O vilipêndio de Dona Marisa

Todo os que lêem este blog sabem das minhas críticas ao legado da era lulista. Elas derivam do mau comportamento dos próceres petistas especialmente no que tange à ética na política. Lula foi eleito para mudar a natureza das relações entre o Poder central e os políticos que orbitam em sua periferia. Além de descumprir solenemente a promessa, permitiu que o País fosse abduzido por um sistema em que a tunga, mais do que tolerada, parecia ser recomendada.

Isto posto, quero manifestar a minha mais profunda repulsa pelo que está acontecendo no submundo das redes sociais. Está em curso uma sórdida campanha para atacar a reputação de políticos petistas mirando seus parentes, que nada têm a ver com a disputa eleitoral/partidária/ideológica.

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Saudade de Dona Marisa, que faz muita falta em Brasília

Dolley Madison: Primeira-dama antes de ser mulher de um Presidente

Desde que a saudosa Ruth Cardoso transferiu seu domicílio do Palácio da Alvorada para o bairro de Higienópolis, em São Paulo, o Brasil não tem uma Primeira-Dama à altura do status que essa designação inspira. A imagem atuante da esposa de Fernando Henrtique Cardoso contrasta de maneira cabal com o acanhamento e a inexpressividade de Marisa Letícia Lula da Silva, que passou oito anos no mesmo endereço de Brasília sem se deixar notar minimamente — e quase sem deixar vestígios.

Ruth Cardoso ajudou o marido a construir o núcleo estrutural dos programas sociais que viriam a se transformar no embrião do Fome Zero e seus sucedâneos. Sempre deixou claro que não gostava do rótulo de Primeira-dama. Muitas vezes, a condição de esposa de um presidente sedutor causou-lhe embaraços na vida pessoal. A despeito disso, os efeitos de sua passagem pelo núcleo de Poder em Brasília geraram consequências que todo o País reconhece.

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