Caso Maluf: advogado inglês anuncia que vai recorrer até a última instância

Fausto Macedo

O advogado David Steenson, que representa as offshores Kildare e Durant perante a Corte Real de Jersey na ação em que a Prefeitura de São Paulo busca repatriar US$ 22 milhões – dinheiro supostamente desviado dos cofres públicos municipais na gestão do deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (1993-1996) -, informou que vai recorrer a “todos os tribunais disponíveis, caso necessário, de qualquer decisão adversa tomada em primeira instância”.

Em comunicado oficial enviado ao Estado, Steenson destaca que a defesa vai insistir categoricamente na versão de que a prefeitura não é a parte legítima para a demanda, mas a antiga Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). No governo Maluf, e mesmo antes e depois, a Emurb era responsável pela contratação de empreiteiras para grandes obras viárias.

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Papéis mostram que filho de Maluf geriu contas em Jersey

FLÁVIO FERREIRA E RODRIGO RUSSO

Documentos obtidos pelas autoridades brasileiras mostram que um filho do deputado Paulo Maluf (PP-SP) movimentou pessoalmente recursos que teriam sido transferidos ilegalmente para a ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico, em sua gestão como prefeito de São Paulo.

Os documentos foram obtidos entre 2004 e 2007, durante as investigações conduzidas em Jersey, e incluem cartas em que o empresário Flávio Maluf dá instruções para a movimentação de contas associadas ao seu pai.

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Estadão publica documentos que provam ser de Maluf o dinheiro bloqueado em Jersey

Jamil Chade

Verdades absolutas no Hemisfério Norte podem ser diferentes quando se cruza o Equador. Tomamos por exemplo o caso do céu, numa noite estrelada. De fato, o que se vê no Sul e no Norte são cenários diferentes, por conta da posição do planeta. Mas parece que há uma nova constatação das diferenças entre o Norte e o Sul: nem tudo que se diz a um juiz no Norte é o que se diz no Sul para a Justiça.

Terminado o julgamento das contas de Paulo Maluf em Jersey, publico abaixo as cópias dos documentos que advogados da empresa Durant, acusada de enriquecimento ilícito pela prefeitura de São Paulo, apresentaram aos juizes. Neles, os advogados da empresa apontam o envolvimento direto da família Maluf no caso.

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Advogados associam Maluf a contas milionárias em Jersey

Documentos que fazem parte do processo em que a Prefeitura de São Paulo tenta recuperar milhões de dólares que teriam sido desviados pelo deputado Paulo Maluf (PP-SP) para fora do Brasil reforçam as suspeitas de que o dinheiro é dele mesmo.

Maluf sempre negou ter ligações com as empresas que controlam esses recursos na ilha de Jersey, um paraíso fiscal britânico. Mas os advogados dessas empresas mencionam o deputado e seu filho, o empresário Flávio Maluf, como os principais interessados no destino do dinheiro.

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Jersey usa Maluf para mostrar que combate corrupção – politica – politica – Estadão

Jamil Chade

O julgamento do pedido de repatriação de dinheiro supostamente desviado da Prefeitura de São Paulo na gestão Paulo Maluf (1993-1996), em Jersey, é usado pelas autoridades locais como exemplo de que a ilha não é conivente com a corrupção. Nessa terça-feira, 17, ao iniciar os trabalhos no tribunal, a defesa da offshore suspeita de ligação com Maluf tentou desqualificar as testemunhas de acusação.

Jersey, ilha no Canal da Mancha pertencente ao Reino Unido, é alvo de ofensiva do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, contra paraísos fiscais. Uma iniciativa de 2008, liderada pelo então senador, propunha sanções contra centros offshore que não cumprissem acordos internacionais para compartilhar informações sobre suspeitos de crimes financeiros. Jersey foi duramente cobrada e, desde 2011, utiliza o caso do ex-prefeito para aliviar essa pressão.

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Paraíso fiscal rejeita recursos e pode julgar “companheiro” Maluf

A Justiça de Jersey abre caminho legal para uma possível condenação do ex-prefeito Paulo Maluf, na próxima semana, e a repatriação do dinheiro supostamente desviado pelo político ao Brasil. A corte do paraíso fiscal no Canal da Mancha rejeitou todos os recursos e apelos acionados pela defesa de Maluf e agora vai começar a julgar o mérito da ação movida pela Prefeitura para reaver US$ 22 milhões.

Jersey já havia bloqueado o dinheiro em contas que seriam de Maluf e de empresas ligadas a ele. Agora, decidirá se o valor será devolvido ao Tesouro paulistano. A Prefeitura alega que o dinheiro foi desviado de obras públicas durante a gestão Maluf (1993-1996).

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“Bombons” de Maluf podem mandar executivos de empreiteiras para a cadeia

Fausto Macedo

O Ministério Público Federal denunciou criminalmente oito executivos ligados ou que já pertenceram aos quadros das empreiteiras Mendes Júnior e OAS sob a acusação de desvio de dinheiro da obra da Avenida Água Espraiada, hoje rebatizada de Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (1993/1996). Segundo a denúncia, parte dos recursos foi enviada para contas em paraísos fiscais em favor de Maluf.

Os executivos são acusados de peculato e lavagem de dinheiro. Seis são da Mendes Júnior. Outros dois denunciados são da OAS. Também são acusados dois nomes da cúpula da antiga Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), responsável pela construção da Avenida, que à época chegou a ser considerada uma das mais caras do mundo.

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Nem eles aguentam: 2 em cada 3 dos petistas rejeitam apoio de Maluf

BERNARDO MELLO FRANCO

O apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP) ao petista Fernando Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores de São Paulo, mostra pesquisa concluída ontem pelo Datafolha. Entre os que declaram preferência pelo PT, a reprovação da aliança chega a 64%.

Este é o primeiro levantamento a medir o impacto da união patrocinada pelo ex-presidente Lula, que abriu crise na campanha petista e levou a ex-vice Luiza Erundina (PSB) a abandonar a chapa.

Os números indicam que a foto com Maluf pode prejudicar Haddad na corrida à prefeitura. A maioria dos entrevistados (59%) disse que não votaria num candidato apoiado pelo ex-prefeito. Outros 12% seguiriam sua indicação, e 26% seriam indiferentes.

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‘Perto do Lula, sou comunista’, diz Maluf

MÔNICA BERGAMO

˜Quem mudou? O Lula assumiu em 2003 sob a desconfiança de que era um Fidel Castro brasileiro. Achava que ele tinha que ter estágio no governo brasileiro até para o povo se decepcionar com ele. Mas, da maneira que exerceu a Presidência, diria que ele está à minha direita. Eu, perto do Lula, sou comunista.
Eu não teria tanta vontade de defender os bancos e as multinacionais como ele defende. Quando ele tira imposto dos carros, tira da Volkswagen, da Ford, da Mercedes. Quando defende sistema bancário, defende quem? Os banqueiros.
Eu, Paulo Maluf, industrial, estou à esquerda do Lula. De modo que ele foi uma grata revelação do livre mercado, da livre iniciativa.”

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Nós, os puros

Leandro Fortes, no blog Brasília, eu vi

Deu-se estes dias que chegamos a uma encruzilhada inaudita. Assim, os que ousaram se alinhar ao sentimento de Luiza Erundina, de repúdio à ligação do PT e de Lula a Paulo Maluf, passaram a ser chamados de “puros”. Assim mesmo, entre aspas, para que fique claro a conotação de que, uma vez puros, são também tolos, tristes sonhadores, idealistas cuja atitude pueril não só transgride as …regras do jogo como, no fim das contas, subverte a ordem de uma guerra santa. Em meio ao jihadismo estabelecido nas eleições paulistanas, de demônios tão nítidos quanto malignos, a atitude de Erundina contra a aliança da esquerda com um bandido procurado pela Interpol, com o cúmplice ativo dos assassinos da ditadura militar, com o construtor da vala comum do cemitério de Perus, com a representação do pior da direita, enfim, tornou-se um ato de traição, de purismo político, de angelical perversão.

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Eliane Cantanhêde: O crime compensa?

Há uma enorme perplexidade, sobretudo em Brasília, diante dos sucessivos erros de Lula depois de sair da Presidência e assistir, da planície, ao sucesso de Dilma no Planalto e nas pesquisas.

A aliança de Lula com Paulo Maluf, porém, tem uma lógica eleitoral (certa ou errada) e combina perfeitamente com todos os movimentos de Lula durante seus oito anos na Presidência, resumidos numa frase: vale tudo pelo poder.

Ao juntar-se a Maluf e anunciar a aliança no ‘bunker’ malufista, diante de uma multidão de fotógrafos, Lula sobrepôs o que considera ganhos eleitorais (quantitativos) a inevitáveis perdas políticas (qualitativas).

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PT teme que acordo eleitoral influa na CPI

Eugênia Lopes

O PT rompeu com o PMDB do senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira, e apoiará Daniela Ribeiro (PP), irmã do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), à Prefeitura de Campina Grande, na Paraíba. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira, 20, pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Vital do Rêgo ficou irritado e, agora, os petistas temem que essa insatisfação acabe refletindo no dia a dia dos trabalhos conduzidos pelo senador na CPI.

Reduto eleitoral da família Rêgo, Campina Grande é comandada há oito anos por Veneziano Rêgo (PMDB), irmão do senador, com o apoio do PT. Mas, a pouco mais de três meses das eleições, a cidade acabou se transformando moeda de troca pelo apoio do PP do deputado Paulo Maluf (SP) à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Para acalmar Vital do Rêgo, o PT se comprometeu a apoiar sua candidatura ou a de seu irmão ao governo da Paraíba em 2014.

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Erundina diz não acreditar que Maluf ficará em 2º plano na campanha

“Invasivo” e “expansivo”, o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) não ficará em segundo plano na campanha de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de SP. A afirmação é da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), ex-candidada a vice-prefeita na chapa do petista, em entrevista à rádio EstadãoESPN na manhã desta quinta-feira, 21.

Apesar disso, a ex-prefeita de São Paulo (1989-1993) garante quer vai apoiar Haddad, “o melhor candidato”. Ela considera que, fora da vice, terá mais condições de participar da promoção do petista. “Se eu continuasse na chapa, ia ter que passar a campanha inteira explicando porque estava com Maluf”.

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A exceção Erundina

José Roberto de Toledo, no site do Estadão

A política brasileira, segundo Paulo Maluf (PP-SP): “Não há mais direita e esquerda, o que há são segundos de TV”. Há uma inegável verdade na frase do deputado predileto da Interpol. Mas ao não engolir a aliança do PT de Lula com o PP de Maluf e renunciar a ser vice de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo, Luiza Erundina (PSB-SP) mostrou que nem sempre a Realpolitik conta mais do que aversões pessoais e escrúpulos morais.

Se não tivesse abandonado a chapa de Haddad, Erundina teria provado que Maluf está certo. Como esperneou e saiu, acabou lhe tirando a razão -ao menos no seu caso pessoal. A deputada é a menos governista dos parlamentares do PSB. Vota com o governo Dilma apenas quando concorda com as propostas. Vota contra quando discorda. É anocronicamente “ideológica” no exercício do mandato. Mas é também uma exceção. Vai ter fila para ocupar o lugar que ela deixou.

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Maluf levou cargo, diz Gilberto Carvalho

FERNANDO RODRIGUES

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que o cargo entregue pelo governo a um aliado de Paulo Maluf fez mesmo parte da negociação pelo apoio do PP à candidatura de Fernando Haddad (PT) a prefeito de São Paulo.

Osvaldo Garcia foi nomeado para a Secretaria de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, já comandado pelo PP, com o deputado Aguinaldo Ribeiro (PB).

“Houve uma troca [de cargos], como tem havido em qualquer negociação. Não houve dinheiro”, disse Carvalho. “Assim como nós aceitamos o apoio do PP no governo federal, é natural que houvesse uma aproximação com o PP paulista”.

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Erundina sai e agrava crise na campanha de Haddad

Um dia depois da feijoada que selou o apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, perdeu a sua vice. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), 77, abandonou ontem a chapa em protesto contra a aliança com o ex-rival.

A decisão agrava a crise na campanha petista, que passou a enfrentar cobranças de sua própria militância e terá que correr em busca de um substituto para a ex-prefeita.

Em reunião com a cúpula do PSB em Brasília, Erundina disse que não aceitava a ligação com Maluf, a quem acusou de corrupto e aliado da ditadura militar.

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“Por amor a São Paulo”

Eliane Cantanhêde

Acabo de voltar de uma semana a Curaçao e leio, ouço, vejo as fotos de Maluf e Lula, com Fernando Haddad no meio, e me sinto como o personagem Sebá, o último exilado político, que ouvia pelo telefone as piores notícias sobre o Brasil e tascava para a mulher: “Tu não queres que eu volte!”.

O petista Haddad abraçado ao PSB, que, de socialista, cada dia tem menos, e, do outro lado, ao PP de Maluf, que foi o inimigo nº 1 da sociedade e tem uma folha corrida internacional. O tucano José Serra de braços dados com o PV, de discurso bonito e de prática nem tanto, e, do outro lado, com o PR de Alfredo Nascimento, que saiu escorraçado dos Transportes na tal “faxina ética”.

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A foto que pode custar a derrota de Haddad

A foto acima bem poderia servir como o epitáfio da política brasileira. Nem tanto por Haddad, um jovem cheio de qualidades e ainda idealista que apenas agora se apresenta ao eleitorado. Na cena, ele ocupa uma posição secundária. Análoga, aliás, à sua condição na campanha que se inicia. Os dois protagonistas são mesmo Lula e Maluf.

“Donde qualquer coisa se espera, daí é que sai tudo mesmo!”, teria dito o Barão de Itararé. A despeito da incredulidade dos que, até a semana passada, juravam que Lula e Maluf eram como água e óleo.

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Maluf ameaça deixar Serra e se aliar a PT

DANIELA LIMA E VERA MAGALHÃES

Irritado com o PSDB, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) ameaça abandonar as negociações por uma aliança com o candidato dos tucanos à Prefeitura de São Paulo, José Serra, e embarcar na campanha do principal adversário dele na eleição municipal, o petista Fernando Haddad.

O apoio do PP a Serra era dado como certo, mas as relações do PSDB com o PP azedaram e Maluf decidiu intensificar contatos com a campanha petista.

O PP é dono quarto maior tempo de propaganda no rádio e na TV, com cerca de 1min30. Esse é o maior cacife do partido. Sua adesão renderá ao PT ou ao PSDB a hegemonia na propaganda eleitoral, objeto de desejo das duas siglas.

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Todos querem Maluf

No Blog da Júlia Duailib

Dono do quarto maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, o PP passou a ser cortejado por petistas e tucanos. O líder do partido no Estado, deputado Paulo Maluf, foi procurado há cerca de um mês tanto pelo pré-candidato do PSDB, José Serra, quanto pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, que esteve na casa de Maluf, no Jardim Europa, com outros dois petistas.
Os tucanos já dão como certo o apoio de Maluf a Serra. Nas tratativas, uma das sinalizações feitas pelos tucanos foi a Secretaria da Habitação (com a Cohab junto). Ontem, em jantar na casa do deputado Fabio Ramalho (PV-MG), vizinho de Maluf em Brasília, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, e os deputados Cândido Vaccarezza e Carlos Zarattini voltaram a insistir na aliança com o PT.
O PP pretende anunciar a decisão em 15 de junho.

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Maluf perde prazo e fica impedido de tomar posse na Câmara

Do jornal O Globo

O deputado Paulo Maluf (PP-SP), reeleito no último dia 3, não poderá tomar posse na Câmara dos Deputados. Ele concorreu sem o registro de candidatura e dependia de uma decisão da Justiça para ter direito aos 497.203 votos que recebeu. Maluf recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o ministro Marco Aurélio Mello arquivou o caso. Alegou que os advogados perderam o prazo para recorrer e, com isso, o processo transitará em julgado. Ou seja: Maluf não poderá mais recorrer e não poderá tomar posse.

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