O que vai sobrar do Brasil depois que o atual governo acabar ?

As novidades que o Congresso e o governo vêm introduzindo na legislação brasileira vão ecoar no futuro como o momento de um ataque sem piedade a qualquer coisa que possa parecer um anteparo do Estado aos menos favorecidos. O ponto culminante, até o momento, é a terceirização selvagem que, levada a efeito, pode acabar com a CLT e nos devolver ao período do laissez-faire, no qual o Estado se limitava a proteger o direito de propriedade.

Mas a coisa pode piorar ainda mais. Caso a articulação de Rodrigo Maia, Eunício Oliveira e o restante do baixo clero parlamentar seja bem-sucedida, teremos uma reforma política cujo propósito terá sido apenas o de assegurar o privilégio de foro a políticos que estão implicados no maior escândalo de corrupção do mundo em todos os tempos. E, claro, assegurar seus mandatos, uma vez que serão eles, os alvos da Lava Jato, que estarão escondidos por detrás do biombo das listas fechadas pegando carona no voto obscuro dos incautos.

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Prisões demais

prisaoVou ser curto e grosso.

Com base naquilo que o Ministério Público reuniu de provas contra Antônio Palocci, acredito que ele mereça anos e anos de cadeia. É o mínimo que se espera para alguém que fazias as vezes de articulador do propinoduto que ligava a Odebrecht e o PT.

Ocorre que Antônio Palocci não foi ainda julgado. Muito menos condenado. Então, não deveria estar na cadeia.

O MP pediu a prisão preventiva dele porque não conseguiu encontrar as contas onde era depositada a dinheirama que a empreiteira provinha para o PT e os bandidos que a legenda reunia diante da boca do cofre da PETROBRAS.

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Moro errou. Errou mesmo?

A polêmica não tem sentido. Basta ler a Lei da Interceptação Telefônica (Lei 9296/96) para se constatar que Sérgio Moro, um juiz eficiente e assertivo, desta vez pode ter  produzido uma ilegalidade.

O primeiro parágrafo da lei 9296/96 estabelece que “a interceptação de comunicações telefônicas (…) dependerá de ordem do juiz competente da ação principal, sob segredo de justiça“.

Em outro ponto, no Art. 8º, o texto legal determina que a interceptação  “ocorrerá em autos apartados, apensados aos autos do inquérito policial ou do processo criminal, preservando-se o sigilo das diligências, gravações e transcrições respectivas“.

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João Santana ‘deletou’ conta de e-mail para evitar curiosidade da PF

joaosanta01O que você faria quando soubesse que iria receber em instantes a visita nada amistosa de uma equipe da Polícia Federal a serviço da Operação Lava Jato ?

João Santana, o marqueteiro do PT, correu para o computador e apagou a conta do Dropbox. Só Deus e a mulher dele sabem que segredos essa conta guardava.

A ação apressada serviu como mote para que a Polícia Federal e o Ministério Público pedissem a extensão da prisão do marqueteiro. E também  confirmou, para os investigadores, algo de que eles já desconfiavam: que Santana foi avisado com antecedência da vigésima-terceira fase da Operação Leva Jato, que iria prendê-lo.

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Delcídio põe Lula e Dilma no centro da Lava Jato

delcidioA informação foi dada agora há pouco pelo meu colega Ricardo Boechat na Rádio Bandnews FM: A revista Isto É antecipou em dois dias a edição desta semana porque tráz uma informação que pode comprometer seriamente tanto Lula quanto a presidente Dilma Rousseff. Em delação premiada, Delcídio teria dito à Polícia Federal que foi Lula quem tramou o fatídico encontro em que ele, Delcídio, tentou corromper o filho de Nestor Cerveró para que ele fugisse do País — oferecendo inclusive avião e dinheiro para a fuga.

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O déjà-vu de Sérgio Moro

O ano era 2004. O sujeito, Sérgio Moro, juiz federal já provado nas investigações da lavanderia montada sob o teto do Banestado. O assunto, a Operação Mãos Limpas, tema sobre o qual o magistrado se debruçava com máximo interesse.  Foram esses os ingredientes que motivaram a produção de um artigo, com viés acadêmico, que Moro escreveu para uma publicação especializada em assuntos jurídicos.

Da análise do julgador sobre a investigação na Itália nasceu um documento que antecipa, como um déjà-vu de onze anos de idade, o que está ocorrendo agora no âmbito da Operação Lava Jato.

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