CPI do Cachoeira: vice defende indiciamento de Perillo

RICARDO BRITO

O vice-presidente da CPI do Cachoeira, o deputado petista Paulo Teixeira (SP), defendeu o indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, por envolvimento com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Um relatório da Polícia Federal diz que Perillo firmou um “compromisso” com a Delta Construções, assim que assumiu o cargo, no ano passado. O acordo contava, diz a PF, com a intermediação de Cachoeira.

O acerto incluiria a liberação de créditos milionários da empreiteira com o governo goiano mediante suposto pagamento de propina a Perillo. O primeiro “compromisso”, segundo reportagem da revista Época desta semana, teria sido a compra da casa do governador de Goiás pelo contraventor. “Fechou o cerco. O relatório da Polícia Federal é a prova cabal de que a venda da casa foi para Cachoeira, foi pago com dinheiro da Delta e que houve uma vinculação entre os pagamentos de créditos para a empreiteira e a quitação das parcelas pela casa”, afirmou Teixeira.

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Como a Delta e Cacheira pagaram propina a Marconi Perillo

DIEGO ESCOSTEGUY, COM MURILO RAMOS E MARCELO ROCHA

LUCRO O governador  de Goiás, Marconi Perillo. Ele vendeu uma casa ao bicheiro Carlinhos Cachoeira com um ágio  de R$ 500 mil –  em troca, liberou faturas da Delta  (Foto: Andre Borges/Folhapress)LUCROOuça o áudio capitulo 1 (Foto: reprodução)

No dia 27 de junho, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso, contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como governador de Estado, Perillo só pode ser investigado pelo procurador-geral da República – e processado no Superior Tribunal de Justiça. O relatório, a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, tem 73 páginas, 169 diálogos telefônicos e um tema: corrupção.

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Perillo cobrou dinheiro de empreiteira, indica grampo

BRENO COSTA, ANDREZA MATAIS E ANDRÉIA SADI

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), esperava receber um pagamento da empreiteira Delta poucos dias antes de acertar a venda de sua casa, que, no final, acabou sendo comprada pelo empresário Carlinhos Cachoeira, preso desde fevereiro pela Polícia Federal.

É o que indica uma ligação interceptada pela PF no dia 27 de fevereiro de 2011 entre Cachoeira e o então diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu.

Falando sobre uma suposta cobrança que estaria sendo feita por Marconi Perillo, Cachoeira diz o seguinte ao seu interlocutor: “Cláudio, e aquele trem do Marconi? Marconi já falou com o Wladimir [Garcez, assessor de Cachoeira] de novo”.

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Relator diz que crime organizado financiou Perillo

RICARDO BRITO

O relator da CPI do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), afirmou nesta quarta que a campanha à reeleição do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), “foi financiada pelo crime organizado”. “O governador, fica evidente que a sua campanha foi financiada pelo crime organizado. É uma questão grave e será analisada por nós”, disse o relator, ao final do depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni.

Odair Cunha disse que “prefere acreditar na versão” de Bordoni sobre o pagamento de recursos da campanha de Perillo. À CPI, o jornalista confessou ter recebido via caixa dois a maior parte dos R$ 170 mil pelos serviços prestados para tocar o programa de rádio do então candidato.

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Jornalista reforça à CPI não temer acareação com Perillo

RICARDO BRITO

Ao final do seu depoimento à CPI, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirmou que não vai fugir, caso seja convocado pela comissão para participar de uma acareação com os envolvidos nos pagamentos via caixa dois da campanha à reeleição do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Ele disse que aceita estar junto de Perillo, do ex-assessor especial do governador Lúcio Fiúza Gouthier ou do ex-tesoureiro da campanha Jayme Rincón, que ocupa um cargo na gestão goiana. Os três, segundo Bordoni, pagaram ou participaram do pagamento de recursos não contabilizados na prestação de contas.

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Perillo e assessores se contradizem sobre venda de casa de luxo

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e sua assessoria entraram em contradição sobre a quitação da casa no condomínio Alphaville, em Goiânia, vendida para o professor Walter Paulo Santiago e que estava sendo ocupada por Carlinhos Cachoeira, quando foi preso, em fevereiro deste ano.
A casa fora adquirida por Perillo e sua mulher, Valéria Peixoto Perillo, em 22 de novembro de 2006. Na época, de acordo com os documentos do 4º Cartório de Goiânia, Perillo pagou R$ 202 mil com recursos próprios e financiou R$ 348 mil. O imóvel custou R$ 550 mil e foi adquirido do casal Waldir Lourenço de Lima e Maria Inês Nunes. O financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF) deveria ser pago em 15 anos, com prestação inicial de R$ 6.709,82. Em 18 de março do ano passado, o governador liquidou o financiamento.
Na terça-feira, ao depor na CPI do Cachoeira, Perillo repetiu a história de que o ex-vereador Wladimir Garcez adquiriu a mansão e, como pagamento, lhe deu três cheques, totalizando R$ 1,4 milhão. Os cheques pertenciam à confecção Excitant, e foram assinados pelo sobrinho de Cachoeira, Leonardo Ramos. O governador também afirmou que utilizou o primeiro cheque para quitar o financiamento.
— Vale registrar, senhores e senhoras senadores e deputados, que boa parte, aliás, a maior parte dos recursos que pagaram essa casa era oriundo de empréstimo que fiz junto à Caixa Econômica Federal, e que só foi quitado definitivamente quando recebi os cheques — declarou Marconi na terça-feira.
No entanto, quando O GLOBO publicou reportagem questionando a quitação do financiamento, em 11 de maio, a assessoria disse, por meio de email, que “a quitação da casa foi feita com recursos de venda de bens e empréstimos. Tudo devidamente declarado no Imposto de Renda exercício 2011.”
Nesta quarta-feira, confrontada com a versão de Marconi, a assessoria deu outra versão. “Em 10 de maio, sem acesso naquele momento ao governador, recorri à memória de Lúcio Fiúza para responder a uma pergunta que você me fazia, e informei que a quitação da casa se dera com a venda de bens e empréstimos. Hoje, ao apresentar esta sua nova pergunta ao governador Marconi Perillo, soube que, na verdade, a quitação se deu com os recursos advindos da venda de um bem imóvel, isto é, a própria casa”, informou a assessoria.

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Xadrez da CPI: Agnelo colocou Perillo em xeque

Só não foi um xeque-mate  porque o Procurador-Geral a República decidiu abrir investigação contra os dois governadores enredados com os negócios de Carlinhos Cachoeira. Para o que realmente interessa numa CPI como essa do Cachoeira, Agnelo deu uma surra no colega goiano Marconi Perillo.

Perillo saiu na frente na semana passada, quando apareceu de surpresa no Congresso e se dispôs a prestar um depoimento espontâneo. Fica claro agora que era jogo de cena e tinha o objetivo de criar um factóide. Nesse sentido, foi acertada a decisão da comissão de não permitir a antecipação.

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Procurador-geral pede ao STJ abertura de inquéritos contra Agnelo e Perillo

MARIÂNGELA GALLUCCI , FÁBIO FABRINI / BRASÍLIA

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de investigações contra os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). São três inquéritos, um contra o tucano e dois contra o petista. Gurgel quer apurar suspeitas de envolvimento de ambos com a organização chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em relação ao governador do Distrito Federal, Gurgel também pretende investigar se ele participou de supostas irregularidades na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agnelo foi diretor do órgão durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2007 e 2010, deixando o cargo para concorrer ao Palácio do Buriti.

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CPI do Cachoeira vota quebra de sigilos nesta quinta

ALANA RIZZO, EUGÊNIA LOPES, FÁBIO FABRINI E RICARDO BRITO
A CPI que investiga a relação do contraventor Carlinhos Cachoeira com autoridades e empresas marcou para esta quinta a votação dos pedidos de quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico dos governadores de Goiás, o tucano Marconi Perillo, e do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Os requerimentos serão votados um dia após Agnelo ir à CPI e assinar documento que consente a quebra de seus sigilos.

A permissão dada nesta quarta pelo petista ocorreu depois de o tucano ter recusado pôr seus sigilos à disposição da CPI. Na tentativa de minimizar sua atitude, Perillo telefonou para o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo, para anunciar que também concordava com a abertura de suas contas.

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“Eu não sabia”

Fernando Rodrigues

A fórmula mais clássica para se livrar de uma acusação no reino da política é alegar desconhecimento de um fato. Funciona muito bem no Brasil e no mundo.

Ronald Reagan, nos anos 1980, negou conhecer a cabeluda venda irregular de armas para contrarrevolucionários nicaraguenses via Irã.

Fernando Henrique Cardoso dizia, em 1997, não ter notícia das traficâncias no Congresso para comprar votos a favor da emenda da reeleição. Compungido, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2005, professou ignorância sobre o mensalão.

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O que disse Perillo à CPI

Durante mais de oito horas de depoimento à CPI do Cachoeira, o governador de Goiás, Marconi Perillo se saiu bem. Ele afirmou que nunca teve relações próximas com o contraventor Carlinhos Cachoeira, negou ter intermediado negócios com a Delta Construções e disse ainda que os negócios que envolveram a venda da casa foram totalmente legais. Durante todo o depoimento, Perillo evitou falar do caso mensalão toda vez que o assunto foi mencionado.

Confira aqui os principais trechos do depoimento do governador Marconi Perillo à CPI do Cachoeira:

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Tropa de choque comandada pelo PSDB protege Perillo na CPI

A tropa de choque do PSDB, com apoio de PPS, DEM e o silêncio do PMDB, foi para o depoimento do governador tucano Marconi Perillo, na CPI mista de Carlinhos Cachoeira preparada para a guerra e protagonizou momentos tensos nas mais de nove horas da sessão. O clima azedou quando o relator da comissão, o petista Odair Cunha (MG), pediu para Perillo abrir seu sigilo bancário.
Para piorar a situação, Odair disse que o governador tucano estava ali como investigado, embora tenha sido convocado como testemunha. Tucanos e aliados reagiram aos berros, com dedos em riste e acusações de que o relator, que estava calmo na primeira fase do depoimento, tinha recebido orientação do ex-presidente Lula para endurecer.
— Não é de hoje que venho denunciando a eloquência com que o relator direciona para interesses de seu partido, para não dizer do ex-presidente Lula. Ele levou um puxão de orelhas de alguém lá de fora, por isso voltou assim — berrou o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).
— Por que essa vontade apressada de investigar o PSDB? Temos de nos aviltar. Vossa Excelência não sabe a diferença entre investigado e testemunha! — completou o tucano.
O relator reagiu:
— Ele compareceu como testemunha numa investigação que estamos fazendo sobre Goiás e o Distrito Federal. Há seis pessoas do governo dele citadas nas investigações. É com base nisso que estamos inquirindo!
O presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), tentou acalmar os ânimos. Pediu silêncio, mas os gritos eram mais fortes. Quando a situação voltou a uma calma relativa, outro bate-boca teve início. Dessa vez, coube ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) intervir. O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) havia pedido para falar, mas prolongava sua intervenção, no que Luiz Sérgio protestou.
Foi o estopim para outro arranca-rabo. O senador Mario Couto (PSDB-PA), que nem pertence à CPI e é conhecido por bater na mesa e discursar aos berros, subiu o tom e disse que o colega podia falar quanto quisesse.
— Calado! —protestou Luiz Sérgio.
— Não é no grito. Quietinho! — insistiu o petista.
— Eu sou macho! — contra-argumentou Couto.
— Normalmente, os que gritam que são machos… — interveio Luiz Sérgio, em tom jocoso, sem terminar a frase.
Embora Perillo buscasse demonstrar tranquilidade, o clima foi tenso entre os parlamentares, sobretudo entre tucanos e petistas. Os tucanos compareceram em peso, incluindo parlamentares que nem são da CPI, como o primeiro-secretário do Senado, Cícero Lucena (PB), os senadores Aécio Neves (MG) e Flexa Ribeiro (PA), e vários deputados.

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Sócios de Marconi Perillo têm contratos públicos em Goiás

Três dos oito sócios do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), na compra de um terreno de um milhão de metros quadrados, em Pirenópolis (GO), receberam milhões do governo do estado. Na lista dos sócios do governador estão as empreiteiras Fuad Rassi Engenharia e CCB Construtora Central do Brasil, e José Augusto D’Alcântara Costa, dono de uma empresa de eventos que também tem contratos com o governo.
O imóvel foi adquirido em 2008, dois anos depois de Perillo deixar o governo do estado. Ele voltou para o cargo em 2011. Em 2006, a Fuad recebeu R$ 10,4 milhões. Entre 2007 e 2010, período em que Perillo não estava no governo, a construtora recebeu R$ 15,5 milhões. Em 2011, primeiro ano do novo mandato de Perillo, não recebeu nada, mas, neste ano, há empenhos previstos para a empresa de R$ 14 milhões.
A Fuad Rassi, com capital social de R$ 36 milhões, tem entre os donos Luiz Alberto Rassi. Ele é proprietário de 11% do terreno de Pirenópolis adquirido em sociedade com Valéria Perillo e Marconi Perillo — o casal é o maior acionista do negócio, com 22%.
Outro sócio de Perillo no empreendimento é José Augusto D’Alcântara Costa, também com 11%. Desde 20 de janeiro do ano passado, ele é titular do conselho fiscal da Saneago, empresa responsável pelo saneamento do estado. Costa é proprietário do cartório em Trindade, cidade vizinha a Goiânia, onde o governador passou a escritura da casa do Condomínio Alphaville vendida ao empresário Walter Paulo e que serviu ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Costa figura também como responsável pela Augustus Eventos. Em 2006, a empresa de eventos recebeu dos cofres do estado R$ 770 mil. Depois, o dinheiro começou a minguar: foram R$ 164 mil em 2007, nada em 2008, R$ 128 mil em 2009 e R$ 37 mil em 2011. Mas, nos primeiros seis meses deste ano, a Augustus Eventos já ganhou R$ 3,2 milhões.
Já a CCB também foi beneficiada na gestão de Perillo, mas a construtora recebeu mais recursos quando o tucano não estava no governo. A CCB recebeu R$ 12,2 milhões em 2006. Entre 2007 e 2010, fora da gestão Perillo, foram R$ 163,9 milhões. Em 2011, com o tucano de volta ao governo, foram R$ 19,9 milhões e mais R$ 3,3 milhões, já pagos este ano. A empresa tem como sócios Edgar de Almeida e Silva Júnior, Wilton José Machado e Maria Nilda Machado, e tem um capital social de R$ 29 milhões. De acordo com o Cartório de Registro de Imóveis de Pirenópolis, ela é detentora de 11% da área adquirida por Perillo e sua mulher.

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Perillo: Interferência de Lula em CPI seria ‘muito mesquinha’

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), afirmou à Folha que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria se “comportar como um estadista” e não interferir nos rumos da investigação da CPI do Cachoeira, no Congresso.

O tucano, que irá prestar depoimento amanhã na comissão sobre sua relação com o empresário Carlinhos Cachoeira, se disse alvo de “perseguição política” por “episódios do passado”.

Em 2005, no auge do mensalão, Perillo revelou que havia avisado Lula sobre a existência do esquema.

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Tucanos recorrem à base do governo para blindar Perillo na CPI

CATIA SEABRA

Preocupado com o impacto na imagem do partido, o PSDB recorreu à base do governo Dilma na tentativa de blindar o governador de Goiás, Marconi Perillo, amanhã em seu depoimento à CPI do Cachoeira. Após acenar com um pacto de não agressão ao PT, que na quarta terá o governador Agnelo Queiroz (DF) na comissão, o tucanato apelou para o PMDB.

Ainda sem sinal de acordo entre os dois, PT e PSDB buscam munição para um confronto. Segundo integrantes da CPI, apesar de dividido sobre sua atuação, o PT tende a ir para o ataque. Assessores do relator, Odair Cunha (MG), se dedicavam à coleta de material contra Perillo.

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Perillo divulga conversa entre bicheiro e ex-vereador goiano

Novas gravações feitas pela Polícia Federal com autorização judicial colocam ainda mais dúvidas sobre a transação envolvendo a casa do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Segundo conversas divulgadas pela própria assessoria de Perillo e exibidas pelo Jornal Nacional nesta quinta-feira, o bicheiro Carlinhos Cachoeira aparece conversando com o ex-vereador Wladmir Garcez sobre a venda e tentando cobrar mais caro do empresário Walter Paulo, que seria o comprador oficial do imóvel de Perillo.
No diálogo, Cachoeira orienta Garcez a enganar Walter Paulo. Na frente do empresário, o ex-vereador deveria simular um telefonema, fingindo que está conversando com Lúcio Fiúza, assessor de Perillo. A assessoria do governador sustenta que as novas conversas atestariam que Cachoeira e Garcez usaram inadivertidamente o nome de Perillo e um assesssor dele.
Fiúza participou da negociação da venda da casa de Perillo. Assinou recibos para Garcez e teria recebido das mãos de Walter Paulo R$ 1,4 milhão pela venda da casa. Mas Perillo, na verdade, recebeu o pagamento em três cheques que Garcez recebeu de pessoas ligadas a Cachoeira. O governador alega que não sabia de quem eram os cheques.
– Você vai falar: ‘Ó, Seu Lúcio, tô aqui com…’ O governador não tá aí, né? ‘Tô aqui com o professor Walter, tô fechando com ele aqui, ele ofereceu tanto’ – diz Cachoeira, na gravação.
Uma hora depois, Wladmir diz a Cachoeira que conversou com Walter Paulo. Os dois discutem valores para a transação imobiliária. A cifra é maior do que os R$ 1,4 milhão oficialmente registrados na escritura.
– Carlinhos, ele mandou, deixar eu ver aqui… Foi R$ 1.500 (milhão) em dinheiro e R$ 500 mil em gado, sabe? Mas aí eu vou conversar pessoalmente com o doutor Lúcio, que esse trem por telefone é ruim demais – diz Garcez.
“Independentemente desta gravação, a versão correta dos fatos é a apresentada pelo governador desde sua primeira entrevista. Os depoimentos à CPMI e as gravações até agora divulgadas sempre corroboraram tudo o que foi dito pelo governador Marconi Perillo. Ele vendeu um imóvel de sua propriedade pelo valor de mercado, depositou os cheques da venda em sua conta corrente, escriturou o imóvel pelo valor da transação e declarou tudo à Receita Federal. Portanto, nenhum ato ilegal foi praticado pelo governador”, diz nota divulgada pela assessoria de Perillo.

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Jornalista cita outro pagamento de Perillo ligado a Cachoeira

O jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalhou para a campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB) em 2010, disse à Folha que recebeu R$ 40 mil de uma segunda empresa ligada ao grupo de Carlinhos Cachoeira, além de R$ 10 mil, em dinheiro vivo, do tesoureiro da campanha, Jayme Rincon.

Esses pagamentos são partes dos R$ 170 mil que Bordoni diz ter recebido por ter feito a campanha em rádio de Perillo. A Justiça Eleitoral, no entanto, registra despesas de apenas R$ 33 mil em favor da firma que Bordoni se associou para prestar o serviço.

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Jornalista diz ter recebido R$ 40 mil de Perillo

O jornalista Luiz Carlos Bordoni afirmou ontem ter recebido um pagamento de R$ 40 mil, em dinheiro vivo, das mãos do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

Bordoni diz que a quantia saiu de uma empresa do grupo de Carlinhos Cachoeira e se refere à primeira parcela do pagamento por serviços que ele prestou na campanha do tucano ao governo de Goiás, em 2010.

“Em dinheiro. Das mãos dele [Marconi Perillo, no escritório político dele em Goiânia]”, afirmou o jornalista, em entrevista ao “Jornal do SBT”. “Não sei se ele declarou, só sei que eu recebi.”

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Assessor diz que recebeu de Cachoeira por serviço eleitoral prestado a Perillo

Fernando Gallo

Responsável pela propaganda eleitoral de Marconi Perillo (PSDB) no rádio em 2010, o jornalista Luiz Carlos Bordoni afirma que uma empresa do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira foi usada para pagar os serviços de publicidade que ele prestou para a campanha do governador goiano. Segundo Bordoni, o pagamento, feito pela Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, foi comandado por Lúcio Fiúza Gouthier, assessor especial de Perillo.

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Perillo vai à comissão e diz que se dispõe a prestar depoimento

NATUZA NERY, ERICH DECAT e CARLA GUIMARÃES

Com receio de ser o único governador no foco da CPI do Cachoeira, Marconi Perillo (PSDB-GO) apareceu de surpresa ontem na comissão parlamentar de inquérito e se colocou à disposição para depor aos congressistas.

O tucano quer atingir dois objetivos: evitar o desgaste de ser convocado e prestar esclarecimentos aos deputados e senadores antes de aprovada a quebra de seus sigilos fiscal, financeiro e telefônico -reduzindo assim o poder de contestações da comissão.

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Homem de confiança de Cachoeira, Garcez fala à CPI e complica Perillo

Fábio Fabrini, Alana Rizzo e Eugênia Lopes

Em depoimento lido à CPI do Cachoeira, o ex-vereador de Goiânia Wladimir Garcez complicou nesta quinta-feira, 24, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), ao apresentar versão diferente da do tucano para a venda de uma casa no condomínio Alphaville, em Goiânia. Preso na Operação Monte Carlo, da PF, Garcez disse que ele mesmo comprou a casa de Perillo, providenciando e entregando três cheques a Lúcio Fiúza, assessor do governador.

Em declarações anteriores, o tucano disse ter vendido a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão, e que Garcez teria sido apenas intermediário. Em 20 minutos, Garcez, que se negou a responder às perguntas dos parlamentares, contou que Perillo lhe disse estar vendendo a mansão e aceitou receber R$ 1,4 milhão. “Comprei a casa e pedi um prazo”, disse. “O pagamento ocorreu depois.”

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Governador tucano será alvo de inquérito da Procuradoria

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que deve abrir um inquérito para examinar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Investigações da Polícia Federal sobre os negócios de Cachoeira sugerem que o empresário mantinha pessoas de sua confiança em postos-chave do governo goiano para defender seus interesses.

Escutas telefônicas feitas pela polícia sugerem que operadores de Cachoeira levaram dinheiro para a sede do governo de Goiás em duas ocasiões no ano passado.

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Presidente do PT defende convocação de Perillo na CPI

DAIENE CARDOSO E GUILHERME WALTENBERG , da Agência Estado

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão, defendeu nesta sexta-feira a convocação de governadores na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, especificamente o de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). “É possível que num dado momento eles convoquem um governador, principalmente o Marconi Perillo”, disse o dirigente, para quem o governador tucano seria o mais exposto pelo vazamento da investigação da Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do contraventor Carlinhos Cachoeira.

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Dados contradizem versão de Perillo para venda de casa em Goiânia

Fernando Gallo

A empresa que comprou a casa do governador Marconi Perillo (PSDB), em Goiânia (GO), na qual foi preso o contraventor Carlinhos Cachoeira, está em nome de supostos laranjas. Embora o governador afirme que vendeu a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão – que por sua vez confirmou a compra do imóvel em entrevista ao jornal O Popular, de Goiânia -, a Mestra Administração e Participações não tem nem nunca teve Walter Paulo em seu quadro societário.

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Escutas sugerem que Perillo atuou em favor da Delta

BRENO COSTA, ANDREZA MATAIS, FERNANDO MELLO E CATIA SEABRA

Escutas telefônicas realizadas pela Polícia Federal indicam que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), atuou em favor da Delta Construções.

Em julho de 2011, Cachoeira e Demóstenes pressionaram o governador para que interferisse num negócio na região do Entorno do Distrito Federal.

Em 13 de julho, Demóstenes se encontra pessoalmente com Perillo e diz a Cachoeira ter chegado a um acordo. No mesmo dia, o governador também conversa com o ex-presidente do Detran, Edivaldo Cardoso, que passa o recado a Carlinhos Cachoeira.

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Cachoeira mandou entregar dinheiro ‘para o governador’

ANDREZA MATAIS, RUBENS VALENTE e NATUZA NERY

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, orientou um de seus operadores a entregar dinheiro a um assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em julho de 2011.

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante investigações sobre os negócios de Cachoeira mostram-no tratando do assunto com o ex-vereador Wladimir Garcez, um de seus operadores.

“É pro governador”, disse Cachoeira a Garcez. “Vamos lá pagar logo pra ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que tirar aqui.”

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Em gravação, Carlinhos Cachoeira diz que elegeu Perillo

Conversas gravadas pela Polícia Federal mostram que o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, cobrou do ex-presidente do Detran de Goiás Edivaldo Cardoso a fatura pelo apoio à eleição do governador Marconi Perillo (PSDB). No diálogo, o bicheiro e o ex-auxiliar do governador discutem a partilha da verba publicitária do Detran, segundo Edivaldo, no valor total de R$ 1,6 milhão. Cachoeira lembra da participação que teve na campanha de Perillo e exige a maior fatia do bolo.

— Quem lutou e pôs o Marconi lá fomos nós — diz Cachoeira.

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Perillo pede investigação contra si mesmo

GABRIELA GUERREIRO

A pedido do governador Marconi Perillo (PSDB-GO), o advogado Carlos de Almeida Castro afirmou ontem que irá pedir à Procuradoria-Geral da República que instaure inquérito para investigar o tucano no caso Cachoeira.

O advogado de Perillo afirma que a decisão servirá para desmentir as suspeitas que recaem sobre o governador.

“Estou fazendo uma coisa inédita a pedido do meu cliente. A imagem dele está sendo deturpada e a investigação vai nos ajudar a mostrar isso”, afirmou.

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A versão de Mino Pedrosa sobre o suborno que teria sido pago a Perillo

Mino Pedrosa, do site QuidNovi

Foi no Palácio das Esmeraldas que o governador de Goiás Marconi Perillo (PDSB) recebeu de Carlos Cachoeira um pacote de dinheiro com R$ 500 mil,numa caixa de computador,como parte do pagamento de “negócios” com o bicheiro.O dinheiro foi entregue por Wladimir Garcês, reconhecido por Perillo como amigo e presidente da Assembléia, só que Garcês se refere a Cachoeira como “chefe”.Fechamos o elo entre governador e contraventor.

Os agentes da polícia federal monitoraram todos os passos da entrega do dinheiro. Com áudio e vídeos.

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