Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the tag “Libia”

Chanceler de Omã pede ‘intervenção árabe’ na Líbia

Os Estados árabes devem intervir na Líbia através da Liga Árabe em linha com a lei internacional e a crise na Líbia representa uma ameaça à estabilidade dos países árabes, disse o ministro das Relações Exteriores de Omã, Youssef bin Alawi bin Abdullah, neste sábado.

“O que é preciso agora é uma intervenção árabe usando os mecanismos da Liga Árabe e, ao mesmo tempo, em acordo com a lei internacional”, disse o ministro na abertura do encontro da Liga Árabe.

Ele acrescentou que a inércia árabe em relação à crise líbia pode levar a uma “indesejada intervenção estrangeira” e uma luta entre o povo líbio.

“Se a Liga Árabe não assumir responsabilidade para prevenir esta espiral, isso pode levar à lutas internas ou a uma intervenção estrangeira não-desejada”, disse ele.

via Chanceler de Omã pede ‘intervenção árabe’ na Líbia – internacional – Estadao.com.br.

Tropas do governo líbio iniciam ataque à Misrata, dizem rebeldes

Forças do governo líbio iniciaram um ataque à cidade de Misrata neste sábado, na tentativa de recuperar a última cidade sob domínio de rebeldes no oeste do país, disseram rebeldes e residentes da região à Reuters.

“Eles estão tentando nos tirar de Misrata, eles agora estão distantes 10 quilômetros”, disse um combatente rebelde.

“Estamos ouvindo granadas. Não temos opção senão lutar”, disse ele.

Um residente confirmou o ataque.

(Reportagem de Mariam Karouny, de Ras Jdir, e Tarek Amara, de Tunis)



via Tropas do governo líbio iniciam ataque à Misrata, dizem rebeldes – internacional – Estadao.com.br.

Presidente pede fim da violência e diz que ditador “tem de sair”

Em seu mais longo pronunciamento sobre a Líbia, o presidente dos EUA, Barack Obama, voltou a pedir a saída imediata do ditador líbio, Muammar Gaddafi, e disse que está preparando opções “militares e não militares” para a resolução da crise.

Obama afirmou também que uma das opções em estudo é a criação de uma zona de exclusão aérea, proibindo voos sobre a Líbia -defendida pelo premiê britânico, David Cameron, entre outros.

Não disse explicitamente, porém, que vai adotar essa medida ou qualquer outro tipo de intervenção militar.

“Os EUA e o mundo continuam indignados pela violência cometida contra o povo líbio. Gaddafi perdeu a legitimidade para comandar e tem de sair”, disse o presidente americano após encontro com o do México, Felipe Calderón, na Casa Branca.

Obama declarou ainda que autorizou aviões militares a transportar de volta a seus países de origem refugiados que já tenham deixado a Líbia. Equipes de assistência humanitária, disse ele, serão enviadas à fronteira para “atender às necessidades urgentes” dos líbios.

“Nós vamos continuar a enviar uma mensagem clara: a violência tem de parar.”

A proposta da zona de exclusão vinha sendo tratada com cautela por Robert Gates, secretário de Defesa americano. Gates já advertiu que instaurá-la implicaria ataque para destruir as defesas aéreas do ditador líbio.

via Folha de S.Paulo – Presidente pede fim da violência e diz que ditador “tem de sair” – 04/03/2011.

Obama fala em saída militar para Líbia

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, admitiu ontem pela primeira vez que poderá adotar uma solução militar para remover do poder o ditador da Líbia, Muammar Gaddafi. “[Temos] opções militares e não militares”, declarou, em pronunciamento.

Em pontos estratégicos do país, como a cidade portuária de Brega, os dois lados continuam se enfrentando. Os pró-Gaddafi realizam bombardeios pelo ar, e os rebeldes reagem com artilharia antiaérea.

Por causa da violência, dezenas de milhares de estrangeiros e de líbios ainda deixam o país diariamente pelas fronteiras com Tunísia e Egito. Na fronteira tunisiana, em Ras Jedir, a situação é caótica.

Também ontem, o promotor-chefe do TPI (Tribunal Penal Internacional), o argentino Luis Moreno Ocampo, afirmou que investigará Gaddafi, familiares e integrantes do alto escalão do regime pelos excessos.

O governo brasileiro deverá rejeitar a ideia de mediar o conflito, ao menos por enquanto.

via Folha de S.Paulo – Obama fala em saída militar para Líbia – 04/03/2011.

EUA preparam cerco militar a Gaddafi

De um lado, pressão financeira. De outro, militar. Ontem, ficou clara esta dupla estratégia dos países ricos para tentar forçar rapidamente a saída do ditador líbio, Muammar Gaddafi.

Entre as medidas financeiras propostas estão a suspensão de repasse de cédulas impressas no Reino Unido, o congelamento por 60 dias dos pagamentos internacionais ao país e o bloqueio de US$ 30 bilhões em ativos da Líbia pelo governo norte-americano.

No front militar, os EUA pretendem reposicionar forças aéreas e navais para mais perto do país, num claro sinal de intimidação. Também se discute forçar uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia.

Gaddafi, cercado em Trípoli, disse em entrevista que ainda é “amado” pelo povo e prometeu ficar no poder. Ele bombardeou algumas posições rebeldes.

No golfo Pérsico, os protestos aumentaram em Omã. Um porto foi bloqueado, o que trouxe mais preocupação sobre o abastecimento mundial de petróleo.

via Folha de S.Paulo – EUA preparam cerco militar a Gaddafi – 01/03/2011.

Forças de Gaddafi estão fora de cidade rebelada, diz testemunha

As forças leais ao líder líbio, Muammar Gadafi, não conseguiram entrar na cidade de Zawiyah, situada 50 quilômetros a oeste da capital, Trípoli, disseram testemunhas nesta sexta-feira.

Zawiyah vem sendo palco de duros combates entre forças pró-governo e opositores.

“Há controles do Exército e da polícia ao redor de Zawiyah, mas nenhuma presença deles dentro da cidade. Somente vi alguns civis desarmados”, disse Said Mustafa, que cruzou a cidade nesta sexta-feira, a caminho da fronteira com a Tunísia.

Na quinta-feira, a oposição já controlava localidades importantes no leste, inclusive Benghazi, segunda maior cidade do país, e havia relatos de que Misrata e Zuara, no oeste, também se haviam rendido à onda de rebelião, que já ameaça a base de poder do ditador.



via Forças de Gaddafi estão fora de cidade rebelada, diz testemunha – internacional – Estadao.com.br.

Onda de revoltas: “Estamos livres do cão”, afirma opositor

Três homens armados de fuzis e vestidos à paisana dão boas-vindas a quem entra no território da Líbia pelo Egito.

Ao lado, uma bandeira vermelha, preta e verde, da Líbia independente, confirma que esta parte do país já não está sob controle do ditador Muammar Gaddafi.

Após cruzar a fronteira, a reportagem da Folha percorreu 140 km de estrada empoeirada e pequenos vilarejos até Tobruk, quarta maior cidade do país e uma das principais do leste da Líbia.

Não há sinal de Muammar Gaddafi. Murais épicos do ditador, que costumavam estar por toda a parte, desapareceram, assim como os soldados que eram leais a ele.

Ao longo do percurso, jovens armados e vestidos com fardas militares incompletas param os carros e pedem documentos a ocupantes, mas a atmosfera é mais de celebração do que de confronto.

Em algumas das barreiras, os rebeldes distribuem água e suco de laranja. “Nos livramos do cão”, diz um deles, em referência a Gaddafi.

Exibicionista, baixa o lenço que cobre o rosto, empunha o fuzil e pede que o repórter tire uma foto enquanto ensaia uma pose heroica.

Em Tobruk, cidade de 150 mil habitantes que entrou para os livros de história como palco de sangrentas batalhas na Segunda Guerra, militares desertores planejam o “Dia D” contra o regime.

Oito oficiais do Exército líbio se reuniram ontem num hotel da cidade onde está concentrada a imprensa internacional e contaram como trocaram de lado depois de se negarem a cumprir ordens superiores para atirar contra os manifestantes.

Segundo o general Rashid al Sheini, há coordenação com os militares do oeste a fim de planejar um ataque ao quartel-general em que Gaddafi estaria entrincheirado.

O coronel Ibrahim abu Khshem disse que todo o Exército na região leste passou para o lado da oposição.

Ele reconheceu que os desertores não contam com armas pesadas para enfrentar o Exército de Gaddafi, mas se mostrou confiante de que a adesão popular acabará levando à queda do ditador.

“Ele é um covarde, vai acabar fugindo”, disse.

Em Tobruk, sem polícia nem Exército nas ruas, jovens voluntários orientam o trânsito e, ao mesmo tempo, pedem que os carros buzinem para comemorar.

Na praça principal, centenas de pessoas balançam a velha/nova bandeira do país e seguram cartazes contra Gaddafi. “Há uma semana, eu poderia ter sido preso só de mencionar essa bandeira”, diz Eyman Khaled, professor de literatura árabe.

“Gaddafi disse que os manifestantes são drogados e da Al Qaeda, mas são apenas gente querendo liberdade.”

Sinais de confronto estão por toda a parte. Mas há relativa sensação de segurança, principalmente se comparada ao caos de dias atrás, apesar dos relatos esporádicos de roubos e pilhagens.

via Folha de S.Paulo – Onda de revoltas: “Estamos livres do cão”, afirma opositor – 25/02/2011.

Cercado, Gaddafi ameaça cortar petróleo

O ditador Muammar Gaddafi foi ontem à TV novamente, desta vez para ameaçar corte no fornecimento de petróleo se a revolta na Líbia não for controlada.

O país é responsável por 1,5% do fornecimento mundial da commodity. O preço do barril tipo Brent chegou a atingir US$ 120 ao longo do dia, mas fechou em torno de US$ 111, mesmo patamar de anteontem.

Gaddafi reagiu atacando cidades tomadas pelos rebeldes, que avançam rumo à capital, Tripoli. A revolta já dura dez dias, e mil pessoas podem ter morrido. Confrontos levaram milhares de pessoas a fugir.

Em Tobruk, no leste do país, as vias empoeiradas estão sob o domínio de jovens rebeldes armados de fuzis. Não há nem sinal do ditador, há 42 anos no poder.

Ontem, mais brasileiros deixaram o país em aviões, a maioria com destino à ilha de Malta. Em Benghazi, um barco resgatará mais 146 trabalhadores de construtoras do Brasil.

via Folha de S.Paulo – Cercado, Gaddafi ameaça cortar petróleo – 25/02/2011.

Tropas leais a Kadafi e mercenários cercam Trípoli

Os sinais de que o regime do coronel Muamar Kadafi está desmoronando na Líbia são cada vez mais claros. Ontem, parte das Forças Armadas juntou-se aos insurgentes em grandes cidades do leste do país, como Benghazi, Tobruk e Ajdabiya, na província de Cyrenaique, que já passou às mãos dos revoltosos. Militares e mercenários estariam concentrados em um raio de 40 quilômetros de Trípoli, onde tentam garantir a sobrevida da autocracia.

Segundo organizações não governamentais, pelo menos 640 pessoas já morreram na mais violenta das rebeliões populares que estão transformando o mundo árabe. Mas testemunhas estimam esse número na casa dos milhares em todo o país.

No leste, próximo à fronteira com o Egito, o controle de imigração foi aberto e a segurança em rodovias e cidades passou a ser feita por manifestantes armados com fuzis AK-47 roubados dos arsenais ou de paus e pedras. Segundo as agências AFP e Reuters, que já ingressaram no país, soldados aliaram-se ao movimento popular em Ajdabiya, a 847 quilômetros da capital, Tobruk e Benghazi, ambas mil quilômetros a leste de Trípoli. Nessa região, vídeos registrados por insurgentes mostram prédios públicos e veículos incendiados, cartazes de Kadafi sendo destruídos e milicianos cercados por militantes.

Já em Trípoli, conforme testemunhos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a situação é diferente. Em torno da metrópole de 2 milhões de habitantes um anel foi formado pelos setores das Forças Armadas leais a Kadafi para garantir a segurança do regime. Ontem pela manhã, a situação era mais calma e não havia registros de manifestações nas ruas. A calmaria permitiu aos moradores ir às ruas buscar suprimentos. Tiros eventuais eram ouvidos, mas nenhum bombardeio teria sido realizado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

via Tropas leais a Kadafi e mercenários cercam Trípoli – internacional – Estadao.com.br.

Rebeldes cercam ditador líbio em Trípoli

Gaddafi apertou ontem, quando rebeldes tomaram cidades próximas de Trípoli, capital e um dos últimos bastiões do ditador líbio.Deserções continuaram, uma delas de forma espetacular: dois pilotos de um caça desobedeceram ordens de bombardear manifestantes em Benghazi, ejetaram-se e deixaram a aeronave se espatifar no solo.Governos europeus passaram a temer a fuga em massa de jovens árabes para o continente. O preço do barril de petróleo subiu novamente, para US$ 111.O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que Gaddafi sofrerá as “consequências” da onda repressora, que pode ter matado mil pessoas. Um navio partiu da Grécia para resgatar trabalhadores de empresas brasileiras que operam na Líbia. Cinco funcionários da Andrade Gutierrez chegaram a Portugal.

via Folha de S.Paulo – Rebeldes cercam ditador líbio em Trípoli – 24/02/2011.

Brasileiros relatam caos e se queixam de ação do governo

Brasileiros que estiveram na Líbia nos últimos dias ou têm parentes no país falaram à Folha sobre o caos nas ruas de cidades como Trípoli e se queixaram do Itamaraty.

O mineiro Felipe Carvalho, que trabalha numa empresa portuguesa na Líbia e voltou ao Brasil pela Lufthansa ontem, chamou de “insustentável” a situação da capital.

Carvalho afirmou ter visto helicópteros militares sobrevoando Trípoli, mas não presenciou bombardeios à cidade. “Diversos escritórios oficiais foram incendiados. Uma delegacia a 600 metros da minha casa estava em chamas quando saímos.”

Heron Ferreira, 52, treinador do Al Ahly, principal time de futebol da Líbia, disse que espera deixar Trípoli hoje com a mulher e a filha de seis anos. Segundo Ferreira, elas conseguiram comprar passagem da Alitalia para Roma, com mais 20 brasileiros. Ele seguirá para o Cairo.

“Está tudo fechado e começou a escassez de gasolina. Ouvimos estouros, bombas, rajadas de tiros. Não dá para sair. Todo dia, das 16h às 9h, há toque de recolher.”

A jornalista Mariana Hansen, 27, que mora no Rio, tem quatro familiares em Benghazi -seu pai, Roberto Moreira, 52, gerente da Queiroz Galvão, a madrasta e dois irmãos. Eles estão numa casa com cerca de 50 pessoas.

Ontem Mariana conseguiu falar com a irmã adolescente, Marina, 16, que lhe disse que o clima estava mais calmo. “A população tomou conta da cidade, limpa as ruas e remove os carros queimados.”

A jornalista, porém, se diz preocupada com as atitudes do ditador Muammar Gaddafi e se queixa do Itamaraty, de cujas negociações com a Líbia depende o resgate.

“Tenho me movimentado na internet para pressionar o governo a tomar uma atitude. Por que outros países já conseguiram resgatar as pessoas e a gente ainda não?”

RETIRADA POR BARCO

via Folha de S.Paulo – Onda de revoltas: Brasileiros relatam caos e se queixam de ação do governo – 23/02/2011.

Gaddafi afirma que só sai como mártir

O ditador líbio, Muammar Gaddafi, afirmou ontem em discurso transmitido pela TV estatal que não deixará o poder e que se for preciso morrerá como “mártir”, qualificando rebeldes como “gente que se droga e se embebeda”.”Muammar Gaddafi é o líder da revolução. Muammar não é presidente para renunciar, Muammar é o líder da revolução para sempre”, disse ele, desde 1969 no poder.O regime líbio, porém, voltou a dar sinais de implosão, com a renúncia do ministro do Interior, Abdul Fattah Younis, noticiada pela TV Al Jazeera, e de novos representantes diplomáticos do país.Younis, ainda de acordo com a emissora árabe, conclamou o Exército a engrossar as fileiras da oposição.Anteontem, o ministro da Justiça já havia renunciado.Relatos locais indicavam também que toda a região leste da Líbia, incluindo Benghazi -a segunda maior cidade do país-, está sob controle de rebeldes. A área é um tradicional bastião de opositores ao regime líbio.Em um claro sinal de que o regime não controla o leste, jornalistas estrangeiros que estavam no vizinho Egito foram autorizados a entrar na Líbia e chegaram até Tobruk.Os primeiros relatos são de uma cidade totalmente tomada pelos manifestantesApós uma semana de protestos antirregime, o número de vítimas é estimado em mais de 400 mortes.Gaddafi proferiu seu discurso no final da tarde horário local, sozinho na tribuna de uma residência oficial alvo de bombardeios americanos de 1986 que mataram uma de suas filhas.A alguns metros do local, na praça Verde, em Trípoli, um enorme monumento em formato de braço segurava um avião dos EUA em referência ao episódio, símbolo dos anos de hostilidades.”Ficarei aqui”, afirmou Gaddafi, o mais longevo mandatário da África, gesticulando nervosamente.Em mais de uma hora de discurso, o ditador prometeu “depurar casa por casa” do país atrás dos “ratos e mercenários” e exortou partidários a saírem em sua defesa.”A partir de amanhã, peguem suas crianças, saiam de casa e os ataquem em seus lares. Todos vocês que amam Gaddafi vão às ruas, não tenham medo deles.”"Persigam-nos, prendam-nos, entreguem-nos às forças de segurança. Eles são poucos, são terroristas”, disse.”Todos os crimes cometidos por eles [os manifestantes] são passíveis de punição por execução pela lei líbia.”E encerrou conclamando: “O tempo da vitória chegou. À frente, à frente, à frente. Revolução! Revolução!”Na véspera, o mandatário já havia feito pronunciamento para negar que houvesse fugido para a Venezuela.Desde anteontem, Gaddafi enfrenta uma onda de deserções no gabinete, nas Forças Armadas, na Chancelaria e na intrincada rede de tribos que constitui a base do regime mantido pelo ditador.

via Folha de S.Paulo – Gaddafi afirma que só sai como mártir – 23/02/2011.

Ditadura líbia alerta para guerra civil

Em meio à violência crescente e a indícios de que a segunda cidade do país foi tomada por opositores, o filho do ditador da Líbia ordenou ontem às forças de segurança que restaurem a ordem “a qualquer custo”.
Saif el Islam, filho do coronel Muammar Gaddafi, foi à TV após um dia em que o numero de mortos no país, em seis dias de revolta contra o regime, chegou a 233, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.
Ele descartou a renúncia do pai, mas admitiu que o Exército se excedeu com os manifestantes e prometeu uma reforma total do regime.
Além de uma nova Constituição, propôs dar autonomia a regiões do país e reduzir o papel do governo central. A alternativa, afirmou, é a guerra civil.
“Faremos um regime completamente diferente ou teremos que nos preparar para o confronto e para rasgar a Líbia em pedaços”, disse Saif el Islam, que acusou os manifestantes de ter uma agenda separatista apoiada por grupos estrangeiros.
Logo após o discurso, foram ouvidos intensos tiroteios na capital, Trípoli, onde até então não havia registro de violência.
Durante a noite surgiram relatos de choques entre policiais e manifestantes em vários bairros da capital.
Carros foram queimados e pessoas jogaram pedras nos cartazes do ditador espalhados pela cidade.
O principal foco dos distúrbios durante todo o dia continuou sendo a cidade de Benghazi, a segunda maior do país, situada a 1.000 km a leste de Trípoli
Forças de segurança abriram fogo com armas pesadas contra milhares de pessoas que participavam de um funeral para opositores do regime em Benghazi (leste), em cena descrita por testemunhas como “massacre”.
O isolamento da Líbia, onde há raros jornalistas estrangeiros, aumentou desde a sexta-feira passada, quando o regime cortou a internet e dificultou os telefonemas.

via Folha de S.Paulo – Ditadura líbia alerta para guerra civil – 21/02/2011.

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