, diz agência japonesa

A  Agência de Segurança Nuclear do Japão afirmou ser “altamente provável” que esteja ocorrendo o derretimento do reator número 1 da usina nuclear Daiichi, na cidade de Fukushima, nordeste do Japão, após os danos causados pelo violento terremoto seguido de tsunami na sexta-feira, 11.

Reator 1 da usina nuclear de Fukushima fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio

Às 15h36 na hora local deste sábado (3h36 em Brasília), os muros e o teto da usina caíram em meio a várias colunas de fumaça. Houve vazamento radioativo e quatro funcionários se feriram levemente. Segundo a imprensa japonesa, a explosão ocorreu quando uma equipe tentava esfriar o reator nuclear número 1.

A Agência de Segurança Nuclear do Japão informou que liberou “vapores radioativos” para reduzir a pressão dentro do reator, que continua o dobro da normal. Medições detectaram radiação oito vezes maior que a usual nas redondezas da usina e mil vezes maior que a normal dentro da sala de controle do reator 1. A central nuclear Daiichi é operada pela companhia de geração de energia Tokio Electric Power Co (Tepco) e fica a 250 quilômetros ao norte de Tóquio.

Cerca de 46 mil moradores em um raio de dez quilômetros da usina foram retirados emergencialmente de suas casas e transportados para lugares seguros. Porém, segundo a rede NHK, no momento da explosão ainda havia cerca de 800 pessoas nas redondezas, algumas delas idosas.

O governo japonês pediu calma à população e disse que atuará como se o pior tivesse ocorrido na hora de ajudar os moradores. Tamém afirmou que vai ampliar de três para dez quilômetros o raio de evacuação da usina nuclear número 2 de Fukushima, situada a dez quilômetros da primeira e também afetada pelo terremoto.

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“Fugi para minha casa e a achei destruída”

“Eu “fugi” para a minha casa e a encontrei praticamente destruída.” O relato é da brasileira Marcela Tamura Lima, 37, que mora há sete anos em Tochigi Ken, no Japão central, onde dá aulas de inglês.Marcela estava na escola onde trabalha quando começou a sentir um tremor por volta das 14h45 hora local.Instantes depois, o sistema de alerta da cidade pediu que todos fossem para uma área de refúgio e avisou que a população enfrentaria um terremoto nível 5 de perigo.”Fomos para o meio do pátio do colégio, que é nossa área de refúgio, e ficamos agachados, esperando. Depois de mais de uma hora, um professor pegou os roupões das crianças, cobertores e jogou para elas. Estava muito frio. Durante três horas, tremeu sem parar.”Somente às 17h é que a administração da cidade anunciou que os pais poderiam buscar as crianças. Só então a professora pôde ir para casa, onde encontrou um cenário desolador.”A cidade toda estava um caos: os trens e aeroportos pararam, e a maioria das pessoas dessa área está sem comunicação. Estamos sem luz, água, gás e nem o celular esta pegando. Tudo é cortado automaticamente.”Após encontrar sua casa destruída, Marcela seguiu dirigindo em direção a Kanuma, onde se hospedou na casa de uma amiga. “Já passei por outros terremotos no Japão, mas nunca senti tanto medo como desta vez. Planejo voltar em julho ao Brasil.”

via Folha de S.Paulo – “Fugi para minha casa e a achei destruída” – 12/03/2011.

Sobreviventes do terremoto e tsunami no Japão estão à escuras e passam frio

Os sobreviventes da cidade de Sendai, no nordeste do Japão, região atingida nesta sexta-feira (11/3) por um forte terremoto seguido de tsunami, se preparam para passar a noite com medo, frio e na escuridão total após a queda da rede elétrica.

Pouco após a meia-noite, hora local, a energia ainda não havia sido restabelecida, enquanto réplicas fortes do sismo continuavam a ocorrer, testemunhou Makiko Tazaki, que mora nesta cidade de um milhão de habitantes, capital da cidade de Miyagi.

“Está tudo às escuras no meu bairro. Não temos eletricidade e nem água potável”, contou à AFP por telefone. “Não temos aquecimento também e está muito frio”.

Tazaki estava sozinha em casa quando o terremoto começou.

“Me segurei num pilar”, relatou, acrescentando que ela teve a impressão que o fenômeno havia durado vários longos minutos.

“Logo percebi que se tratava de um terremoto como nunca vi antes. Fiquei apavorada”.

Tazaki, que tem um filho de 11 anos, foi em seguida à escola para garantir que tudo estava bem com a criança.

Pátio

Todos os alunos estavam reunidos no pátio do colégio.

“Eles evacuaram o prédio o mais rápido possível. Os meninos bagunçavam um pouco, mas algumas meninas estavam aos prantos”, disse.

Sua casa fica situada em um ponto alto da cidade, longe da costa que foi varrida pelo tsunami.

Segundo a imprensa, que cita a polícia local, entre 200 e 300 corpos já foram encontrados no litoral de Sendai.

“Escutei no rádio que a havia tido muita destruição na costa. Não consigo acreditar no que aconteceu”, lamentou.

via Correio Braziliense – Mundo – Sobreviventes do terremoto e tsunami no Japão estão à escuras e passam frio.

Terremoto não deve prejudicar exportação de frango para o Japão

As exportações de frango para o Japão não devem ser prejudicadas pelo terremoto que atingiu a costa nordeste do país asiático, de acordo com avaliação do presidente executivo da União Brasileira de Avicultura, Francisco Turra. Carne de frango e minério de ferro são os principais itens de exportação do Brasil para o Japão.

“Sempre há um período de recuperação, de reconstrução, que envolve uma série de programas. Até mesmo de compra de mais alimentos ou de redução para investir em outros setores. Pela força da economia [japonesa] temos certeza de que não vai haver uma redução de exportações, ao menos de carne de frango.”

Ele disse ainda que o Japão é um mercado fidelizado em relação à carne de frango brasileira. “ Há uma tradição forte de mais de 30 anos nessa relação Brasil-Japão no mercado de carne de frango”.

De acordo com Turra, só no ano passado, o Brasil exportou para o Japão mais de 300 mil toneladas de carne de frago, que renderam mais de US$ 800 milhões. Juntos, carne de frango e minério de ferro representaram 58,39% das exportações para o Japão em 2010, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

via Correio Braziliense – Mundo – Terremoto não deve prejudicar exportação de frango para o Japão.

“Tudo tremeu por mais de cinco minutos”, relata brasileira em Tóquio

Taís Fernanda Bacetti mora no Japão há 10 anos onde trabalha em uma fábrica de alimentos

A brasileira Taís Fernanda Bacetti, 23 anos, residente em Tóquio, estava se preparando para sair de casa com uma amiga, por volta das 14h40 (horário de Tóquio), quando sentiu o forte impacto do terremoto de 8,9 graus na escala Richter que atingiu o nordeste do Japão nesta sexta-feira (11/3).

“De repente, as portas começaram a bater, os vidros chacolharam. Saímos correndo de casa, sem levar nada. Eu estava lavando o rosto e saí com ele ensaboado mesmo”, relata.

Ainda assustada, a brasileira, que mora há 10 anos no Japão, conta que está acostumada a sentir pequenos tremores, mas nada comparado à força do que foi registrado hoje. “Tudo tremeu por mais de cinco minutos, eu marquei no relógio. Foi terrível”, relembra.

Taís e a amiga polonesa se refugiaram por cerca de cinco horas em um posto policial, onde mais 20 pessoas se abrigaram. ” Enquanto corria para o abrigo, vi dois prédios batendo um no outro e despencando. Nas ruas, há postes caídos e o trânsito parou”, descreve. Ainda segundo ela, nenhum tremor foi sentido nos últimos dias, assim como não houve alertas sobre possíveis terremotos.

A brasileira só consegiu tranquilizar a família depois de três horas do início do terremoto. Quando retornou para casa, um sobrado de dois andares, Taís encontrou todos os móveis destruídos, mas a estrutura da construção foi preservada. “Até a minha cama estava fora do lugar. Vou ter que comprar tudo novo”, lamenta.

via Correio Braziliense – Mundo – “Tudo tremeu por mais de cinco minutos”, relata brasileira em Tóquio.

Obama: EUA vão enviar 2º porta-aviões para o Japão

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que o país enviará um segundo porta-aviões ao Japão, como parte do auxílio à Tóquio, após o terremoto de 8,9 graus seguido por um tsunami, que atingiu a costa leste japonesa. Obama descreveu o desastre como “totalmente desolador”. Ele disse que os EUA oferecem ao Japão “qualquer ajuda” que for necessária.

“As imagens de destruição e inundações que vieram do Japão são totalmente desoladoras”, disse o presidente norte-americano, após ter conversado por telefone com o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan. Oficialmente, 137 pessoas foram mortas no desastre, mas centenas estão desaparecidas e uma estimativa citada pela agência de notícias Kyodo, do Japão, diz que mais de mil pessoas podem ter morrido.

“Nós já enviamos um porta-aviões ao Japão e outro está a caminho”, disse Obama. Segundo ele, outro navio militar dos EUA ruma para o território norte-americano das Ilhas Marianas, para “prestar a assistência que for necessária”. As informações são da Dow Jones.

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Reparo em usina no Japão deve causar leve vazamento

A companhia energética Tokyo Electric Power informou sobre a necessidade de se aliviar a pressão interna de um dos reatores nucleares da usina atômica de Fukushima. Segundo o chefe do gabinete de governo do Japão, Yukio Edano, é provável que uma pequena quantidade de radiação seja liberada no processo.

Edano enfatizou que as medidas de segurança adotadas no momento, como a retirada da população em um raio de três quilômetros da usina, situada no nordeste do Japão, são suficientes para garantir a segurança dos moradores. Segundo a agência de segurança nuclear do Japão, o elemento radioativo no vapor que será liberado não vai afetar o meio ambiente nem a saúde humana.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, informou que a Força Aérea dos Estados Unidos entregou uma remessa de líquido de refrigeração para ajudar a resfriar o reator da usina, cujo sistema substituto de resfriamento foi desligado pelo terremoto. As informações são da Dow Jones.

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