O estupro moral coletivo de Vanessa, a escrivã

Comentário do leitor Marcelo G sobre o caso da escrivã

O vídeo é repulsivo. Se ela errou, deve ser julgada. Todos somos passíveis de erros e temos direito a um julgamento e pena justos. Pagamos pelos nossos crimes (os descritos em códigos ou não) e seguimos nossas erráticas vidas.
Essa moça não teve nem essa chance – a de ser julgada e pagar pelo seu suposto crime segundo as regras do Estado Democrático e de Direito.
Infelizmente, ainda existem países como o Paquistão, aonde funcionam tribunais informais em que mulheres podem ser condenadas a penas como estupros coletivos. A grande maioria se suicida após essa tortura inimaginável.
Não é exagero dizer pelas imagens que essa moça foi vítima de violência sexual. Não houve o ato em si, é verdade, mas a humilhação, impossibilidade de defesa e coação psicológica estavam presentes.
Ela não se negou a ser revistada em nenhum momento. Ela só implorou desesperadamente para que o ato fosse conduzido por uma mulher.
Tenho certeza que a Vanessa vai dar continuidade à vida dela, independente do resultado do julgamento e de qualquer erro que tenha cometido na condição falível de ser humano. Vai criar seu filho e superar esses traumas.

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Depressão, tentativa de suicídio, isolamento: assim são os dias da escrivã Vanessa

Foto: Isto É“Quando a porta da cela se fechou, minha vida acabou. Acabou naquele dia. Eles ofereceram um calmante. Um comprimido por dia. Eu fui guardando. Quando já havia muitos, tomei todos de uma vez só. Eu queria morrer”.

O depoimento cortante, entremeado por lágrimas doloridas, é da escrivã Vanessa Lopes, uma moça de 30 anos de idade que viu o futuro lhe fugir das mãos quando uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo entrou na sala onde ela trabalhava para prendê-la sob a acusação de concussão.

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Blog publica o parecer que pede demissão do delegado da Operação Pelada

Leia abaixo o parecer que encerrou o Procedimento Administrativo 11/2011, em que foi investigado comportamento dos delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo que despiram à força uma escrivã de polícia acusada de concussão. Como antecipou o blog do Pannunzio neste domingo, o relatório recomenda a demissão do delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, que arrancou as roupas da escrivã, e a suspensão por 90 dias do também delegado Gustavo Henrique Gonçalves, o colega que o auxiliou na desastrada operação.

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Abandonada pelos amigos, escrivã despida à força por corregedores ainda aguarda julgamento

Um ano e três meses após a publicação do video em que aparece sendo despida à força por uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, a escrivã V. ainda não foi julgada na esfera criminal. Na última audiência, as testemunhas de defesa — amigos de V. — faltaram, atrasando o desfecho do caso. V. é acusada de cometer crime de concussão por ter supostamente recebido R$ 200 de suborno para ajudar um motoboy acusado de porte ilegal de munição a se livrar de problemas judiciais.

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Relembrando a Operação Pelada: Polícia X polícia — um flagrante de coação moral

Reproduzo abaixo o post de de 18 de fevereiro de 2011 que abriu a série de denúncias publicadas pelo Blog sobre a chamada Operação Pelada

As cenas que você vai ver abaixo foram registradas nas dependências do Vigésimo-quinto Distrito Policial de São Paulo no dia 15 de junho de 2009. Mais do que chocantes, são emblemáticas do desrespeito com que policiais costumam tratar pessoas que estão sob investigação. Até quando os investigados são colegas de corporação.

As imagens que o Blog do Pannunzio e o Jornal da Band publicam em primeira mão foram feitas por ordem dos delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, ambos da Corregedoria da Polícia Civil — curiosamente os protagonistas desse thriller moral. Eles foram à delegaciade Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, para prender flagrante a escrivã V.F.S.L. Ela acabara de livrar da cadeia um homem supostamente deveria sr autuado por porte ilegal de arma que, em contrapartida, teria pago R$ 200 de propina.

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Corregedoria vai pedir expulsão do delegado que despiu escrivã na marra

O delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho deve ser expulso da Polícia Civil do Estado de São Paulo.  Foi ele quem conduziu a desastrada Operação Pelada, que tinha por objetivo produzir um flagrante de concussão e terminou com as cenas constrangedoras, reveladas pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes, em que uma escrivã de polícia é despida de maneira brutal pela equipe de corregedores comandada por Eduardo Filho.

A recomendação de que seja demitido consta do procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria, que já está pronto para ser enviado ao secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto. É ele quem vai decidir se demite ou não o policial.  Na época, no entanto, Ferreira Pinto foi informado dos detalhes da Operação Pelada e mandou engavetá-la. Chegou a convocar o delegado a seu gabinete para cumprimentá-lo pela “ação bem-sucedida”.

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Secretário de segurança protegeu policiais que seviciaram escrivã na ‘Operação Pelada’

Polícia X Polícia: cenas de sevícias morais numa delegacia paulista from Blog do Pannunzio on Vimeo.

18 de fevereiro de 2011. Um video explosivo divulgado pelo Jornal da Band e pelo Blog do Pannunzio causou repulsa e postração ao País. As cenas mostravam o ataque brutal de uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil de são Paulo a uma escrivã acusada de concussão. As imagens insólitas eram o registro de um flagrante preparado com requintes de crueldade.

O Blog do Pannunzio cobriu extensivamente o assunto. O episódio culminou com a demissão da então corregedora Marinês Trefiglio que, além de não punir, ainda defendeu os métodos truculentos e ilegais de seus subordinados. Os jagunços da Corregedoria também foram cumprimentados pessoalmente pelo secretário Antônio Ferreira Pinto, que consegui, não se sabe como, safar-se da degola.

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Operação Pelada prescreve esta semana. Delegados que abusaram de escrivã vão ficar impunes

Nas primeiras horas do dia 15, quarta-feira, os delegados que imobilizaram, algemaram e despiram uma escrivã nas instalações da Delegacia de Parelheiros, em São Paulo, vão ficar definitivamente livres de qualquer punição pelos abusos que praticaram. Depois de amanhã o caso completa dois anos e estará prescrito. Assim, os policiais ficarão  fora do alcance de qualquer tipo de punição por sua conduta.

O caso foi denunciado pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes em fevereiro passado. O Ministério Público encontrou provas novas que permitiriam, em tese, reabrir as invetigações. Mas até agora o juiz responsável não se manifestou no processo — e é certo que não o fará, pois concedeu, num procedimento que não é comum, prazo de vista para que a defesa se manifeste.

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MP busca elementos para reabrir Operação Pelada

O Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (GECEP) do Ministério Público ainda busca elementos para reabrir as investigações da prática de abuso por parte dos delegados e investigadores que conduziram a chamada Operação Pelada. O caso foi denunciado pelo Blog e pela Rede Bandeirantes no dia 18 de fevereiro com a divulgação de um video no qual uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil algema, imobiliza e despe à força uma escrivã acusada de concussão (leia mais aqui).

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Perseguição: SSP demite pela segunda vez investigador reintegrado à Polícia por ordem da Justiça

O Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto demitiu pela segunda vez, de maneira arbitrária, um investigador inocentado no curso de um processo criminal instaurado para apurar uma denúncia de prática de concussão. O ato está publicado na edição desta terça-feira do Diário Oficial do Estado de São Paulo.

Elison Riziolli havia sido reintegrado onze dias atrás por força de uma liminar expedida pela Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo. No despacho publicado hoje, Antônio Ferriera Pinto embasa a decisão de demitir novamente o ex-policial  em um parecer da Consultoria da pasta, segundo a qual, a despeito da decretação de nulidade da demissão, “não tendo ocorrido a prescrição da pretensão punitiva do Estado, novo ato de demissão poderá ser emitido pelo Titular da Pasta”.

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O que dizem os companheiros do investigador reintegrado à Polícia Civil por determinação judicial

No dia 18 de março o blog publicou uma reportem dando conta da reintegração à Polícia civil do um investigador Elison Rozziolli, demitido no curso de um processo em que são patentes as dúvidas sobre a ocorrência do fato que gerou a punição. No post, afirmei ser plausível que  dois companheiros desse investigador  tenham tentado achacar um comerciante que vendera cerveja sem emitir a nota fiscal. Todos foram demitidos a bem do serviço público. Elison Rizziolli foi o primeiro a obter a reintegração .

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Folha de S.Paulo: SP reestrutura polícia e fecha delegacias

ROGÉRIO PAGNAN e VENCESLAU BORLINA FILHO, da Folha de São Paulo – O governo de São Paulo deu início a um pacote de mudanças na estrutura da segurança pública no Estado que deve afetar praticamente todas as 645 cidades paulistas e a forma de trabalhar das duas polícias estaduais.

A “reengenharia” do governo prevê o fechamento de delegacias nas cidades com menos de 10 mil habitantes e a aglutinação de distritos nas cidades de maior porte, o que inclui a capital.

Nas cidades pequenas, 43% dos municípios paulistas, a PM vai registrar boletins de casos de menor gravidade -que dispensam ação imediata dos investigadores.

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Justiça manda reintegrar policial civil demitido sumariamente pela SSP

Por decisão da Primeira Vara da Fazenda Pública do Estado de São Paulo, a Secretaria de Segurança Pública terá que reintegrar à Polícia Civil o investigador Elison Rozziolli, demitido no curso de um procedimento administrativo cheio de contradições. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta quinta-feira, 17 de março.

Elison e dois outros investigadores foram acusados de concussão supostamente praticada contra um comerciante da periferia de Campinas. O Blog teve acesso à íntegra dos processos judiciais e do procedimento administrativo. A leitura atenta deixa claro que a demissão contrariou posição unânime do Conselho da Polícia civil, que por diversas vezes opinou pela suspensão das sanções administrativas até o trânsito em julgado do processo criminal instaurado para apurar a denúncia.

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Cúpula da Segurança muda mais dois diretores da polícia de São Paulo

Marcelo Godoy – Mais mudanças na polícia paulista. Um dia depois da queda do ex-diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marco Antônio Desgualdo, a Delegacia Geral resolveu promover o que está chamando de “ajustes na cúpula”. Perderam seus lugares no Conselho da Polícia Civil os delegados Luiz Maurício Souza Blazeck, que dirigia o Departamento de Administração e Planejamento da Polícia Civil (Dap), e Elson Alexandre Sayão, até então responsável pelo Departamento de Identificação e Registros Diversos (Dird).

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Chefe de Departamento de Homicídios de SP é afastado do cargo

André Caramante – Marco Antonio Desgualdo, ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo e homem de confiança do governador Geraldo Alckmin (PSDB), foi afastado do cargo de chefe do DHPP (departamento de homicídios) na manhã desta segunda-feira.

A saída de Desgualdo ocorreu por “quebra de lealdade”, segundo a Delegacia Geral da Polícia Civil. O nome do novo diretor do DHPP ainda não foi definido.

A Folha apurou que o ex-chefe da Polícia Civil de SP teria sido identificado como um dos policiais com participação no episódio do vazamento das imagens do circuito de câmeras do shopping Pátio Higienópolis (região central de SP) em que o secretário da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, foi filmado durante um encontro com o repórter da Folha Mario Cesar Carvalho.

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Repercutindo o Blog: Operação Pelada chega ao Global Voices

On February 18, journalist Fábio Pannunzio’s blog [pt] and the TV station Rede Band [pt] released a 13-minute video in which a female desk officer with the state police of São Paulo was discharged and strip searched by male investigators from the statewide Office of Internal Affairs.

Screenshot from the video in which a female desk officer is being handcuffed and stripped by police officers

The case goes back to 2009. At the time, according to Pannunzio and Rede Band, the desk officer had received money from a person accused of carrying a weapon as a bribe for not formally imprisoning the accused. When the delegation of all male representatives from the state police’s Office of Internal Affairs showed up at the precinct, they obligated the female desk officer to submit to a strip search in order to find the money. She did not object to submitting herself to a full search.

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O secretário espionado, a direção do shopping e os jabutis em cima das árvores

Do Blog do Reinaldo Azevedo – O shopping Pátio Higienópolis disse ontem que “policiais” solicitaram imagens do secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, no local. O vídeo, no qual Ferreira Pinto se encontra com o repórter da Folha Mario Cesar Carvalho, foi divulgado em sites e blogs-um deles ligado a policiais civis-, que relacionaram o encontro à reportagem escrita por Carvalho sobre a venda de dados sigilosos por um funcionário da Segurança, o sociólogo Túlio Kahn, que foi demitido. A Segurança Pública vê “forte indício de que grupos criminosos utilizaram [as imagens] para espionar o primeiro escalão do Estado e o trabalho da imprensa”. O procurador-geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, disse que investigará a divulgação das imagens. Ele classificou o caso como “grave”. Anteontem, o Pátio Higienópolis havia dito ter entregue o vídeo a “órgãos oficiais”, sem especificar quais.

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Intrigas, arapucas e camas-de-gato: assim correm os dias na SSP-SP

Um inferno. É assim que os espectadores definem o clima na sede da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A tensão crescente entre as polícias civil e militar e, mais acima, nas relações entre o governador Geraldo Aclkmin e o secretário Antônio Ferreira Pinto dão o mote do  delicado momento político. Egresso do Ministério Público e da Polícia Militar, Ferreira Pinto tem sido responsabilizado por manobras políticas desastradas para tentar sobreviver às tempestades que cercam a pasta desde a posse do governador, em janeiro último.

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Folha de S.Paulo: Site divulga vídeo e foto de Ferreira Pinto em shopping

Vídeo divulgado na internet mostra o secretário da Segurança de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, encontrando-se com o repórter da Folha Mario Cesar Carvalho.

As imagens são do circuito de segurança do shopping Pátio Higienópolis, na região central da capital, e têm um minuto e nove segundos de duração. No vídeo, há imagens de duas câmeras.

As cenas mostram o secretário caminhando próximo à entrada principal segurando um envelope pardo. Instantes depois o jornalista chega.

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Site divulga video que provaria que Sec. de Segurança de SP vazou informações que derrubaram assessor

Um video de 1 minutos e 8 segundos, divulgado hoje na internet, poderia ser a prova de que o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto vazou para o jornal Folha de São Paulo os documentos que causaram a demissão do ex-chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), o sociólogo Túlio Kahn. Kahn foi acusado de vender informações sigilosas da SSP a clientes de sua empresa de consultoria, a Angra Consultoria e Representação Comercial.

A reportagem da Folha, publicada na edição de 1º de março deste ano (assinantes podem ler a íntegra aqui), afirmava que o sociólogo mantinha contratos cujo preço variava entre R$ 80 mil e R$ 250 mil para fornececer dados detalhados de estatísticas sigilosas da SSP . Empresas estatais paulistas teriam comprado as informações, que são públicas.

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Delegados da Operação Pelada vão para o DENARC. Colegas dizem que não é punição, é prêmio

Dois dias atrás o Delegado-Geral de Polícia de São Paulo, Marco Carneiro Lima, apresentou pessoalmente aos colegas da Delegacia Especializada de Narcóticos dois novos colegas que foram incoporados ao time de elite. Além da apresentação formal, os novatos receberam elogios do chefe, que os recomendou e pediu colaboração.

Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, os agraciados com a recomendação, foram os protagonistas da chamada Operação Pelada. Foram eles que despiram à força a escrivã V., acusada de concussão, no cartório da Delegacia de Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo. As imagens das sevícias foram reveladas duas semans atrás pelo Blog do Pannunzio (veja aqui) e pelo Jornal da Band.

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Fechando o caso: A opinião do Blog sobre a Operação Pelada

Dez dias se passaram desde que o Blog do Pannunzio e a Rede Bandeirantes denunciaram as atrocidades perpetradas por uma equipe de delegados-corregedores contra uma escrivã acusada de concussão. Até agora, todo o material jornalístico publicado nesta página eletrônica foi orientado pela objetividade. Apesar da gravidade da denúncia, tentei ao máximo não permitir a contaminação dos conteúdos pela minha própria indignação. Agora chegou o momento de expressar o que pensamos.

As atrocidades contidas no video gravado pela Corregedoria chocaram o País, provocaram comoção e produziram uma série de repercussões políticas e institucionais. No ambiente do Blog, despertaram uma discussão saudável entre leitores horrorizados com os múltiplos desrespeitos evidenciados pelas cenas. A discussão se materializou na forma de centenas de comentários, em sua maioria serenos e bem embasados. Quero dar os parabéns aos leitores pela lucidez na abordagem madura do problema e agradecê-los pela maneira correta com que divergiram, somaram, acrescentaram elementos de análise ao conteúdo do Blog.

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Blog publica a íntegra das perícias do caso da escrivã

A repercussão do caso que o Blog do Pannunzio trata como Operação Pelada gerou diversos pedidos de leitores para que a íntegra dos documentos que embasaram a investigação fosse publicada. As peças mais importantes são as degravações dos diálogos que o denunciante  Alex Alves de Souza manteve com a escrivã V. A partir de agora, elas estão disponíveis para download em formato PDF.

O Blog tem sustentado que o conteúdo dos documentos se contrapõe às conclusões dos vários delegados que investigaram o caso, especialmente no que diz respeito à informação, reiterada diversas vezes nos autos, de que havia o registro da exigência de dinheiro por parte da escrivã, o que seria suficiente para provar materialmente o crime de concussão.

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Leiam a ótima reportagem da Isto É sobre o caso da escrivã despida

Barbárie na delegacia

O caso da escrivã despida à força por delegados de São Paulo mostra que a truculência da polícia não tem limites

Solange Azevedo, Patrícia Diguê e Claudia Jordão VIOLÊNCIA


img3.jpgPerdi a paciência com você”, gritava o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho. “Ela vai ficar pelada na frente de todo mundo.” Esse show de horror e truculência aconteceu em junho de 2009, dentro de um distrito policial de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista. Mas só veio à tona agora, quando as imagens da diligência foram divulgadas na internet e na televisão. A vítima, uma escrivã acusada de receber R$ 200 para favorecer um rapaz investigado no bairro e ocultar o dinheiro sob a roupa, implorava para que não a deixassem nua na frente de seis homens da Corregedoria da Polícia Civil. Suplicou, mais de 20 vezes, para que a revista íntima fosse feita por mulheres – como manda a lei. Não adiantou. Ela foi algemada, jogada no chão e teve as calças e a calcinha arrancadas à força por Carvalho Filho. “Eu sou o condutor da tua cana. Você está presa em flagrante”, bradava o delegado. “Eles ficaram comigo em torno de 50 minutos. Me ameaçavam o tempo todo”, afirmou a moça à ISTOÉ. “Fui humilhada e tratada como um animal por ser mulher.”

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Operação Pelada: como a Corregedoria preparou o flagrante contra a escrivã e mentiu para incriminá-la

Os vícios do rumoroso caso da escrivã despida à força numa delegacia da Zona Sul de São Paulo começaram assim que o Ministério Público encaminhou o motoboyAlex Alves de Souza, de 27 anos, à Corregedoria da Polícia Civil, no dia 9 de junho de 2.008.  Como o Blog do Pannunzio revelou nesta sexta-feira, ao prestar declarações sobre a suposta tentativa de suborno, Alex passou recebeu instruções detalhadas dos delegados sobre o que deveria fazer para comprovar a acusação (leia post sobre o assunto aqui).

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Folha critica Operação Pelada em editorial

Em junho de 2009, policiais da corregedoria arrancaram à força as vestes de uma escrivã acusada de receber propina em uma delegacia na zona sul de São Paulo. Uma investigação para apurar se houve excessos foi arquivada. A delegada Marina Inês Trefiglio Valente, por ironia a primeira mulher na história a ocupar o cargo de corregedora-geral, defendeu a ação dos subordinados.

Apenas depois do vazamento de um vídeo, na semana passada, que registra a ação, o caso tomou novo rumo. Os policiais envolvidos acabaram afastados, e o inquérito foi reaberto. A delegada, nomeada em março de 2009, foi retirada do cargo.

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Coação, humilhação, perseguição. Saiba como a escrivã V. se tornou a estrela das cenas de nudez da Corregedoria

“Isso é a cena de um estupro. Faltou apenas a conjunção carnal”. Foi assim, com um ar de incredulidade, que um promotor de justiça reagiu ao ver as imagens da violência perpretada por dois delegados de polícia contra uma escrivã neste Blog. O video, que acabara de ser veiculado, selaria os destino de duas mulheres. A escrivã V.F.S.L., humilhada, arrasada, seria expulsa da polícia como uma ladra, no curso de uma investigação eivada de falhas processuais; e  a chefe de seus algozes, a corregedora Maria Inês Trefiglio Valente, que perderia um dos postos mais importantes da Polícia Civil por ocultar e apoiar a truculência de seus agentes.

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Operação Pelada: flagrante contra escrivã foi preparado. Não há provas de concussão no inquérito

Ao contrário do que afirmou a ex-corregedora-geral da Polícia Civil de São Paulo, Maria Inês Trefiglio Valente, não há nenhuma prova de prática de crime de concussão no inquérito criminal aberto para investigar a escrivã V.S.L.F. Ela foi vítima de humilhação e abuso de autoridade por parte de uma equipe da Corregedoria que investigava a denúncia de um homem que se dizia achacado pela policial.

No inquérito há o registro de três diálogos entre a escrivã e o denunciante — dois deles feitos por instrução e com o acompanhamento dos delegados que despiram à força e humilharam a escrivã. Em nenhum deles V. exige dinheiro de seu interlocutor, o que seria necessário para a materialização do crime a ela imputado.

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Corregedora cai após crise na Polícia Civil

André Camarante – Após a crise causada na Polícia Civil de São Paulo pela divulgação de vídeo em que uma escrivã é despida à força por integrantes da Corregedoria, o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, exonerou ontem a delegada Marina Inês Trefiglio Valente do posto de corregedora-geral.

Maria Inês havia sido nomeada para o cargo pelo próprio Ferreira Pinto, em março de 2009. Foi a primeira mulher na história da Polícia Civil paulista a chefiar o órgão.

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Sevícias contra escrivã foram constatadas em perícia. Prova não foi usada em inquérito que inocentou delegados

As sevícias decorrentes da violência empregada na humilhante “revista íntima”  feita na escrivã V.F.S.L. por dois delegados da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo foram constatadas pelo Insituto Médico Legal. O exame de corpo de delito foi realizado em 16 de junho de 2009,  dia seguinte à sua prisão em flagrante.

O laudo, assinado pelo médico-legista Marcus A. P. Telles, atesta que ela sofreu “lesões de natureza leve”. Foram encontradas equimoses no tornozelo direito e no punho esquerdo. O legista também anotou que V. “não quis retirar a calça para exame das pernas pois estava muito abalada emocionalmente”. A Corregedoria havia afirmado que os métodos empregados na lavratura do flagrante foram “adequados”. As imagens da humilhação imposta à servidora foram divulgadas em primeira mão pelo Blog do Pannunzio e pela Rede Bandeirantes (veja aqui na íntegra).

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